• Sonuç bulunamadı

Şehzade Evliliklerinde Değişim Changes in the Marriage of Ottoman Princes

Na primeira fase, em que foi o levantado e construído o referencial teórico sobre redes de aprendizagem, as principais fontes dos dados secundários foram artigos científicos nacionais e internacionais, disponibilizados em bases de dados como Portal Capes, Scielo, Science Direct, Scopus, e Proquest, teses, dissertações, trabalhos técnicos, livros, publicações disponibilizadas pelo Sebrae, dentre outras fontes.

A segunda fase foi realizada com base em pesquisas de campo com entrevistas em profundidade realizadas na Rede PetroGas de Sergipe, Rede Petro Rio, Rede Petro Duque de Caxias, Rede Petro Leste Fluminense, Rede Petro Bacia de Campos, Rede Petro do Rio Grande do Sul, RS Óleo e Gás e na Rede da Aurora Alimentos.

Em cada uma das redes visitadas foram realizadas ao menos três entrevistas, embora, na maioria dos casos, as entrevistas tenham sido feitas com mais de três pessoas, sendo uma entrevista com representante das micro e pequenas empresas da rede, outra com membros da alta direção da rede visitada e outra com um representante do Sebrae.

Em adição a essas entrevistas, em algumas redes, foi possível entrevistar representantes das empresas âncoras do encadeamento produtivo, que também fazem parte das redes organizacionais.

Desta maneira, o estudo das redes teve a comparação de três pontos de vista, o que foi possível porque as entrevistas sempre foram realizadas com diferentes tipos de integrantes de cada rede, permitindo a triangulação de informações, garantindo a confiabilidade das observações e exposições deste estudo. A figura 6, Triangulação das Informações, elucida as diferentes fontes de informações e como elas se relacionam.

Figura 6: Triangulação das Informações Fonte: Elaborado pelo autor

A entrevista com representantes das micro e pequenas empresas trouxe a visão dos pequenos negócios sobre a rede, mostrou como os pequenos negócios são beneficiados por fazer parte da rede e quais são as suas contribuições e atividades nos processos desenvolvidos pela rede.

A entrevista com representantes da alta direção das redes mostrou como é a estrutura da rede, como funciona os processos decisórios, quais são as vias de comunicação e como ela ocorre, mostrou como os diferentes tipos de membros contribuem com a rede, dentre outras informações de grande importância.

O Sebrae desempenha um relevante papel na formação, desenvolvimento e manutenção das redes empresarias, afinal esta instituição é a promotora do Programa Nacional de Encadeamento Produtivo. Deste modo, as entrevistas com os representantes da instituição contribuíram para entender a rede nos diferentes momentos (criação, desenvolvimento e manutenção da rede) e para identificar como é realizado o apoio às redes.

As redes também são compostas por outras instituições. Essas instituições vão desde universidades, centros de pesquisas, núcleos de inovação, secretarias do governo até bancos comerciais e de desenvolvimento. Na maior parte das redes também foi possível entrevistar alguns destes outros membros.

Nas redes em que foi possível realizar entrevista com representantes das empresas âncoras do encadeamento produtivo, pode-se identificar o papel desempenhado pela empresa âncora nas redes organizacionais. Adicionalmente, conseguiu-se informações sobre os benefícios que as grandes empresas (âncoras) obtêm por fazer parte da rede.

As informações foram obtidas por meio de entrevistas semiestruturadas e realizadas pessoalmente. As entrevistas foram guiadas por um roteiro elaborado previamente.

Para a validação do questionário a ser realizado nas entrevistas, foi realizado um pré- teste com o atual e com o ex-coordenador nacional do Programa de Encadeamento Produtivo. Eles foram as pessoas escolhidas para realização do pré-teste porque já conheciam as redes que seriam estudadas e, portanto, eles puderam antever possíveis problemas do questionário e sugerir alterações.

O pré-teste foi realizado porque, como afirmam Goode e Hatt (1972), nenhuma lógica de estruturação de perguntas, por mais que tenha sido prevista com muito esmero, pode substituir uma verificação empírica.

O pré-teste seguiu as orientações de Mattar (1994) e foi realizado por meio de entrevista pessoal com os referidos coordenadores nacionais. As entrevistas foram realizadas no momento em que a ferramenta de pesquisa estava em desenvolvimento e quando ela já estava pronta.

Como já previam Goode e Hatt (1972), ao citarem os sinais que indicam erros no instrumento de pesquisa, foi verificado no pré-teste a ausência da correta ordem entre as questões. Após tal verificação, a ordem das questões foi alterada e subgrupos de perguntas foram criados.

O roteiro de entrevista foi aplicado de forma que o entrevistador pode incluir ou modificar perguntas de acordo com as respostas dadas pelos entrevistados.

Essa versatilidade da entrevista semiestruturada com roteiro flexível permite o surgimento de novas informações que podem contribuir para a descoberta de novas técnicas que, por sua vez, podem melhorar a compreensão da situação-problema (HAIR et al., 2007).

O roteiro utilizado nas entrevistas foi realizado com base no referencial bibliográfico da primeira fase de pesquisa e, como apresentado anteriormente, com base no pré-teste realizado.

Dividido em seis blocos de perguntas, o roteiro de entrevista foi separado de acordo com as informações que se desejava obter e de acordo com os objetivos da pesquisa. Os seis blocos foram:

1. Criação da Rede; 2. Atuação da Rede;

3. Aprendizagem e disseminação de conhecimento; 4. Atores da Rede;

5. Mercado; 6. Visão de futuro.

A terceira fase, por tratar de propor referências para a criação e desenvolvimento de redes de aprendizagem, teve como fonte de dados novas pesquisas bibliográficas, análises comparativas do estudo multicaso e retomada de contato por e-mail e telefone com algumas das pessoas já entrevistadas nas visitas in loco.