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Üç Farklı Potansiyelde Metallerin Karşılaştırma Hesapları

SONUÇLAR VE TARTIŞMA

4.4 Üç Farklı Potansiyelde Metallerin Karşılaştırma Hesapları

O composto orgânico produzido no Zoológico e utilizado na Fazenda foi analisado quanto aos seus nutrientes e contaminantes químicos. Elementos como cálcio, nitrogênio, potássio, ferro e enxofre apresentaram valores elevados, enquanto elementos que podem ser tóxicos, dependendo da quantidade,como mercúrio, selênio, bário, chumbo, arsênio, zinco, níquel e cromo foram encontrados em teores menores (Tabela 2). Para avaliar a qualidade do adubo,os resultados foram comparados com a legislação brasileira quanto a teores máximos e mínimos permitidos de cada elemento em adubos orgânicos e similares (Tabela 2). Foram consideradas duas normas vigentes no Brasil, uma para os teores máximos de nutrientes e metais pesados como arsênio, bário, cádmio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, mercúrio, níquel, selênio e zinco e outra para de teor mínimo permitido em produto comercializado referente aos nutrientes boro, cálcio, cobalto, cobre, enxofre, ferro, manganês, níquel, nitrogênio, selênio e zinco.Os elementos considerados possíveis contaminantes devem sempre estar abaixo do máximo permitido, mesmo que o adubo não seja comercializado, enquanto o teor mínimo permitido é obrigatório somente para a comercialização do composto orgânico. Foram consideradas para efeito de qualificação do composto orgânico utilizado as seguintes normas legais brasileiras:

 Instrução Normativa MAPA Nº 46, de 6 de Outubro de 2011

“Estabelece regras para produção orgânica de vegetais e animais, determinando limites máximos admitidos em compostos orgânicos, resíduos de biodigestor, excremento de sistemas de criação animal.”

 Instrução normativa MAPA / SDA no 25, de 23 de julho de 2009

registro, a embalagem e a rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos, organominerais e biofertilizantes destinados à agricultura, na forma dos Anexos a presente Instrução Normativa.”

 Resolução CONAMA no375, de 29 de agosto de 2006.

“ efine critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanit rio e seus produtos derivados, e d outras providências.”

De acordo com os dados obtidos e comparados com os valores de referencia da legislação vigente, o composto orgânico apresentou quantidade relevante de vários nutrientes,a destacar o teor de cálcio com 31200mg.kg-1, cujo valor é 30 vezes superior ao teor mínimo, tornando este composto útil na correção do pH do solo e o ferro com 2344mg.kg-1, equivalente a 11 vezes maior que o mínimo aceitável. O nitrogênio, enxofre, magnésio, manganês e níquel também apresentaram resultados superiores ao mínimo determinado pela legislação vigente (MAPA 25/2009). Esses resultados confirmam que o adubo orgânico estudado possui altas concentrações de elementos importantes para a fertilidade e condicionamento do solo, como o nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, pois a unidade de produção do composto usa como substrato diversas fontes como: folhas, restos de comida, carcaças, dejetos de animais e lodo resultante de tratamento de água residuária. Os teores de boro, cobre, cobalto e molibdênio não atingiram os teores mínimos, porém deve-se ressaltar que o composto orgânico da UPCO do zoológico não é comercializado, portanto não é obrigado a cumprir os requisitos do teor total mínimo, porém caso fosse seria necessário uma complementação nutricional.

Tabela 2: Composição química do adubo composto. Elemento Composto (mg.kg-1 ) Teor máximo permitido (mg.kg-1) Teor mínimo permitido (mg.kg-1)*** Arsênio 0,04 20*/30** -- Chumbo 13,3 45*/41** -- Cromo 2,2 70*/154** -- Mercúrio 0,1 0,4*/1,2** -- Níquel 7,7 25*/74** 5 Selênio 0,1 --*/12** -- Cádmio 1,0 0,7*/4** -- Zinco 30,0 200*/445** 100 Bário 0,04 --/265** -- Boro 8,1 --/-- 30 Cálcio 31200,0 --/-- 1.000 Fósforo 27,3 --/-- -- Cobre 3,86 70*/137** 50 Nitrogênio 2581,1 --/-- 500 Enxofre 4536,6 --/-- 1.000 Cobalto 4,14 --/-- 5 Ferro 2344,1 --/-- 200 Manganês 189,2 --/-- 50 Potássio 6750,0 --/-- -- Molibdênio 1,2 --*/13** 5 Magnésio 3351,1 --/-- 1.000

* Ministério da agricultura, pecuária e abastecimento. Instrução normativa nº 46, de 6 de outubro de 2011. **Ministério do Meio Ambiente. CONAMA. Resolução No 375 , de 29 de agosto de 2006. *** MAPA-SDA Instrução Normativa N 25 de 2009. -- não especificado.

Os teores máximos de nutrientes e metais pesados como arsênio, bário, cádmio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, mercúrio, níquel, selênio e zinco devem sempre estar abaixo do máximo permitido, mesmo que o adubo não seja comercializado. Comparou-se os dados com a legislação específica para adubo

orgânico MAPA 46/2011 e a norma CONAMA 375/2006 para efeito de comparação. O composto orgânico do zoológico apresentou tais teores abaixo do máximo permitido para todos os elementos analisados satisfazendo a legislação atual para substâncias consideradas tóxicas,uma das principais preocupações, pois o processo de compostagem pode elevar a concentração de metais tóxicos dependendo da origem do material base usado (FAGNANO et al., 2011).Ressalta-se que de acordo com a MAPA 25/2009 o composto orgânico pode ser classificado como Classe A, pois é usado apenas material de origem orgânica (animal e vegetal).

As amostras de solo de cada área foram analisadas quanto aos macro nutrientes e micronutrientes os resultados são apresentados na Tabela 3. Quando se compara as análises do período de chuvas com o período de seca, observam-se pequenas diferenças. O teor de P (mg/dm3)oscilou de 14 para 15 no solo nativo, de 730 para 770 na horta, e de 61 para 35 no capim-forrageiro. O potássio permaneceu praticamente estável, só variou na horta de 8,7 para 3,3 (mmolc/dm3). Cálcio e

magnésio também permaneceram praticamente estáveis. Os micronutrientes, boro, cobre, ferro, manganês e zinco também pouco alteraram de um período para o outro, bem como o nível de matéria orgânica (M.O.), soma de bases trocáveis (SB), capacidade de trocas catiônicas a pH 7 (T), saturação por bases (V%).

Quando se compara os resultados entre os ambientes, fica claro que a área da horta e a área de solo nativo apresentaram resultados semelhantes ou mais próximos entre si do que quando comparados a área do capim-forrageiro, que se mostrou diferente em relação aos nutrientes e aos dados de fertilidade (V%, T, SB, pH).Ao observar os nutrientes: K, Ca e Mg e os micronutrientes B, Cu, Fe, Mn e Zn as áreas da horta e de solo nativo, demonstraram estar mais enriquecidas quando comparadas com a área de capim-forrageiro, que apresentou concentração menor destes elementos considerando os dois períodos. Dentre os macro nutrientes ressaltamos: o potássio (mg/dm3), em que a horta obteve 8,7 e 3,3 e a área nativa 2,8 e 3,1, valores que são considerados altos para o período 1 e 2 (chuva e seca), enquanto a área do capim apresentou apenas 0,7 e 0,6 considerado como muito baixo. Com relação ao cálcio, a horta e a área nativa apresentaram valores próximos e mais altos enquanto a área do capim obteve valores menores, apesar de todas as áreas estarem dentro de valores considerados muito altos (Ca maior que

7mmolc/dm3) (RAIJ et al., 1996). Quanto aos micronutrientes: para o Boro, a horta e

a área nativa apresentaram valores semelhantes (mg/dm3), considerados médios,

sendo 0,52 para a horta nos dois períodos e 0,44 e 0,50 para o solo nativo enquanto o capim apresentou 0,3 valor considerado médio a baixo; para o ferro (Fe) todos os ambientes foram considerados com muita alta concentração (Fe > 12mg/dm3), porém a horta ( 81 e 85 mg/dm3) e a área nativa (74 e 87 mg/dm3) apresentaram resultados muito próximos entre si e distantes do que foi obtido na área do capim- forrageiro ( 68 e 62 mg/dm3)(RAIJ et al., 1996).Observando a saturação por bases (V%), os resultados mostraram que a área de solo nativo e da horta são semelhantes entre si e distantes da área do capim, pois os resultados variaram de 82 a 73 (saturação alta) na horta, 75 a 67 (saturação alta e média) na área nativa e variando de 34 a 48 (saturação baixa) na área do capim (RAIJ et al., 1996). O valor de V% é usado como importante indicador da qualidade dos solos,pois solos com saturação por bases em cerca de 50% geram produção de massa vegetal menores quando comparados a solos com saturação por bases em torno ou maiores que 70%, que são solos mais férteis e mais benéficos para a absorção e disponibilização de nutrientes para as plantas (RAIJ et al., 1996; MUNHOZ E SILVEIRA, 1998).

Quanto ao pH solo, as áreas apresentaram pH (pH em CaCl2) variando no

primeiro e segundo período, de 5,8 a 5,4 na horta, de 5,5 a 5,1 na área nativa e de 4,5 a 4,8 na área de capim-forrageiro, o que indica pH (ideal) na área da horta e na área nativa, enquanto a acidez da área do capim é considerada alta e fora do ideal (RAIJ et al., 1996).

Um importante dado levado em consideração foi o teor de matéria orgânica (M.O.), pois na horta ( 56 a 52 g/dm3) e na área de solo nativo ( 52 a 56 g/dm3) os valores foram semelhantes e são considerados bons ( 41 a 70 g/dm3) enquanto que na área do capim-forrageiro ( 25 a 27 g/dm3) o teor foi considerado médio (RAIJ et al., 1996). Como a área da horta é a única submetida ao uso contínuo do adubo orgânico, a análise do teor de M.O. sugere os benefícios do seu uso, pois uma das vantagens em se usar adubo orgânico é o incremento da matéria orgânica no solo, aumentando o suprimento de carbono para o solo e a área da horta mesmo cultivada exaustivamente obteve resultados semelhantes ao da área nativa,

enquanto que a área do capim-forrageiro mesmo com a incorporação da palhada e do composto orgânico após a colheita, obteve teores menores.

Tabela 3: Análise química das amostras de solo.

P resina mmolc/dm3 g/dm3

Amostras P K Ca Mg H+Al SB T M.O. H1 730 8,7 108 22 31 138,7 169,7 49 C1 61 0,7 26 6 64 32,7 96,7 27 N1 14 2.8 90 20 38 112,8 150,8 56 Mg/dm3 (ppm) mmol/100cm3 pH em CaCl 2 Amostras B Cu Fe Mn Zn S-SO4 Al pH V(%) H1 0,52 0,9 81 3,5 11,2 20 0 5,8 82 C1 0,30 0,5 68 0,7 0,6 29 3 4,5 34 N1 0,44 0,7 74 2,8 1,7 8 0 5,5 75 P resina mmolc/dm3 g/dm3

Amostras P K Ca Mg H+Al SB T M.O. H2 770 3,3 117 21 52 141,3 193,3 56 C2 35 0,6 31 7 42 38,6 80,6 25 N2 15 3,1 84 20 58 107,1 165,1 52 mg/dm3 (ppm) mmol/100cm3 pH em CaCl 2 Amostras B Cu Fe Mn Zn S-SO4 Al pH V(%) H2 0,52 0,8 85 4,9 14 41 0 5,4 73 C2 0,29 0,6 62 0,7 0,7 27 1 4,8 48 N2 0,50 0,8 87 2,8 2,1 9 0 5,1 67 H-Horta; C-Capim-forrageiro; N-Solo nativo; 1-período de chuvas; 2-período de seca.

Sabe-se que diversas espécies de capim-forrageiro extraem muitos nutrientes do solo, pois são plantas consideradas de nutrição exigente,o que indica o motivo do solo da área ser mais pobre (ALCÂNTARA e BUFARA, 1983). Quanto ao teor extremamente elevado de P, é justificado pois é realizada adubação complementar na área, usando-se de adubo químico convencional para suprir fósforo. Além disso, os resultados das amostras da horta foram coerentes com a necessidade para o cultivo de hortaliças, principalmente para o alface, que é o principal cultivar produzido na área, pois segundo Torres (2009), nutrientes como o fósforo (P) e potássio (K) são extremamente requisitados por essa cultura bem como por hortaliças em geral e a deficiência destes nutrientes é prejudicial as plantas, gerando retardamento de crescimento ou levando-as a morte.

Benzer Belgeler