Gençlik Jargonunun Sözoluşumu
2. АRGO, JАRGON VE SLАNG АRАSINDАKİ FАRK
Seguindo a metodologia do IPM do PNUD (2010), a cada pessoa é atribuída uma pontuação em virtude das privações da sua família relativamente a cada um dos 18 indicadores – representados por d. Assim, se a família possui privação em algum indicador, ela e todos os seus integrantes recebem o valor 1 no mesmo. Caso contrário, o valor 0. Além disso, cada indicador possui um peso, que é obtido se atribuindo igual importância para cada dimensão. Neste trabalho, sendo 18 indicadores, o peso de cada dimensão é, portanto, 18/4 = 4,5. O peso de cada indicador é obtido dividindo-se esse valor pela quantidade de componentes da dimensão e pelo número de indicadores de cada componente, Por exemplo, o peso do componente analfabetismo corresponde a 4,5/2 = 2,25 e o peso do indicador C1 é 2,25/2 = 1,125. Observe-se que, em virtude do número de componentes em cada dimensão e do total de indicadores em cada componente serem diferentes entre si, a importância relativa deles nem sempre é a mesma. Ressalta-se que os componentes, que consistem em agrupamentos intermediários de indicadores, não constam na metodologia original do IPM do PNUD. Foram acrescidos com o objetivo de representar alguns tipos de privações que são mais bem caracterizados quando se aglutina mais de um indicador. Por exemplo, o componente analfabetismo expressa a privação de educação nas famílias que possuem infantojuvenis fora da escola (C1) e/ou adultos analfabetos (C2).
A pontuação de privação ponderada, representada por c, na metodologia do PNUD, corresponde à soma de cada privação multiplicada pelo seu peso. São consideradas pobres as famílias (e os seus respectivos membros) cuja soma das privações ponderadas pelos seus pesos seja superior a 1/3 dos indicadores. Neste trabalho, o valor corresponde a c > 6 (que é igual a 18/3). Na mesma linha de raciocínio, as famílias com uma pontuação de privação ponderada de 1/5 a 1/3 dos indicadores (ou seja, 3,6 < c ≤ 6) estão vulneráveis ou em risco de se tornarem multidimensionalmente pobres. As privações de cada família são agregadas por município ou por outro recorte desejável, visando a obter a proporção de pobres (H), a intensidade da pobreza (A) e o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM).
A proporção da população que é multidimensionalmente pobre, H, é definida por: H = qn ,
onde q é o número de pessoas multidimensionalmente pobres (ou seja, as pessoas pertencentes às famílias cujo c > 6) e n é a população total.
A intensidade (amplitude) de pobreza, A, representa a “percentagem média da privação sentida pelas pessoas em pobreza multidimensional”. (PNUD, 2010, p. 233). Apenas para as famílias pobres, as pontuações de privação são somadas e divididas pelo número total de indicadores e pelo total de pessoas pobres, resultando:
A = qd ,c
em que c representa o número total de privações ponderadas que os pobres sentem e d é o número total de indicadores (18, neste caso).
O Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), por sua vez, é definido pelo produto da proporção de pobres e da intensidade (amplitude) de pobreza, ou seja,
IPM = H . A ,
indicando a “fração da população que é multidimensionalmente pobre, ajustada pela intensidade das privações” (PNUD, 2010, p. 233). Assim, o IPM varia de 0 (não há privação em nenhum dos indicadores) a 1 (privação em todos os indicadores).
Para ilustrar o cálculo do IPM, foi criada uma sociedade hipotética representada por uma amostra de quatro famílias. Para cada família foi aplicado questionário, visando a obter respostas dicotômicas (0 quando não sofre privação; 1 quando sofre privação) para os 18 indicadores que compõem o IPM (Quadro 2). De posse dessas informações, obteve-se a pontuação de privação ponderada (c) para cada família, somando-se os valores obtidos em cada indicador, ou seja, c = Σ(peso . resposta), onde resposta é igual a 0 ou 1. As famílias com mais de 1/3 dos indicadores ponderados, isto é, com c > 18/3 = 6, são consideradas pobres. No caso, as famílias 1 e 4 se enquadram como multidimensionalmente pobres, enquanto a família 2 é considerada vulnerável. De imediato, é possível calcular a proporção de pobres: H = q/n = (4+5)/(4+7+5+5) = 0,43. Nessa sociedade, 43% das pessoas vivem em famílias pobres, ou seja, que sofrem privações em, pelo menos, seis dos 18 indicadores pon- derados usados para calcular o índice de pobreza multidimensional.
A intensidade da pobreza é obtida da seguinte forma: = =(10,1.4 + 7,7.5)(4 + 5). 18 = 0,49,
indicando que, nessa sociedade, a pessoa pobre média sofre privações em 49% dos indicadores ponderados. O Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) é calculado multiplicando-se a proporção de pobres pela intensidade da pobreza, ou seja, IPM = H.A = 0,43 . 0,49 = 0,21,
informando que, em média, as pessoas dessa sociedade sofrem privações em 21% dos indicadores ponderados.
Quadro 2 – Exemplificação do processo de cálculo do IPM Dimensão Componente Indicador
Famílias Peso 1 2 3 4 Tamanho da família: 4 7 5 5 Ter conhe- cimento
Analfabetismo C1: criança fora da escola 1 0 0 1 1,1250 C2: todos adultos analfabetos 0 1 0 1 1,1250 Escolaridade /
Qualificação Profissional
C3: nenhum adulto com nível médio 1 0 0 1 1,1250 C4: nenhum adulto qualificado 0 0 0 1 1,1250 Ter
saúde
Saúde da família
S1: ocorrência de óbito de criança 1 0 0 0 2,2500 S2: presença de pessoa incapacitada
física ou mentalmente 0 0 0 0 2,2500 Ter trabalho digno/se- gurança previden- ciária Desemprego
T1: ninguém em idade ativa ocupado 1 1 0 0 0,7500 T2: presença de jovens sem trabalho
não estudando (“nem-nem”) 1 0 1 1 0,7500 Trabalho
infantil T3: ocorrência de trabalho infantil 0 1 0 0 1,5000 Previdência
social
T4: presença de pessoa sem cobertura
previdenciária 1 0 0 1 1,5000 Ter padrão de vida digno Saneamento básico
P1: domicílio sem esgoto adequado 0 0 1 1 0,3750 P2: domicílio sem água canalizada de
rede/poço/nascente 0 0 0 0 0,3750 P3: domicílio sem coleta de lixo
regular 1 0 1 0 0,3750
Energia elétrica P4: domicílio não ligado à rede de
energia elétrica 0 1 0 0 1,1250
Cond. ocupação / Qual. domicílio
P5: família sem posse de
moradia/terreno 1 0 1 1 0,5625
P6: densidade moradores por
dormitório superior a 2 1 0 1 0 0,5625
Disponibilidade de bens duráveis
P7: domicílio com menos de 3 entre: rádio, televisor, máquina de lavar roupa, geladeira/freezer e telefone (fixo ou celular)
1 1 0 0 0,5625
P8: não há automóvel particular no
domicílio 1 0 1 0 0,5625
Pontuação de privação ponderada (c): 10,1 5,1 3,2 7,7 A família é pobre (c > 6)? Sim Não Não Sim Fonte: elaboração própria.
Os resultados encontrados para os indicadores Proporção de Pobres e Intensidade de Pobreza assim como para o Índice de Pobreza Multidimensional, referentes aos municípios cearenses nos três anos censitários pós-Constituição de 1988, estão disponibilizados no Anexo A.
Após calculado o IPM dos municípios cearenses para os anos censitários de 1991, 2000 e 2010, empreendeu-se a busca dos condicionantes que explicitam a realidade da pobreza nas municipalidades do Estado. Para tanto, foi estudada a correlação entre o IPM e um conjunto de variáveis explicativas, representativas dos resultados das intervenções públicas e das interações socioeconômicas da sociedade.