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ÜRETİM PLANLAMA PROBLEMİ İÇİN BULANIK DOĞRUSAL PROGRAMLAMA MODELİ ÇÖZÜMÜ

A teoria da conversação didática dirigida - guided didactic conversation - foi desenvolvida por Börje Holmberg, professor da FernUniversität - Alemanha - e diretor do Instituto de pesquisa em Educação a Distância (Institute for Research into Distance Education), em 1960. Mesmo pensada para a educação a distância antes do advento da Internet, suas considerações acerca da importância de uma atenção especial com a comunicação são válidas também para a EAD online.

Para essa teoria, o ensino a distância deve ter o caráter de uma conversação que facilite o aprendizado. Holmberg admite que apesar dos cursos pré-produzidos (auto-instrucionais) poderem ter valências comunicacionais, a conversação real entre o professor e/ou tutor e o estudante possui características essenciais. Tendo isto como princípio, o diálogo aluno- professor é considerado pelo autor a característica fundamental da educação a distância. (HOLMBERG, 1988)

A abordagem é originalmente baseada na conversação da sala de aula presencial que Holmberg considera como um procedimento que se provou eficaz no ensino tradicional e, portanto, é aplicável também na educação a distância. Para ele, a presença de elementos que promovam um processo comunicacional de sucesso, como a empatia entre os interlocutores, é válida tanto em contextos de ensino tradicional como nos contextos de EAD.

Holmberg acredita que, dentro do contexto da educação formal, os alunos aprendem por engajar-se em conversações. Eles expressam as suas idéias e, em seguida, o professor os orienta na elaboração, corrigindo ou reorientando tais idéias. Públicas e diretas, as conversas entre professor e alunos são características essenciais da aprendizagem e promovem uma

relação pessoal entre o professor e o aluno, criando, assim, maior motivação no aluno e melhores resultados na aprendizagem. (KELSEY e D´SOUZA, 2004)

Os sete postulados que embasam a proposta da comunicação didática dirigida são: 1. Sentimentos de relação pessoal entre o ensino e a aprendizagem promovem prazer

e motivação nos estudos;

2. Tais sentimentos podem ser nutridos por material bem-desenvolvido e comunicação bidirecional;

3. O prazer intelectual e a motivação pelo estudo são favoráveis ao alcance dos objetivos e ao uso de processos e métodos de ensino apropriados;

4. A atmosfera, linguagem e as convenções das conversas amigáveis favorecem sentimentos de relação pessoal;

5. Mensagens dadas e recebidas em forma de conversação são facilmente entendidas e lembradas;

6. O conceito de conversação pode ser traduzido com sucesso para ser utilizado por mídias disponíveis para a educação a distância; e

7. O planejamento e acompanhamento do trabalho são necessários para um estudo organizado, que é caracterizado por concepções de metas explícitas ou implícitas. Com a aprendizagem colaborativa sendo potencializada pelos constantes desenvolvimentos das TICs e por inovadoras metodologias didático-pedagógicas, voltadas às características e necessidades da EAD online, cada vez mais se afigura essencial a competência do professor em promover a criação e manutenção de ambientes empáticos, comunicativos e motivadores da aprendizagem - condições primordiais para o sucesso de um curso online colaborativo.

HARASIM (2005) identifica cinco características das comunicações que podem ocorrer no ambiente online :

De-muitos-para-muitos (comunicação de grupos); Em qualquer lugar (independe do local);

A qualquer momento (independe do horário); Textual (e cada vez mais multimídia); e

Troca de mensagens por e-mails, fóruns, chats, etc.

Ao permitirem novas opções de ensino-aprendizagem, essas características oferecem oportunidades para a aprendizagem ativa e colaborativa.

Na teoria da conversação didática dirigida, há dois tipos de comunicação bidirecional (Figura 3): a comunicação real, que é resultado da entrega das tarefas e dos comentários que os professores fazem sobre elas; e a comunicação construída dentro do texto (simulada). Para Holmberg, a comunicação bilateral adequada é estabelecida por meio da relação pessoal, que pode ser desenvolvida por correspondência, telefone, fax ou outras formas disponíveis; hoje em dia, fórum, e-mail, chat e outras ferramentas/dispositivos que privilegiem a comunicação entre grupos. (AMBROZEWICZ, 2003)

Figura 3 - Conversação didática

Fonte: Adaptação da “Figura - Conversação didática guiada” (Mota et alli, online)16

16 Disponível em <http://guidedconversations.wikispaces.com/teoriadaconversa%C3%A7%C3%A3odidactica>. Acessado em out. 2007. Conversação didática dirigida para EAD Real Simulada em chat por telefone em presença em fórum por e-mail sínc rona as sínc rona

conversação interna pelo estudo de um texto estilo de conversação

Para HOLMBERG (1988), se um curso a distância representar um processo de comunicação consistente a ponto de ter o caráter de conversação, os estudantes serão mais motivados e mais bem sucedidos do que em um curso com caráter de ensino impessoal.

Em consonância com esse pensamento, em um curso online colaborativo o professor e/ou tutor tem o desafio de criar condições apropriadas a um ambiente de aprendizagem em grupo, e deve promover processos comunicacionais que façam com que os alunos se sintam como se estivessem fisicamente ao lado dos colegas. Segundo Harasim, “como o meio escrito deixa a personalidade de cada um aparecer com clareza e como os grupos compartilham um universo comum de conhecimento, é comum surgir um forte senso de camaradagem entre os participantes” (Harasim et alli, 2005, p.221). Este senso de camaradagem unido à sensação de pertencimento a um grupo é fator motivador para desencadear um processo significativo de aprendizagem.

Na tentativa de descrever os traços essenciais de uma boa educação a distância, o autor assim define as características da conversação didática dirigida (ibid, p.117):

Criar apresentações acessíveis sobre o assunto de estudo; usar linguagem coloquial nos textos para serem facilmente legíveis; moderada densidade de informação. Dar conselhos e sugestões explícitas para os estudantes sobre o que fazer e o que

evitar, em que prestar atenção e o que considerar.

Convidar os estudantes para troca de opiniões, a fazerem perguntas e participarem de julgamentos sobre o que deverá ser aceito e o que deverá ser rejeitado.

Tentar envolver o estudante emocionalmente de forma que se interesse pelo assunto.

Fazer uso de um estilo pessoal nas comunicações, inclusive com o uso dos pronomes pessoais e possessivos.

Demarcar explicitamente a mudança de tema; por meios tipográficos, comunicação falada, mudança de locutores ou pausas. (Esta é uma característica de orientação e não de conversação)

Como a abordagem colaborativa proporciona uma rica oportunidade de intercâmbio de informações e idéias, em que todos os alunos podem participar ativamente, os elementos da teoria da conversação didática se aplicam à intercomunicação didática que deve ser estabelecida em um curso online colaborativo. O professor deste tipo de curso, ao promover a

relação empática e um ambiente de aprendizagem comunicativo, promove a reprodução destes comportamentos também no seio do grupo. E em um curto espaço de tempo no curso, os alunos percebem o estilo de comunicação proposto e passam a adotar também uma comunicação fluída, em tom de conversação com todos os demais participantes.

Benzer Belgeler