BÖLÜM 2: METİN ÇEVİRİYAZI ALFABESİNE AKTARILIRKEN GÖZ ÖNÜNE ALINAN HUSUSLAR VE METİNGÖZ ÖNÜNE ALINAN HUSUSLAR VE METİN
6 Şāfi‘į rāhı yüce dergāhı Soŋ ulu şāhı ārzūlar göŋül
Os isótopos de Pb foram utilizados para obter idades isocrônicas dos carbonatos estudados. Idades K-Ar foram determinadas em clastos de rochas vulcânicas recuperados dos diamictitos, que forneceram idades máximas de deposição. As idades modelo (TDM) Sm-Nd foram obtidas nas rochas terrígenas e forneceram informações sobre as áreas-fonte dos sedimentos. Todas estas análises foram realizadas no CPGeo do IGc, USP.
2.4.3.1 Análise de isótopos de Pb em carbonatos
As análises isotópicas de Pb em carbonatos foram realizadas no Centro de Pesquisas Geocronológicas da Universidade de São Paulo e seguiram os procedimentos descritos por Babinski et al. (1999). As amostras de carbonatos foram trituradas e os fragmentos (ca. 1-2 mm) lavados 3 vezes com água Milli Q em ultrasom, para remoção da poeira, e secados. Com auxílio de uma lupa binocular foram removidos os grãos que apresentavam vênulas ou alterações. Cerca de 500 mg de amostra foi lixiviada em duas etapas. Na primeira etapa, adicionou-se 2 ml de HBr 0,7N à amostra, deixando reagir por duas horas, para obtenção do primeiro lixiviado (L1). Em seguida o L1 foi descartado e a amostra lavada com água Milli Q e seca. Na segunda etapa, adicionou-se 10 ml de HBr 0,7N à amostra, reagindo por 12 horas, para obtenção do segundo lixiviado (L2). Somente o L2 obtido foi submetido à purificação de Pb através da técnica de troca iônica, sendo posteriormente depositado em filamento de rênio para a determinação das composições isotópicas de Pb, utilizando o espectrômetro de massa Finnigan MAT 262. O fracionamento isotópico foi corrigido através de análises de padrões de Pb NBS 981, que apresentaram razões 206Pb/204Pb de 16,900 ± 0,007, 207Pb/204Pb de 15.442 ± 0.019 e 208Pb/204Pb de 36.545 ± 0.026, no período das análises. O branco analítico de Pb foi ca. 34 pg. As idades foram determinadas através do software Isoplot (Ludwig, 1999).
2.4.3.2 Extração e Análise isotópica de K-Ar em clastos
As amostras de clastos vulcânicos tiveram suas partes externas retiradas, sendo o núcleo inalterado de cada amostra britado e peneirado, obtendo-se uma fração com
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granulometria entre 0,42 e 0,250 mm. Metade desta fração foi pulverizada em almofariz de ágata para análise de K, enquanto que a fração mais grossa foi destinada à determinação de Ar.
No procedimento para determinação do K, a amostra foi pesada em béquer de teflon Savillex® e dissolvida com H2SO4, HF e HNO3, sob processos de aquecimento brandos e severos. A solução obtida foi filtrada, uma solução de lítio (Li) foi adicionada e a solução final foi analisada no fotômetro de chama Micronal B462.
Para a determinação do Ar, 0,6 g de amostra foi pesada em cadinho de molibdênio. A extração do Ar é realizada através de fusão, em forno de indução acoplado à linha de extração de ultra-alto-vácuo, com purificação do gás em duas etapas. A primeira se deu através de reações de oxi-redução com cobre metálico, óxido de cobre a 450 ºC e zeólita (dessecante). Na segunda etapa, o gás foi submetido à reação de absorção com titânio metálico a 800ºC, seguido de resfriamento até a temperatura ambiente. A amostra purificada foi coletada em ampola e analisada em espectrômetro de massas de fonte gasosa tipo Reynolds.
2.4.3.3 Análise isotópica Sm-Nd em rochas sedimentares
As razões isotópicas de samário e neodímio foram obtidas em 32 amostras de pelito, matriz de diamictito e arenito. Cerca de 50 mg de amostra pulverizada foi dissolvida em uma mistura ácida 3:1 de HF/HNO3, concentrados, com adição de spike (concentração 150Nd = 0,510999 g/g e 149Sm = 0,740918 g/g). Após secar, à amostra foram novamente adicionados 5 ml de HCl (6 N) e evaporado. A amostra foi então diluída em 2 ml de HNO3 (1 N) e os elementos foram separados em duas etapas. Primeiro, foram coletados os elementos terras raras em coluna de resina RE Spec, com HNO3 0,05 N. O material coletado foi seco e diluído novamente com 0,2 ml de HCl 0,26 N. Na segunda etapa, os elementos Nd e Sm foram coletados em coluna de resina LN Spec, com HCl 0,26 N (cerca de 3 ml desprezados e 5 ml coletados) e 0,55 N (cerca de 2 ml desprezados e 3 ml coletados), respectivamente. As razões isotópicas de Sm e Nd foram medidas em espectrômetro de massa multicoletor Finnigan MAT-262. As idades TDM foram calculadas com base no modelo de DePaolo (1981). O branco analítico é de ca. 77 pg para Nd e de ca. 21 pg para Sm. O valor médio para a razão 143Nd/144Nd do padrão JNdi é 0,512098 ± 0.000013.
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C
CAAPPÍÍTTUULLOO
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UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS
Este capítulo apresenta as descrições sedimentológicas, correlações estratigráficas e interpretações ambientais da Formação Puga, Grupo Araras e Formação Serra Azul, que ocorrem no extremo norte da Faixa Paraguai. Estas unidades foram estudadas em perfis de campo, cortes de estrada, cavas de mineração e furos de sondagem, num total de 16 seções detalhadas. Destas, apenas as 11 de maior relevância e com controle estratigráfico estão descritas neste capítulo. As 3 seções referentes à Formação Serra Azul estão descritas em forma de artigo, no item 3.3.
3.1. A FORMAÇÃO PUGA NO EXTREMO NORTE DA FAIXA PARAGUAI
A Formação Puga foi descrita pela primeira vez, no morro homônimo, por Maciel (1959) na Faixa Paraguai Sul, como conglomerados de provável origem glacial. Oliveira (1964) reconheceu rochas semelhantes na Faixa Paraguai Norte e adotou para estas a mesma denominação de Maciel (1959). Posteriormente, muitos trabalhos descreveram brevemente a litologia da Formação Puga ao longo de toda a Faixa Paraguai, com a finalidade de mapeamento geológico e sem detalhamento estratigráfico ou sedimentológico, considerando o contexto glacial (Almeida, 1964; Vieira, 1965; Almeida, 1965; Figueiredo e Olivatti, 1974; Ribeiro Filho et al., 1975; Almeida, 1984; entre outros). Posteriormente, Alvarenga e Trompette (1992) realizaram o primeiro estudo detalhado da Formação Puga, em 9 seções da Faixa Paraguai Norte (em Mirassol d’Oeste e em perfil entre Bauxi e Cuiabá; Figura 2), no qual reconheceram diferentes associações de fácies da borda para o centro da bacia precursora, chegando a identificar interdigitação desta formação com o Grupo Cuiabá.
Neste trabalho, não se pretende detalhar a Formação Puga, mas apenas apresentar as fácies identificadas no extremo norte da Faixa Paraguai, ainda não abordadas em trabalhos anteriores. Para isso, foram descritos um furo de sondagem no município de Nobres e afloramentos descontínuos no mesmo município e no município de Planalto da Serra (Figura 2). As descrições das litofácies que se seguem
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obedecem a nomenclatura de Eyles et al. (1983), sendo o termo diamictito descritivo e sem conotação genética, referente a uma rocha conglomerática pobremente selecionada, composta da mistura de matriz (mais de 10% do volume da rocha) e clastos pobremente selecionados (Frakes, 1978); enquanto que os conglomerados se referem às rochas sustentadas por clastos com menos de 10% de matriz (Eyles, 1987). As margas presentes obedecem ao sistema de classificação descritivo de Mount (1985). As litologias finas, comumente laminadas, com clastos esparsos, apresentando estruturas de sobrecargas, não receberam nomenclatura especial, sendo apenas adjetivadas com “com clastos caídos”.