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Üçüncü Temaya İlişkin Tartışma (Aile İlişkileri-Ebeveyn Tutumları)

A. Tartışma

3. Üçüncü Temaya İlişkin Tartışma (Aile İlişkileri-Ebeveyn Tutumları)

O desenvolvimento contínuo da industrialização cria um ambiente de constante mutação, obrigando os dirigentes empresariais a atentarem para esse detalhe. Começa-se a perceber a necessidade da proatividade administrativa, traduzida pela antecipação em encontrar soluções e inovações, fazendo a organização buscar integrar-se com o ambiente externo, ao invés de permanecer na passividade.

É assim que surge o modelo sócio-técnico, contrapondo-se à idéia dos modelos existentes, já que propõe uma nova diretriz na gestão do trabalho, cuja característica básica é a otimização conjunta dos sistemas técnico e social na execução do seu projeto organizacional. Os estudos começaram na década de 40, quando pesquisadores do Tavistock Institute of Humam Relation, localizado em Londres, orientados pelo Professor Eric L. Trist, desenvolveram estudos nos sistemas organizacionais, vigentes nas minas de carvão de Durhan, Inglaterra.

O enfoque sócio-técnico visualiza a organização como um sistema aberto onde os aspectos sociais e técnicos devem ser gerenciados concomitantemente em busca da eficácia organizacional. Além disso, possibilita uma interação entre os diversos setores da organização e com o ambiente, propiciando harmonia no alcance de seus objetivos. Esta visão organizacional, a partir de sua concepção, provocou transformações substanciais no entendimento sobre os modelos gerenciais da organização.

Segundo Trist (apud Campelo, 1997) um considerável esforço de pesquisa, pelo qual são desenvolvidos experimentos da base sócio-técnica, tem visado desenvolver meios para atingir, de maneira cada vez mais efetiva, esse ideal de otimização conjunta.

Segundo Campelo(1997), este modo de gestão do trabalho está baseado em duas premissas básicas:

1. A organização é um sistema composto por dois subsistemas, o social e o técnico, que devem ser otimizados conjuntamente. O subsistema social é formado pelas pessoas e suas relações, tanto as ditas 'sociais' como as de trabalho, quer formais quer informais. O subsistema técnico é composto por materiais, ferramentas, energia, equipamentos, instalações e tecnologia. 2. A organização é um sistema aberto, em constante interação com as outras

organizações, os grupos e as pessoas que compõem seu ambiente, o qual é caracterizado por cultura, valores e papéis organizacionais, grupais e individuais complexos e interdependentes. Disso decorre que a organização deve administrar tanto um sistema interno como um ambiente externo. Sobre esse último, ela deve buscar exercer um papel ativo, por meio de uma adaptação ativa, não apenas visando amoldar-se ao ambiente, mas também, principalmente, tentando modificá-lo a seu favor.

Após um extenso período de conturbadas relações de trabalho, no qual o operário é tratado como material descartável, adota-se um novo enfoque, direcionando as relações para o lado humano. É um novo período em que a gestão de pessoas tem uma orientação mais social, diferente do que ocorrera durante a revolução industrial, considerando que o homem não é apenas força de trabalho. São identificadas as necessidades psicológicas e, assim, surge um campo para que os princípios da abordagem sócio-técnica possam espalhar-se.

As transformações ficam evidentes na comparação entre os paradigmas do trabalho da era taylorista, considerados velhos paradigmas e os da abordagem sócio-técnica:

Tabela 2-1

Velhos e novos paradigmas

VELHOS PARADIGMAS NOVOS PARADIGMAS

Componente tecnológico é imperativo Desenvolvimento conjunto dos sistemas técnico e social

O homem é extensão da máquina O homem e a máquina se completam O homem é um componente descartável O homem é um recurso a ser desenvolvido Divisão do trabalho, exigindo baixas habilidades Trabalho em grupo e incremento das habilidades Controle externo, supervisão Controle interno, auto-regulação

Grande número de níveis hierárquicos e estilo autocrático

Baixo número de níveis hierárquicos e estilo participativo

Competição Cooperação no trabalho

Consideram-se apenas os interesses da organização

Consideram-se os interesses individuais e sociais, além dos organizacionais

Descomprometimento Comprometimento

Baixa taxa de mudança Inovações

Fonte: Trist apud Campelo, 1997.

De acordo com Trist (apud Campelo, 1997), baseado na teoria dos sistemas, a abordagem sócio-técnica é norteada segundo os seguintes princípios:

1. Sistema de Trabalho: a unidade básica de análise é um conjunto de atividades que formam um todo, não a tarefa elementar taylorista.

2. Grupos de Trabalho: em harmonia com o princípio anterior, o foco da análise sócio-técnica é o grupo de trabalho responsável pelas atividades que formam um todo. Isso requer participação e colaboração.

3. Auto-regulação: o grupo exerce controle sobre o trabalho e sobre o processo produtivo, cabendo à supervisão o papel de controlar as condições de fronteira.

4. Variedade de Funções: o projeto de trabalho baseia-se na redundância de funções, não na redundância de partes. Assim, os membros do grupo devem desenvolver múltiplas habilidades, tornado-se capazes, em princípio, de desempenhar qualquer função do grupo.

5. Autonomia e Liberdade de Ação: a iniciativa dos membros e a autonomia do grupo são incentivadas, em detrimento de regras prescritas.

6. Partes Complementares: a máquina é considerada como um complemento do homem, possibilitando a ampliação de suas funções. Também a gerência e os funcionários são vistos como partes que se complementam.

7. Diversidade: maior flexibilidade, ampliando as possibilidades de mudança, tanto para o indivíduo como para a organização, estimulando a flexibilidade técnico- produtiva.

Dessa forma, a abordagem sócio-técnica passa a atender uma necessidade empresarial da época, promovida pela mudança de hábitos, imposta pela revolução industrial: um sistema gestor que proporcionasse satisfatórios índices de competitividade, explorando novas estratégias, em busca de maior produtividade. Através dessa abordagem, conseguia-se cobrir a lacuna existente nas novas relações de trabalho.

Benzer Belgeler