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Üç faz dengeli yük durumu için simülasyon çalışmasının

6. ŞEBEKEYE BAĞLI OLMAYAN DA/AA EVİRİCİ SİSTEMİNDE

6.3 Simülasyon Çalışmasının Gerçekleştirilmesi ve Sonuçların Yorumlanması

6.3.1 Üç faz dengeli yük durumu için simülasyon çalışmasının

Nesta seção adotar-se-á a mesma sistemática da seção anterior. Reconhecendo-se que a leitura de Acordos jurídicos é exaustiva, optou-se por apresentar os artigos que compõem o Acordo SPS de forma geral, destacando os princípios que nortearam a construção do mesmo.

O Acordo SPS é um dos resultados da Rodada Uruguai, que ocorreu de 1986 a 1993, sob a égide do GATT. É importante ressaltar que este Acordo foi negociado junto com o Acordo sobre Agricultura.

Antes da entrada em vigor do Acordo SPS, os Membros poderiam impor e manter medidas incompatíveis com o GATT necessárias à proteção da vida ou saúde das pessoas, animais e vegetais, em função da exceção prevista no Artigo XX (b) do GATT 1947. A inadequação desse dispositivo no tratamento das complexas medidas sanitárias e fitossanitárias levou os Membros a negociar o Acordo SPS na Rodada Uruguai, na tentativa de melhorar a definição do Artigo XX (b) e estabelecer limites claros para a adoção de medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar adversamente o comércio internacional. Contudo, o Acordo SPS vai além do mero desenvolvimento do Artigo XX (b) do GATT e estabelece um novo e abrangente conjunto de normas para a adoção e manutenção das medidas sanitárias e fitossanitárias. (UNCTAD, 2003, p.12)

Inicialmente, a proposta dos ―planejadores‖ do GATT era transformar o Acordo SPS em um ‗apêndice‘ do Acordo sobre Agricultura, porém com o avanço das barreiras técnicas ficou acordado que era necessário uma regulação própria para as medidas sanitárias e fitossanitárias. Assim, em Janeiro de 1995, entrou em vigor o Acordo SPS. Este possui 14 artigos e três anexos, nos quais estão definidos os regulamentos para as medidas sanitária e fitossanitária.

Conforme o anexo A do Acordo, medidas sanitárias e fitossanitárias são aquelas aplicadas para:

i) Proteger, no território do Membro, a vida ou a saúde animal ou vegetal dos riscos resultantes da entrada, do estabelecimento ou da disseminação de pragas, doenças ou organismos patogênicos ou portadores de doenças; ii) Proteger, no território do Membro, a vida ou a saúde humana ou animnal dos riscos resultantes da presença de aditivos, contaminantes, toxinas ou organismos patogênicos em alimentos, bebidas ou ração animal; iii) Proteger, no território do Membro, a vida ou a saúde humana ou animal dos riscos resultantes de pragas transmitidas por animais, vegetais ou por produtos deles derivados, ou de entrada, estabelecimento ou disseminação de pragas, ou; iv) impedir ou limitar, no território do Membro, outros prejuízos resultantes da entrada, estabelecimento ou disseminação de praga. As medidas sanitárias ou fitossanitárias incluem toda a legislação pertinente, decretos, regulamentos, exigências e procedimentos, incluindo, inter alia, os critérios relativos ao produto final; os processos e métodos de produção; os procedimentos para testes, inspeção, certificação e homologação; os regimes de quarentena, incluindo exigências pertinentes associadas com o transporte de animais ou vegetais ou os materiais necessários à sua sobrevivência durante o transporte; aos dispositivos relativos aos métodos estatísticos pertinentes, procedimentos de amostragem e métodos de avaliação de risco; e requisitos para embalagem e rotulagem diretamente relacionados com a segurança dos alimentos. (ACORDO SPS, 1998, ANEXO A)

O objetivo do Acordo é equilibrar o direito dos países membros de adotar medidas para ―proteger, em seus territórios, a saúde dos consumidores de riscos contidos nos alimentos comercializados e nos produtos agrícolas, com o escopo de liberalização do comércio no setor de alimentos e produtos agrícolas‖ (UNCTAD, 2003, p.6). Portanto, o Acordo busca minimizar a utilização protecionista e discriminatória das normas e promover maior transparência e harmonização das mesmas no comércio internacional (JAFFEE; HENSON, 2004).

Os Membros garantirão que suas medidas sanitárias e fitossanitárias não constituirão discriminação arbitrária ou injustificada entre os Membros nos casos em que prevalecerem condições idênticas ou similares, incluindo entre seu próprio território e o de outros Membros. Essas medidas não serão aplicadas de forma a constituir restrição velada ao comércio internacional. (Acordo SPS, Artigo 2.3, destaque nosso)

O Acordo SPS é regido principalmente por dois princípios: o da não discriminação98, a qual afirma que nemhum país Membro pode discriminar outro país, onde prevalecem condições similares e, o do embasamento científico, o qual determina que todos os países membros tenham o direito de adotar medidas sanitárias e fitossanitárias para a proteção da vida ou saúde humana, animal ou vegetal, desde que tais medidas sejam baseadas em uma avaliação científica dos risco e não sejam aplicadas de forma a restringir o comércio internacional (Artigo 2, §1, 2 e3). O Acordo, de forma concisa, pode ser apresentado da seguinte forma:

98 Este princípio, como foi analisado no capítulo 2, é representado pela cláusula da Nação Mais Favorecida (NMF) e o princípio do tratamento nacional.

Quadro 4- Síntese do Acordo SPS

Objetivo: Permitir que os países se protejam de riscos referentes à saúde e a vida humana, animal ou vegetal, evitando que

estes riscos elevem o protecionismo regulatório.

Princípios Gerais:

- Não discriminação

- Justificação científica das medidas sanitárias e fitossanitárias

Instrumentos:

- Avaliação de risco

- Regras sobre níveis de proteção

- Exceção no caso de insuficiência de evidências - Harmonização - Equivalência - Regionalização - Transparência - Solução de Controvérsia Procupações especiais: - Países em desenvolvimento Funcionamento geral do Acordo:

Casos em que o padrão internacional já foram acordados →Harmonização baseada em padrões internacionais

Casos em que as normas internacionais não foram acordadas →Os países podem adotar medidas próprias (permitido quando baseado em uma avaliação de risco e quando as medidas não são discriminatórias)

Casos em que o país Membro deseja um nível mais elevado de proteção do que a apresentada pelas normas internacionais→ Os países podem adotar medidas mais rigorosas próprias (permitido quando baseado em uma avaliação de risco e quando as medidas não são discriminatórias)

Casos em que as evidências científicas sobre as quais as normas devem ser baseadas é insuficiente → Permitido medidas temporárias

Fonte: Jense, 2002.

O Acordo SPS possui o intuito de equalizar dois objetivos centrais que são intrinsecamente conflitantes, pois envolvem diversos interesses: de um lado, assegurar que os Estados Membros tenham soberania para estabelecer suas regulamentações em matéria de proteção sanitária e inocuidade alimentar e, de outro, garatir que essas medidas não criem restrições desnecessárias ao comércio. Mas como atingir esses objetivos se eles são inerentemente conflitantes? Conforme as disposições do Acordo isso somente é possível se as medidas forem baseadas em fundamentos científicos consistentes.

Segundo Jaffee e Henson (2004,p.5), o Acordo, ao longo dos anos, não tem apresentado muito êxito em conciliar seus dois objetivos. Eles explicam que as dificuldades encontradas são, possivelmente, ―menos devido às deficiências específicas do Acordo SPS do que as complexidades intrínsecas da gestão de segurança alimentar e de proteção da saúde

animal e a rápida evolução dos mercados para produtos agrícolas e alimentares‖. Ademais, é fato que cada país Membro, por suas diferenças, tanto em termos econômicos como institucionais, possuem capacidades distintas de extrairem vantagens das disposições do Acordo.

Na próxima seção tratar-se-á das disposições utilizadas pelo Acordo para garantir a saúde humana, a sanidade animal e a proteção vegetal. Optou-se por tratar dos artigos que regem o Acordo de forma simultanea, pois acredita-se que eles se complementam e, portanto, é necessário realizar uma dinâmica diferente da mera forma da descrição.