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4.4 Titanyum Alaşımlarının Sınıflandırılması

4.4.3 α+β Titanyum Alaşımları

A história, os princípios, a construção e a revisão da Brown

Subject Classification (BSC), Classificação de Assuntos de Brown são tratados nas subseções que seguem.

4.6.1 História

A Classificação de Brown foi primeiramente publicada em 1906 e representou a culminância de um interesse que datava do início de 1890, quando o bibliotecário britânico James Duff Brown (1861-1914) estava preparando a introdução do sistema de livre-acesso em Clerkenwell. Brown fez duas tentativas antes de compilar a Brown Subject Classification (Classificação de Assuntos ou Classificação Temática). Em 1894, a Quinn-Brown Classification foi publicada em colaboração com John Henry Quinn, seguida pela Adjustable Classification (Classificação Ajustável ou Adaptável), em 1898. A última foi desenvolvida a partir do esquema Quinn-Brown, e as classes principais e divisões visavam tão somente atender as necessidades das pequenas bibliotecas municipais da Inglaterra (LANDAU, 1958, p. 292).

Stewart (1914, p. 239-242) fala da preocupação de Brown, em 1897, com a grande perda de eficiência das bibliotecas em razão da inadequação dos arranjos de livros existentes. A classificação de Dewey tornava-se cada vez mais popular, embora houvesse reclamações que o esquema dava excessiva ou inapropriada proeminência às características e feitos americanos. Brown decidiu construir um esquema simples, lógico e prático que viesse ao encontro das necessidades das bibliotecas britânicas de todos os tipos e tamanhos (BROWN, 1906. Preface).

4.6.2 Princípios

A Classificação de Assuntos surgiu como uma reação ao esquema de

classificação de Dewey. Iniciou, portanto, a partir de uma negação. A idéia principal é que os assuntos (as classes) são concretos. As subdivisões de um assunto são aspectos desse concretismo (primazia do que é concreto) e são tratadas numa combinação de esquemas principais e tabelas categoriais, o que permite o uso de indicador de faceta (+) para ligar dois assuntos coordenados. A idéia de tabelas categoriais está sintonizada com a Moderna Teoria da Classificação (cf. subseção 4.1), ou seja, com a idéia de conferir autonomia ao classificador para fazer as combinações do que ele considera ser os assuntos. O grande problema está na carência de métodos

de combinação autorizados. A idéia de Brown de divisões artificiais entre assuntos, teoria e aplicação é uma das maiores deficiências do esquema.

Brown não defendeu qualquer teoria para o seu esquema de classificação, mas defendia certos princípios de classificação, razão pela qual não deve ser totalmente ignorado no estudo da Classificação:

a) colocação da teoria antes da prática pela disposição das ciências junto da qual elas derivam;

b) inclusão de tópicos que permeiam todo o conhecimento na classe Generalidade, por exemplo: Educação A100 e Lógica e Matemática A400 são consideradas ciências que estão presentes no conhecimento em geral e precedem as ciências que são aplicações dessas;

c) teoria do lugar único (one place theory), a qual recomenda que

somente um lugar deve existir para um assunto assim o número para café no índice é E917 e esta notação deve reunir tudo o que se relaciona a café, não importando ponto de vista, forma ou outra qualificação186;

d) uma tabela de categorias (detalahada a seguir) e formas para a subdivisão dos assuntos;

e) um índice de lugar único com uma chave alfabética separada para as tabelas categoriais;

f) classificação de livros de assuntos compostos (vários assuntos) pela reunião das classes por meio do sinal de adição (+), por exemplo: Lógica e Retórica A300 + M170;

g) a sequência das classes principais segue a ordem do agrupamento mais amplo ou genérico: 1. Matéria; 2. Vida; 3. Mente e 4. Registro.

Na introdução do seu esquema, Brown relata que ”cada classe é arranjada, tanto quanto possível for mantê-la, em uma ordem sistemática de progressão cientifica, enquanto aplicações diretamente derivadas de uma ciência ou outra base

186

Foi com base nesse princípio que Brown afirmou que todos os trabalhos relativos a um assunto simples deviam permanecer juntos e justapostos a outros trabalhos, livros ou tópicos a ele relacionados. Estava convencido de que as principais divisões do esquema de classificação são suscetíveis de muitas mudanças, mas o assunto específico não deve mudar, assumindo, portanto, no seu esquema, a relatividade dos sistemas de classificação. Esse novo método de união de todos os aspectos de um assunto em um lugar possibilitou a negação do método da classificação feita por especialistas.

teórica são embasadas naquela ciência ou base.” As palavras significativas são “tanto quanto possível for mantê-la” (BROWN, 1906. Introduction, p. 11), pois Brown deixa de lado todas as outras considerações para preservar essa progressão científica.

Música segue Acústica, extintores de incêndio e equipamentos para fogo tornam-se uma divisão de Calor, satélites são derivados da Meteorologia, enquanto briga de búfalo e corrida de cachorro são partes da Biologia. Brown sofreu críticas por levar essa teoria a extremos, mas é inegável o valor dos seus princípios à classificação.

As falhas mais sérias na subdivisão de classes são a inutilidade da ordem em Ciência Política e Social, a rejeição de um consenso na construção da classe Generalidade e o arranjo alfabético de Poesia, Drama e Ensaios.

A notação consiste de letras capitais A-X, seguidas por números 000-999. Um sinal de pontuação (.) age como um dispositivo de separação.

A tabela categorial consiste de uma lista de formas, fases, pontos de vista e qualificadores para as subdivisões de assuntos. Os seus números vão de 0 (Generalidades) a .975 (Ocidente), e Brown alega que ela se aplica mais ou menos a todo assunto ou subdivisão de um assunto. Para Butcher (1971, p. 369), esse procedimento é confuso, ambíguo, impreciso e desnorteante, pois muitos números categoriais são supérfluos na prática e não podem ser razoavelmente combinados com alguns números de assuntos, enquanto existe o perigo de adicionar, de maneira prematura, partes componentes ou elementos em uma composição, quando o passo fundamental na divisão ainda não foi feito. Outra desvantagem da tabela é que em alguns casos mais do que um número categorial é necessário. Isso leva a notações confusas e longas.

Brown tentou construir um esquema de classificação que reunisse tudo relativo a um assunto em um lugar constante ou infalível. Por causa desse princípio, a rede de relações é relegada a uma significação secundária e a chance de distribuir relações no índice é pequena. O índice da BSC registra todas as palavras dos assuntos que ocorrem nas tabelas e muitos sinônimos. Também age como um guia para alguns tópicos não-numerados, tais como eventos históricos em países de regime monárquico. O critério essencial para usar o índice de Brown é conhecer o seu ponto de vista a respeito do princípio de subordinação universal como, por exemplo, Arquitetura ser um assunto concreto, tangível, sólido, físico, material, real, precedido pela Matemática.

Não há literalmente recursos mnemônicos no esquema de Brown, e a ajuda da memória deriva principalmente de características sintéticas, tais como números categoriais e de países (nacionais).

SegundoButcher (1971, p. 369),não seria absurdo dizer que a BSC reflete as limitações da abordagem de Brown para a classificação bibliográfica. Ele era essencialmente um homem prático com uma tendência à improvisação e possuidor de uma determinação poderosa para resolver qualquer problema que despertasse a sua atenção. O seu envolvimento no campo da classificação emanou de considerações práticas, e ele acreditava que os pontos que ele advogava, isto é, localização única, aproximção da teoria com a sua aplicação e, um índice simples, livraria os bibliotecários das dificuldades associadas ao arranjo de livros.

Pode-se dizer que Brown, em alguma medida, foi bem sucedido em alguma medida em seu tempo: desenvolveu uma classificação bibliográfica sistemática; tentou simplificar o trabalho profissional da classificação de livros; demonstrou a possibilidade de características sintéticas; promoveu uma efetiva notação mista e focou a sua atenção na necessidade de esquemas que respeitassem o consenso comum e o obedecessem. Apesar de o esquema estar fortemente influenciado pelo pensamento intelectual do período, a enumeração limitada de compostos (partes combinadas) antecipou o desenvolvimento da análise em facetas e revelou uma tentativa de agrupamento, contribuindo com novos métodos de organização para a Teoria da Classificação.

4.6.3 Construção

Na construção do seu esquema Brown foi guiado pela experiência prática que ele ganhou na preparação e aplicação dos esquemas Quinn-Brown e Ajustável, mas é provável que ele tenha sido influenciado pelo esquema de Dewey e pelos escritos de Paul Otlet sobre classificação.

A ordem das classes principais é embasada em MATÉRIA, VIDA, MENTE e REGISTRO (Matter, Life, Mind. Record), ou seja, o esquema de Brown agrupa os termos pelas categorias conceituais: “Matéria e Força”, “Vida”, “Mente”, “Registro” e ordena-os de maneira a mostrar suas relações genéricas. Com esse procedimento, Brown pretende colocar cada tema o mais próximo possível da ciência que o fundamenta (SAN SEGUNDO MANUEL, 1996, p. 93). Tal esquema tem como base evitar a designação de um lugar concreto para cada livro (como faz a classificação decimal), o que é substituído por uma certa ordem de classes e uma certa ordem lógica (quadro 35):

TABLE OF MAIN CLASSES

ORDEM DE CLASSES ORDEM LÓGICA

A Generalia Generalidade

B-D Physical Science MATTER AND FORCE Ciências Físicas MATÉRIA E FORÇA E-F Biological Science LÍFE

Ciências Biológicas VIDA G-H Ethnological and Medical Science Ciências Médicas e Etnológicas I Economic Biology and Domestic Arts

Biologia Econômica e Artes Domésticas

J-K Philosophy and Religion MIND Filosofia e Religião MENTE L Social and Political Science

Ciências Sociais e Políticas

M Language and Literature RECORD Língua e Literatura REGISTRO N Literary Forms

Gêneros Literários O-W History, Geography História, Geografia X Biography

Biografia

QUADRO 35 - CLASSES PRINCIPAIS DA CLASSIFICAÇÃO DE ASSUNTOS DE BROWN FONTE: Landau (1958, p. 292); Butcher (1971, p. 368).

A notação das classes principais é alfabética, de A a X, exceção à letra Y e à Z que não são usadas. A subdivisão dessas classes é numérica de 000 a 999 (PHILLIPS, 1961, p. 124). Por exemplo:

Manual da Constituição de 1918

Ciências Sociais e Políticas: L (classe principal)

Constituições: 202 (subdivisão da classe principal L) Manual: .3 (subdivisão de forma)

1918: sa. (subdivisão cronológica) Notação: L202.3sa.

As classes compreendidas entre O e W, ou seja, a História e a Geografia, são representadas acrescentando-se o número 10 para indicar História e o 23 para indicar Geografia. Existem ainda subdivisões geográficas com uma notação alfanumércia, por exemplo:

Geografia da Europa

O-W (classes principais de História e Geografia) Q000 (subdivisão geográfica: Europa)

.23. (Geografia)

Notação: Q000.23. História da Inglaterra de 1900

O-W (classes principais de História e Geografia) U301 (subdivisão geográfica: Inglaterra)

.10. (História)

ri.(subdivisão cronológica: 1900).

Notação: U301.10ri.

Observa-se no quadro 35 que, para Brown, categorias são macroestruturas utilizadas na agregação das classes principais da BSC. São onze classes principais distribuídas segundo quatro categorias: Matéria e Força (representadas pela Física), Vida (representada pelas Ciências Biológicas), Mente (representada pela Filosofia, Religião, Ciências Sociais e Políticas) e Registro (representado por Língua, Literatura, Formas Literárias, História, Geografia e Biografia). A base do sistema da BSC segue a ordem do aparecimento das coisas, no tempo: a Matéria e a Força geram a Vida, essa produz Inteligência e a Inteligência o Registro dos fatos (PHILLIPS, 1961, p. 110-111). Em 1651, na classificação filosófica dos seres de Hobbes, havia uma lógica desse tipo, segundo a qual o ser da matéria (Matéria e Força) se revela na sua extensão (Vida ou realidade do corpo e da mente) e no seu movimento (Registro ou espaço e tempo como reflexos do movimento).

Esse conceito de categoria coincide com antigos conceitos filosóficos (cf. nota 90). O que Brown chama de categoria pode ser considerado como uma agregação particular de grandes classes. Percebe-se que Brow equipara o conceito de categoria ao de classe maior.

Embora prevaleçam as considerações de ordem prática e utilitária (cf. Butcher, p. 192, 193,194), pode-se dizer que a sequência de ordenação do esquema de classificação de Brown está na mesma linha de raciocínio que embasou o esquema de Dewey. Inicia pelas Ciências Físicas e Biológicas, seguidas das Ciências Humanas e Sociais, terminando nos Registros do conhecimento, ou seja,

nas diferentes maneiras de expressão humana. Assim sendo, o que acaba por

justificar a introdução de Brown na discussão das classificações bibliográficas clássicas é a semelhança com o sistema de Dewey, ou seja, o pragmatismo.

4.6.4 Revisão

A Classificação de Brown teve três edições: a primeira em 1906; a segunda edição do esquema, revisada por Brown, foi publicada logo após a sua morte, em 1914, e a terceira edição, editada por J. D. Stewart, apareceu em 1939 e incluía mudanças e alterações sugeridas por bibliotecários de várias instituições do Reino Unido, que ainda usavam o esquema.

A Classificação de Assuntos desapareceu como classificação prática, mesmo nas bibliotecas em que foi introduzida pelo próprio Brown. Não houve qualquer interesse em escrever uma Teoria da Classificação que fornecesse a base de qualquer método escolhido por Brown para o seu esquema.

É interessante notar que um esquema desenhado para uso prático permanece de interesse principalmente para propósitos teóricos ou acadêmicos.

Benzer Belgeler