3. METİN VE NESRE ÇEVİRİ
3.2. Şiir Mecmuası (123 b 138 a ) Varaklarının Transkripsiyonlu Metni ve Nesre
Entre as políticas de urbanização pensadas para Caicó, a construção de praças destacava-se como um dos objetos geográficos imprescindíveis a cidade,
tendo em vista que estas eram escassas em seu espaço urbano. As únicas existentes eram as seguintes: praça da Liberdade (a pracinha), praça da Catedral, praça do Rosário, praça José Augusto, praça Pedro Gurgel e a praça dom José Delgado.
Apesar disto, algumas delas estavam precisando ser reconstruídas e aformoseadas, sobretudo a praça do Rosário, que sempre tivera sido conservada sem a atenção adequada da administração pública e dos moradores adjacentes a esse logradouro, necessitando de maiores cuidados, tais como: calçamentos e edificação de canteiros. Se os espaços centrais careciam de praças bem cuidadas, aformoseadas e arborizadas, nos subúrbios da cidade estas nem ao menos existiam.
Assim, uma cidade como Caicó não podia ficar sem praças arborizadas, tampouco sem canteiros bem elaborados. As reivindicações no sentido de construção de praças não permeavam apenas o sentido estético, mas também o fato destas surgirem no cenário urbano com uma identidade própria, conforme o imaginário de cada época. Essa “[...] identidade correspondia às imagens e representações que eram construídas a partir de diferentes discursos, usos, olhares, que imprimiam, a cada praça de cada cidade em diferentes épocas, diferentes significados” (CORADINI, 1995, p. 12).
Era também através das praças que a cidade ia sendo subjetivada pelos seus praticantes, pois tudo partia e chegava dos seus espaços, enquanto cenários de “[...] exorcização das diferenças sociais por meio do sentimento comunitário, portanto, palco privilegiado para a exibição dos conflitos e seu enfrentamento através da palavra, dos gestos e posturas corporais” (ANDRADE, 1997, p. 100).
Além da carência de praças no espaço urbano caicoense, as poucas que existiam não eram arborizadas o suficiente para amenizar as altas temperaturas que incidiam sobre a cidade. E quando eram, sofriam danificações durante as manifestações festivas em seus espaços. O ajardinamento e a arborização das praças e das vias públicas eram de responsabilidade do órgão administrativo municipal, que zelava pela manutenção das poucas árvores existentes nos logradouros públicos, atribuindo, com base nos Arts. 115 e 116 do código de postura municipal, as seguintes normas aos habitantes: estava terminantemente proibido “[...] podar, cortar, derrubar ou sacrificar as árvores da arborização pública, sem
consentimento expresso da Prefeitura. [...] Nas árvores dos logradouros públicos não será permitida a colocação de cartazes e anúncios, nem a fixação de cabos ou fios [...]”36.
Porém, mesmo sendo de responsabilidade da Prefeitura Municipal a preservação e a arborização das praças da cidade, pedia-se nas folhas d’A Fôlha, a compreensão e a cooperação da população no intento de deixar a urbe com um aspecto mais aprazível, mais embelezada, “[...] zelando, defendendo as árvores e as plantas, do espírito destruidor de crianças mal educadas que quebram os galhos, pisam os canteiros e destroem as flôres”37.
Contudo, Caicó necessitava mesmo de jardins públicos, pois uma cidade com um jardim era uma urbe que sorria pelos lábios macios, delicados e aromatizantes de suas flores. Numa cidade de clima tropical semi-árido, era premente a construção de jardins públicos a fim de proporcionar um melhor conforto e uma melhor sensação térmica para os habitantes.
Além de jardins, a cidade precisava de um programa de arborização urbana, servindo não apenas para aformosear a urbe, mas também para a filtragem das impurezas, circulação dos ventos, dissolução das fedentinas urbanas e formação de agradáveis sombras para aqueles que andavam sob o pino do sol causticante, já que onde existia uma árvore era sempre um motivo de convite às sociabilidades.
Portanto, a população acossada pelas elevadas temperaturas e baixas umidades durante grande parte do ano, sofria constantemente com a ausência de uma arborização mais presente e atuante nos espaços vazios da cidade. A avenida Seridó achava-se naquela época quase despida, sem muitas árvores a balançar seus galhos pelos movimentos dos ventos secos das manhãs ensolaradas e das noites enluaradas de Caicó.
Se a paisagem da cidade era ausente de árvores e se a administração municipal não elaborava um plano mais concreto e sistemático de arborização da urbe, a alternativa era contar com a cooperação e o esforço particular de cada cidadão caicoense, plantando mais árvores em frente as suas residências, zelando
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CÓDIGO DE POSTURAS (Lei 444/69 – De 20 de maio de 1969). Câmara Municipal de Caicó. Disponível em: <http://www.cmcaico.com.br/downloads/Codigo_Posturas.pdf>. Acesso em: 03 de nov. de 2007.
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cuidadosamente das poucas que existiam. Pois uma cidade que crescia mostrando um centro urbano adornado de bonitas residências e ruas bem traçadas, causaria, se fosse igualmente arborizada, uma impressão bem melhor aos visitantes e aos seus próprios habitantes.
Para os redatores d’A Fôlha, se em cada habitação caicoense, uma árvore fosse plantada, dentro de poucos anos as ruas e logradouros da cidade já poderiam está revestidas de um verde sombreável, amenizando as altas temperaturas incididas em seu espaço urbano. Para a realização disto, bastava o esforço dos moradores, não exigindo muito do seu labor, nem sendo necessários muitos gastos elevados com capital ou verba exacerbada.
Tudo dependia da força de vontade dos moradores no intento de construir, além de uma cidade moderna, uma cidade verde, pois uma urbe sem árvores assemelhava-se a um pássaro sem penas, ou seja, sem a cobertura de sua estrutura corpórea. Neste mesmo sentido, uma cidade sem casas populares se assemelhava a um pássaro sem o aconchego de seu ninho, de seu habitat e de seu púlpito.