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ŞİRKET FAALİYETLERİ VE FAALİYETLERE İLİŞKİN ÖNEMLİ GELİŞMELER

Os distúrbios ondulatórios de leste, chamados de Ondas de Leste (OL), são ondas que se deslocam com ventos alísios de leste para oeste. Estes distúrbios foram encontrados no Pacífico leste e oeste, no Atlântico Norte e na faixa Tropical perto da África. No Atlântico Tropical Sul, estes distúrbios se deslocam desde a costa da África até o litoral leste (Zona da Mata) do NEB (HASTENRATH, 1988), e são observados através de imagens de satélites e principalmente nos campos de vento e pressão.

Dunn (1940), foi um dos primeiros a pesquisar os distúrbios de leste, ele notou um deslocamento das isalóbaras (linhas de igual pressão atmosférica) de 24 horas na região do Caribe, de leste para oeste. Riehl (1945) em seu estudo nesta mesma região definiu OLs, como sendo oscilações nos campos de pressão e vento que se encontram em fase na superfície. Ele observou que os campos de pressão tem deslocamentos para oeste, dentro da corrente de leste do estado básico, com uma velocidade de fase de 6º dia, em um período de 3 a 4 dias e comprimento horizontal entre 2000 e 3000 Km. Associado as OLs há um cavado (na direção noroeste sudeste, e inclinado para leste com altura), e a oeste deste encontra-se subsidência do ar, assim a pouca nebulosidade, por tanto tempo bom, há leste do cavado o movimento ascendente do ar favorece a formação de muita nebulosidade, logo tempo chuvoso. Após a passagem do cavado, o vento muda rapidamente de direção na superfície. A máxima intensidade da onda ocorre entre os níveis de 700 hPa e 500 hPa, e a inclinação do cavado é para leste com a altura. A FIGURA 32, mostra o esboço de uma onda de leste no Hemisfério Norte.

Figura 32 – Esboço de uma onda de leste sobre o Oceano Atlântico Norte, com indicação das isóbaras (mb).

Fonte: Adaptado de Varejão Silva 2006.

Diversos estudos têm sido realizados para determinar as características gerais destes distúrbios ondulatórios de leste, porém para o Hemisfério Norte (BURPEE, 1974, 1975; REED; NORQUIST; RECHER, 1977). Para os distúrbios ondulatórios de leste que ocorrem no Atlântico Tropical Sul e atingem a costa leste do NEB foram realizados alguns estudos como YAMAZAKI (1975), NEIVA (1975), YAMAZAKI; RAO, (1977); CHAN (1990); MOTA (1997); MOLION; BERNARDO, (2000)).

Yamazaki (1975), estudando a dinâmica das perturbações da região Tropical do Atlântico Tropical Sul, observou que entre 5°S e 10°S as linhas de nuvens bem definidas propagando-se de leste para oeste desde 10°E até aproximadamente 40°W, com um períodos de 4 dias, e uma velocidade média de propagação de 10 m/s, com comprimento de onda de aproximadamente 4000 Km. Sua frequência máxima ocorre durante o outono/inverno, período chuvoso na região leste do NEB (YAMAZAKI e RAO, 1977).

Neiva (1975), através de análise espectral cruzada das componentes zonal e meridional do vento para o período de 1971, observou que os distúrbios se deslocavam para oeste com um período entre 4 e 6 dias e um comprimento de onda de 6000 Km. Chan (1990), usando a mesma técnica observou uma periodicidade de 5 a 6 dias, com maior amplitude para os trimestres de março, abril e maio e junho, julho e agosto.

uma perturbação devido a penetração de sistemas frontais que atingem as latitudes baixas. A convergência dos ventos de sul, associados aos sistemas frontais, juntamente com os ventos de leste, provocam uma perturbação nos ventos alísios (POA) os quais se propagam para oeste com comprimento superior a 2000 Km.

Molion e Bernado (2002), em seu estudo observaram que um mecanismo necessário para o desenvolvimento das POAs, seria um aumento da frequência de grandes complexos convectivos associados a ZCIT, quando esta estiver em sua fase mais intensa.

Quando os distúrbios ondulatórios de leste chegam até a costa leste do NEB e estes confluem com as brisas marítimas, se intensificam e podem causar chuvas acima de 100 mm, rajadas de ventos superior a 50 Km/h e penetrarem até 300 Km no continente. Muitas vezes estes sistemas são observados por imagens de satélite, observa-se sobre o Oceano aglomerados de nuvens de desenvolvimento vertical rasas, se deslocando em direção a costa lesta do NEB, e intensificando-se ao atingirem o continente (MOLION; BERNADO, 2000).

No período junho, julho e agosto, estes sistemas quando intensificados na costa leste do NEB e as condições atmosféricas estão favoráveis, podem atingir também o estado do Ceará, mais precisamente as regiões centro-sul, Jaguaribana e liroral de Fortaleza, causando chuvas significativas acompanhadas de muitas descargas elétricas e rajadas de ventos fortes.

Em Junho de 2010, varias cidades de Pernambuco e Alagoas foram devastadas por fortes chuvas que atingiram as regiões durante os dias 17, 18 e 19. Segundo a Defesa Civil, as chuvas deixam 24 mortes e milhares de pessoas desabrigadas, um imenso prejuízo socioeconômico para as regiões. Para o mês de junho a climatologia para o estado de Pernambuco é de 377,9 mm (Recife-INMET) e para Alagoas é de 331,9 mm (Maceió-INMET). O acumulado para os 3 dias foram respectivamente 351,7 mm (LAMEP-Laboratório de Meteorologia do ITEP (Instituto de Tecnologia de Pernambuco)) e 219,8 mm (SEMARH-AL (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos –Alagoas)). Estas chuvas foram ocasionadas por um sistema ondas de leste, como mostra a sequência de imagens do satélite GOES 12, onde se observa a intensificação e a desintensificação do sistema na costa leste do NEB (FIGURAS 33 (a), (b), (c) e (d)).

Figura 33 – Imagens do satélite GOES 12 realçadas do canal infravermelho, (a) dia 17/06/2010 às 08 Z (b) dia 17/06/2010 às 14Z (c) dia 18/06/2010 às 03Z (d) dia 18/06/2010 às 08Z.

(a)

(b)

(c) (d)

Fonte: INPE/CPTEC/DSA.

O monitoramento deste sistema pelos Centros Regionais de Previsão do Tempo do Nordeste é de suma importância, visto a rápida intensificação que ocorre quando atinge a costa leste do NEB e o rápido deslocamento que existe desde sua intensificação na costa leste do NEB, até atingir as regiões do estado do Ceará. Este

sistema geralmente atua durante a madrugada e começo da manhã provocando fortes chuvas nas regiões cearenses.

Benzer Belgeler