2.6. Ortam Sağlayıcı Sistemler
2.6.1. Ġklim Sağlayıcı Sistemler
É possível afirmarmos, de acordo com Costa, Mendonça e Abigahil (2006), que as políticas voltadas para a integração do idoso na sociedade vêm sendo implantadas de maneira gradativa. Porém, as pessoas idosas ainda sofrem algum tipo de preconceito, são olhadas numa perspectiva de perda, de menos valia, por não conseguirem manter a mesma capacidade funcional nesta fase da vida.
Os preconceitos e os estereótipos são fenômenos multifacetados constituintes do tecido das relações sociais e de difícil operacionalização. Associados a normas, a valores do individuo e da sociedade e a motivações individuais e sociais eles se constituem, se fortalecem e se perpetuam (NERI, 2006). Uma tentativa no sentido de minimizar ou superar tais atitudes percebemos que se dá por meio da educação. Uma educação voltada para a questão do envelhecimento e da velhice que favoreça a aproximação e a interação de jovens e idosos, contribuindo assim para a construção de uma rede de relações integrando as pessoas idosas à vida em sociedade.
Nas palavras de Faleiros e Rebouças (2006, p. 119) “em vez de vidas paralelas, é preciso entrecruzar sujeitos”. Como foi comprovado por meio da pesquisa de Andrade (2002), e Novaes (2005) o contato de jovens e de adultos com pessoas idosas conduz a mudanças positivas nas atitudes relativas a elas, bem como a compreensão do fenômeno da velhice e das realidades do velho, entendendo o idoso na sua singularidade. Isso possibilita a troca de experiência entre gerações, proporcionando desse modo papéis socialmente significativa para todas as pessoas de todas as idades.
Presumimos que um trabalho desenvolvido na escola voltado para a formação de valores de crianças e jovens, favoreça “a compreensão do fenômeno da velhice e da(s) realidade(s) do velho, entendendo o ser humano na sua singularidade, tão digno e com direitos e deveres como qualquer outro em qualquer idade.” (LOUREIRO, 2006, p. 26). A autora complementa dizendo que esse trabalho preventivo fará a diferença no encarar, entender e se relacionar com os idosos de casa, da comunidade e da sociedade em geral.
Herreías (1999), nessa direção, sugere programas para educar a sociedade em relação aos idosos. Sua sugestão está referendada no Plano Internacional sobre o Envelhecimento, que foi apresentado na Assembléia Mundial sobre o Envelhecimento, ocorrida em Viena, em 1982, com representantes de 124 nações. A UNESCO apresentou o Plano articulado a partir dos seguintes princípios: plena participação dos idosos na sociedade; favorecimento dos vínculos intergeracionais e participação ativa do geronte na formulação e aplicação de políticas. O documento traz ainda algumas sugestões, dentre as quais destacamos a educação gerontológica da sociedade como medida preventiva para preparação para a velhice e também com vista à superação de preconceitos.
As opiniões, as definições e concepções de “pessoas idosas” de acordo com Romans, Petrus e Trilla (2003) é que geram atitudes de resignação e apatia que “freiam” as iniciativas de pessoas que podem manter-se socialmente ativas. Sendo assim, devemos criar uma imagem social positiva das pessoas idosas, uma vez que elas tendem a se comportar como o esperado socialmente. Os autores acreditam que é por meio de modelling (modelagem) que a pessoa idosa entende a ‘velhice’ dentro de uma percepção social. Ou seja, a concepção que a sociedade tem da velhice influencia a percepção das pessoas, uma vez que o processo de envelhecimento produz-se no seu seio, dependendo estreitamente dessa sociedade e do lugar que nela ocupa o indivíduo em questão.
Uma revisão da bibliografia especializada evidenciou que são numerosas as definições referentes à infância, adolescência e velhice, que muitas vezes respondem a estereótipos equivocados ou negativos. Algumas se referem a pouca capacidade de trabalho do idoso, dificuldade para deslocar-se e viver em condições de igualdade com as demais pessoas. Isso pode levar a muitas ações sociais e educativas equivocadas.
Ainda são poucos os esforços em favor de dignificar a vida das pessoas idosas, e muitas vezes, eles são inadequados. Por exemplo, a velhice representada nos livros-textos dos nossos alunos é estereotipada, pois retrata a passividade, a inoperância, a desvinculação, a saudade como conseqüência de tudo isso, os anciãos tendem a adaptar sua velhice pela sociedade em que vivem.
Não há dúvida que esses estereótipos são criados pelas relações sociais e pela cultura. Hoje a expectativa de vida aumentou no Brasil e no mundo, mas, no entanto, permitimos que o grupo social da pessoa idosa seja relativamente isolado e que o faça com certa degradação social e marginalização.
É por meio da comunicação e da cultura do grupo que temos consciência das coisas. É em sociedade que adquirimos os valores da competitividade ou da solidariedade, do egoísmo ou do companheirismo, do individualismo ou do respeito às diferenças próprias das pessoas idosas. Ou seja, somos um grupo por algumas experiências e condutas compartilhadas.
Alguns estudos de acordo com Freire e Sommerhalder (2007) nos mostram que a televisão, livros, revistas, por serem meios de comunicação de massa, poderiam transmitir
modelos mais positivos da velhice, em lugar de reafirmar preconceitos e estereótipos, o que permitiria modificar a percepção negativa do envelhecimento. Esses estudos também demostram alguns procedimentos educacionais que poderiam ser utilizados com crianças e jovens, com o objetivo de mudança social do velho e da velhice.
Se envelhecermos como vivemos, haveremos de viver e de organizar a sociedade para que as pessoas idosas tenham um papel importante nela. Acreditamos que esta organização passa pela questão educacional, da criança do jovem e do próprio idoso.
Com essa construção teórica e com o objetivo de pesquisar algumas escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio do Distrito Federal (Plano Piloto, Taguatinga e Ceilândia), passaremos ao próximo capítulo apresentando os resultados da aplicação dos instrumentos de pesquisa, bem como a metodologia, os materiais e os métodos.