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Os participantes dessa pesquisa foram pessoas adultas inseridas no contexto de atuação social e política no Grande Bom Jardim. Conversamos com representantes de entidades organizadas, aqui entendidas como associações comunitárias e Organizações Não Governamentais – ONGs; com líderes religiosos; com vereadores; com trabalhadores da sede da SER V, do CRAS, do CAPS e dos oito Centros de Saúde da Família existentes no Grande Bom Jardim. Não houve delimitação prévia do número de participantes, ancorada da perspectiva de Minayo (2013, p. 197) de que uma “amostra qualitativa ideal é a que reflete a totalidade das múltiplas dimensões do objeto”.

Decidimos incluir os representantes das entidades organizadas por considerar que a participação comunitária propicia, em geral, o desenvolvimento de uma consciência crítica (FREIRE, 2011b), a partir de vivências e leituras significativas da realidade em que se vive. Entendemos que a inserção dessas pessoas no movimento comunitário do GBJ é um dos caminhos de esperança para obtenção de melhores condições de vida, além de fazer com que seja resgatada e fortalecida a identidade dos sujeitos comunitários. Com essa perspectiva, ressaltamos a importância de estudar o ponto de vista de pessoas que representem a comunidade, como partícipes e incentivadores da construção de suas mudanças.

Os representantes das entidades organizadas foram selecionados com o critério de reconhecida atuação por parte da comunidade, nos 05 bairros do Grande Bom Jardim. A partir da pesquisa documental e da nossa inserção no local, conhecemos a Rede de Desenvolvimento Sustentável do Grande Bom Jardim – Rede DLIS, que congrega 36 entidades comunitárias organizadas do GBJ, conforme relatório do ‘Projeto Fortalecimento Institucional e Governança Territorial’, realizado pelo Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza e apoiado pelo Banco do Nordeste do Brasil (CDVHS/BNB, 2013).

Decidimos realizar o estudo com os representantes dessas entidades, por considerar que elas atendiam ao critério de reconhecida atuação na comunidade e por termos conseguido aproximação com esse grupo no período de inserção de campo, necessário para a realização da pesquisa. Esclarecemos que existem, no Grande Bom Jardim, entidades organizadas que não fazem parte da Rede DLIS e que nosso estudo, no que toca à representação das mesmas, ficou dentro do escopo da referida Rede, articulada pelo CDVHS, entidade que se constitui como promotora de diálogo entre as populações socialmente vulneráveis e o poder público, com voz respeitada na denúncia de violações dos direitos

humanos em seu espectro integrado e indivisível: social, econômico, cultural e ambiental (CDVHS, 2008).

Foram escolhidos, também como participantes deste estudo, os líderes religiosos da Igreja Católica, Evangélica, Espírita e da Religião Afro-descente, por considerar que, tradicionalmente, conhecem as pessoas e a comunidade onde estão inseridos, em suas dimensões psicossociais, culturais, espirituais, políticas e econômicas, o que, a nosso ver, tem relação direta com os processos saúde-doença.

Consideramos que os líderes religiosos fazem parte de um grupo de pessoas formadoras de opiniões, como outras que se destacam na atualidade, representadas na mídia pela televisão, pelo rádio, pelas revistas e pelas redes sociais. Pensamos nos líderes religiosos como formadores de opinião, que exercem influência nos pensamentos e nos comportamentos sociais. Mas, o que nos fez considerá-los informantes-chave neste estudo foi a proximidade deles com várias pessoas, no nosso caso, moradores do Grande Bom Jardim. Destacamos a visão privilegiada desses líderes sobre o cotidiano dos moradores, sobre suas alegrias, conquistas, angústias e necessidades que compõem a realidade desse grupo.

Os vereadores participantes deste estudo foram os eleitos no município de Fortaleza com uma quantidade expressiva de votos dos moradores do Grande Bom Jardim por, pelo menos, dois mandatos. Compreendemos a importância dos vereadores na vida comunitária a partir de suas funções de representação da população junto à prefeitura, levantando a discussão sobre as necessidades da população, exercendo suas funções legislativas e atribuições de fiscalização financeira e orçamentária, controle e assessoramento dos atos do Executivo e prática dos atos de Administração interna. Como representantes, devem trabalhar em prol de melhorias das condições de vida da população, seja conversando com a população, elaborando leis ou mediando relações entre o povo e o prefeito (NOVA LIMA, 2014). Entendemos que essas atribuições, exercidas em anos de legislatura, devem propiciar vasto conhecimento sobre a evolução das políticas públicas num lugar, o que os credenciou como informantes-chave para essa pesquisa.

Os trabalhadores da sede da Secretara Executiva Regional – SER V foram escolhidos de acordo com a aproximação deles com os temas relacionados às políticas públicas implementadas no Grande Bom Jardim nas décadas de 1990 e 2000, como saúde, educação, trabalho e assistência social, que entendemos como constituintes do projeto de desenvolvimento social brasileiro. Como critério, definimos que deveriam ser, necessariamente, funcionários que não exercessem ou tivessem exercido cargos comissionados durante as gestões municipais. Com as conversas desenvolvidas nesse lugar, a

partir da apresentação da pesquisa e autorização do secretário executivo da SER V, tivemos acesso aos setores diversos e aos seus trabalhadores, ampliando o nosso escopo para as políticas públicas que tinham representação no local, que foram a de saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, assistência social e trabalho.

No desenho inicial deste estudo, pretendíamos entrevistar os profissionais que trabalhassem na sede da regional V, que estivessem lá há mais tempo, preferencialmente desde a década de 1990, para que tivéssemos condições de obter o relato mais detalhado a respeito da evolução das políticas públicas do lugar. Tivemos a negativa surpresa quanto à escassez de trabalhadores na SER V que tivessem iniciado seus trabalhos no local desde a década de 1990. A maioria iniciou seus trabalhos na gestão atual, o que demonstra a grande rotatividade dos profissionais. Havia setores em que nenhum trabalhador estava lá desde a década de 1990, outros em que havia apenas um trabalhador nessa situação e, em alguns deles, havia 02 trabalhadores. Desenvolvemos nosso estudo, obviamente, com as condições existentes. No setor onde nenhum trabalhador estava lá desde a década de 90, entrevistamos aquele que estava há mais tempo; no setor em que havia apenas um, esse foi o escolhido; no setor em que havia dois, conversamos com eles, os quais nos atenderam com muita presteza.

Contamos também com interessantes surpresas como a existência de um posto do SINE na própria sede da SER V, o que foi valioso para a coleta de mais dados sobre o emprego. Ao longo do processo de realização das entrevistas com os trabalhadores da SER V, consideramos que essas pessoas tinham dados sobre as políticas públicas, mas que não estavam tão próximas do cotidiano da população do Grande Bom Jardim. A partir disso, avaliamos como importante entrevistar pessoas que estivessem nessa condição e apresentassem noções maiores sobre os processos de saúde no local, o que nos levou às oito unidades básicas de saúde existentes no GBJ, ao CAPS e ao CRAS.

Entramos em contato com a pessoa responsável pelo setor saúde da regional, com cargo nomeado atualmente de coordenador de saúde da SER V. A partir dessa conversa, fomos encaminhados para a Secretaria Municipal de Saúde, onde entregamos o projeto da pesquisa e tivemos anuência para a realização da pesquisa nas unidades de saúde da regional. Tivemos a oportunidade de participar de uma reunião com todos os coordenadores de unidades básicas de saúde da regional, quando apresentamos a pesquisa e passamos a contar com o apoio dos coordenadores das oito unidades de saúde do GBJ, para que realizássemos as entrevistas com os profissionais de saúde.

Em todas as unidades de saúde, havia profissionais que trabalhavam na SER V desde a década de 1990, o que foi muito importante para obtermos maiores esclarecimentos

sobre os processos de saúde-doença a partir da evolução das políticas públicas no local. Apenas em uma das unidades, havia um trabalhador com graduação, uma enfermeira, que trabalhava no local desde o período citado. Nas demais, os trabalhadores eram todos agentes comunitários de saúde, o que facilitou muito o nosso processo de aproximação com as comunidades do Grande Bom Jardim, pois, como afirmou a enfermeira Isabel Cristina Stéfano, na apresentação do Manual do Agente Comunitário de Saúde nº 1, em 1991, eles são do povo, são comunidade:

Ser agente de saúde é ser do povo, é ser comunidade, é viver dia a dia a vida daquela comunidade

É passar pela rua, pela favela, pelo barraco e sentir que o povo necessita do seu trabalho e com o seu trabalho, ele pode ajudar a viver melhor...

É saber contar nos dedos que o Joãozinho, a Mariazinha ou a Luíza já tomaram vacina contra sarampo, o crupe e a paralisia.

É que Rita ficou prenha e já fez exame pré-natal no posto de saúde... (BRASIL, 1991a).

Com a inclusão desses profissionais, contamos, então, com 22 participantes deste estudo na condição de trabalhador da SER V, com especificação do local de trabalho apresentada no quadro abaixo. Escolhemos não explicitar os nomes das igrejas e das entidades organizadas por que consideramos que, se o fizéssemos, seria fácil chegar até os participantes e, dessa forma, estaríamos prejudicando o sigilo garantido a eles. Não consideramos que esteja acontecendo isso com a explicitação dos locais de trabalho existentes na SER V, dado que há grande quantidade de trabalhadores e a identificação deles, nominalmente, não é de fácil obtenção.

Tabela 1 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por local de trabalho na SER V

Local de Trabalho na SER V Nº de participantes

Centro de Atenção Psicossocial – CAPS 01

Centro de Referência de Assistência Social 01

Centro de Saúde da Família Abner Cavalcante Brasil 02

Centro de Saúde da Família Argeu Herbster 01

Centro de Saúde da Família Dom Lustosa 02

Centro de Saúde da Família Edmilson Pinheiro 01

Centro de Saúde da Família Fernando Diógenes 01

Centro de Saúde da Família Guarany Mont´alverne 01

Centro de Saúde da Família Jurandir Picanço 01

Centro de Saúde da Família Siqueira 01

Educação - sede da regional 01

Infraestrutura - sede da regional 02

Meio Ambiente - sede da regional 02

Núcleo do Território da Paz - sede da regional 01

Saúde - sede da regional 02

Serviço Social - sede da regional 01

SINE - sede da regional 01

Total 22

Tivemos que o processo de realização de cada entrevista e do grupo focal contou com a entrega do termo de consentimento livre e esclarecido e uma ficha para que os participantes preenchessem os dados como data de nascimento; sexo; naturalidade; escolaridade/categoria profissional; religião; estado civil; renda familiar e o número de pessoas do domicílio; se havia inserção no movimento comunitário; se participavam de alguma entidade organizada e qual a data da fundação da mesma; se trabalhavam na regional V, onde e qual a data de admissão.

Com isso, construímos o perfil dos participantes deste estudo que, ao total, foram 45, sendo 10 trabalhadores de unidades básicas de saúde, 06 líderes religiosos, 15 representantes de entidades organizadas, 02 vereadores, 01 trabalhador do CAPS, 01 do CRAS e 10 da sede da SER V. Um desses trabalhadores não era mais contratado pela SER V no período da entrevista, mas foi procurado e entrevistado com a intenção de obtermos mais dados sobre o Território da Paz, muito citado pelos demais participantes. A todos os participantes foi dado um nome fictício, com o qual referenciamos os participantes de forma a garantir o sigilo de suas identidades. O grupo focal está identificado com a sigla GFGBJ, que significa Grupo Focal do Grande Bom Jardim, realizado com os representantes das entidades organizadas.

Tabela 2 – Número de participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’

Participantes

Líderes religiosos 06

Representantes de entidades organizadas 15

Trabalhadores da SER V 12

Trabalhadores de unidades básicas de saúde 10

Vereadores 02

Total 45

Com a análise dos dados, verificamos que:

Gráfico 1 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por idade

Fonte: Elaboração da autora.

A) Quanto à idade – no intervalo de 20-30 anos, houve a frequência de 04 pessoas (8,9%); no intervalo de 31-40, 10 pessoas (22,2%); de 41-50 anos, 17 pessoas (37,8%); de 51 – 60, 07 pessoas (15,6%); de 61-70, 05 pessoas (11,1%); 70 – 80 anos, 02 pessoa pessoas (4,4%).

A distribuição etária dos participantes deste estudo ficou entre 20 e 80 anos. A maior concentração de participantes ficou entre 30 e 60, o que consideramos ter relação com o nossa intenção de conversar com pessoas que estivessem trabalhando no GBJ ou na SER V desde a década de 1990 e também com a idade em que as pessoas ainda estão atuantes nos movimentos sociais, com participação em entidades organizadas, as quais representaram um número maior de participantes.

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20- 30 31-40 41-50 51-60 61-70 71-80 Idade (anos)

Gráfico 2 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por sexo

Fonte: Elaboração da autora.

B) Quanto ao sexo – 20 (44,4%) mulheres participaram da pesquisa e 25 (55,6%) homens. No grupo formado por trabalhadores de unidades básicas, prevaleceu o número de mulheres entrevistas, que foram 07. Nos demais grupos, o predomínio foi dos homens: dos 06 líderes religiosos, 04 homens; dos 15 representantes de entidades organizadas, 08 homens; dos 12 trabalhadores da SER V, 08 homens.

Os dados apontaram o maior número de participantes deste estudo constituído de pessoas do sexo masculino, no entanto, podemos dizer que há uma distribuição aproximada entre os dois sexos, no contexto geral. No caso das entidades organizadas formadoras da REDE DLIS, por exemplo, predominam as mulheres, embora no grupo constituído para esse estudo tenham predominado os homens. No caso das unidades básicas de saúde, predominaram as mulheres agentes comunitárias de saúde.

Masculino Feminino

Gráfico 3 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por naturalidade.

Fonte: Elaboração da autora.

C) Quanto à naturalidade – dos 45 entrevistados, apenas 15 (33,3%) nasceram em Fortaleza.

Foi significativo o número de participantes que não nasceram no Grande Bom Jardim ou mesmo em Fortaleza, indicando o fluxo migratório das pessoas adultas que têm suas vidas relacionadas com o GBJ.

Gráfico 4 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por escolaridade

Fonte: Elaboração da autora.

D) Quanto à escolaridade – 01 participante analfabeto (2,2%); 05 participantes com ensino fundamental (11,1%); 16 participantes com ensino médio (35,6%); 06 participantes com graduação incompleta (13,3%); 13 participantes com graduação (28,9%) e 04 participantes com pós-graduação (8,9%).

Fortaleza Outros municípios 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 Escolaridade

Dos participantes entrevistados, a maioria tem do ensino médio à graduação completa. No caso dos trabalhadores das unidades de saúde, predominaram aqueles com ensino médio, pois foram os agentes comunitários de saúde que, em geral, apresentaram mais tempo de trabalho nos Centros de Saúde da Família e, portanto, foram os trabalhadores da saúde entrevistados. Já no caso dos demais trabalhadores da SER V, predominaram as pessoas com graduação completa, pessoas mais especializadas em suas áreas que estão na sede da regional há mais tempo.

Gráfico 5 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por religião

Fonte: Elaboração da autora.

E) Quanto à religião – 25 participantes são católicos (55,6%); 3 participantes são espíritas (6,7%); 5 participantes são evangélicos (11,1%); 2 participantes são umbandistas (4,4%); 01 participante é mórmon (2,2%) e 09 participantes não declararam religião (20%).

A maioria dos participantes deste estudo faz parte da religião católica, seguida da evangélica, espírita, umbanda e mórmon. A predominância do catolicismo segue uma tendência nacional, acompanhada dos evangélicos, que crescem em proporções significativas. No caso do Grande Bom Jardim, a Igreja Evangélica é a que predomina em número de templos, que eram em 167 (CDVHS; GPDU, 2004), de um total de 202 templos de todas as religiões. No caso dessa pesquisa, os participantes umbandistas foram somente os líderes religiosos procurados de forma direcionada.

Católicos Espíritas Evangélicos Mórmons Umbandistas Não declararam

Gráfico 6 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por local de moradia

Fonte: Elaboração da autora.

F) Quanto ao bairro de moradia – 14 representantes de entidades moram no GBJ, 01 deles não declarou local de moradia; os 06 líderes religiosos moram no GBJ; dos 12 trabalhadores da SER V, apenas 02 moram no GBJ; dos 10 trabalhadores de unidades básicas, 07 moram no GBJ; dos vereadores, um deles mora e o outro não declarou local de moradia na ficha de preenchimento dos dados sociodemográficos.

Do total de participantes, 30 declararam morar no Grande Bom Jardim. De todos os grupos entrevistados, há o predomínio dessa situação. A exceção está com os trabalhadores da sede da SER V, que estão distribuídos, em termos de moradia, nos diversos bairros e regionais da cidade.

Tabela 3 – Renda per capita média das famílias dos participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, por grupos de participantes

Grupos de Participantes Renda per capita das

famílias – R$

Líderes religiosos 1.511

Representantes de entidades organizadas 784

Trabalhadores da SER V 1.844*

Trabalhadores de unidades básicas de saúde 621

Vereadores - **

Total 45

Fonte: Elaboração da autora. * 3 trabalhadores da SER V não declararam a renda, foram desconsiderados no cálculo da média. ** Os vereadores entrevistados não declararam a renda.

G) Quanto à renda per capita – as famílias dos trabalhadores entrevistados das unidades básicas de saúde apresentam renda per capita média declarada de R$621; os líderes religiosos entrevistados apresentaram renda per capita média de R$ 1.511; as famílias dos trabalhadores entrevistados da SER V apresentaram renda per capita média de R$ 1.844, sendo que 03 deles não declararam e foram desconsiderados no cálculo da média; as famílias

No Grande Bom Jardim Em outros bairros Não declararam

dos representantes das entidades apresentaram renda per capita média de R$ 784 e os vereadores não declaram renda na ficha de preenchimento dos dados sociodemográficos.

Dos participantes que declaram renda, a média mais baixa ficou nas famílias do grupo formado pelos trabalhadores dos serviços de saúde, constituído, em geral, por agentes comunitários de saúde, com nível médio de escolaridade. A renda média mais alta foi a das famílias dos trabalhadores entrevistados da SER V, em geral, pessoas com graduação completa e com pós-graduação, mostrando uma relação entre o nível de escolaridade e a renda dos trabalhadores na SER V.

Gráfico 7 – Participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, de acordo com inserção no movimento comunitário.

Fonte: Elaboração da autora

H) Quanto à inserção no movimento comunitário – 29 (64,4%) participantes afirmaram estar inseridos no movimento comunitário, sendo 15 deles representantes de entidades organizadas, 07 trabalhadores de serviços de saúde da SER V, 03 líderes religiosos, 03 trabalhadores da SER V e 01 vereador; 14 (31,1%) participantes afirmaram não estar inseridos no movimento comunitário e 02 (4,4%) não responderam.

A maioria dos participantes deste estudo tem atuação no movimento comunitário do Grande Bom Jardim. Conforme previsto, parte significativa deles está no grupo dos representantes das entidades organizadas, que já foram procurados por essa atuação. Destacamos o fato de a maioria dos trabalhadores entrevistados que compuseram o grupo dos trabalhadores dos serviços de saúde também estar inserida no movimento comunitário.

Com inserção no Movimento Comunitário do GBJ Sem inserção no Movimento Comunitário do GBJ Não declararam

Gráfico 8 – Período de fundação das entidades organizadas representadas por participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’

Fonte: Elaboração da autora

I) Quanto ao período da fundação das entidades organizadas - 03 (20%) foram fundadas na década de 1980; 10 (66,7%) foram fundadas na década de 1990 e 02 (13,3%) na década de 2000.

As entidades organizadas, representadas aqui por associações e organizações não governamentais que compõem a Rede de Desenvolvimento Sustentável do Grande Bom Jardim – Rede DLIS, foram fundadas entre as décadas de 1980 e 2000. A maioria delas, de acordo com informações dos participantes deste estudo, teve sua data de fundação registrada na década de 1990, acompanhando um movimento nacional de crescimento desse setor, após a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Gráfico 9 – Tempo de trabalho ou de moradia dos participantes da pesquisa ‘Determinantes Sociais da Saúde no GBJ’, na SER V.

Fonte: Elaboração da autora

0 2 4 6 8 10 12

Década 1980 Década 1990 Década 2000

Fundação das entidades organizadas 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Tempo de trabalho ou moradia na SER V

K) Quanto ao tempo de trabalho ou de moradia na SER V - no intervalo de 5-10 anos, houve a frequência de 06 pessoas (13,3%); no intervalo de 11-20 anos, 18 pessoas (40%); de 21-30 anos, 02 pessoas (4,4%); de 31 – 40, 07 pessoas (15,6%); de 41-50 anos, 04 pessoas (8,9%); 51 – 60 anos, 02 pessoas (4,4%) e 06 pessoas (13,3%) não responderam.

O tempo em que as pessoas estão próximas dos contextos de vida do Grande Bom Jardim, seja através da moradia ou do trabalho, variou de 05 a 60 anos, com predominância

Benzer Belgeler