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ĠSTATĠSTĠKSEL DEĞERLENDĠRMELER

GEREÇ VE YÖNTEMLER

ĠSTATĠSTĠKSEL DEĞERLENDĠRMELER

Visto que o paradigma educacional atual está inegavelmente cada vez mais inserido na revolução tecnológica da internet (MORAES, 2007; LITTO, 1996), a tecnologia também está cada vez mais presente na educação dos educadores, isto é, dos professores.

Considerando, portanto, este movimento para uma ligação intrínseca entre a tecnologia e a educação de professores, é preciso considerar e discutir tanto a formação inicial quanto a formação continuada do professor. Como o presente estudo investiga um contexto de graduação em Licenciatura em Letras, é discutida nesta seção especificamente a relação entre a formação inicial do professor de LE e a tecnologia.

Moran (2000) oferece uma reflexão esclarecedora sobre a tecnologia no ensino e aprendizagem, principalmente sobre o lugar do professor nessa relação. Segundo o autor, em um contexto de ensino e aprendizagem mediado pela tecnologia, o papel do professor é muito mais dinâmico e colaborador, já que a estrela principal deste processo é o aluno, que constrói colaborativamente o seu conhecimento.

O mesmo autor afirma que o professor do paradigma tecnológico trabalha como um orientador, auxiliando o aprendiz a contextualizar, problematizar, ampliar o seu universo e a “descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas”.

De acordo com Moran (2000), a internet favorece e incentiva o trabalho conjunto entre professores e alunos, isto é, com a tecnologia, há uma dinâmica maior e o conhecimento se constrói de forma cooperativa e colaborativa.

Quanto ao papel do professor neste processo dinâmico e interativo de ensino e aprendizagem, o autor reflete mais detalhadamente e se questiona o que realmente muda em sua função. Segundo Moran (2000), as relações entre professor e aluno são as mais influenciadas, isto é, a relação de espaço, tempo e comunicação entre professor e alunos:

O espaço de trocas aumenta da sala de aula para o virtual. É um papel que combina alguns momentos do professor convencional - às vezes é importante dar uma bela aula expositiva - com mais momentos de gerente de pesquisa, de estimulador de busca, de coordenador dos resultados. É um papel de animação e coordenação muito mais flexível e constante, que exige muita atenção, sensibilidade, intuição (radar ligado) e domínio tecnológico. (MORAN, 2000)

Valente e Almeida (2008) também afirmam que a tecnologia servirá como um instrumento para realçar a ação do professor, tanto para o aspecto positivo como negativo. Segundo os autores, o desenvolvimento do ensino e aprendizagem de línguas não está no aperfeiçoamento das metodologias, mas no professor.

Valente (2008) também ressalta a necessidade de investimento na formação do professor voltada para o paradigma tecnológico afirmando que a promoção das mudanças pedagógicas que vão ao encontro do processo de ensino e aprendizagem mediado pela tecnologia “não depende simplesmente da instalação dos computadores nas escolas”, mas de repensar a questão das dimensões de espaço e tempo da sala de aula e dos papéis atribuídos a ela. Segundo esse autor, no processo de ensino e aprendizagem mediado pela tecnologia, o professor “deixa de ser o "entregador" de informação para ser o facilitador do processo de aprendizagem” e o aprendiz deixa de ser mero “receptáculo passivo das informações para ser ativo aprendiz, construtor do seu conhecimento”7.

Considerando estas transformações necessárias para o paradigma educacional atual, Valente (2008) também afirma que “a formação do professor deve prover condições para que

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ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica.” Para esta formação voltada para uma capacitação tecnológica mais consciente e plena do professor, o autor afirma que é necessário “criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vividos durante a formação para a realidade de sala de aula, compatibilizando as necessidades dos alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir”.

Já Paiva (2001) chama a atenção especificamente para a relação entre tecnologia e formação inicial do professor de LE ao afirmar que discussões acerca da tecnologia no contexto de ensino e aprendizagem de línguas deveriam participar da grade curricular dos Cursos de Letras, pois os professores do século XXI precisam ser “tecnologicamente alfabetizados para que possam integrar as novas formas de comunicação ao seu planejamento pedagógico” (p. 93). Segundo a autora, o bom professor não é mais aquele que transmite o conhecimento de forma passiva, mas aquele que sabe promover ambientes que possibilitem autonomia ao aluno ao aprender através de oportunidades de interação e de colaboração.

Pedrosa (2005)8 discute este assunto sob o viés científico, acadêmico. O autor alerta para a necessidade de se investir e incentivar pesquisas e estudos que relacionem “não só a possibilidades do uso de novas tecnologias na formação de professores, como também a própria formação desses professores em novas tecnologias.” Segundo a autora, a formação do professor deve prepará-lo para “ler o novo”, conhecer e saber utilizar os diversos recursos tecnológicos disponíveis, atentando à sua diversidade e às suas possibilidades no processo de ensino e aprendizagem.

Esta seção teórica sobre a tecnologia e a formação inicial do professor de LE, juntamente com as seções teóricas anteriores, proporcionam embasamento teórico para

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Disponível em: http://jovensemrede.files.wordpress.com/2010/04/stella-pedrosa-formacao-de-professores-e-

analisar e discutir os dados deste estudo, assim como refletir sobre as duas perguntas desta pesquisa.

Além dos pressupostos teóricos sobre a tecnologia e a formação inicial do professor de LE, sobre o ensino e a aprendizagem de LE mediados pela tecnologia, o paradigma reflexivo na formação de professores de LE, e ensino e aprendizagem de LE em tandem e o projeto TTB, esta pesquisa também contou com uma fundamentação sócio-interacionista em suas reflexões e discussões.

Benzer Belgeler