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Ülkelerin iş yerinde sağlığı geliştirme uygulamaları ve destekleyici kuruluşlar

2. GENEL BİLGİLER

2.3. İşyeri Sağlığı Geliştirme Programları

2.3.4. Ülkelerin iş yerinde sağlığı geliştirme uygulamaları ve destekleyici kuruluşlar

Muito se discute acerca da natureza que possuiriam certas funções desempenhadas pelas agências reguladoras. Nessa disputa, chega até mesmo a ser corriqueira, na ânsia que se observa de querer se decifrá-la, a inadvertida utilização de expressões simplistas como “funções quase legislativas” e “funções quase jurisdicionais”, numa evidente alusão a algumas das atribuições das agências que destoariam, por assim dizer, do que muitos acreditam constituir função administrativa. Aliás, sob essa mesma perspectiva, fala-se, também, no exercício de “funções administrativas típicas e atípicas”, bem como no desempenho de “competências materialmente peculiares”.

Não se afigura difícil, no entanto, identificar a razão para tamanha controvérsia. Basta lembrar que ingressaram essas agências, no cenário jurídico brasileiro, recebendo, ao lado de competências bastante usuais, que a si foram apenas transferidas, outras atribuições que, com características ou efeitos jurídicos bem peculiares, até então não se mostravam habituais a qualquer um dos Poderes da República.

Isso pode ser atestado, por exemplo, ao se atentar para os constantes casos em que, por lei, como alternativa à solução jurisdicional, foram conferidas a esses entes autênticas atribuições de árbitro para que, nessa condição, viessem a compor conflitos verificados entre particulares. Outra hipótese, ainda, diz respeito à competência que normalmente detêm para a imposição de sanções a empresas cujo ramo de atividade lhes compete regular. Em ambos os casos, perceba-se, está-se diante de competências que, por seu próprio conteúdo intrínseco e, principalmente, pelo regime jurídico que a elas é aplicável, não encontram similaridade perfeita com qualquer uma das muitas tradicionalmente exercidas, não podendo, assim, vir a ser com estas confundidas, muito embora, reconheça-se, possam manter, com as mesmas, alguma parecença. Daí o motivo para tanta celeuma e utilização,

inadvertida, de termos imprecisos e vagos, como o “quase”, nas expressões de que se lança mão na tentativa de definir-se sua natureza.

Este trabalho, contudo, seguindo orientação própria, irá optar por identificar, no desempenho dessas insólitas atividades reputadas inerentes à prática regulatória, o exercício mesmo de função administrativa, única e tão somente. Afinal, não é outra a conclusão a que se chega, desde que, claro, bem examinado sobretudo o regime jurídico a que se sujeitam, senão a de que possuem esses atos natureza essencialmente administrativa.

Importa, no entanto, advertir, desde já, que nenhuma ligação apresenta esse entendimento com o fato de serem as agências topologicamente inseridas, como entidades integrantes da Administração indireta, no âmbito do Poder Executivo. Mostrar-se-ia precipitado, vale enfatizar, o desenvolvimento de raciocínio que apontasse nessa direção. Enfim, é evidente que não se deve olvidar, nessa hora, da clássica lição acerca do desempenho de funções tanto típicas quanto atípicas por cada um dos Poderes estatais, circunstância esta que, facilmente comprovável, vem a tornar inviável, como se sabe, a análise da natureza de qualquer ato tomando-se por base, apenas, critérios meramente orgânicos, assentados exclusivamente no órgão responsável por sua emanação.

A posição aqui defendida, um tanto mais acautelada, é decorrência não mais do que do mero emprego de um critério que, desconsiderando o sujeito executor de determinado ato, propõe-se a enfocar, na verdade, seu objeto, que constitui, no caso, uma dada atividade; e que, ainda, ao mesmo tempo, se preordena à identificação desta levando em conta não as características intrínsecas ao seu conteúdo, mas sim, a posição que pela mesma é ocupada no sistema normativo, a qual se verifica, vale dizer, a partir do regime jurídico que pela lei lhe é instituído. Com isso, indisfarçável se torna a inclinação do presente trabalho, que, conforme se percebe, revela-se totalmente orientado no sentido de aderir à doutrina de Celso Antônio

Bandeira de Mello, autor cuja obra confere, à função administrativa, uma definição amparada numa fórmula objetivo-formal, em homenagem ao mesmo critério56.

Adotada, pois, essa concepção, dificuldade nenhuma haverá em identificar como de natureza administrativa essas incomuns atribuições. Com efeito, incapazes que são tanto de produzir a coisa julgada – atributo da função jurisdicional - como de inovar a ordem jurídica em caráter primário – atributo da função legislativa -, e ainda mais quando considerado o fato de serem totalmente regidas pelo regime jurídico-administrativo, resistência alguma deve haver para que sejam reputadas como de natureza administrativa, inexistindo qualquer razão, portanto, para taxá-las de natureza peculiar, aproximada à outra ou atípica em relação às ditas convencionais.

Concluídas, assim, as anotações que, referentes à regulação econômica, se reputam indispensáveis para bem se compreender o conteúdo que será trabalhado mais adiante, cumpre, então, adentrar, no capítulo seguinte, a temática relativa ao processo administrativo, notadamente no que atine ao relevante papel que hoje o mesmo desempenha às atividades da Administração Pública e à posição de destaque que lhe é conferida pela atual roupagem do Direito Administrativo.

56 Assim se posiciona o autor quanto à função administrativa: “Poder-se-ia defini-la como a atividade exercida

pelo Estado (ou por quem lhe faça as vezes), no exercício de suas prerrogativas de autoridade, como parte diretamente interessada numa relação jurídica, debaixo da lei e em obediência a ela, a fim de cumprir as finalidades assinaladas no ordenamento normativo” (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Prestação de

serviços públicos e administração indireta. 2ª tiragem. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1975, p. 12). Vide,