4. BULGULAR VE YORUM
4.1. Ders Kitaplarında Bulunan Kelime Öğretim Stratejilerine Yönelik Bulgular ve
4.1.1. Bilinmeyen Bir Kelime İle Karşılaşıldığında, Kelime Anlamını
4.1.1.3. Şekil Bilgisi (Morfoloji) Farkındalığını Kullanmaya Yönelik
A Administração Pública deve ser gerida do ponto de vista financeiro e orçamentário, por meio de um caixa único ou um fundo geral, o chamado Tesouro; respeitando o principio de caixa único conforme art.56 da Lei n.° 4.320/64.
Segundo Cruz (2006, p. 114), essa forma de gestão possibilita maior controle sobre a totalidade dos recursos, mas tem como desvantagem a centralização das decisões, além de dificuldades na comparação de receitas e custos e na medição do desempenho setorial.
A Lei n.° 4.320/64 no Título VII – Dos Fundos Especiais, ao instituir normas gerais para os fundos especiais, permitiu a quebra do princípio de caixa único.
Art. 71. Constitui fundo especial o produto de receitas especificadas que por lei se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a adoção de normas peculiares de aplicação.
Art. 72. A aplicação das receitas orçamentárias vinculadas a fundos especiais far-se- á através de dotação consignada na Lei de Orçamento ou em créditos adicionais. Art. 73. Salvo determinação em contrário da lei que o instituiu, o saldo positivo do fundo especial apurado em balanço será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo.
Art. 74. A lei que instituir fundo especial poderá determinar normas peculiares de controle, prestação e tomada de contas, sem de qualquer modo, elidir a competência específica do Tribunal de Contas ou órgão equivalente.
Há de se entender que fundo especial é uma forma de gestão que se diferencia da gestão de caixa único, por se constituir em restrição sobre o conjunto de valores para o atendimento de determinados objetivos. A instituição de fundos especiais, segundo Kohama (2008, p.201) pressupõe a existência de produtos de receita especifica, mas as finalidades dos fundos são as mais variadas possíveis e abrangem diversos setores da administração pública federal, estadual e municipal, providos de recursos das mais variadas origens (Cruz, 2006).
A gestão dos recursos públicos por meio de Fundos de Saúde deve obedecer às normas e procedimentos legais comuns à administração pública bem como a normas específicas. As Leis Federais n.° 8.080/90 e 8.142/90 dispõem sobre a organização da Saúde no território nacional. No Município, o Fundo Municipal de Saúde é um instrumento de planejamento, que permite ao gestor conhecer os recursos de que dispõe para as ações e serviços de saúde e facilitar o controle e acompanhamento permanente sobre as fontes de receita, seus valores e as datas de ingresso, as despesas realizadas e os rendimentos de aplicações financeiras (Kohama, 2008).
Conforme menciona Platt Neto (2009) com a implantação do modelo de descentralização (com municipalização) da gestão das ações e dos serviços de saúde, foram
transferidos para os municípios os recursos e as responsabilidades pela definição e operação da política local de saúde.
Mediante pactuação junto às esferas estadual e municipal, pelo Ministério da Saúde, a partir dos exercícios de 2006 e 2007 foram registradas mudanças na gestão de saúde. Estabelecida pela Portaria GM/MS n.° 204/07, regulamentando o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e serviços de saúde, o que passou a ser realizado sob a forma de blocos de financiamento. A seguir a síntese da estrutura sobre os cinco blocos de financiamento da saúde.
Quadro 11: Blocos de financiamento da Saúde Fonte: Portaria GM/MS n.° 204/07.
Nota-se no Quadro 11 que os financiamentos da Saúde em blocos específicos, permitem a segregação dos recursos, facilitando a visualização da destinação dos recursos.
Conforme menciona Andrade (2007, p. 169), o Fundo é um instrumento legal, de natureza contábil, orçamentária e financeira, destinado a gerir centralizadamente a totalidade dos recursos da saúde do município, gerenciado pelo Secretário Municipal de Saúde e deve dispor de contas bancárias específicas para cada fonte de recursos:
1. Atenção Básica;
2. Média e alta complexidade ( MAC); 3. Vigilância em Saúde;
4. Gestão do SUS;
5. Assistência farmacêutica tendo uma conta por componente, respeitados acordos de empréstimo em contas específicas:
- Componente da Assistência Farmacêutica Básica;
1 – Blocos de Financiamento da Saúde 1.1 – Atenção Básica
1.1.1 –PAB Fixo 1.1.2 – PAB Variável
1.2 – Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar 1.2.1 – Média e alta complexidade (MAC)
1.2.2 – Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação (FAEC) 1.3 – Vigilância em Saúde
1.3.1 – Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde 1.3.2 – Vigilância Sanitária
1.4 – Assistência Farmacêutica
1.4.1 – Básico da Assistência Farmacêutica 1.4.2 – Estratégico da Assistência Farmacêutica
1.4.3 – Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional (CMDE) 1.5 - Bloco de Gestão
1.5.1 – Qualificação da Gestão do SUS
- Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica; - Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional.
O Fundo Municipal de Saúde compõe-se de: Lei de criação; regulamento, se necessário, plano de contas contábil, elenco de contas corrente em seu nome, complementado pela especificação do tipo / origem do recurso, devendo utilizar o CNPJ da própria Prefeitura (Platt Neto, 2009).
A comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde aos demais fundos de saúde dar-se-á mediante o Relatório de Gestão, elaborado anualmente e aprovado pelos respectivos Conselhos Municipais de Saúde.
O Fundo Municipal de Saúde deve elaborar as ações e serviços de saúde, definindo um Teto Financeiro Geral do Município (TFGM) com base na Programação Pactuada e Integrada (PPI) que é submetido às Secretarias de Estado da Saúde e aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde (Andrade, 2007).
A prestação de contas é obrigatória, no caso de recursos de convênios o gestor deve prestar contas ao Ministério da Saúde, na forma estabelecida no convênio e na legislação pertinente. A prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde deve ser feita separada para o Tribunal de Contas do Estado, compondo a prestação de contas anual do município. Deve-se prestar contas também ao Conselho Municipal de Saúde no período acordado ou definido em legislação municipal, sendo composta basicamente de: demonstrativo de receita e despesa, relação de pagamento, extrato das contas bancárias.
Os conselhos municipais, são instituídos por lei, com composição partidária (governo e usuários), são órgãos colegiados que funcionam em caráter permanente e deliberativo; atuam na formulação de estratégias da política e fixação das metas do setor no âmbito municipal, bem como fiscalizam e acompanham as ações específicas de cada setor e movimentação dos recursos repassados ao fundo (Cruz, 2006).
O Relatório de Gestão aprovado pelo respectivo Conselho é encaminhado ao Ministério da Saúde. A preparação dos Relatórios de Gestão, segundo Kohama (2008, p. 145) “constitui tarefa típica e insubstituível dos gestores do SUS”. São compostos de programação e execução física e financeira do orçamento; de projetos e plano municipal de saúde; comprovação dos resultados alcançados quanto à execução do plano municipal de saúde; demonstrativo do quantitativo de recursos próprios aplicados no setor saúde, bem como as transferências recebidas de outras instâncias do SUS; e documentos adicionais avaliados nos órgãos colegiados de deliberação do SUS.
A Portaria do Ministério da Saúde n.° 95, de 26 de janeiro de 2001, exalta a Norma operacional da assistência à saúde (NOAS), que amplia as responsabilidades dos municípios na Atenção Básica; define o processo de regionalização da assistência; e procede a atualização dos critérios de habilitação de Estados e municípios.
Segundo Andrade (2007, p.169), “é preciso mecanismos gerenciais e tecnológicos que possam fornecer relatórios orçamentários, financeiros e patrimoniais evidenciando informações e dados necessários ao bom desempenho da instituição”. Esses dados devem estar contidos no Relatório de Gestão do Fundo não só com o intuito de atender a fiscalização, mas também a comunidade.
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS