1.5. Mandibula Kırıklarında Tedavi Yöntemleri
1.5.2. Açık Redüksiyon
O processo artístico somente alcança o êxito quando a forma acabada resulta da tensão entre os elementos que a constituem. A obra é resultado de um longo processo de pesquisa, tentativas, êxitos e fracassos: da espiritualidade que se torna estilo, quando, ao encontrá-lo, é assumido pelo gesto formativo; da intencionalidade formativa que só se realiza, quando se incorpora à matéria por ela escolhida; do modo de formar que se define formando a matéria; e da matéria que passa a pertencer à arte como matéria formada.
[...] uma análise filosófica do conceito de êxito ou sucesso consiste no fato de que o êxito é tal que somente quando completamente realizado mostra claramente a própria lei, enquanto antes, quando ainda em curso o processo, não há norma evidente e é preciso descobri-la no mesmo ato em que se opera.157
A perfeição da obra reside, segundo Pareyson, em seu puro dinamismo, pois a obra só existe, enquanto forma acabada, conclusão de um processo de formação ritmado por tentativas e regido por sua própria lei. O processo que dá origem à obra será sempre unívoco e interno e seu êxito também, sempre único e imodificável, já que, concluída, a obra contém tudo que deve conter, torna-se definitiva, não podendo mais ser modificada. Sua perfeição é, pois, dependente da univocidade do processo que, acabado, torna-se improsseguível.
A independência da obra de arte e sua perfeição só podem ser compreendidas, então, como parte de sua natureza, fruto de suas exigências internas, ou seja, como realização. A
forma artística mostra-se perfeita e insubstituível porque é adequação consigo mesma, possui tudo o que deve ter e só pode ser como ela mesma quer. “A existência da obra de arte é sua completude, e sua completude, o cumprimento ou a realização de sua formação.”158. A perfeição da obra é, pois, a perfeição de algo que é bem feito, algo que se encontra inseparável de seu processo de execução e que se afirma na sua adequada realização.
A forma é o próprio processo em forma conclusiva e inclusiva e, por conseguinte, não é algo separável do processo que aperfeiçoa, conclui e totaliza. Ela não é apenas uma prova viva do processo de formação: serve-lhe antes como memória atual e permanente reevocação, porque o inclui em si no próprio ato em que o conclui [...]159.
A perfeição da forma não pode, então, ser considerada estática visto que a obra se revela enquanto evocação permanente e concreta do movimento de sua produção. Essa revelação dependerá do reconhecimento, no ato da interpretação, dessa dinâmica do desenvolvimento orgânico da obra e de sua teleologia interna. Só assim podemos apreender a forma em sua perfeição dinâmica, ou seja, compreendê-la como um organismo vivo inseparável do seu processo formativo.
Ao falarmos da obra completa e conclusa, temos que conceber que esta é formada por partes que constituem um todo indivisível. Não apenas um todo que resulta da soma de suas partes, mas um todo contido e evocado por cada uma delas. A obra necessita de cada uma de suas partes, pois é a íntima conexão entre elas que funda sua unidade: as relações que as partes mantêm entre si refletem a relação que cada parte tem com o todo, porque este tem a responsabilidade de fundá-las.
A parte é contida pelo todo só enquanto por sua vez o contém, e o todo é formado pelas partes só enquanto ele mesmo as exigiu e ordenou. O todo se deixa constituir pelas partes no sentido de estas já lhe pertencerem e serem por ele queridas. [...] o todo quer e ordena as partes de que deve resultar, e por isso contém as partes só enquanto cada uma delas o revela por inteiro.160
158 PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 94. 159
PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 96. 160 PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 102-103.
Tal afirmação só é compreensível se considerarmos à referência pareysoniana ao caráter dinâmico da unitotalidade da obra de arte. O todo contém as partes e resulta de sua unidade justamente porque ele atua na forma antes mesmo de ela existir como formada, isto é, o todo age como forma formante, solicitando, exigindo e organizando as partes que constituem a obra. O êxito artístico depende, portanto, da realização da forma formante: “atribuir a cada parte o lugar desejado pelo todo de modo precisamente a conseguir que o todo resulte da própria ordem das partes.”161.
O êxito do processo de formação da obra de arte dependerá, assim, do acabamento da forma em seu caráter dinâmico e processual, que conserva em si o movimento produtivo que lhe deu vida. A forma acabada é, então, memória atual, por ser reevocação de seu próprio processo genético interno.
[...] enquanto o processo se acha em curso existe uma tensão e inadequação entre os elementos já ligados uns aos outros mediante a escolha. E é o estudo dessa tensão e dessas afinidades eletivas que permite refazer o processo da obra de arte, pois somente aí se vêem nascer os problemas que a obra tenta solucionar, as tentativas que lhe deram origem, os esboços que lhe permitiram amadurecer.162
A forma artística é um processo em repouso, processo que chegou à sua conclusão, movimento que busca a adequação da obra consigo mesma. Por isso, se nela, cada parte contém e revela o todo, é porque cada momento do processo condensa em si todo o movimento que lhe dá origem163. A obra é um todo dinâmico e processual garantido por uma contração orgânica que permite e solicita infinitas interpretações, derivações e desenvolvimentos, e, por isso, se caracteriza como aberta e reveladora de uma experiência.
A beleza de uma obra consiste em ser ela uma forma completa que chegou a seu êxito, na medida em que se adequou perfeitamente à sua lei. A interpretação somente será possível se estiver fundamentada na estrutura dinâmica da obra. O êxito é, então, ponto de
161 PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 103. 162
PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 57-58. 163 Cf. PAREYSON, L. Estética: teoria da formatividade, p. 119.
chegada da formação e ponto de partida da interpretação. Graças ao ser caráter dinâmico, existe um movimento contínuo na obra, que vai de sua produção à sua interpretação, e desta à produção. A interpretação tem caráter produtivo e formativo, é movimento, intranqüilidade, busca de sintonia, figuração de imagens que são corrigidas e controladas ao longo do processo.