A atividade vasodilatadora apresentada pela fração acetato de etila do extrato aquoso da planta Alpinia zerumbet foi reduzida signifcativamente após tratamento com ODQ, inibidor da guanilato ciclase solúvel. Considerando o efeito relaxante, comparações foram realizadas mediante o uso do teste t para variáveis não emparelhadas, sendo verificadas diferenças estatisticamente significantes nas seguintes concentrações: 5,00 (P = 0,0094); 15,00 (P = 0,0001) e 50,00 (P < 0,0001) µg/mL (Gráfico 6).
Gráfico 6 - Curvas concentração-resposta relativas ao relaxamento induzido por diferentes concentrações da fração acetato de etila de Alpinia zerumbet (FAmAz) em anéis de aorta de rato pré-contraídos com fenilefrina, considerando a presença e ausência de ODQ (FAmAz + ODQ).
0 25 50 75
100 FAmAzFAmAz + ODQ
**
***
***
0.15 0.50 1.50 5.00 15.00 50.00 [FAmAz] (mg/L) R e la x a m e n to ( % )Fonte: Elaborado pelo autor.
Dados expressos como média e erro padrão da média (EPM) das medições efetuadas em 6 experimentos. Considerando o efeito relaxante, foram verificadas diferenças estatisticamente significantes nas seguintes concentrações: 5,00 (**P = 0,0094); 15,00 (***P = 0,0001) e 50,00 (***P < 0,0001).
Gráfico 6A - Efeito de ODQ no relaxamento induzido pela acetilcolina em anel de aorta de rato.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Efeito de ODQ no relaxamento induzido pela acetilcolina em anel de aorta de rato. Dados expressos como média e erro padrão da média (EPM) das medições efetuadas em 6 experimentos. Houve uma diferença estatisticamente significante (***P < 0,0001).
4.6 Avaliação da participação das espécies reativas do oxigênio na atividade vasodilatadora produzida pelo extrato aquoso
A atividade vasodilatadora apresentada pela fração acetato de etila do extrato aquoso da planta Alpinia zerumbet não foi alterada com o uso da catalase ou da superóxido dismutase, mas foi inibida pelo uso da PEG-Catalase, um neutralizador intracelular das espécies reativas de oxigênio. As EC50 referentes à fração acetato de etila, à fração acetato de
etila mais catalase, à fração acetato de etila mais superóxido dismutase e à fração acetato de etila mais PEG-Catalase foram, respectivamente, iguais a: 6,957 (IC95%: 3,583 a 13,500); 8,129 (IC95%: 3,976 a 16,620), 5,558 (IC95%: 2,415 a 12,790) e 0,509 (IC95%: 0,018 a 14,070). Comparando-se os valores da EC50 das quatro preparações, diferenças
estatisticamente significantes não foram constatadas (P = 0,6952). Houve diferença estatisticamente significante ao comparar a intensidade do relaxamento induzido pela fração acetato de etila com a preparação contendo PEG-catalase mais a fração acetato de etila nas concentrações 15 e 50 µg/mL (P < 0,01) (Gráfico 7).
Gráfico 7 - Curvas concentração-resposta relativas ao relaxamento induzido por diferentes concentrações da fração acetato de etila de Alpinia zerumbet (FAmAz) em anéis de aorta de rato pré-contraídos com fenilefrina, considerando a presença e ausência de catalase (FAmAz + Catalase), SOD (FAmAz + SOD) ou PEG-Catalase (FAmAz + PEG-catalase).
0 25 50 75 100 FAmAz FAmAz + Catalase FAmAz + SOD 0.15 0.50 1.50 5.00 15.00 50.00 FAmAz + PEG-Catalase +
*
**
[FAmAz] (mg/L) R e la x a m e n to ( % )Fonte: Elaborado pelo autor.
Dados expressos como média e erro padrão da média (EPM) das medições efetuadas em 8 (FAmAz), 6 (FAmAz + Catalase e FAmAz + SOD) e 2 (FAmAz + PEG-catalase) experimentos. +P < 0,05: FAmAz + PEG-Catalase maior que FAmAz, FAmAz + Catalase e FAmAz + SOD; **P< 0,01: FAmAz + PEG-Catalase menor que FAmAz, FAmAz + Catalase e FAmAz + SOD.
Gráfico 7A - Efeito de SOD e catalase no relaxamento induzido pela acetilcolina em anel de aorta de rato.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Dados expressos como média e erro padrão da média (EPM) das medições efetuadas em 6 experimentos. Não foram constatadas diferenças estatisticamente significantes.
5 DISCUSSÃO
O presente projeto realizou a avaliação da atividade vasodilatadora de diferentes frações obtidas a partir do extrato aquoso de Alpinia em aorta isolada de rato.
Os resultados apresentados demonstraram que o extrato aquoso da planta Alpinia
zerumbet apresentou atividade vasodilatadora dependente da concentração em aorta isolada de rato, com valor de EC50 = 19,73 µg/mL. De maneira semelhante, Moura et al. (2005)
mostraram que um extrato hidroalcoólico da folha de Alpinia zerumbet apresentava atividade vasodilatadora em leito vascular mesentérico de rato, confirmando, assim, os dados do presente estudo. Esses pesquisadores demonstraram ainda que o extrato hidroalcoólico apresentou atividade anti-hipertensiva em ratos hipertensos tratados com acetato de desoxicorticosterona.
O efeito hipotensor do extrato hidroalcoólico da folha de Alpinia zerumbet foi demonstrado por Mendonça (1989). Nesse trabalho, o extrato foi capaz de induzir no rato uma queda de pressão sanguínea de maneira dose dependente, com doses variando de 10 a 30 mg/Kg.
Deve-se ressaltar que os métodos químicos de extração de compostos auxiliam na determinação das substâncias farmacologicamente ativas. O solvente hexano serve para separar os esteróides, os terpenos e as acetofenonas, enquanto o solvente diclorometano contém as lignanas, os flavonóides metoxilados, os sesquiterpenos, as lactonas, os triterpenos e as cumarinas. Finalmente, o solvente acetato de etila é utilizado para obter flavonóides, taninos, xantonas, ácidos triterpênicos, saponinas e compostos fenólicos em geral (CECHINEL FILHO, 1998).
Dentre as frações avaliadas, obtidas do extrato aquoso total da planta Alpinia
zerumbet, as frações acetato de etila e hexânica foram capazes de relaxar, significativamente, a aorta torácica isolada de rato, apresentando os respectivos EC50 9,08 µg/mL e 11,15 µg/mL,
não havendo diferença estatisticamente significante entre as duas. A fração diclorometano não apresentou atividade vasodilatadora. Tendo em vista que as frações acetato de etila e hexânica apresentaram uma maior potência, deduziu-se que as mesmas contenham a maior parte dos compostos responsáveis pela atividade vasodilatadora do extrato aquoso total. No nosso estudo, escolhemos a fração acetato de etila para caracterização do mecanismo de ação da atividade vasodilatadora do extrato aquoso da planta Alpinia zerumbet. Estudos demonstram que a mesma contém elevadas quantidades de polifenóis, e acredita-se que seu efeito vasodilador seja devido pelo menos à presença desses compostos.
Compostos fenólicos são bem conhecidos como agentes antioxidantes (PROESTOS et al., 2006) e são abundantemente encontrados em frutas e legumes, contribuindo para o seu sabor e coloração (PENNYCOOKE et al., 2005). Elzaawely et al. (2007) identificaram seis compostos fenólicos nas flores e sementes da Alpinia zerumbet e atribuíram a atividade antioxidante das flores e das sementes aos compostos fenólicos. Em outro artigo, Elzaawely et al. (2007) demonstraram o aumento na quantidade de compostos fenólicos na fração acetato de etila do extrato obtido das folhas de Alpinia zerumbet expostas ao sulfato de cobre. Constatou-se ainda, nesse experimento, um aumento na atividade bactericida e antioxidante da planta, fenômeno que os autores atribuíram ao aumento dos compostos fenólicos. Ainda em 2007, os mesmos autores descreveram a composição da fração acetato de etila obtida do chá de folhas e rizomas da Alpinia zerumbet por meio de cromatografia gasosa e espectometria de massa: ácido p-hidroxibenzóico, ácido siríngico, vanilina, ácido p-cumarínico, ácido ferúlico, ácido cinâmico, ácido benzóico, 2,3- dihidrobenzofurano, ácido benzenepropanóico, p-hidroxibenzaldeído, ácido vanílico, siringaldeído, ácido isoferúlico, dihidro-5,6-dihidrocavaína, 5,6-dihidrocavaína. Também foi descrito que o extrato de acetato de etila obtido do chá de folhas frescas apresentou menor atividade antioxidante que o extrato de acetato de etila obtido do chá de folhas das quais o óleo foi extraído, o qual contém a maior quantidade de compostos fenólicos.
Numerosos estudos demonstram que os polifenóis apresentam atividade vasodilatadora. Fitzpatrick et al. (1993) discorreram que o extrato da casa de uvas vermelhas causou relaxamento de anéis aórticos intactos de ratos contraídos com fenilefrina. Tal relaxamento foi dependente da presença de endotélio e de óxido nítrico. Moura et al. (2002) demonstraram que administração oral de extrato de casca de uva, o qual é rico em polifenóis, reduziu significativamente a pressão arterial sistólica e diastólica em ratos Wistar com hipertensão induzida experimentalmente. Ndiaye et al. (2003, 2004) relataram que polifenóis do vinho tinto causaram dilatação, dependente de fator hiperpolarizante derivado do endotélio, em artéria coronariana de porcos. Posteriormente, Ndiaye et al. (2005) apresentaram que os compostos polifenólicos em vinho tinto induziram a ativação de via redox-sensível PI3-quinase/Akt em células endoteliais, causando fosforilação da NOS endotelial, o que resulta no aumento de produção de NO. Madeira et al. (2005) demonstraram que o extrato da casca de uva induziu vasodilatação em leito vascular mesentérico do rato, e este efeito vasodilatador dependente do endotélio está ligado a liberação de óxido nítrico e hiperpolarização da musculatura lisa vascular mesentérica. Por sua vez, Madeira et al. (2009) relataram que o extrato rico em polifenóis da casca da uva V. labrusca induziu potente
relaxamento de artéria coronariana de porco, por meio do incremento da formação do NO e também, de certa forma, do EDHF.
No presente projeto, procurou-se avaliar o mecanismo de ação da atividade vasodilatadora da fração acetato de etila, iniciando-se com a verificação da participação do endotélio no seu efeito vasodilatador. O endotélio exerce um papel determinante na regulação do tônus vascular, obtido pela ação de vasodilatadores (fator de hiperpolarização dependente do endotélio, óxido nítrico e prostaciclinas) e de vasoconstritores, logo, em primeiro lugar, avaliou-se o papel do endotélio na atividade vasodiladora produzida pela fração acetato de etila. De acordo com os resultados obtidos, a atividade vasodilatadora foi abolida após remoção do endotélio, o que sugere que o endotélio tem papel primordial na atividade vasodilatadora dessa fração. Utilizou-se como controle a acetilcolina para verificar a integridade do endotélio, e o SNP para verificar a integridade do músculo liso. Isto porque, na presença de acetilcolina, o endotélio produz NO, causando vasodilatação. Já o SNP libera NO independente da presença de endotélio, causando vasodilatação. De acordo com o nosso controle, o uso da acetilcolina comprovou que a preparação estava isenta de endotélio e o uso do SNP demonstrou que músculo liso permaneceu intacto, conforme observado no gráfico 2B.
A produção de óxido nítrico é de fundamental importância no relaxamento arterial dependente do endotélio. Procurando avaliar o seu papel na atividade vasodilatadora da fração acetato de etila, as preparações foram pré-tratadas com o L-NAME (NG-nitro-L-arginina- metil-éster). Esta substância é um inibidor competitivo da enzima óxido nítrico sintase, impedindo assim a formação de óxido nítrico. Em preparações tratatadas com L-NAME, a atividade vasodilatadora foi reduzida significativamente, o que sugere a participação do óxido nítrico na atividade vasodilatadora da fração acetato de etila. Moura et al. (2005) sugeriram que o extrato hidroalcoólico da folha de Alpinia zerumbet induziu vasodilatação dependente do endotélio e que essa não envolveu liberação de prostaciclina, ativação de receptor pela ACh, histamina ou epinefrina ou abertura de canais de potássio KATP, Kv ou KCa. O efeito
dilatador foi provavelmente dependente da ativação da via NO-GMP cíclico.
Garthwaite et al. (1995) descreveram o composto ODQ (1H- [1,2,4]oxadiazole[4,3-a]quinoxalin-1-ona) como um inibidor seletivo da guanilato ciclase solúvel, enzima responsável pela formação do GMPc. Foi proposto que o ODQ atua ligando- se na porção heme da enzima (SCHRAMMEL et al., 1996), o que foi confirmado posteriormente (ZHAO et al., 2000). A inibição da atividade da guanilato ciclase solúvel dá- se devido à oxidação da forma ferrosa do sítio heme em espécies férricas, que são menos
sensíveis ao NO. O ODQ também oxida a hemoglobina, o que mostra que a reação não é específica à guanilato ciclase solúvel (ZHAO et al., 2000). O efeito vasodilatador da fração acetato de etila foi inibido depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com ODQ, demonstrando que o mecanismo de ação depende do funcionamento adequado da enzima guanilato ciclase.
Em resposta a estímulos hormonais e físicos que acionam o influxo de cálcio, as células endoteliais modulam o tônus da musculatura lisa vascular, liberando fator de hiperpolarização dependente do endotélio, óxido nítrico e prostaciclinas. A identidade química e o mecanismo de ação do fator hiperpolarização dependente do endotélio ainda não foram esclarecidos. Uma teoria surgere que o fator de hiperpolarização dependente do endotélio representa a hiperpolarização endotelial gerada pela ativação dos canais de potássio ativados por cálcio. Com isso, os canais endoteliais de potássio influenciariam na contração da musculatura lisa por reduzir o influxo de cálcio, via canais de cálcio operados por voltagem. Outra sugestão é que o fator de hiperpolarização dependente do endotélio é o produto da via do citocromo P450 que pode ativar canais de potássio ativados pelo cálcio de alta condutância na musculatura lisa vascular. A terceira teoria descreve a saída do potássio celular endotelial via canais de potássio ativados pelo cálcio de média e baixa condutância (COLEMAN et al., 2004). Algumas substâncias são capazes de bloquear os canais de potássio ativados por cálcio. A apamina é uma neurotoxina que foi originalmente isolada da Apis
mellifera. A apamina liga-se ao canal de baixa condutância de potássio ativado pelo cálcio e o inibe (HABERMANN, 1984). A caribdotoxina é uma toxina composta por 37 aminoácidos obtida do veneno do escorpião Leiurus quinquestriatus hebraeus que bloqueia os canais de alta e intermediária condutância de potássio ativados por cálcio (LAURENT et al., 1993).
Durante o experimento, depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com caribdotoxina e apamina, o efeito vasodilatador da fração acetato de etila permaneceu inalterado; o que sugere que o mecanismo de ação não está diretamente ligado a participação dos canais de potássio de alta, intermédiaria e baixa condutância ativados pelo cálcio, ou que a concentração de caribdotoxina e apamina usada não foi capaz de evitar a hiperpolarização causada pela acetilcolina.
Em nosso experimento, depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com a catalase e com a superóxido dismutase, enzimas que interferem na produção basal de ROS extracelular, o efeito vasodilatador da fração acetato de etila permaneceu inalterado, o que demonstra que o mecanismo de ação não é diretamente relacionado a participação de espécies reativas de oxigênio em nível extracelular. Entretanto, o efeito vasodilatador da fração acetato
de etila foi significativamente reduzido pela PEG-catalase, um inibidor das espécies reativas de oxigênio em nível intracelular, sugerindo a participação intracelular das espécies reativas de oxigênio no mecanismo de ação vasodilatador.
Em suma, a atividade vasodilatadora produzida pela fração acetato de etila do extrato aquoso da Alpinia zerumbet na aorta torácica de rato é dependente do endotélio e via NO-GMPc, possivelmente contando com a participação das espécies reativas do oxigênio ao nível intracelular. Tais achados sugerem o potencial uso clínico do extrato aquoso no combate à hipertensão arterial.
6 CONCLUSÃO
O extrato total obtido do chá das folhas da Alpinia zerumbet em anel aórtico isolado de ratos causa vasodilatação.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila e hexânica é superior ao efeito do extrato total e ao efeito da fração dicloro em anel aórtico isolado de ratos, sugerindo que os princípios ativos responsáveis pela atividade vasodilatadora estejam possivelmente nestas frações.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila e da acetilcolina foram inibidos pela remoção do endotélio, ao passo que o nitroprussiato de sódio causou vasodilatação mesmo depois da remoção do endotélio do anel aórtico isolado de rato, o que sugere que o efeito da fração acetato de etila seja dependente da existência de um endotélio intacto.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila foi inibido depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com L-NAME, demonstrando que o mecanismo de ação depende do funcionamento adequado da enzima óxido nítrico sintase endotelial.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila foi inibido depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com ODQ, demonstrando que o mecanismo de ação depende do funcionamento adequado da guanilato ciclase.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila permaneceu inalterado depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com caribdotoxina e apamina, o que sugere que o mecanismo de ação não está diretamente ligado a participação dos canais de potássio de condução intermédiaria e baixa ativados pelo cálcio.
O efeito vasodilatador da fração acetato de etila permaneceu inalterado depois do anel aórtico isolado de rato ter sido tratado com catalase e com superóxido dismutase. Entretanto, o efeito vasodilatador da fração acetato de etila foi significativamente reduzido pela PEG-catalase.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, E. R. Plantas medicinais brasileiras: conhecimentos populares e científicos.
São Paulo: Hemus Editora, 1993.
AMOROZO, M. C. M.; GELY, A. Uso de plantas medicinais por caboclos do baixo Amazonas. Barcarena: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1988, p. 47.
ANSELM, E.; SOCORRO, V. F.; DAL-ROS, S.; SCHOTT, C.; BRONNER, C.; SCHINI- KERTH, V. B. Crataegus special extract WS 1442 causes endothelium-dependent relaxation via a redox-sensitive Src- and Akt-dependent activation of endothelial NO synthase but not via activation of estrogen receptors. J. Cardiovasc. Pharmacol., v. 53, n. 3, p. 253-260,
2009.
ARMITAGE, P.; BERRY, G. Statistical methods in medical research. 3rd ed. Oxford:
Blackwell, 1994.
BASSENGE, E.; HUCKSTORF, C.H. Endothelium-mediated control of coronary circulation.
Acta Cardiol., v. 46, p. 419-424, 1991.
BATLOUNI, M. Endotélio e hipertensão arterial. Rev. Bras. Hipertens., v. 8, p. 328-338,
2001.
BÉNY, J. L.; VON DER WEID, P.Y. Hydrogen peroxide: an endogenous smooth muscle cell hyperpolarizing factor. Biochem. Byophys. Res. Commun., v. 176, n. 1, p. 378-384, 1991.
BEZERRA, M. A. C. Alpinia speciosa Schum: estudo das frações fixas e do óleo essencial.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 1994.
BEZERRA, M. A. C.; LEAL-CARDOSO, J. H.; COELHO-DE-SOUZA, A. N.; CRIDDLE, D. N.; FONTELES, M. C. Myorelaxant and antipasmodic effects of the essential oil of Alpinia speciosa on rat ileum. Pytother. Res., v. 14, n. 7, p. 549-551, 2000.
BRASIL. Resolução RDC nº 48, de 16 de março de 2004. Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder
Executivo, Brasília, DF, 18 mar. 2004. Disponível em:<
http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=10230>. Acesso em: 23 abr. 2009.
BRINKER, F. Herb contraindications and drug interactions. 2nd ed. Sandy, OR: Ecletic Medical Publications, 1998.
BROWN, R.G. Toxicity of Chinese herbal remedies. Lancet, v. 340, p. 673, 1992.
BUSSE, R.; MULSCH, A. Induction of nitric oxide synthase by cytokine in vascular smooth muscle cells. FEBS Lett., v. 275, p. 87- 90, 1990.
CAI, H.; LI, Z.; DAVIS, M.E.; KANNER, W.; HARRISON, D.G.; DUDLEY JR, S.C. Akt- dependent phosphorylation of serine1179 and mitogen-activated protein kinase kinase/extracellular signal-regulated kinase 1/2 cooperatively mediate activation of the
endothelial nitric-oxide synthase by hydrogen peroxide. Mol. Pharmacol., v. 63, p. 325–331,
2003.
CECHINEL, FILHO, V. Estratégias para a obtenção de compostos farmacologicamente ativos a partir de plantas medicinais. Conceitos sobre modificação estrutural para a otimização da atividade. Quím. Nova, v. 21, n. 1, p. 99-105, 1998.
CHEN, G.; SUZUKI, H. Some electrical properties of the endothelium-dependent hyperpolarization in arterial smooth muscle cells of the rat. J. Physiol. (London), v. 421, p.
521-534, 1989.
COLEMAN, H. A.; TARE, M.; PARKINGTON, H. C. Endothelial potassium channels, endothelium dependent hyperpolarization and the regulation of vascular tone in health and disease. Clin. Exp. Pharmacol. Physiol., v. 31, p. 641–649, 2004.
CORRÊA, P. Dicionário das plantas úteis do Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da
Agricultura e IBDF,1975.
CORRIU, C.; FÉLÉTOU, M.; CANET, E.; VANHOUTTE, P.M. Inhibitors of the cytocrome P-450-monooxygenase and endothelium-dependent hyperpolarization in the guinea-pig isolated carotid artery. Br. J. Pharmacol., v. 117, p. 607-610, 1996.
CRONQUIST, A. An integrated system of classification of flowering plants. New York:
Columbia University Press, 1981.
CRUZ, G. L. Livro verde das plantas medicinais e industriais do Brasil. Belo Horizonte:
Veloso,1965.
CUPP, M. J. Toxicology and clinical pharmacology of herbal products. Totowa: Humana
Press, 2000.
DAHLGREN, R. M. T.; CLIFFORD, H. T.; YEO, P. F. The families of the Monocotyledons: structure, evolution, and taxonomy. Berlin: Springer-Verlag, 1985.
D’ARCY, P. F. Adverse reactions and interactions with herbal medicines. Part 2. Drug interactions. Adverse Drug React. Toxicol. Rev., v. 12, p. 147-162, 1993.
DE POOTER, H. L.; ABOUTABL, E. A.; EL-SHABRAWY, A. O. Chemical composition and antimicrobial activity of essential oil of leaf, stem and rhizome of Alpinia speciosa (J. C. Wendl.) K. Schum, grown in Egypt. Flavour Fragrance J., v. 10, n. 2, p. 63-67, 1995.
DE SMET, P.A. Health risks of herbal remedies. Drug Saf., v. 13, p. 81-93, 1995.
DIMMELER, S.; FLEMING, I.; FISSLTHALER, B.; HERMANN, C.; BUSSE, R.; ZEIHER, A. M. Activation of nitric oxide synthase in endothelial cells by Akt-dependent phosphorylation. Nature, v. 399, p. 601–605, 1999.
DREW, A.; MYERS, S.P. Safety issues in herbal medicine: implications for the health professions. Med. J. Aust., v. 166, p. 538-541, 1997.
ELZAAWELY, A.A.; XUAN, T.D.; KOYAMA, H.; TAWATA, S. Antioxidant activity and contents of essential oil and phenolic compounds in flowers and seeds of Alpinia zerumbet (Pers.) B.L. Burtt. & R.M. Sm. Food Chem., v. 104, p. 1648–1653, 2007.
ELZAAWELY, A.A.; XUAN, T.D.; TAWATA, S. Changes in essential oil, kava pyrones and total phenolics of Alpinia zerumbet (Pers.) B.L. Burtt. & R.M. Sm. leaves exposed to copper sulphate. Environ. Exp. Bot., v. 59, p. 347–353, 2007.
ELZAAWELY, A.A.; XUAN, T.D.; TAWATA, S. Essential oils, kava pyrones and phenolic compounds from leaves and rhizomes of Alpinia zerumbet (Pers.) B.L. Burtt. & R.M. Sm. and their antioxidant activity. Food Chemistry, v. 103, p. 486–494, 2007.
EMILIANO, A. F.; CARVALHO, L. C. R. M.; RESENDE, A. C.; SOUZA, M. A. V.; RUBENICH, L. M. S.; PIMENTEL, A. M. L.; BELARMINO, R. S.; MOURA, R. S. Endothelium Dependent Vasodilator Effect of Hidroalcoholic Extracts of Alpinia zerumbet (Colônia). In: Latinamerican Congress of Pharmacology, 16., 2000, Aguas de Lindoia. From new molecules to new methods for health and knowledge in the beginning of a new millennium. Aguas de Lindoia, 2000. v. 1. p. 220-222.
FARNSWORTH, N. R. Relative safety of herbal medicines. Herbal Gram., v. 29, p. 36A-
36H, 1993.
FERREIRA, S. H. Medicamentos a partir de plantas medicinais no Brasil. Rio de Janeiro:
Academia Brasileira de Ciências, 1998.
FITZPATRICK, D. F.; HIRSCHFIELD, S.L.; COFFEY, R.G. Endothelium-dependent vasorelaxing activity of wine and other grape products. Am. J. Physiol., v. 265, p. H774–
H778, 1993.
FLEMING, I.; FISSLTHALER, B.; DIMMELER, S.; KEMP, B. E.; BUSSE, R. Phosphorylation of Thr(495) regulates Ca(2+)/calmodulin-dependent endothelial nitric oxide synthase activity. Circ. Res., v. 88, p. E68–E75, 2001.
FUJITA, H.; YAMASHITA, M. The constituents of the essential oil from Alpinia speciosa K.