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4. Deneysel Çalışma

4.4. Üç Hücreli Yakıt Pili Yığını Testleri

O teste TBARS (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico) é uma das análises mais populares e comumente usadas para detectar a oxidação lipídica em carnes, visto que os produtos primários de oxidação lipídica constituem-se principalmente de hidroperóxidos, os quais são rapidamente decompostos em várias substâncias reativas ao ácido 2-tiobarbitúrico, particularmente carbonilas, sendo o malondialdeído o elemento mais importante (ADDIS, 1986; FERNANDEZ; PEREZ- ALVAREZ; FERNANDEZ-LOPEZ, 1997). Adicionalmente, as substâncias reativas ao

ácido tiobarbitúrico são normalmente utilizadas como um marcador para o desenvolvimento de sabores de ranço na carne (GREENE, CUMUZE, 1982; LANARI, SCHAEFER, SCHELLER, 1995; JENSEN, LAURIDSEN, BERTELSEN, 1998; CAMPO et al., 2006; KASAPIDOU et al., 2012).

Os valores de TBARS no fígado e no músculo longissimus estão representados na tabela 3.4. Não houve efeito significativo (P>0,05) para os valores de TBARS no fígado. Segundo Luza e Speisky (1996), o Cu é considerado um elemento pró-oxidante, mas como no fígado ele não está presente na forma iônica livre, mas sim ligado a proteínas, estas, podem inativar a sua ação pró-oxidante.

Por outro lado, de acordo com Dillard e Tappel (1984), a peroxidação lipídica no fígado induzida por danos por cobre é manifestada pelo aumento na produção de TBARS, o que não foi observado no presente experimento, uma vez que não houve diferença significativa entre os cordeiros tratados e o grupo controle, embora tenha havido um aumento da concentração de Cu no fígado (tabela 3.2) nos animais suplementados. Assim, pode-se dizer que as doses do elemento usadas não causaram efeito tóxico.

Os níveis de TBARS no fígado também não tiveram diferença significativa entre tratamentos em novilhos Nelore, em estudo para determinar o efeito de dois níveis e duas fontes de Cu sobre o metabolismo e oxidação de lipídios (CORREA, 2010). Entretanto, em estudo para determinar os efeitos de diferentes fontes e níveis de cobre (Cu) sobre a atividade da SOD no plasma, peroxidação lipídica e, “status” de Cu em cordeiros, observou-se uma redução da concentração plasmática e hepática de malondialdeído (MDA) que é uma das principais substâncias reativas ao ácido 2-tiobarbitúrico medidas no TBARS (CHENG et al., 2011).

Tabela 3.4 Médias de TBARS, em mg/kg de fígado e do músculo longissimus de

ovinos Merino x Texel recebendo dieta controle ou suplementados com diferentes fontes e níveis de Cu.

TBARS (mg/kg)

Tratamentos (mg de Cu /kg de MS) EPM Contrastes ortogonais

Co 0 CuSO10 4 CuSO30 4 Cu- metionina 10 Cu- metionina 30 A B C D Fígado 0,899 0,988 1,020 0,515 0,974 0,046 0,18 0,14 0,63 0,22 longissi mus Desossa 0,164 0,146 0,172 0,079 0,105 0,026 0,188 0,018 0,508 0,504

Tempo (dias) Efeito

tempo Abate 12 Meses 3 dias

descongelada descongelada 6 dias Dispaly

Life 0,133 ± 0,160

C 0,152 ± 0,158C 2,578 ± 0,158B 3,987 ± 0,158A Q<0,001

Co = Dieta controle (sem cobre suplementar) EPM = erro padrão da média

A = controle comparado aos demais; B = tratamento com Cu na forma de CuSO4 comparado ao

de Cu-metionina; C = 10 mg/kg de MS de CuSO4 comparado com 30 mg/kg de MS de CuSO4; D

= 10 mg/kg de MS de Cu-metionina comparado com 30 mg/kg de MS de Cu-metionina.

Médias seguidas da mesma letra não tem diferença significativa (P>0,05); médias seguidas de letras diferentes tem diferenças significativas (P<0,05)

Segundo McDowell (2003), o Cu tem efeito antioxidante in vivo, mas também pode ser pró-oxidante in vitro e acumulo nos tecidos pode permitir um estresse oxidativo. Isto não foi verificado no presente experimento, pois, não houve efeito significativo da suplementação nos valores de TBARS no fígado. De acordo com Lauridsen et al. (1999), como logo após o abate os animais estão em homeostase, o processo de oxidação lipídica pode não ser rigorosamente controlado, devido à debilidade do sistema de defesa antioxidante. Este fato pode explicar ausência de diferenças significativa entre os tratamentos nos valores de TBARS no fígado, embora tenha se verificado um aumento das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e glutationa peroxidase neste órgão.

Houve efeito significativo dos tratamentos (P<0,10) no TBARS no músculo

longissimus coletado no momento da desossa (tabela 3.4) sendo que, os animais

suplementados tiveram valores menores de TBARS quando comparados com o grupo controle. Na análise de contrastes, verificou-se um aumento significativo (P<0,05) dos valores de TBARS no músculo longissimus dos cordeiros que

receberam sulfato de cobre em relação aos grupos que receberam Cu-metionina. A redução dos níveis de TBARS nos animais suplementados pode ter ocorrido devido o aumento das enzimas antioxidantes SOD e GP-x no fígado (tabela 3.3)

Cheng et al. (2011); Cummins, Solaiman e Bergen (2008) não encontraram efeito do cobre sobre a estabilidade oxidativa no músculo longissimus de cordeiros e cabritos respectivamente, colhidos no momento da desossa. Adicionalmente, em experimento no qual foram avaliados os efeito de Cu e da vitamina E sobre a composição e oxidação do músculo longissimus em suínos, foi observado que a suplementação com Cu não afetou a susceptibilidade à oxidação lipídica enquanto que a vitamina E reduziu esta susceptibilidade (LAURIDSEN et al., 1999; LAURIDSEN; HOJSGAARD; SORENSEN, 1999; REY e LOPEZ-BOTE, 2001).

Cava et al. (2000), encontraram menores valores de TBARS para os grupos com suplementação de Cu e -tocoferol, quando comparados com o controle em estudo que objetivou determinar o efeito de -tocoferol e CuSO4 na susceptibilidade à oxidação da carne em suínos, indicando que possivelmente a combinação de Cu com vitamina E pode dar melhor efeito na estabilidade oxidativa das carnes.

A semelhança do presente estudo foi observada uma redução dos valores do TBARS em função da suplementação com cobre em estudo sobre efeitos de diferentes fontes e níveis de cobre no desempenho, “status” de Cu, fermentação ruminal, metabolismo e oxidação de lipídios em bovinos nelore (CORREA, 2010).

Os valores de TBARS do músculo longissimus logo após o congelamento à vácuo por 12 meses não diferiram significativamente daqueles encontrados no momento no momento da desossa (P>0,05) (tabela 3.4), indicando que a carne ovina pode ser conservada congelada à vácuo por pelo menos 12 meses. Possivelmente, a ausência de oxigênio nestas amostras pode ter contribuído para a inexistência de efeito significativo nestes valores de TBARS. Assim pode-se deduzir que houve efeito do Cu na manutenção da estabilidade oxidativa lipídica da carne neste período.

O resultado da estabilidade da carne congelada à vácuo no presente experimento, está de acordo com aquele encontrado em trabalho visando avaliar a estabilidade física e química e microbiológica de carne embalada a vácuo estocada sob refrigeração e congelamento onde, foram encontrados valores de no máximo de

0,3 mg/kg de músculo longissimus de cordeiros congelado a vácuo, que também são considerados aceitáveis (FERNANDES, 2011).

Um aspecto importante a realçar é a relação dos níveis de TBARS com o sabor de ranço. Valores de TBARS inferiores a 0,56 mg/kg de carne obtidos com base na metodologia de Vyncke (1975) foram considerados aceitáveis pois, não seriam suficientes para percepção de um sabor de ranço (KASAPIDOU et al., 2012). Assim, pode-se afirmar que a carne colhida no momento do abate e 12 meses após congelamento no presente trabalho não tinha sabor a ranço porque os valores de TBARS foram inferiores a aqueles referidos por Kasapidou et al. (2012). Igualmente, a diferença observada nos valores de TBARS entre os cordeiros suplementados com CuSO4 e Cu-metionina (tabela3.4) não seriam suficientes para a percepção do

sabor de ranço.

Fig. 1 Valores de TBARS (mg de malondialdeído/kg) do músculo longissimus de ovinos Merino x Texel recebendo dieta controle ou suplementados com diferentes fontes e níveis de Cu expostos em balcão expositor refrigerado durante 6 dias após descongelamento.

Em relação à estabilidade oxidativa lipídica no músculo longissimus exposto ao balcão expositor refrigerado após 12 meses de congelamento, não foi observado efeito significativo dos tratamentos nos valores de TBARS (P>0,05) sobre a vida de

0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 0 1 2 3 4 5 6 T B A R S

Dias após o descongelamento TBARS-obs. TBARS-est.

prateleira ou ¨display life¨ (DL), entretanto observou-se um crescimento linear desses valores durante o período de avalição desse para parâmetro. Os valores de TBARS no DL e a regressão linear do TBARS no músculo longissimus exposto ao DL após 12 meses de congelamento à vácuo estão apresentados na tabela 3.4 e figura 1.

A teoria de Lauridsen et al., (1999) anteriormente referenciada e a presença de oxigênio na embalagem de PVC podem sustentar o aumento linear dos valores de TBARS (P<0,05) observados ao longo do tempo nas amostras dispostas no Display Life no balcão expositor refrigerado (4°C) independentemente dos tratamentos.

3.4 CONCLUSÕES

A suplementação com cobre na dieta de cordeiros Merino x Texel aumentou a concentração de cobre no fígado, mas não teve influencia na concentração do elemento no músculo longissimus. O Cu contribuiu significativamente para o aumento das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GP-x) no fígado. A suplementação com cobre melhorou a estabilidade oxidativa no músculo longissimus na desossa e 12 meses após congelamento à vácuo, medida através do nível de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). Mas não se verificou efeito pro-oxidante no fígado indicando que dietas podem ser suplementadas com 10 ou 30 mg/kg de MS de sulfato de cobre ou Cu- metionina sem quaisquer efeitos prejudiciais sobre os níveis de antioxidante no fígado e estabilidade oxidativa lipídica do músculo longissimus em cordeiros Merino x Texel.

Benzer Belgeler