KAVRAMSAL ÇERÇEVE
2.3.4.2 Özel kurum ve kuruluşların faaliyetleri
Em relação aos aspectos geográficos, segundo Avelino (2002), o município localiza- se no sudoeste de Mato Grosso, no ponto de confluência entre o rio Paraguai (margem
esquerda) e as rodovias BR-070, BR-174 e BR-364. Pertence à bacia hidrográfica do Alto Paraguai-grande bacia do Prata. Situado geograficamente na Mesorregião Centro-Sul mato - grossense e Microrregião Alto Pantanal, na fronteira do Brasil com a Bolívia, entre as coordenadas 16º04‟14‟‟ de latitude sul em relação com Equador e a 57º40‟44‟‟ de longitude oeste em relação ao meridiano inicial de Greenwich. Está a 118 metros acima do nível do mar, e sua superfície territorial é de 23.400 km2.
De acordo com Ferreira (2001), a unidade geomorfológica denomina-se Depressão Paraguai, a calha do Rio Paraguai. O sul do município participa do Pantanal mato-grossense. Destacam - se as serras Olho D‟Água, Araras, Morro do Selado e Jacobina. O clima é tropical quente e sub-úmido. A precipitação média anual é de 1.500 mm, com maior intensidade nos meses de janeiro, fevereiro e março. A temperatura média anual de 24º C, a maior máxima de 42º C, e a menor mínima de 0º C.
A população do município é de 84.175 habitantes (IBGE, 2007). A cidade de Cáceres está localizada aproximadamente a 210 km da capital Cuiabá. O município de Cáceres limita-se com Mirassol D‟Oeste, Barra dos Bugres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Porto Estrela, Curvelândia, Porto Esperidião, Lambari D‟Oeste, Glória D‟Oeste e a República da Bolívia.
O Pantanal mato-grossense (MT/MS) é subdivido em vários pantanais. Dentre eles, temos o Pantanal de Cáceres ou Pantanal Norte, que se estende desde a fazenda Barra do Exu, na margem direita do rio Paraguai, no município de Cáceres, até a ilha do Caracará, no município de Corumbá/MS, no sentido norte-sul; limitando-se a oeste com a fronteira da República da Bolívia e, a leste, com o Pantanal de Poconé, no município de Poconé, a princípio, comprimido entre a Depressão do Alto Paraguai e a Província Serrana e, após, transpostos os limites dessas serras; a leste, até o rio Paraguai, que descreve um arco com concavidade voltada para o ocidente até a Morraria da Ínsua, já nos limites daquele país (BRASIL, 1997, p. 108).
A área estimada do Pantanal de Cáceres é de 12.412,56 km2, onde 12.371 km2 (99,66%) estão situados no município de Cáceres, 4,48 km2 (0,04%) no município de Curvelândia e 37,08 km2 (0,3%) no município de Lambari D‟Oeste (NEVES et al, 2006). A área é uma unidade pantaneira constituída, essencialmente, por sedimentos arenosos inconsolidados e semiconsolidados da formação Pantanal, além de filitos, quartzitos e mármores do Grupo Cuiabá, sustentando pequenos morros que despontam da planície (BRASIL, 1997).
Cáceres é um dos principais municípios pantaneiros que possuem maior extensão de terra no interior do Bioma Pantanal e com porções de terra com alagamento anual que, de certa maneira, favorece a permanência de cobertura vegetal natural nessa região (ABDON et al 2007). Na pesquisa de Santos Filho, Aburaya e Carlos (2003) foram encontrados componentes da fauna nos fragmentos vegetacionais de áreas próximas ao perímetro urbano e rio Paraguai. Dentre eles, o tamanduá (Tamandua tetradactyla), calango verde (Ameiva
ameiva); veado mateiro (Mazama americana), rã - da - mata (Phisalaemus albonotatus), o
jacaré do Pantanal (Caiman crocodilus yacare), a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) e o cervo do Pantanal (Blastocerus dichotomus).
A vegetação predominante constitui-se de Savana Arborizada, Savana Gramíneo- lenhosa arborizada e Floresta Estacional Semidecidual Aluvial. Guarim Neto (1992) salienta aspectos interessantes da vegetação pantaneira, considerando diferentes paisagens. Segundo o Brasil (1997), a vegetação predominante da planície é de campos inundáveis identificados como savanas. São comuns as formações pioneiras como cambarazal, pimenteiral, pateiral, entre outras. Ao longo dos rios pantaneiros ocorre constante sucessão ecológica. Um fato é a derrubada das árvores da mata nas margens escavadas, reiniciando o processo de colonização por arbustos como sarã e outros, seguidos por árvores de cambará (Vochysia divergens Pohl.) e piúva Tabebuia heptaphylla (Vell.) Tolna margem de depósito de sedimentos.
Em relação aos aspectos históricos do município, conforme Ferreira (2001), a Vila de São Luís de Cáceres foi fundada, em 6 de outubro de 1778, pelo tenente de Dragões Antônio Pinto do Rego e Carvalho, por determinação do quarto governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres.
Cáceres levava o nome de Vila Maria do Paraguai, em homenagem à rainha reinante de Portugal. No início, o povoado de Cáceres não passava de uma aldeia, concentrada em torno da igrejinha de São Luiz de França. Em meados do século XIX, a Vila Maria do Paraguai experimentou algum progresso, graças ao advento do ciclo da indústria extrativa, que tinha seus principais produtos no gado, na borracha e na ipecacuanha, o ouro negro da floresta, e à abertura da navegação fluvial. As razões para fundação do povoado foram a necessidade de defesa e incremento da fronteira sudoeste de Mato Grosso; a comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá e, pelo rio Paraguai, com a capitania de São Paulo; e a fertilidade do solo no local, com abundantes recursos hídricos.
Em 1860, Vila Maria do Paraguai já contava com sua Câmara Municipal, mas só em 1874 foi elevada à categoria de cidade, com o nome de São Luiz de Cáceres, em homenagem ao padroeiro e ao fundador da cidade. Em 1938, o município passou a se chamar apenas
Cáceres. Em fevereiro de 1883, foi assentado na Praça da Matriz, atual Barão do Rio Branco, o Marco do Jauru, comemorativo do Tratado de Madri, de 1750. Junto com a Catedral de São Luís - cuja construção teve início em 1919 e só foi concluída em 1965 -. os dois monumentos estão até hoje entre os principais atrativos turísticos da cidade (FERREIRA, 2001).
A navegação pelo Rio Paraguai desenvolveu o comércio com Corumbá, Cuiabá e outras praças, e o incremento das atividades agropecuárias e extrativistas fez surgir os estabelecimentos industriais representados pelas usinas de açúcar e as charqueadas de Descalvado e Barranco Vermelho, de grande expressão em suas épocas (AVELINO, 2002).
Em 1914, São Luís de Cáceres contava com comércio local, cujo carro-chefe era a loja "Ao Anjo da Ventura", de propriedade da firma José Dulce & Cia, que também era proprietária do barco a vapor Etrúria. As lanchas que deixavam Cáceres com destino a Corumbá levavam poaia (ou ipecacuanha), borracha e produtos como charque e couro de animais e voltavam carregadas de mercadorias finas, como sedas, cristais e louças vindas da Europa (FERREIRA, 2001). No início dos anos 1960, foi construída a ponte Marechal Rondon sobre o rio Paraguai, que facilitou a expansão em direção ao Noroeste do estado. A chegada de uma nova leva migratória de pessoas, causada pelo desenvolvimento agrícola, que projetou o polo de produção no Estado e no país, mudou o perfil de Cáceres, cuja ligação com a capital, Cuiabá, foi se intensificando à medida em que melhoravam as condições da estrada ligando as duas cidades. É nesse período que ocorre a emancipação de 15 distritos que integraram os novos núcleos socioeconômicos na região (Idem).