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Aşağıdakilerden hangisi bireyselleştirilmiş iyileştirme programlarında gözetilecek

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İNFAZ HUKUKU

20. Aşağıdakilerden hangisi bireyselleştirilmiş iyileştirme programlarında gözetilecek

O auxílio-doença parental, nos ditames do Projeto de Lei do Senado de nº

142 AMÉLIA, Ana. Projeto de lei do senado, nº286, de 2014. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=155429&tp=1>. Acesso em: 07 nov. 2016.

143

Ibidem. 144

Ibidem.

145 AMÉLIA, Ana. Aprovado no Senado projeto que cria auxílio-doença parental. Disponível em: <http://www.anaamelialemos.com.br/noticias/aprovado_no_senado_projeto_que_cria_auxilio-

286/14, pretende contemplar os casos em que o segurado se encontra incapacitado para a realização da sua atividade laboral, em virtude de doença do cônjuge ou companheiro, dos filhos, dos pais, padrasto ou madrasta e enteado, assim como de qualquer dependente que viva a suas custas e conste na declaração de rendimentos146.

Com efeito, aduz Carlos Alberto Vieira de Gouveia147:

[...] surgiu a tese do Auxílio-Doença Parental, a qual desenvolvi pensando na situação que aloca o segurado em gozo do aludido benefício, não por este encontrar-se incapaz fisicamente para o labor, mas porque sua presença é mais necessária em outro lugar, ao lado do ente adoecido, até porque quem conseguiria trabalhar sabendo que seu parente precisa de você?

Sob esse prisma, depreende-se que o benefício em questão se destina a tutelar os segurados da previdência social, cuja incapacidade laboral não decorra de enfermidade própria, mas sim de patologia acometedora dos seus familiares.

Logo, a pretensão albergada nessa espécie de benefício visa proteger as hipóteses em que o segurado se encontra fisicamente habilitado para a realização da atividade laboral, entretanto, em razão da forte carga sentimental depositada em um familiar enfermo, não consegue, por motivos de natureza sentimental, moral e inclusive psicológica, desenvolver o seu mister148.

Corroborando com o entendimento, Fábio Zambitte Ibrahim149 adiciona: Importa também reconhecer que a incapacidade para o trabalho não é derivada somente de doenças típicas, aferíveis por médico-perito. A previdência social ainda reluta em admitir a existência de incapacidade de outra ordem, de natureza moral ou social, quando não há inaptidão funcional, fisiológica do segurado, mas de outra ordem.

Por exemplo, um segurado fisicamente apto, tem o pesado encargo de cuidar de parente em estado terminal, com curta expectativa de vida. Havendo elevado sentimento para com essa pessoa, estará ele, muito provavelmente incapacitada de dedicar-se ao seu mister, possivelmente colocando em risco sua integridade física e das pessoas a sua volta.

Por conseguinte, não se pode negar o risco social existente nas situações

146 AMÉLIA, Ana. Projeto de lei do senado, nº286, de 2014. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=155429&tp=1>. Acesso em: 07 nov. 2016.

147 GOUVEIA, Carlos Alberto Vieira de. Benefício por Incapacidade & Perícia Médica: manual prático. 2. ed. Curitiba: Juruá, 2014, p 110/111.

148 BITTENCOURT, André. Auxílio-doença: mito ou necessidade. Disponível em: <http://andrebittencourt.adv.br/auxilio-doenca-parental-mito-ou-necessidade/>. Acesso em: 08 nov. 2016.

retro mencionadas, tampouco torná-lo diminuto frente àquele amparado pelo auxílio- doença comum ou acidentário, visto que ambos tutelam a incapacidade laboral, no entanto, cada benefício contempla de forma distinta a origem desta incapacidade.

Além disso, a figura do benefício de auxílio-doença parental atende não só aos anseios do beneficiário da previdência, mas também aos dos seus familiares, porquanto, à medida que possibilita o segurado de ausentar-se do trabalho para cuidar devidamente do seu familiar adoentado, gera considerável aumento nas chances de recuperação daquele e, consequentemente, acelera o seu retorno ao labor150.

Logo, o benefício em apreço se materializa juridicamente como uma “[...] licença remunerada para acompanhar pessoa enferma da família.”151

Carlos Alberto Vieira de Gouveia152 acrescenta:

[...] a incapacidade para o trabalho não precisa se dar em razão de problemas físicos/mentais, pode se dar através também de problemas psíquicos, pois a doença no ente querido provoca uma incapacidade ricochete no segurado; embora a patologia coadunadora não ocorra nele, esta provoca naquele um estado de incapacidade por elemento externo, tornando-o absolutamente incapaz de conseguir desempenhar atividade que lhe garantia subsistência.

Destarte, no auxílio-doença comum ou acidentário, a incapacidade para o labor decorre de doença própria do segurado, causadora de inaptidão física ou mental. Já no auxílio-doença parental a impossibilidade laboral é de cunho psicológico e sentimental, podendo ser considerada como doença da alma, pois se origina de uma circunstância de grave enfermidade acometedora de terceiros, no caso, os parentes do beneficiário da previdência social.

4.2.1 Fundamentação Constitucional

O artigo 226 da Constituição Federal preceitua de forma expressa que a

150 SANTOS, Taís Rodrigues dos. Risco Social Evidente, Cobertura Inexistente, Necessidade

Urgente!!! Disponível em:

<http://www.lex.com.br/doutrina_26123222_AUXILIO_DOENCA_PARENTAL_RISCO_SOCIAL_EVID ENTE_COBERTURA_INEXISTENTE_NECESSIDADE_URGENTE.aspx>. Acesso em: 06 nov. 2016. 151 AMÉLIA, Ana. Projeto de lei do senado, nº286, de 2014. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=155429&tp=1>. Acesso em: 06 nov. 2016.

152 GOUVEIA, Carlos Alberto Vieira de. Benefício por Incapacidade & Perícia Médica: manual prático. 2. ed. Curitiba: Juruá, 2014, p 111.

família, base da sociedade, possui especial proteção do Estado153

.

Nesse contexto, o benefício de auxílio-doença parental encontra-se em perfeita consonância com a ordem estabelecida no Texto Constitucional, porquanto tem como escopo tutelar não só a figura do segurado incapacitado, mas também da instituição familiar e, por consequência, da própria sociedade.

Assim, Taís Rodrigues dos Santos154 pondera:

[...] temos o risco social de doença à família do segurado, que embora tenha essa qualidade, não possui qualquer benefício da previdência caso enfrente uma situação de doença familiar, ficando o segurado a vivenciar um verdadeiro drama, a mercê da sorte, da tentativa de controle emocional e da condição financeira precária, dependendo, na maioria das vezes, de auxílio de terceiros para sua sobrevivência e da família, uma vez que é obrigado a se afastar do trabalho para cuidar de um familiar adoentado: filho, marido ou dos pais.

Com efeito, não se pode negar que esses riscos sociais, cuja proteção é assegurada pelo auxílio-doença parental, “[...] acabam por trazer sérias consequências no corpo social, pois destroem famílias e como consequência, sendo a família um pilar da sociedade, degrada a sociedade como um todo.”155

Carlos Alberto Vieira de Gouveia156 levanta a seguinte circunstância: [...] uma mãe com uma filha à beira da morte em um UTI de Hospital, sabendo que a expectativa de vida de sua filha está sendo aumentada graças ao poder curativo do amor, isto mesmo, amigo, poder de cura do amor. Será que esta mãe teria condições de trabalhar? Obviamente que não [...].

Por conseguinte, vislumbra-se que a proteção oferecida pelo auxílio- doença parental atende aos anseios sociais, assim como se demonstra relevante para a garantia do bem-estar familiar e social.

Outrossim, a Magna Carta Brasileira assegura, no seu ordenamento jurídico, direitos relativos à dignidade da pessoa humana, à vida, à liberdade e à igualdade. Ademais, garante, através dos direitos fundamentais sociais, a proteção

153 BRASIL. Constituição da República federativa do Brasil. Brasília. Disponível em: <http: //www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilada.htm>. Acesso em: 09 nov. 2016. 154 SANTOS, Taís Rodrigues dos. Risco Social Evidente, Cobertura Inexistente, Necessidade

Urgente!!! Disponível em:

<http://www.lex.com.br/doutrina_26123222_AUXILIO_DOENCA_PARENTAL_RISCO_SOCIAL_EVID ENTE_COBERTURA_INEXISTENTE_NECESSIDADE_URGENTE.aspx>. Acesso em: 08 nov. 2016. 155 BITTENCOURT, André. Auxílio-doença: mito ou necessidade. Disponível em: <http://andrebittencourt.adv.br/auxilio-doenca-parental-mito-ou-necessidade/>. Acesso em: 08 nov. 2016.

156 GOUVEIA, Carlos Alberto Vieira de. Benefício por Incapacidade & Perícia Médica: manual prático. 2. ed. Curitiba: Juruá, 2014, p 111.

aos hipossuficientes157.

Com efeito, a previdência social, como um dos pilares do direito fundamental social, visa proteger os indivíduos, através de instrumentos protetivos coibidores das situações de risco158. Assim a garantia do auxílio-doença parental faz- se meio necessário para o alcance do fim pretendido pela instituição.

Sob esse prisma, reitera-se o entendimento esposado de que o direito/necessidade social de perceber o auxílio-doença parental encontra, nas bases constitucionais, supedâneo jurídico suficiente para o seu adimplemento.

4.2.2 Requisitos necessários para aquisição do Benefício

Assim como no auxílio-doença comum e acidentário, para que seja adquirido o direito de gozar do benefício de auxílio-doença parental faz-se necessário o cumprimento de algumas exigências.

Logo, por se tratar de mera ampliação da tutela jurídica do auxílio-doença comum e acidentário, os requisitos pertinentes ao benefício em questão segue a mesma linha daqueles ora regulamentados no título III, capítulo II, seção V, subseção V da lei nº 8213/91159.

Por conseguinte, imprescindível faz-se o segurado encontrar-se filiado ao Regime Geral da Previdência Social, assim como ter cumprido a carência de 12 meses, conforme estabelecido pelo artigo 25, inciso primeiro da lei nº 8213/91160.

Ademais, a incapacidade do segurado deve ser decorrente da enfermidade dos seus familiares, consoante o objeto tutelado pelo benefício, cuja descrição encontra suporte no projeto de lei do Senado nº 286/14161.

Nesse sentido, como a origem da inaptidão provém de enfermidade de terceiros, a perícia médica deve ser realizada tanto no segurado da previdência quanto no familiar adoentado, a fim de se constatar a real necessidade do

157 BRASIL. Constituição da República federativa do Brasil. Brasília. Disponível em: <http:

//www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilada.htm>. Acesso em: 10 nov. 2016. 158 CUITAT NETO, Michel. Auxílio-doença. 2. ed. São Paulo: Jh Mizuno, 2009, p.69.

159 BRASIL. Lei Nº8213 de 24 de Julho de 1991: brasilia. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>.Acesso em: 11 nov. 2016.

160 Ibidem.

161 AMÉLIA, Ana. Projeto de lei do senado, nº286, de 2014. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=155429&tp=1>. Acesso em: 11 nov. 2016.

benefício162.

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