5. ARAġTIRMA SONUÇLARI VE TARTIġMA
5.1. Ġncelenen ĠĢletmelerin Teknik Özellikleri
5.1.1. ĠĢletmelerin yapısal özellikleri
Esta etapa surgiu com as alterações ocorridas no escopo do trabalho (item 2.1), e teve por principal objetivo o assessoramento à implantação da sede das fundações. Para isso, foi realizado o apoio à execução de todas as atividades necessárias à implantação das fundações estatais, conforme resumidas a seguir:
• contrato de gestão: apoio para revisão e adaptação do contrato de gestão;
• nota técnica I: emitida referente à análise do contrato de gestão, contendo todos os pontos observados no contrato e uma análise do Plano Operativo Anual;
• nota técnica II: tratou da possibilidade de incidência de encargos trabalhistas e também de outros pontos discutidos no parecer da RIOPREVIDÊNCIA;
• reunião: teve por objetivo conhecer as questões tratadas nas fundações estatais em Sergipe e discutir as soluções dos temas para implantação das fundações no Estado do Rio de Janeiro;
• nota técnica III: foram apresentadas alternativas e justificativas referentes ao sistema orçamentário;
• parecer: após a realização da reunião com o secretário de Saúde da SES, os membros da Diretoria Executiva, em conjunto com o próprio secretário, optaram pela possibilidade de exclusão das fundações do sistema orçamentário e solicitaram à FGV um parecer sustentando essa hipótese.
Em função da solicitação, a FGV elaborou um parecer a respeito da submissão de parte das fundações públicas de direito privado à sistemática constitucional de estruturação de sua estimativa de receita e autorização de despesa, ao instrumento legislativo identificado por Lei Orçamentária Anual – art. 165, III, da Constituição Federal. O problema põe-se, do ponto de vista material, pelas providências de concretização da autorização legislativa emanada da Lei 5.164/2007.
Ao longo do parecer, foram sistematizadas as seguintes conclusões:
• A inclusão de entidade da administração indireta no sistema de orçamento fiscal serve aos deveres constitucionais de planejamento e controle da ação pública, mas não se revela o único mecanismo constitucionalmente previsto para esse mesmo fim, sendo admissível que outras características institucionais assegurem o mesmo resultado.
• As fundações estatais de direito privado são modalidades institucionais que foram restauradas no direito brasileiro, orientadas funcionalmente à autonomização de um serviço, para fins de viabilizar um ganho de eficiência.
• A expressão constitucional “fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público...” remete ao sistema de orçamento fiscal das entidades fundacionais, com base em uma evidência empírica da forma de relacionamento cunhado entre fundação e instituidor – e não de uma opção expressa na lei de criação, pelo regime de direito público ou privado.
• Essa evidência empírica é de ter em conta a preservação, na criação da entidade fundacional, da indispensável autonomia instrumental ao ganho de eficiência, traço esse que se constitui no fundamento de legitimidade da escolha do gestor público em instituir essa espécie de entidade da administração indireta.
• A Lei 5.164/2007 assegura, na modelagem de suas fundações estatais de direito privado, a autonomia de gestão – inclusive financeira – de que cogita o art. 165, § 5º, I, da Constituição Federal. • Os valores envolvidos na relação contratualizada entre Estado do Rio de Janeiro e respectivas fundações estatais não caracterizam transferência de recursos, mas contrapartida pela prestação de serviços, protegida contra decisões voluntárias e fixadas, com base em instrumento consensual, a saber, o contrato de gestão.
• A estrutura da relação contratualizada entre Estado do Rio de Janeiro e respectivas fundações estatais permite afirmar, nos termos das premissas teóricas construídas na presente análise, que o contido no art. 165, § 5º, I, da Constituição Federal exclui essas entidades da incidência do sistema de orçamento fiscal.
• A opção legislativa empreendida no âmbito do Estado do Rio de Janeiro em nada afeta as potencialidades de controle do poder, seja no tocante aos aspectos de adequação na prestação dos serviços, seja no tocante diretamente ao exercício da atividade financeira da fundação estatal de direito privado.
• O regramento contido na Lei 5.164/07 abre espaço não só à indispensável atuação do Tribunal de Contas, mas ainda a outras entidades do mesmo Poder Executivo, do Poder Legislativo, além do Ministério Público e do sempre desejado controle social.
Nota Técnica da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz): A elaboração desta nota técnica adveio durante as reuniões preparatórias envolvendo, além da SES, a Sefaz e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em relação aos tópicos atinentes à gestão orçamentária e financeira dessas entidades da administração indireta suscitados nas reuniões preparatórias. Foram discutidos os seguintes pontos:
• considerações iniciais – implantação e estabilização das fundações estatais; • gestão orçamentária das fundações e do contrato de gestão;
• preço fixado no contrato de gestão; • preço e equilíbrio orçamentário do estado; • preço global ou preço por atendimento; • despesa de pessoal das fundações; • patrimônio a ser transferido às fundações; • gestão do caixa;
• utilização de recursos do SUS e índice constitucional de saúde; • definição de metas; e
• conclusões.
Depois de identificar todos os pontos discutidos, a nota técnica destacou, em conclusão, que inexiste ponto efetivamente conflitante entre a posição da SES no que diz respeito às fundações estatais e as recomendações ponderadas pela Sefaz de conhecimento da SES. As variações de posição envolvem uma visão mais imediata – posto às fundações estatais pela necessidade de concretização da opção institucional já empreendida – e prospectiva, proposta pela Sefaz.