• Sonuç bulunamadı

Aşırı Ölçüde Kuvvet Kullanılması

Bandura (1993) cita dois conceitos distintos de auto-eficácia: a expectativa de eficácia pessoal, a qual se refere ao grau de certeza e convicção pessoal com que é capaz de realizar com sucesso determinada ação a fim de conseguir um resultado desejado, e a expectativa de resultado, que se refere à crença pessoal de que a realização de uma determinada ação levará a ou originará determinado resultado. Na teoria da auto-eficácia, as expectativas de resultado são determinadas, primeiramente, pelas expectativas de auto-eficácia. Os resultados esperados pelas pessoas dependem, largamente, de quão bem elas esperam desempenhar a atividade (BANDURA, 1986). Portanto, sob muitas condições, as medidas de expectativa de resultado não adicionam muito a predição de comportamentos ou a predição de intenções além das contribuições, que as crenças de auto-eficácia fazem à predição de comportamentos e intenções.

De acordo com Feltz e Chase (1998), as expectativas de auto-eficácia não devem ser confundidas com expectativas de resultado. Expectativa de resultado é definida como uma crença de que um comportamento acarretará certo resultado, por exemplo, em uma partida de basquete um jogador sabe que se driblar os três jogadores adversários na sua frente ele conseguirá marcar o ponto.

31

Enquanto que a expectativa de auto-eficácia é a crença do quanto o indivíduo é

competente e o grau de sucesso que ele conseguirá atingir em um determinado comportamento, por exemplo, esse mesmo jogador, na mesma situação descrita acima, mas agora ele tem certeza de que consegue driblar os jogadores e marcar o ponto.

A diferença é que na primeira situação o jogador sabe o resultado da ação que quer realizar, mas não sabe se consegue fazê-la, e no segundo ele também sabe o resultado e tem convicção de que consegue fazê-la.

Os dois tipos de expectativas servem como preditores de desempenho, embora esses autores afirmem que suas pesquisas bibliográficas comprovem que a auto-eficácia é um preditor mais forte, como confirma Bandura (1986). O autor argumenta que as expectativas de auto-eficácia e as expectativas de resultado são conceitualmente distintas, mas que os tipos de resultados que as pessoas antecipam são determinados, primeiramente, pela proficiência que esperam atingir na performance – as crenças de auto-eficácia explicam a maioria da variância nos resultados esperados.

Em outras palavras, as expectativas de auto-eficácia, normalmente, determinam e predizem as expectativas de resultado; conseqüentemente, as expectativas de resultado, normalmente, não são úteis na predição do comportamento além do que pode ser predito por medidas de auto-eficácia. No entanto, quando os resultados não são determinados, inteiramente, pela qualidade da performance (por exemplo, quando restrições ambientais limitam o relacionamento entre a competência do desempenho e o tamanho da recompensa), as expectativas de auto-eficácia não estão tão relacionadas com as expectativas de resultado. Em tais casos, as expectativas de resultado também podem ser importantes preditores independentes de comportamento (MADDUX, 1995).

32

Uma das possíveis dificuldades na Psicologia do Esporte é a conceituação

diferenciada da auto-eficácia e de autoconfiança, mais usual e comum na linguagem esportiva.

Para descrever a capacidade percebida, a fim de alcançar o nível certo de execução, têm-se utilizado termos diversos, como autoconfiança, auto-eficácia, habilidade percebida e competência percebida. Entre esses termos citados o que tem sido mais utilizado é a auto-eficácia, proposta por Bandura (1977).

Em 1990, Bandura desfez estas dúvidas, apontando para as diferenças entre auto-eficácia e o termo autoconfiança.

A autoconfiança se refere ao grau de firmeza e convicção numa determinada crença, mas sem especificar a situação, a pessoa acredita nela mesma independente da tarefa a ser executada. Bandura (1977) afirma que a autoconfiança é uma característica de personalidade mais global e estável do indivíduo. Para Bandura (1997) confiança é um termo coloquial sem definição, amplamente usado na Psicologia do Esporte, que se refere à força da crença, mas não, necessariamente, especifica sobre o quê certamente se acredita.

Já a auto-eficácia se refere à crença de que se é capaz de executar ou atingir determinados níveis de rendimento. Uma avaliação de auto-eficácia inclui, portanto, não só uma afirmação do nível de capacidade, mas também a certeza e convicção nessa crença. Para Bandura (1977), a auto-eficácia é uma forma de situação específica da autoconfiança, é a crença de que uma pessoa é competente e pode fazer tudo o que precisa ser feito numa situação específica.

Como já mencionado, a autoconfiança é um traço mais estável de personalidade do ser, já a auto-eficácia é um estado ou propriedade dinâmica, que flutua e varia de

33

momento para momento, de situação para situação, ela é específica a certo tempo e

ambiente, podendo oscilar muito. Posteriormente abordaremos essa questão ao ser discutido sobre a possibilidade das crenças de auto-eficácia serem generalizadas de uma situação para outra (ver seção 4.6.2 Auto-eficácia geral) .

Para Bandura (1997), a percepção da auto-eficácia se refere à crença em um poder para produzir níveis dados de realizações. Uma avaliação de auto-eficácia, portanto, inclui tanto a afirmação da capacidade quanto a força daquela crença. Confiança é uma palavra-chave no esporte, ao invés de ser um construto embutido em um sistema teórico. Os avanços em um campo de investigação são melhor atingidos por construtos que, inteiramente, refletem o fenômeno de interesse e são enraizados em uma teoria que especifica seus determinantes, seus processos medidores e seus múltiplos efeitos. Construtos baseados na teoria pagam dividendos no entendimento e na direção operacional. Os termos usados para caracterizar a agência pessoal, portanto, representam mais que, meramente, preferências léxicas.

Bandura ainda acrescenta que a percepção de eficácia atlética é um sistema de crença de múltiplas faces, não um traço unitário de personalidade. Nem é um produto de uma disposição geral da confiança. A teoria da auto-eficácia nos força a reconhecer o “ser atlético” como representando capacidades multiformes, ao invés de ser uma entidade global. O incomparável Michael Jordan deveria se observar como, extremamente, eficaz para marcar cestas nas quadras de basquete onde ele ganhou fama, mas deveria se achar, relativamente, ineficaz para atingir home runs em quadras de beisebol onde, para Bandura, ele hesitou gravemente.

Cockerill, Pyle e Read (1996) situam a confusão que freqüentemente existe na diferenciação entre auto-eficácia e auto-estima, com a força da última sendo produto da

34

anterior. Isto quer dizer que, a auto-eficácia é um pré-requisito de um desempenho de

sucesso, enquanto que a auto-estima tende a ser aumentada seguindo aquele sucesso. A auto-estima está ligada ao quanto eu “gosto de mim” e ao quanto eu “me valorizo”, a auto-eficácia está relacionada ao quanto eu “acho que sou capaz”. Quanto maior minha auto-eficácia, conseqüentemente, será maior minha auto-estima, ou seja, quanto mais eu achar que sou competente, que sou capaz para executar determinadas tarefas, mais vou me valorizar, mais vou gostar de mim e mais eu vou pensar positivo sobre mim.

O campo da psicologia do esporte está, pesadamente, investido em medidas de traço de personalidade. Tais aproximações disposicionais, não somente cedem um poder preditivo, mas também, fornecem um pequeno direcionamento em como estruturar o treinamento para cultivar a proficiência atlética.

Benzer Belgeler