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İLGİLİ YAYIN VE ARAŞTIRMALAR

2.1 Öznel İyi-Oluş İle İlgili Yapılmış Araştırmalar

A situação eu x texto se estabelece no sentido que o próprio texto me oferece. Num primeiro momento, há uma espécie de injeção de um sentido provisório, que deveria ser corrigido ou confirmado. Temos que nos posicionar sempre novamente frente ao texto. Quem trabalha somente uma teoria, trabalha com o interesse de aperfeiçoá-la ou extrair daí um elemento de interesse.

O diálogo e a dialética tem a mesma raiz. O diálogo constitui uma situação quase que existencial ontológica, ao passo que a dialética vai se tornar quase que uma ferramenta metodológica. Por isso Gadamer vai retomar a perspectiva do diálogo.

Schleiermacher introduz na hermenêutica duas questões: a linguagem e o pensamento do autor. O que se torna importante é o fato de que linguagem e pensamento do autor adquirem uma característica específica. Ao usar uma formulação, para dizer algo, o autor já mexe na linguagem. O auge dessa experiência se dá na poesia. Ao falar, ao escrever, o autor modifica sentidos, conotações. Modifica o uso quotidiano para expressar algo individual. O autor faz uso peculiar das palavras. Ele não pode, porém, atingir a plenitude de sentido.

Seguindo essa linha de raciocínio, podemos afirmar que a linguagem provoca a autocompreensão do melhor sentido a ser expresso. “O discurso também não será compreendido enquanto fato do espírito, se não for entendido como designação da língua, porque a vinculação natural com a linguagem modifica o espírito”179. O intérprete só pode, a partir de sua posição individual, chegar o mais perto possível do todo. Discurso, porém, “também não será compreendido enquanto modificação da linguagem, se não for entendido enquanto fato do espírito, porque neste está o motivo de toda influência do indivíduo sobre a linguagem, a qual apenas se constitui por meio do discurso”180. Não podemos perder de vista que o intérprete nunca poderá chegar à certeza de ter atingido a plenitude do sentido.

Em outras palavras, significa dizer que nós não temos acesso ao infinito indeterminado. O próprio autor, ao tentar expor seu pensamento, nunca pode estar plenamente certo de ter expresso o sentido por ele intencionado. Por isso, Schleiermacher esclarece que

[...] a construção de um determinado finito existe a partir de um indeterminado infinito. A linguagem é um infinito, porque cada elemento pode ser determinado de uma maneira particular e pelos demais. Da mesma forma, porém, também o aspecto psicológico, pois cada intuição de alguém particular é infinita. E a influência de fora sobre o ser humano, em relação ao infinitamente distante, é também algo que diminui gradativamente. Tal construção não pode ser dada por regras que tragam em si a certeza de sua aplicação181.

Desse modo, porque o eu está sendo exposto à interpretação do outro, não pode, de antemão, garantir a identificação do sentido com a palavra. No entanto, convém deixar

179 Schleiermacher, 2005, p. 97. 180 Ibidem, p. 97.

destacado que em Schleiermacher existe, sim, pretensão universal. Não é possível garantir, no entanto, de antemão, a universalidade. Schleiermacher pressupõe uma possibilidade principal que marcaria toda nossa tentativa de chegar à compreensão de um texto.

A interpretação gramatical expressa pela primeira vez e de modo muito claro o círculo hermenêutico. O elemento do sentido particular da linguagem se determina pela unidade maior e vice-versa182. Significa que, ao querer compreender uma palavra, preciso do mínimo de compreensão do texto enquanto todo. Este se constitui à base de seus elementos particulares. Necessitamos do que Gadamer denomina de antecipação de uma idéia do que o texto quer dizer, o que é dado pelo título. Esta prefiguração se especifica à base de seus elementos os quais não são elementos que podem ser expostos, a partir de sua participação como tal, mas assumem o sentido de seu conjunto. A palavra com o contexto geral e vice-versa marca a primeira passagem do chamado círculo hermenêutico.

Na interpretação psicológica surge a seguinte situação: o próprio autor, a partir de suas intenções de formular seu pensamento, sempre está sendo corrigido, desviado e imitado pelas expressões como expressões completas, que consegue via linguagem. Também aí pode-se observar uma mútua influência com relação ao projeto pretendido pelo autor e uma certa resistência da linguagem que começa a irritar ao autor devido à sua impropriedade em expressar o sentido desejado.

A idéia do círculo hermenêutico já está presente na estratégia argumentativa de Schleiermacher, sobretudo em sua argumentação em torno da estrutura da gramática. Desse modo, a hermenêutica é composta por dois processos de abordagem do texto, a saber, em primeiro lugar, um texto expõe o papel da linguagem, através de sua estrutura gramatical quanto ao processo de estrutura do sentido. Depois, ele também remete à própria autoria do texto-autor, que enquanto pessoa tenta projetar o sentido a ser explicitado através do texto. Os dois processos de abordagem, juntos, vão formar a interpretação ao ver de Schleiermacher. Eles trabalham com um infinito indeterminado e um finito determinado.

Schleiermacher considera a idéia geral o sentido geral a ser expresso através do texto. Tanto o autor quanto o intérprete nunca podem estar certos de terem interpretado o

182 Já no esboço “Hermenêutica: primeiro projeto [1809-10]” aparece claramente exposto por Schleiermacher: “Mas o particular é compreendido apenas através do universal. Do contrário, ele é sempre apenas agregado” (Schleiermacher, 1999, p. 67).

conjunto total que se propõe. Em outras palavras, nunca é possível chegar ao conjunto do infinito indeterminado, pois se isso fosse possível, perderia seu caráter (e status) de infinito indeterminado. Schleiermacher, com esse termo, quer indicar uma finalidade de sentido que na sua plenitude, por princípio, é inacessível. O único capaz de chegar ao infinito indeterminado seria Deus.

O infinito indeterminado é quase como que o ponto de orientação de uma interpretação, sem que os participantes pudessem chegar a se apropriar desse infinito indeterminado. Quer-se chegar o mais perto possível, sem, no entanto, poder dominá-lo. Posso falar sobre ele enquanto e como, porém, não esgotar seu potencial e minha interpretação.