• Sonuç bulunamadı

2.1. Tehlikeli Atıklar

2.1.2. Ülkemizde ne kadar atık ve tehlikeli atık mevcuttur?

Para Clarice Bastarz e Daniela Biondi (2008) turismo e paisagem possuem uma relação complementar e devem ser pensados no intuito de beneficiar-se mutuamente. E para que isso ocorra, deve haver um planejamento integrado, constituindo uma parceria inteligente e lucrativa tanto do ponto de vista econômico quanto preservacionista.

Para estabelecer um equilíbrio possível entre o desenvolvimento dos setores turístico e imobiliário, e a preservação dos atributos paisagísticos é preciso planejar, ordenar as ações do homem sobre o território de maneira a atender seus objetivos sem

8 Texto original: “Para que un territorio natural se conforme como territorio turístico debe ser valorado estéticamente como un territorio bello. En términos de estética hegeliana, podríamos hablar en este sentido, de lo ‘bello en sí’. Es por esto que un valor supremo de la estética. ‘naturalista’ de lo bello natural es lo virgen o salvaje” (ULATE, 2006, p. 80).

prejudicar o bem coletivo. Tal ação visa evitar que danos irreparáveis sejam causados ao meio ambiente. Sobre isso Marília Ansarah (2001) enfatiza:

O planejamento é fundamental e indispensável para o desenvolvimento de um turismo equilibrado, também chamado de turismo sustentável, ou seja, aquele que ocorre em harmonia com os recursos naturais, culturais e sociais das regiões turísticas receptoras, preservando-os para as gerações futuras. [...] ajuda, ainda a evitar danos ambientais e a manter a atratividade dos recursos turísticos naturais e culturais. (ANSARAH, 2001, p. 67).

Sendo assim, o turismo sustentável surge como um segmento com altos índices de crescimento em todo o mundo, constituindo uma tendência da atualidade. Pode ser definido como a atividade que se desenvolve em harmonia com a natureza, visando à conservação dos recursos naturais para as gerações futuras: “Entendemos que a proteção do meio ambiente e o êxito do desenvolvimento turístico são inseparáveis” (ANSARAH, 2001, p. 31).

Além de fonte geradora de riquezas, a atividade turística pode e deve ser considerada como uma ferramenta de conservação dos recursos naturais existentes, como destaca Antônio Carlos Pinto (1999), ao tratar da função turística da propriedade e sua referência ante a preservação e valorização da paisagem:

A propriedade, pública ou privada, rural ou urbana, cumpre sua função turística quando, tomada em conjunto ou individualmente, não interfere na harmonia e contribui para a preservação e valorização de locais ou porção do território que desencadeiam e favorecem o fenômeno turístico e o especial interesse de visitação, ante seu grande significado histórico, artístico, paisagístico, pitoresco, natural, estético, arqueológico, paleontológico, ecológico, científico ou cultural, ou traduzam referências à identidade, à ação, e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade nacional. (PINTO, 1999, p. 122).

Segundo Beni (2006) todo progresso traz consigo custos sociais inevitáveis, sendo inegável o impacto sobre a paisagem advindo da atividade turística. Porém, ela não o faz de forma isolada. O que se pretende é que estes efeitos sejam minimizados e mantidos dentro de limites aceitáveis, para que não transformem por completo os recursos naturais responsáveis pela singularidade do local. John Tribe (2003) alerta para o modelo de crescimento econômico rápido adotado pela maioria dos governos que, findam por desconsiderar as consequências ambientais desse processo, gerando custos superiores aos

benefícios: “[...] alguns economistas ambientais apelam para uma parada ou limitação de crescimento econômico” (TRIBE, 2003, p. 374).

Para isso, se faz vital a manutenção das características originais de cada região através da escolha dos tipos de turismo mais adaptados às características de cada lugar, utilizando ao máximo (e de forma sustentável) os recursos naturais e humanos. Ressalta- se também a diminuição das despesas com infraestrutura – principalmente com expansão e manutenção – podendo ser assim partilhadas com empresas turísticas privadas (BENI, 2005, p. 50).

Os benefícios do bom planejamento vão além da simples preservação ambiental. Ele deve ter como foco o bem comum, priorizando a proteção de sua população contra as consequências da degradação ambiental. O bem-estar da comunidade jamais deve ser posto em segundo plano, em nome de um suposto desenvolvimento turístico. Mas ao invés disso, projetos públicos e privados, voltados para este setor, tomam por base o “turismo/mercadoria”, cujo discurso prioriza o tão buscado desenvolvimento econômico, acarretando danos significativos ao cotidiano da população.

A alteração das aspirações dos diferentes grupos sociais e comunitários e seus modos peculiares de viver foi drasticamente substituída pela imposição de novos padrões comportamentais, ameaçando a diversidade cultural e a vida no planeta. Se os resorts simbolizam a acumulação e a concentração de capital no setor turístico, as pousadas ou os pequenos hotéis podem simbolizar novas imagens de um turismo menos concentrador e mais solidário, menos pasteurizado e mais atento à diversidade cultural. [...] Além de construir espaços simbólicos, a atividade turística tece rede extensa de pequenos negócios que, por sua vez, cria sociabilidades as mais diversas (CORRÊA, PIMENTA, ARNDT, 2009, p. 36).

Apesar de sua forte hegemonia econômica em alguns lugares, o turismo vem concorrendo com as práticas sociais e econômicas mais comuns, pondo a reprodução da vida cotidiana em segundo plano em prol da reprodução da geração de riquezas através do turismo. Reside aí, um dos maiores desafios do equilíbrio entre o desenvolvimento do imobiliário-turístico e a preservação da paisagem: aliar interesses de particulares, gestores e intelectuais, com vistas no bem comum.

Viver é sempre mais que simplesmente fazer turismo ou receber turistas. E aqui reside talvez a maior de todas as dificuldades metodológicas daqueles que se debruçam sobre o entendimento do turismo como objeto de investigação ou de intervenção da realidade:

apreender o imenso jogo de relações no qual o turismo está inserido para, então, compreender o turismo na sua complexidade (CRUZ et al., 2007, p. 6).

Não há dúvidas ao se afirmar que o turismo crescerá de forma acelerada nos próximos anos, fato que a torna uma atividade econômica com alto grau de previsibilidade, visto que se relaciona diretamente com a qualidade de vida da população – lazer, descanso e ócio. Portanto, são igualmente previsíveis os problemas decorrentes desse processo, facilitando a atuação do planejamento (DIAS, 2008, p. 101).

Para tal, deve-se também prever um intenso trabalho de educação ambiental, de forma a direcionar o comportamento humano à prevenção, não só por parte do morador, mas também do turista, despertando sua conscientização; e o governo deve ter um papel chave, principalmente no financiamento de treinamento adequado aos atores envolvidos nesse processo. O ideal é evitar que não sejam repetidos erros do passado, garantindo o usufruto dos recursos paisagísticos e ambientais por gerações futuras. Priorizar alternativas de manutenção dos recursos naturais já provou dar um retorno maior às populações envolvidas e ao país onde se localizam (DIAS, 2008, p. 22).

Para que sejam, de fato, levados em conta os efeitos positivos e negativos do crescimento dos setores imobiliário e turístico estes devem receber novo tratamento, devem ser integrados ao planejamento global de cada região. Para isso, a intervenção do governo se mostra fundamental na promoção do crescimento equilibrado do turismo, de maneira tal que a demanda se expanda em velocidade similar à oferta. Desse modo, faz- se urgente rever os padrões de urbanização atualmente adotados, a fim de promover uma política urbana capaz de traçar estratégias de longo prazo, com vistas a um desenvolvimento verdadeiramente planejado. Quando os setores turístico e imobiliário, bem como natureza e cultura forem pensados em conjunto, os impactos positivos serão imensamente superiores aos negativos (TRIBE, 2003, p. 313).

CAPÍTULO 2 – O PODER PÚBLICO NA PROTEÇÃO DA

Benzer Belgeler