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Üçüncü Bölümün Armonik Analizi Ö 1: Tonik Fa majör tonalitesindedir.

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

3.3.2. Üçüncü Bölümün Armonik Analizi Ö 1: Tonik Fa majör tonalitesindedir.

O terceiro grupo de fatores que influenciam no desempenho competitivo da empresa, o dos fatores sistêmicos da competitividade, diz respeito a externalidades relacionadas à empresa produtiva (COUTINHO; FERRAZ, 2002). Os fatores neste grupo podem ser de diversas naturezas:

Fatores macroeconômicos – são fatores como taxa de câmbio, oferta de crédito e taxa de juros (COUTINHO; FERRAZ, 2002).

Fatores político-institucionais – são fatores como política tributária e tarifária, as regras que regulam o poder do estado e os esquemas de apoio aos riscos tecnológicos (COUTINHO; FERRAZ, 2002). Nesta categoria podem ser incluídas também as políticas de incentivo do governo à cadeia produtiva da construção civil que vem facilitando a redução de custos na construção (DIAS; GARCIA, 2009).

Fatores regulatórios – as políticas de proteção à propriedade industrial, de preservação ambiental, de defesa da concorrência e a proteção ao consumidor (COUTINHO; FERRAZ, 2002); Programas como o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), que visa à melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva dos nichos onde as empresas construtoras atuam podem ser incluídos nesta categoria (PBQP-H, 2009). Também nesta categoria, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental pode ser um importante fator de influência, já que este se propõe a “orientar propositivamente o desenvolvimento do Município indicando os caminhos, referências e normas a serem seguidos com base nos seus

instrumentos: estratégias, programas, Plano Regulador e Modelo Espacial” (PMPA, 2009).

Fatores infra-estruturais – relacionados à energia, transportes, telecomunicações e serviços tecnológicos (COUTINHO; FERRAZ, 2002). As questões de infra-estrutura têm um efeito particular na indústria de características particulares como a construção civil. Nesta indústria, usualmente as unidades fabris são os próprios terrenos onde são construídos os empreendimentos. Assim, a escolha do local de produção é ditada pelo mercado e não pelas condicionantes genéricas da indústria (BARROS NETO, 1999; COSTA, 2003).

Fatores sociais – qualificação da mão-de-obra, políticas de educação e formação de recursos humanos, trabalhistas, de seguridade social, o grau de exigência dos consumidores (COUTINHO; FERRAZ, 2002);

Fatores relacionados à dimensão regional – relacionados à distribuição espacial da produção bem como à área de abrangência dos concorrentes (COUTINHO; FERRAZ, 2002); As regiões de distribuição do déficit habitacional podem trazer informações a respeito das potenciais localizações dos concorrentes entrantes.

Fatores internacionais – são os fatores como tendências do comércio mundial, os fluxos internacionais de capital, de investimento de risco e de tecnologia, relações com organismos multilaterais, acordos internacionais e políticas de comércio exterior (COUTINHO; FERRAZ, 2002). Nesta categoria, o aporte de capital advindo de investidores estrangeiros pode trazer informações a respeito das fontes de capitalização das empresas do setor. Sob a ótica da inteligência competitiva, as informações necessárias e pertinentes relacionadas a cada uma das dimensões apresentadas devem ser identificadas segundo a sua necessidade e deve ser feito o planejamento da coleta das informações. As informações devem ser então, coletadas, analisadas, disseminadas entre os decisores e, a partir dos resultados de sua utilização, deve ser verificado se as informações foram as melhores possíveis para atender às necessidades da organização. O modelo proposto neste trabalho sugere que cada dimensão de análise competitiva apresentada possa indicar informações importantes para a competitividade. Assim, para cada uma das dimensões será avaliado o desempenho (ou maturidade) segundo as fases do ciclo de inteligência competitiva. Os fatores

que influenciam a competitividade na indústria foram abordados neste tópico. O quadro 9 mostra um resumo desses fatores.

D IM E N O

CATEGORIAS VARIÁVEIS AUTORES

F at or es I nt er no s à em pr es a

Estratégia de Marketing Seleção do mercado alvo, preço, produto, comunicação e distribuição.

Coutinho e Ferraz (2002); Costa (2003); Barros Neto, (1999); Bruhn (2005); Mello e Cunha (1998).

Estratégia de Recursos

humanos Seleção, avaliação, recompensa e desenvolvimento de pessoal

Coutinho e Ferraz (2002); Costa (2003); Barros Neto (1999);

Estratégia Financeira

Captação de recursos, aplicação dos recursos, controle das aplicações, capital de giro e endividamento

Coutinho e Ferraz (2002); Costa (2003); Mello e Cunha (2000) Estratégia de Produção Estruturais: Instalações, Capacidade de Produção, Tecnologia, Integração Vertical e Infra-estruturais: Organização da Produção, Gerência da Qualidade, Relação com os fornecedores, Planejamento e Controle da produção (PCP)

Coutinho e Ferraz (2002); Costa (2003); Barros Neto (1999); Mello e Cunha (2001) F at or es E st ru tu ra is

Ameaça de novos entrantes

Barreiras de entrada, Empresas de outros setores, Empresas de outros locais, Empresas estrangeiras

Coutinho e Ferraz (2002); Costa (2003); Barros Neto (1999); Mello e Cunha (2002); Silva (1995)

Intensidade da rivalidade entre os concorrentes

existentes

Custos de mudança para o consumidor, Políticas de incentivos, Associações entre empresas, Não-conformidade como estratégia

Coutinho e Ferraz (2002); Barros Neto (1999); Mello e Cunha (2002); Silva (1996)

Pressão dos produtos

substitutos Autoconstrução, Investimentos Alternativos

Coutinho e Ferraz (2002); Barros Neto (1999); Silva (1997)

Poder de negociação dos

compradores Campanhas publicitárias dos concorrentes

Coutinho e Ferraz (2002); Barros Neto (1999); Mello e Cunha (2002)

Poder de negociação dos fornecedores

Poder relativo aos fornecedores, Forma de negociação com fornecedores

Coutinho e Ferraz (2002); Barros Neto (1999); Mello e Cunha (2002); Silva (1999) *Início do Quadro 9

D IM E N O

CATEGORIAS VARIÁVEIS AUTORES

F at or es S is m ic os

Fatores macroeconômicos Taxa de câmbio, oferta de crédito e taxa de juros; Coutinho e Ferraz (2002);

Fatores político-institucionais Política tributária e tarifária, regras governamentais, políticas de incentivo

Coutinho e Ferraz (2002); Dias e Garcia (2009) Fatores regulatórios Políticas de proteção à propriedade industrial, de preservação ambiental, de defesa da concorrência e a proteção ao consumidor; PDDUA, PBQP-H, Legisla- ções específicas, órgãos de fiscalização de obras;

Coutinho e Ferraz (2002); Ministério das cidades (2009); PMPA (2009);

Fatores infra-estruturais

Energia, transportes, telecomu- nicações e serviços tecnológicos;

Coutinho e Ferraz (2002); Barros Neto (1999); Costa (2003)

Fatores sociais

Qualificação da mão-de-obra, educação e formação de recursos humanos, leis trabalhistas, de seguridade social, o grau de exigência dos consumidores;

Coutinho e Ferraz (2002)

Fatores relacionados à dimensão regional

Distribuição geográfica da produção, área de abrangência dos concorrentes

Coutinho e Ferraz (2002)

Fatores internacionais

Tendências do comércio mundial, fluxos internacionais de capital, de investimento de risco e de tecnologia, relações com organismos multilaterais, acordos internacionais e políticas de comércio exterior

Coutinho e Ferraz (2002)

Quadro 9 – Resumo dos Fatores de Competitividade

O quadro 9 apresenta os fatores de competitividade na indústria, as dimensões de análise e os respectivos fatores analisados. Este quadro servirá de base para a criação do modelo proposto neste trabalho.

Embora a competição venha aumentando constantemente no âmbito dos negócios, verificou-se na pesquisa bibliográfica realizada sobre a construção civil, que a produção acadêmica contempla principalmente os aspectos relacionados à produção e à produtividade. Os aspectos referentes à competição foram estudados de forma menos intensa, com menor produção de trabalhos recentes sobre o tema.

Neste tópico foi abordado o setor da construção civil. No próximo tópico será apresentada a proposta do modelo de avaliação do grau de uso da inteligência competitiva.

3.3 PROPOSIÇÃO DE MODELO DE AVALIAÇÃO DO GRAU DE MATURIDADE DO

Benzer Belgeler