preditora (R= 0,30) da abundância de ninhos para as 13 espécies construtoras registradas nas dez áreas de estudo, enquanto que a segunda melhor variável preditora foi a temperatura média anual (R= 0,27). A melhor combinação de variáveis foi: teor de matéria orgânica do solo + proporção de areia do solo + temperatura média anual (R= 0,40).
Figura 15. Riqueza de espécies construtoras de ninhos conspícuos e densidade de ninhos em dez
áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia. Gráficos acima: total; gráficos abaixo: por tipo de construção.
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Figura 16. Riqueza de espécies construtoras de ninhos conspícuos e densidade de ninhos por
subfamília de Termitidae em dez áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
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Figura 17. Regressão simples entre a riqueza de espécies observada e a riqueza de espécies
construtoras de ninhos (R2= 0,68; P˂ 0,05); e entre a riqueza de espécies observada e a densidade média de ninhos (R2= 0,41; P˂ 0,05), em dez áreas de Brejo de Altitude.
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Tabela 6. Densidades de ninhos conspícuos ativos de cupins por hectare (média ± erro padrão) registradas nas dez localidades de Brejo de Altitude no
Nordeste do Brasil: RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia. Grupos alimentares: X, xilófagos; H, humívoros; X/H, interface xilófagos/humívoros; e X/F, interface xilófagos/folífagos.
Espécies Áreas Grupo
Alimentar RPF RMM PVS RFB SOR RSN TRF PRM PUB SJB Armitermes holmgreni - 7,7 ± 2,8 2,6 ± 1,6 - - - X/H Constrictotermes sp.n. - - - 6,4 ± 6,4 ? Labiotermes labralis 2,6 ± 2,6 9,0 ± 5,0 1,3 ± 1,3 - - - 1,3 ± 1,3 H Microcerotermes indistinctus 3,8 ± 1,7 - - - 1,3 ± 1,3 41,0 ± 6,8 1,3 ± 1,3 - X Microcerotermes strunckii - - - - 9,0 ± 4,2 - 3,8 ± 2,6 - 2,6 ± 1,6 3,8 ± 1,7 X Nasutitermes corniger 9,0 ± 2,4 3,8 ± 2,6 5,1 ± 5,1 1,3 ± 1,3 1,3 ± 1,3 5,1 ± 5,1 16,7 ± 7,0 1,3 ± 1,3 3,8 ± 3,8 9,0 ± 3,7 X Nasutitermes ephratae 11,5 ± 3,3 26,9 ± 5,5 7,7 ± 4,0 - - - - 1,3 ± 1,3 1,3 ± 1,3 2,6 ± 1,6 X Total arborícolas 26,9 ± 6,5 47,4 ± 4,2 16,7 ± 9,2 1,3 ± 1,3 10,3 ± 3,8 5,1 ± 5,1 21,8 ± 7,3 43,6 ± 6,5 9,0 ± 4,6 23,1 ± 5,3 Anoplotermes sp. - 5,1 ± 2,6 - - - 1,3 ± 1,3 H Cornitermes bequaerti - - - 11,5 ± 3,3 - X/H Cornitermes cf. villosus - - - 9,0 ± 3,7 - X/H Embiratermes neotenicus 23,1 ± 6,3 19,2 ± 3,3 3,8 ± 1,7 - - - X/H Syntermes cearensis - - - 1,3 ± 1,3 - - - X/F Termes medioculatus - - - 9,0 ± 4,6 - X/H Total epígeos 23,1 ± 6,3 24,4 ± 5,0 3,8 ± 1,7 - - - 1,3 ± 1,3 - 29,5 ± 8,3 1,3 ± 1,3 Total geral 50,0 ± 11,0 71,8 ± 6,2 20,5 ±10,1 1,3 ± 1,3 10,3 ± 3,8 5,1 ± 5,1 23,1 ± 6,6 43,6 ± 6,5 38,5 ± 8,2 24,4 ± 5,4
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Tabela 7. Volumes estimados dos ninhos conspícuos ativos de cupins (litros, média ± erro padrão) registrados nas dez localidades de Brejo de Altitude no
Nordeste do Brasil: RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia. Grupos alimentares: X, xilófagos; H, humívoros; X/H, interface xilófagos/humívoros; e X/F, interface xilófagos/folífagos.
Espécies Áreas Grupo
Alimentar RPF RMM PVS RFB SOR RSN TRF PRM PUB SJB Armitermes holmgreni - 116,7 ± 26,0 200,0 ± 50,0 - - - X/H Constrictotermes sp.n. - - - 10,0 ± 6,3 ? Labiotermes labralis 80,0 ± 40,0 136,4 ± 32,7 60,0 - - - 6,0 H Microcerotermes indistinctus 10,7 ± 4,7 - - - 3,0 19,5 ± 2,9 3,0 - X Microcerotermes strunckii - - - - 36,7 ± 10,5 - 3,7 ± 0,9 - 25,0 ± 20,0 25,0 ± 7,6 X Nasutitermes corniger 43,7 ± 17,5 110,0 ± 45,1 72,5 ± 8,5 50,0 80,0 57,5 ± 13,1 51,6 ± 9,7 10,0 80,0 ± 15,3 37,1 ± 9,8 X Nasutitermes ephratae 32,3 ± 7,1 76,0 ± 7,5 68,8 ± 18,5 - - - - 30,0 6,0 60,0 ± 10,0 X Total arborícolas 37,5 ± 7,9 96,8 ± 9,7 89,5 ± 17,0 50,0 42,1 ± 10,6 57,5 ± 13,1 40,3 ± 9,0 19,6 ± 2,7 42,7 ± 15,4 28,4 ± 5,7 Anoplotermes sp. - 5,3 ± 0,9 - - - 5,0 H Cornitermes bequaerti - - - 157,8 ± 20,5 - X/H Cornitermes cf. villosus - - - 54,0 ± 17,1 - X/H Embiratermes neotenicus 118,6 ± 16,4 135,7 ± 19,8 210,0 ± 97,1 - - - X/H Syntermes cearensis - - - 100,0 - - - X/F Termes medioculatus - - - 19,3 ± 4,3 - X/H Total epígeos 118,6 ± 16,4 108,2 ± 19,9 210,0 ± 97,1 - - - 100,0 - 84,0 ± 15,9 5,0 Total geral 75,0 ± 10,8 100,7 ± 9,2 112,1 ± 23,9 50,0 42,1 ± 10,6 57,5 ± 13,1 43,6 ± 9,1 19,6 ± 2,7 74,4 ± 13,0 27,2 ± 5,6
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4.4.F
ATORESA
MBIENTAISAs seis variáveis do solo avaliadas apresentaram diferença significativa entre as áreas de estudo (Figura 18). Os resultados da ANOVA foram os seguintes: umidade do solo (F(9,50) = 36,8; p < 0,05), pH (F(9,50) = 48,2; p < 0,05), matéria orgânica (F(9,50) = 18,2; p < 0,05), nitrogênio (F(9,50) = 8,4; p < 0,05), fósforo (F(9,50) = 52,2; p < 0,05) e areia (F(9,50) = 24,8; p < 0,05). Para um maior detalhamento das diferenças das variáveis abióticas entre as áreas verificar os valores do teste de Tukey no Apêndice 2.
A análise de componentes principais (ACP) mostrou pouca separação entre a maioria das áreas de estudo com base nas seis variáveis do solo avaliadas (Figura 19).Os resultados da análise de componentes principais foram plotados a partir do primeiro e segundo fatores, os quais corresponderam a 67,3% da variância (Figura 19). As variáveis que apresentaram maiores cargas sobre os fatores foram a umidade do solo e o nitrogênio sobre o primeiro componente principal, enquanto que sobre o segundo componente principal foram o fósforo e a areia (Tabela 8).
A ANOVA realizada com os scores do primeiro componente principal mostrou que houve diferença significativa entre as áreas (F(9,50)= 49,80; p < 0,05), e a ANOVA realizada com os scores do segundo componente principal também mostrou diferença significativa entre as áreas (F(9,50)= 46,8; p < 0,05) (Figura 20). Para um maior detalhamento das diferenças dos scores entre as áreas verificar os valores do teste de Tukey no Apêndice 2.
A partir das duas parcelas estabelecidas para analisar a estrutura da vegetação, em cada área de estudo, foram estimadas as seguintes densidades vegetacionais: 4000 indivíduos/ha na RPF; 3750 indivíduos/ha na RMM; 5250 indivíduos/ha no PVS; 3450 indivíduos/ha na RFB; 5250 indivíduos/ha na SOR; 3300 indivíduos/ha na RSN; 2450 indivíduos/ha no TRF; 4700 indivíduos/ha no PRM; 4350 indivíduos/ha no PUB; e 2700 indivíduos/ha na SJB. As médias dos parâmetros da vegetação verificados foram demonstradas na Figura 21.
As curvas de distribuição granulométrica das amostras coletadas nas dez áreas de estudo foram apresentadas na Figuras 22 e 23. A figura 24 apresentou as curvas de distribuição granulométrica médias de cada área de estudo, as linhas verticais tracejadas delimitam a região definida por argila e silte (diâmetro dos grãos ≤ 0,075), areia fina (diâmetro dos grãos entre 0,074 e 0,42 mm), areia grossa (diâmetro dos grãos entre 0,42 e 2,00 mm) e pedregulho (diâmetro dos grãos > 2,00 mm).
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Figura 18. Média, erro padrão e intervalo de confiança (95%) de seis variáveis abióticas registradas
para as dez áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau- Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
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Tabela 8. Valores da análise de componentes principais (ACP), realizada a partir de seis parâmetros
do solo, para avaliar diferenças entre dez áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil: autovalores, variâncias total e cumulativa, e fatores coordenados para cada variável, nos componentes principais (CP1 – CP3). Componentes principais 1 2 3 Autovalor 2,53 1,51 0,75 Variância total (%) 42,20 25,08 12,55 Variância cumulativa (%) 42,20 67,29 79,84 Umidade solo 0,848 0,320 0,128 pH -0,733 0,217 0,389 Matéria orgânica 0,781 -0,236 0,091 Nitrogênio 0,783 -0,210 0,226 Fósforo -0,101 -0,834 -0,446 Areia 0,204 0,748 -0,572
Figura 19. Análise de componentes principais (ACP), realizada a partir de seis parâmetros do solo,
para avaliar diferenças entre dez áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
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Figura 20. Média, erro padrão e intervalo de confiança (95%) dos scores do primeiro (esquerda) e do
segundo (direita) componentes principais em dez áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
61
Figura 21. Parâmetros da vegetação (média ± erro padrão) mensurados em 200 m2 em cada uma das seguintes áreas de estudo: RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
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Figura 22. Curvas de distribuição granulométrica das amostras de solo coletadas em seis áreas de
Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra.
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Figura 23. Curvas de distribuição granulométrica das amostras de solo coletadas em quatro áreas de
Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.
Figura 24. Curvas de distribuição granulométrica médias das amostras de solo coletadas em dez
áreas de Brejo de Altitude no Nordeste do Brasil. RPF, Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro; RMM, Reserva Ecológica Mata do Mucuri; PVS, Parque Ecológico Municipal João Vasconcelos Sobrinho; RFB, RPPN Estadual Fazenda Bituri; SOR, Serra do Ororubá; RSN, Reserva Biológica de Serra Negra; TRF, Brejo de Triunfo; PRM, Parque Municipal Riacho do Meio; PUB, Parque Nacional de Ubajara; e SJB, Serra da Jiboia.