Ek 2. Oswestry Sorgulama Formu:
10- Ağrının Değişiklik Dereces
De acordo com o artigo 1º da Resolução CONAMA nº 01/86, impacto ambiental é:
[...] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais (CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE. Resolução nº 01, de 23 de janeiro de 1986).
O conceito será mais amplamente discutido posteriormente. No momento, me limito a tomar emprestadas as palavras de Antônio Cláudio Moreira (1997) para definir impacto ambiental como “qualquer alteração produzida pelos homens e suas atividades, nas relações constitutivas do ambiente, que excedam a capacidade de absorção desse ambiente.” (MOREIRA, A., 1997, p. 3).
Os impactos positivos compreendem aqueles que produzem efeitos benéficos ao meio e à população da área de entorno ao empreendimento. Estes devem ser potencializados e usados como argumentos vantajosos para a instalação da atividade. Já os impactos negativos, ao contrário, são os que representam malefícios ao meio e à sua população, devendo, então, os empreendedores apresentarem formas de mitigá-los e compensá-los, a fim de que não resultem na reprovação do empreendimento.
Para o correto diagnóstico dos impactos positivos e negativos, é preciso levar em conta todos os aspectos ambientais, urbanos e sociais que atuam na área e seu entorno. Desta forma, a política urbana pode assegurar a qualidade de vida da população, bem como o desenvolvimento saudável da cidade. Em virtude disso, faz- se necessário abordar detalhadamente, no mínimo, os aspectos listados no artigo 37 do Estatuto da Cidade, como visto na subseção 2.2.1 deste trabalho.
A avaliação dos impactos é dada pela comparação entre as caracterizações do empreendimento e da área de influência, apontando os efeitos durante as fases de planejamento, construção, funcionamento e encerramento da atividade. O diagnóstico realizado nesta etapa do EIV servirá de base para que o Poder Público, o empreendedor e a população decidam sobre a viabilidade do projeto.
Os critérios utilizados para definir os impactos devem ser satisfatórios e considerar tanto o empreendimento em funcionamento quanto os demais equipamentos existentes na vizinhança. Isto porque só se pode avaliar os reais impactos de uma futura atividade se levarmos em conta também os demais empreendimentos implantados no local.
De acordo com Mariana Sant’Anna (2007), as leis municipais podem incluir alguma disposição que obrigue o empreendedor a considerar os impactos trazidos pelo empreendimento individualmente e após sua instalação. Como exemplo a autora utiliza a Lei Municipal de Guarulhos – Lei nº 5.880/03 –, a qual estabelece requisitos
de avaliação dos impactos sobre a qualidade de vida dos habitantes em momento atual e futuro, bem como a qualidade urbanístico-ambiental e suas alterações. Deste modo, o empreendedor deve estar atento não só aos impactos individualmente, mas também considerá-los no contexto das atividades e da infraestrutura depois de estabelecidas.
Mariana Sant’Anna empresta de Helena Ribeiro uma tabela, em que os impactos encontram-se classificados em relação ao tipo, tempo de duração, área de abrangência, potencial de mitigação e risco de acidentes. A tabela em questão é usada em Estudos de Impacto Ambiental, porém a autora acredita que possa ser também aplicada em Estudos de Impacto de Vizinhança com as devidas adequações.
QUADRO 1 Classificação de Impactos
Fonte: RIBEIRO apud SANT’ANNA, 2007, p. 198.
Para demonstrar os tipos de efeitos que determinada ação pode causar, segue um quadro elaborado pela autora desta dissertação, usando como exemplo a urbanização sem planejamento adequado. Cada aspecto é ilustrado com algumas indicações de impactos negativos diretos e indiretos.
QUADRO 2
Impactos diretos e indiretos
Ação Aspectos Impactos diretos Impactos indiretos
Urbanização desordenada Disposição inadequada de resíduos urbanos e industriais Construções ilegais e em áreas de risco Impermeabili- zação da superfície
Acúmulo de detritos nas ruas, lotes e sistemas de drenagem; Proliferação de vetores de doenças. Condições insalubres de habitação; Vulnerabilidade a desastres naturais. Aumento significativo do escoamento superficial; Frequentes inundações; Falta de áreas verdes.
Deterioração dos aquíferos superficiais e subterrâneos;
Degradação sociocultural.
Recarga dos aquíferos subterrâneos;
Aumento da temperatura ambiente.
Conforme podemos observar no QUADRO 2, os impactos negativos relacionados ao processo de urbanização não planejada correspondem à desorganização do espaço e à distribuição inadequada e ineficiente da infraestrutura, que fragilizam o meio urbano-ambiental e os habitantes mais pobres. Além dos impactos negativos listados no quadro acima, podem-se citar o congestionamento do sistema viário, problemas de limpeza urbana e de abastecimento de água e a degradação do patrimônio cultural, como, por exemplo, a destruição de monumentos históricos e de espaços públicos.
Voltando à avaliação dos impactos de empreendimentos, como já mencionado anteriormente, estes devem ser considerados durante todas as fases de implantação e construção, passando pelo seu projeto até seu funcionamento.
Mariana Sant’Anna (2007, p. 199) expressa por meio do exemplo de Ribeiro a importância de se considerar os efeitos gerados em todas as fases de vida do empreendimento:
[...] Vejamos o exemplo de uma linha de metrô: quando é divulgado seu traçado, começam a aparecer fortes impactos socioeconômicos, como valorização de imóveis, com consequente expulsão de grupos de menor renda; as desapropriações causam ansiedade e estresse, saída de grupos de moradores da área, mudança no perfil dos bairros; a demolição dos imóveis para dar lugar ao empreendimento causa ruído, poeira em suspensão, provável aparecimento de ratos e baratas saídas dos escombros. Gera, ainda, a vinda de trabalhadores de menor renda para a
área com atração de comércio ambulante; a montagem do canteiro de obras estabiliza a moradia de trabalhadores temporários gerando esgoto, ruído, incômodo de vizinhança pela presença de um comércio voltado para esses trabalhadores etc. Já as atividades de construção de uma linha de metrô têm forte impacto no solo, na hidrogeologia, ocasiona ruídos e vibrações, gera intenso volume de ida e vinda, problemas no trânsito, provoca material em suspensão no ar etc. Por outro lado, com a linha pronta e em funcionamento, muitos daqueles impactos negativos temporários deixam de existir e cedem lugar a impactos positivos: melhoria do tempo de deslocamento das pessoas, reabilitação de vizinhanças degradadas, valorização imobiliária, diminuição do número de ônibus em circulação, com melhoria dos níveis de alguns poluentes. E também alguns negativos: aumento do fluxo de automóveis, substituição de usos residenciais por comerciais, expulsão de grupos sociais de renda mais baixa. Esse breve e incompleto rol de efeitos ilustra a diversidade de impactos e de suas magnitude e duração.
Assim, se o legislador municipal entende os impactos temporários como sendo importantes, deve incluir em legislação específica a obrigatoriedade de análise pelo empreendedor. (SANT’ANNA, 2007, p. 200).
2.2.2.1.3 Proposta de medidas preventivas, mitigadoras, compensatórias e