3.11. TPACK Ölçeği Normallik Analizi
4.1.2. Ġngilizce Öğretmenlerinin Kullandıkları Öğretim Yöntemlerinin
Fundamental no Curso de Pedagogia
Do estudado e interpretado, tendo como norte a formação do profissional que irá trabalhar nos anos iniciais do Ensino Fundamental com o ensino de Matemática, egresso do Curso de Pedagogia, temos algumas considerações a apresentar.
Da trajetória do curso de Pedagogia, desde a sua criação, constatamos que as propostas trazidas pela legislação não direcionavam para o trabalho com as disciplinas específicas e, portanto, não focavam a disciplina de Matemática no que diz respeito aos seus conteúdos e ao seu ensino. Primeiramente porque, até o fim da década de 1960, o curso de Pedagogia não tinha por objetivo formar professores para os primeiros anos de escolarização. Seu foco era formar os chamados “técnicos” ou “especialistas” em educação, profissionais responsáveis pelos cargos não docentes59 ņ administração, planejamento, orientação, supervisão e inspeção ņ em escolas e/ou instituições que necessitassem de conhecimentos pedagógicos e formar professores para atuarem nas Escolas Normais com as disciplinas pedagógicas.
Considerando a premissa de que quem pode o mais pode o menos, a partir do início da década de 1970, os egressos do curso de Pedagogia receberam o direito de atuar no Ensino Primário. Com esse direito outorgado entendemos que os pedagogos exerceriam a docência de todas as disciplinas do Ensino Primário,
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Nesse momento histórico, essas áreas de atuação do pedagogo eram entendidas como atividades não docentes, diferente do que é expresso na Resolução CNE/CP nº 1/2006.
inclusive da disciplina de Matemática. Porém, constatamos que, apesar do direito concedido, sua formação não se voltava para o trabalho a ser exercido nos anos iniciais. Não havia disciplinas que se aprofundassem em conteúdos específicos e uma única disciplina que focava a metodologia do ensino de Primeiro Grau, anunciando, portanto, que o curso não preparava os profissionais para exercerem a docência nos primeiros anos de escolarização. No entanto, com essa abertura o curso foi se delineando em outros moldes distintos dos da época de sua criação.
O Movimento Nacional em prol dos cursos de formação de professores, nascido na década de 1980, foi progressivamente firmando aquilo que seria um de seus grandes lemas: A docência como base da formação e da identidade de todo
educador. Assim, o movimento, no que diz respeito ao curso de Pedagogia,
defendeu e defende a tese de que a base da identidade do pedagogo e, tão logo a do curso de Pedagogia é a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na Educação Infantil.
Essa bandeira defendida pelo Movimento de educadores, representado pela ANFOPE, foi consolidada na Resolução CNE/CP nº 1/2006, que define a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na Educação Infantil como a principal área de atuação do pedagogo.
Desse modo, como já mencionamos neste capítulo, a formação de professores para os anos iniciais que, anterior à Resolução de 2006, era desenvolvida pelas instituições que assim se projetassem, hoje se tornou uma diretriz a ser seguida por todos os cursos de Pedagogia. Por meio dessa Resolução entendemos que no momento em que o licenciado em Pedagogia é habilitado a exercer a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ou seja, atuar em um conjunto de disciplinas presentes nessa fase de ensino, esse mesmo profissional também é o professor de Matemática dos primeiros anos de escolarização. Portanto, vemos o curso de Pedagogia como um curso responsável pela formação do professor de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental e, assim, nos resta questionar e olhar para essa formação.
Como é possível um curso se dedicar à formação de um único profissional com um perfil tão amplo, sendo ele um professor de Matemática, Português, Geografia, História, Ciências Naturais e, ainda, um gestor educacional e um pesquisador em Educação? Vemos que no curso de Pedagogia, em função das excessivas atribuições previstas para o egresso, poderá ocorrer um inchamento de
disciplinas no currículo e isso poderá levar a um tratamento superficial na formação específica de disciplinas de conteúdo e também nas outras disciplinas que comporão a grade curricular do curso. (LIBÂNEO, 2006)
Ao compreendermos a Licenciatura em Pedagogia como um curso que forma o professor de Matemática dos anos iniciais e focarmos nosso olhar para essa formação, vemos que há um conjunto de conteúdos/ conceitos e metodologias específicos para essa área do saber necessários ao exercício da profissão. Concordamos com Libâneo (2006-a) quando diz que não dá para formar bons professores sem o domínio dos conhecimentos específicos. Perguntamo-nos como questões como essas estão sendo pensadas na formação do professor de Matemática dos anos iniciais, sabendo que há toda uma problemática envolvendo essa disciplina.
Ainda discutindo sobre a formação específica presente, ou que deveria estar presente, no curso de Pedagogia, autores (CURI, 2005), (LIBÂNEO, 2006-a, 2006- b), (MELLO, 2002) colocam a sua quase inexistência nesse curso, afirmando que há em sua grande maioria a priorização dos aspectos metodológicos.
Em boa parte dos atuais cursos há quase que total ausência no currículo de conteúdos específicos [...] existindo apenas as metodologias. Como formar bons professores sem o domínio desses conhecimentos específicos? Essa exigência se amplia perante as mais atuais concepções pedagógicas, em que o ensino está associado ao desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos por meio dos conteúdos, ou seja, aos processos do pensar autônomo, crítico e criativo. Não se trata mais de passar conhecimentos, mas de desenvolver nos alunos capacidades e habilidades mentais referentes a esses conhecimentos. Está sendo
requerido dos professores que dominem os conteúdos mas, especialmente, o modo de pensar, raciocinar e atuar próprio de cada disciplina, dominar o produto junto com o processo de investigação próprio de cada disciplina. Como fazer isso sem os
conteúdos específicos?
(LIBÂNEO, 2006-a, p. 861)
D’Ambrósio (1996 apud Perez, 1999) também fala sobre algumas das questões trazidas por Libâneo (2006). Afirma que o papel do professor, especificamente o de Matemática, vem mudando, deixando de ser aquele que transmite o conhecimento sem admitir questionamentos, passando a ser aquele que articula o processo e contribui de forma significativa para a construção do conhecimento.
Não há duvida quanto à importância do professor no processo educativo. Fala-se e propõe-se tanto educação a distância quanto
outras utilizações de tecnologia na educação, mas nada substituirá o professor. Todos esses serão meios auxiliares para o professor. Mas o professor, incapaz de se utilizar desses meios, não terá espaço na educação. O professor que insistir em seu papel de fonte e transmissor de conhecimentos está fadado a ser dispensado pelos alunos, pela sociedade em geral. O novo papel do professor será o de gerenciar, de facilitar o processo de aprendizagem e, naturalmente, de interagir com o aluno na produção e crítica de novos conhecimentos.
(D’AMBROSIO, 1996 apud PEREZ pág 264, 1999)
D’Ambrosio afirma que nada substituirá o professor, então, quais devem ser as características que nucleiam a prática educadora deste professor e qual a importância da formação para a aquisição dessas características? Como os cursos de formação, especificamente o curso de Pedagogia, têm contribuído para deixar claro o trabalho do professor de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e também, contribuído para a construção de um perfil de professor de Matemática apropriado para o trabalho nessa fase?
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ICENCIATURANeste capítulo abordaremos aspectos históricos do curso de Licenciatura em Matemática. Para isso, vamos nos fundamentar na legislação que regulamenta esse curso, bem como na legislação que regulamenta os cursos de formação de professores, as licenciaturas.
Para falarmos da Licenciatura em Matemática e de sua trajetória em nosso país somos levadas a falar sobre aspectos históricos dos cursos de nível superior de formação de professores. De modo atento, não podemos desvencilhá-los. Buscaremos, também, estudos de autores que tratam dos cursos de formação de professores, as licenciaturas e em especial a Licenciatura em Matemática.
Alguns aspectos históricos abordados no capítulo anterior tais como, as Leis de Diretrizes e Bases da Educação, só serão novamente mencionados neste capítulo se houver necessidade para um melhor esclarecimento.