WMS VERİ LİSTESİ
11 ÜRETİM YERİ
Fizeram parte da pesquisa professores de Instituições de Ensino Superior Públicas e Particulares, totalizando 10 (dez) participantes, número definido de forma aleatória. Pode-se dizer que essa quantidade atende aos resultados esperados, muito embora se saiba que esse número não poderá gerar um resultado representativo do universo de docentes que militam nos Cursos de Administração existentes em São Luís do Maranhão.
No Gráfico 2, Gênero dos Professores das Instituições pesquisadas, pode-se observar que 60% dos entrevistados são do sexo masculino e 40% pertencem ao sexo feminino. Já no Gráfico 3, Faixa Etária dos Professores das Instituições
pesquisadas, os dados indicam que 50% encontram-se com idade entre 56 e 65 anos; 10%, entre 66 e 70 anos; 20%, entre 46 e 55 anos; e 20% contam entre 36 a 45 anos.
Com relação à formação acadêmica, o Gráfico 4 demonstra que somente 60% dos docentes pesquisados são administradores. Aparecem quatro outras graduações: 10% economista, 10% contador, 10% pedagogo e 10% engenheiros.
Entre os atores da pesquisa, apenas 20% estão fazendo doutorado em administração, 60% têm titulação de mestre e os outros 20% são especialistas, conforme o Gráfico 5.
Observou-se também que os docentes vinculados às Instituições Públicas são mais titulados e optam pela dedicação exclusiva. Por outro lado, os professores vinculados às Instituições Particulares têm carga horária alta e não mantêm vínculo
11Fez-se uma enumeração de 1 a 10 para os professores, designando-os P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7,
P8, P9 e P10. Os egressos estão com enumeração de 1 a 8 e foram identificados durante o trabalho
de dedicação exclusiva, mesmo porque as IES particulares não priorizam esse tipo de vínculo.
Gráfico 2 - Gênero dos professores das instituições pesquisadas
Fonte: Moraes (2012).
Gráfico 3 - Faixa etária dos professores das instituições pesquisadas
Fonte: Moraes (2012).
Gênero dos professores das instituições pesquisadas Masculino Feminino 60% 40% 20% 20% 50% 10%
Faixa etária dos professores das instituições pesquisadas 36 a 45 anos 46 a 55 anos 56 a 65 anos 66 a 70 anos
Gráfico 4 - Graduação dos professores das instituições pesquisadas
Fonte: Moraes (2012).
Gráfico 5 - Titulação dos professores das instituições pesquisadas
Fonte: Moraes (2012).
Percebe-se que o vínculo com a Instituição de Ensino Pública reflete no resultado da titulação dos professores e, segundo os depoimentos de alguns professores que atuam na educação pública, a qualidade da educação também é
10%
60% 10%
10%
10%
Graduação dos professores das instituições pesquisadas Engenharia Administração Pedagogia Contábeis Economia
20% 20%
Titulação dos professores das instituições pesquisadas Doutor Mestre Especialista
maior. Destaca-se a fala de um dos participantes que se inclui no rol daqueles que têm mais tempo de serviço no Curso de Administração de uma IES pública:
Reconheço que o nosso Curso de Administração sempre foi o melhor dentro do Estado. Como falei, continuam demandando, mas as grandes empresas, por questões estratégicas, tiveram que abrir o leque para as outras Instituições. Só está faltando pesquisa, mas estamos fazendo alterações. O MEC está criando uma comissão com o objetivo de melhorar o processo de avaliação institucional por meio do qual alunos e professores serão avaliados. Será muito bom. Todos os nossos cursos vão melhorar. (Informação verbal, P2).
Gráfico 6 - Tempo de Docência dos Professores das Instituições pesquisadas
Fonte: Moraes (2012).
O tempo de docência aparece no Gráfico 6 como um dado relevante. Entre os entrevistados, 50% estão na mesma Instituição há mais tempo, variando de 29 a 37 anos. Os demais, 50% estão em torno de 7 a 10 anos. Os relatos mostram que os docentes de Instituições Públicas ficam mais tempo vinculados às suas instituições, o que lhes possibilita desenvolverem atividades relacionadas à pesquisa, refletindo diretamente na qualidade do ensino e, consequentemente, na qualificação profissional. Nesse item, os professores que atuam em instituições particulares se ressentem da falta de incentivo à pesquisa científica.
Em relação às atividades vinculadas ao empreendedorismo, conforme o Gráfico 7, 60% dos professores declararam que participam desse tipo de atividade.
50% 50%
Tempo de docência dos professores das instituições pesquisadas
Alguns professores trabalham também com a disciplina, como é o caso do P5 que afirmou ter ministrado a disciplina Empreendedorismo durante 4 anos, contribuindo, na sala de aula, para fomentar emprego e renda. Nesse processo, utiliza uma metodologia em que o aluno aplica os conhecimentos adquiridos através da elaboração de um Plano de Negócios.
Gráfico 7 - Participação dos professores em atividades relacionadas ao empreendedorismo
Fonte: Moraes (2012).
Ao serem inquiridos sobre pesquisas e publicações sobre o tema Empreendedorismo, 80% dos entrevistados afirmaram não ter participado de nenhuma pesquisa relacionada com a atividade empreendedora. Neste mister é retratado o baixo envolvimento dos professores com a atividade de pesquisa voltada para a temática empreendedorismo.
60% 40%
Participação dos professores em atividades relacionadas ao empreendedorismo
Gráfico 8 – Habilidades Humanas e Comportamentais
A - Ser tomador de decisão. G - Ser estrategista.
B - Saber liderar. H - Gostar e entender de finanças e custos. C - Saber resolver problemas. I - Ter habilidades empreendedoras. D - Saber gerenciar. J - Ter habilidade em Marketing.
E - Ser Inovador. K - Ter responsabilidade social, solidariedade. F - Ser bom comunicador. L - Ter competências com Gestão de Projetos e
Gestão de Pessoas.
Fonte: Moraes (2012).
Ao serem indagados sobre as habilidades humanas e comportamentais que o Curso de Administração deve desenvolver nos alunos, em função do mercado de trabalho, relacionaram as características específicas do administrador à própria característica empreendedora. De modo geral, responderam que o Curso de Administração encaminha para o ato de empreender e que a inovação pode estar na criação de novos negócios ou na melhoria de outros já existentes, como se pode constatar no Gráfico 8. As características elencadas por eles coadunam-se com a
visão de economistas como Schumpeter (1997), que estabelece o elo entre
empreender e inovar, demonstrando assim a relevância do ato de empreender para o pleno desenvolvimento econômico.
Ainda segundo o Gráfico 8, entre as habilidades comportamentais mais mencionadas pelos professores estão: saber ser um bom líder e ser um bom comunicador, ambas atingindo um percentual de 80%. Quanto às demais habilidades, pode-se perceber que os entrevistados elencaram algumas como sendo características empreendedoras e as mais citadas foram: inovação, saber solucionar problemas, saber gerenciar. Entretanto, entende-se que todas as habilidades mencionadas pelos entrevistados são extremamente significativas, fortalecendo o diferencial competitivo do indivíduo e seu perfil empreendedor.
60% 80% 60% 60% 60% 80% 70% 40% 50% 30% 20% 30% A B C D E F G H I J K L
Na sua opinião, quais as habilidades humanas e comportamentais que o Curso de Administração deve desenvolver em função do mercado de trabalho e de uma
Na perspectiva dos professores, o administrador apto ao mercado de trabalho
deverá “gostar e entender de finanças e custos, ter habilidades com marketing, ser
um bom gestor de projetos” (P4). Essas habilidades humanas e comportamentais, segundo os entrevistados, são essenciais para formar o profissional administrador, dando a ele condições para atender às demandas das organizações com e sem fins lucrativos.
Ainda em consonância com o Gráfico 8, cinquenta por cento dos professores destacam que os administradores devem ter habilidades empreendedoras. Empreender, aqui, no sentido de inovar, ou seja, aplicar na empresa o princípio que Senge (2004) denomina de organizações que aprendem e Silva (2002), de liderança estratégica com foco nos resultados. Uma organização poderá ser assim chamada quando possibilita um ambiente no qual todas as pessoas possam criar, recriar, inventar e reinventar algo. Nota-se, nesse modelo paradigmático da educação, o reflexo de uma teoria que valoriza o caráter empreendedor, inovador e a aprendizagem contínua, no âmbito interno das equipes de trabalho, em que academia e mercado dialogam entre si. Sendo assim, 30% dos professores participantes destacam que o egresso deve concluir o Curso de Administração, sendo competente em Gestão de Projetos, Gestão de Pessoas, bem como ter competência em Marketing.
Gráfico 9 – Contribuição do egresso de administração à sociedade
Fonte: Moraes (2012).
O Gráfico 9 ratifica as habilidades já mencionadas pelos entrevistados em outros momentos, embora em contexto diferente do trabalhado nessa questão. Na visão dos participantes, os administradores poderão contribuir com a sociedade sendo profissionais éticos, críticos, comunicadores com liderança e responsabilidade social; sendo criativos, inovadores, dinâmicos e, também, sendo tecnicamente capazes, entendendo de administração financeira, administração de material e outras áreas vitais para as empresas.
O Gráfico 10 expressa, de acordo com 50% dos entrevistados, que as Diretrizes Curriculares contribuem com a sociedade, enquanto o restante entende o contrário. De qualquer modo, chamam a atenção os comentários dos participantes, quando estes elucidam que as normas curriculares não são suficientes para que haja transformação da realidade cultural, de modo que há que se buscar o comprometimento de alunos e professores.
A - Deverá ser um profissional ético. G - Saber liderar.
B - Ter visão e responsabilidade social . H - Ser inovador e dinâmico. C - Ter senso crítico. I – Comunicar-se de modo efetivo.
D - Ser criativo e empreendedor. J - Saber socializar os conhecimentos específicos. E - Saber gerenciar pessoas e ter facilidade nas
relações interpessoais .
K - Tem que ser líder.
F - Ter capacidade analítica. L - O administrador precisa entender de administração financeira, administração de material. 10% 20% 10% 20% 30% 10% 20% 20% 30% 20% 20% 10% A B C D E F G H I J K L
Qual a contribuição profissional que o egresso do Curso de Administração deve ser capaz de oferecer à sociedade, por meio de sua atuação profissional?
Gráfico 10 – A adequação das diretrizes curriculares à formação empreendedora
. Fonte: Moraes (2012).
Os professores participantes entendem ainda que eles deverão formar grupos de estudo direcionados à avaliação das normas curriculares, fazer projetos, articular as disciplinas e, por meio das universidades, estabelecer parcerias com organizações envolvidas com políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.
Gráfico 11 – Mercado de trabalho maranhense para o egresso de administração
Fonte: Moraes (2012).
50% 50%
Na sua avaliação, as diretrizes curriculares do Curso de Administração são adequadas para formar um
administrador empreendedor?
Sim Não
70% 30%
Qual a sua opinião sobre o atual mercado de trabalho, como campo de atuação profissioanl do egresso do Curso de
Administração?
No que se refere ao atual mercado de trabalho como campo de atuação profissional do egresso do Curso de Administração, muitos afirmam que o Maranhão apresenta um mercado promissor. Há que se observar que 70% dos entrevistados consideram que o mercado de trabalho maranhense é amplamente favorável ao egresso do Curso de Administração e somente 30% dos professores falam que o mercado de trabalho do administrador no Maranhão é restrito e desfavorável, conforme explicitado no Gráfico 11.
Citam como principais causas do não favorecimento da cultura dos empreendedores o grande número de empresas com gestão familiar e a crescente quantidade de egressos que saem das instituições.
Gráfico 12 – Pressões econômicas e a autonomia universitária
Fonte: Moraes (2012).
Por meio do Gráfico 12, ficam patentes as divergências quanto ao fato de as pressões econômicas afetarem ou não as universidades públicas. Para alguns professores, as IES têm que se adequar e responder às necessidades dos alunos, porque se não o fizerem não serão atrativas àqueles que desejam uma boa
50% 20%
20%
10%
Você acredita que as pressões econômicas do mercado afetam a autonomia do ensino e da pesquisa universitária, interferindo no plano curricular dos Cursos de Administração? Uma possível
interferência tornaria o egresso mais ou menos empreendedor?
A - Afetam as IES públicas porque estas estão custeadas com recursos públicos e por isso deveriam se reinventar (inovar) diariamente.
B - As pressões econômicas do mercado são determinantes até na escolha no curso.
C - Afetam as IES públicas e particulares, mas estas ignoram as exigências do mercado.
formação. Outros professores são mais enfáticos em afirmar que o administrador, atualmente, está inserido em uma conjuntura econômica que exige uma alta capacidade de sobrevivência e essa sobrevivência depende de uma série de elementos que não estão presentes na formação desse administrador.
Estaria, então, a universidade cedendo, negativamente, às pressões econômicas? Ratificam, por outro lado, que nenhum segmento foge das pressões econômicas porque “o mundo é uma grande corrente. Os elos são os aspectos econômicos e sociais” (P2). 50% afirmam que as Instituições Públicas deveriam se reinventar sempre, assim, teriam que ficar atentas às mudanças de cenário porque são custeadas com recursos públicos; 20 % dos participantes entendem que as pressões econômicas permeiam todo o processo de formação acadêmica, inclusive a escolha do curso; 20% dizem que, apesar de existirem, tais pressões são ignoradas; e 10 % afirmam que não há pressão em relação à autonomia das IES públicas.
Gráfico 13 – Projeto pedagógico como estímulo à formação empreendedora
Fonte: Moraes (2012). 20% 40% 40% A B C
Na sua avaliação, o Projeto Pedagógico do seu Curso de Administração favorece e estimula uma formação
empreendedora?
A - Sim. Em parte; o que falta são as atualizações dos ementários e a aplicação de ações direcionadas para o empreendedorismo, possibilitando ao discente a vivência do seu aprendizado em campo durante o curso.
B - Não favorece porque os professores e os alunos não se apropriam do Projeto Pedagógico, tanto que às vezes uma mesma Instituição de Ensino tem um Projeto Pedagógico para cada campus.
C - A maioria dos alunos não quer empreender, quer trabalhar em empresas já estruturadas ou passar em concurso público.
Sobre a relevância do Projeto Pedagógico quanto ao estímulo à formação empreendedora no Curso de Administração, 40% dos professores representados no Gráfico 13 demonstram que a falta de atualização do Plano de Ensino (ementas), bem como a ausência de ações estratégicas que fortaleçam a formação empreendedora, neutralizam, de certa forma, o reflexo favorecedor do Projeto Pedagógico, que passa a ser teórico e não prático. Outros 40% afirmam categoricamente que professores e alunos desconhecem ou não vivem, no dia a dia acadêmico, o Projeto Pedagógico. Um terceiro grupo ainda esclarece, de certo modo, que, embora o Projeto Pedagógico estimule ou seja bem traçado nesse sentido, os alunos de administração, ao concluírem o curso, querem mesmo é um emprego público.