2. ÖZEL İNŞAAT İŞLERİ
2.1. ÖZEL İNŞAAT TÜRLERİ
2.1.1. Daire, Kat Ve Dükkan Halinde Satmak Amacıyla Yapılan
2.1.1.1. Özel İnşaatların Gelir Vergisi Kanunu’nun
O número de judeus, atualmente, no mundo é de aproximadamente 13 milhões dos quais, cinco milhões vivem em Israel, (33% da população judaica mundial). Nas Américas, nos Estados Unidos vivem seis milhões de judeus representando 43,5% do total mundial, a Argentina e o Canadá são outras duas importantes comunidades no con- tinente. Na Europa ocidental vivem aproximadamente 1,7 milhões, a França tem a mai- or comunidade europeia com 600 mil membros, e é na França onde vive a maior comu- nidade sefaradita fora de Israel (Malka, 1997).
No Brasil, o início da imigração judaica é oficialmente datada em 181037, mas foi ao longo do século XX, a partir de 1920 que essa imigração intensificou-se e diversi- ficou-se em função do país de origem e de suas características culturais. O demógrafo René Decol distingue quatro períodos da imigração judaica, essa periodização foi inici- almente elaborada por Hersch que, baseia sua divisão nos principais fluxos que tiveram os Estado Unidos como destino. Hersch divide o processo em três fases: o período ale- mão que se estendeu de 1830-1870, o período do leste europeu ou russo começando a
partir do último quarto do século XIX se estendendo até a década de 1920, e o período da Europa central, que se inicia na década de 1920 e vai até as vésperas da II Guerra Mundial. Decol acrescenta a este quadro a imigração sefaradita pioneira do século XIX e a que se inicia no pós Guerra, a partir 1945 (Decol,1999).
O período entre 1840 e 1942 foi o mais intenso da imigração judaica, o Brasil foi o destino de apenas 70 mil, menos de 2% do total, ficando atrás, da Argentina, Canadá e África do Sul. Passou a ser um destino importante da imigração judaica somente a partir da segunda metade dos anos 1920, quando começaram a vigorar as restrições de entrada de imigrantes nos Estados Unidos, na Argentina e na Palestina ao mesmo tempo em que a situação se deteriorava em parte dos países da Europa central (Decol, 1999).
Em 1968 um censo organizado e conduzido pela Federação Israelita do Estado de São Paulo contou os judeus residentes no município, por país de nascimento, no total de 13.995 destaca-se a colônia polonesa como a mais numerosa com 4.227 quase 30% do total, em seguida judeus da Romênia com 1.609 e em terceiro a comunidade egípcia com 1.386 imigrantes. Naquele ano o censo relacionou 38 países de origem dos judeus de São Paulo (Rattner, 1977). Em 1979 foi feito um novo cadastro na Federação Israeli- ta do Estado, desta vez organizado por ano de chegada e região/continente de origem, desde 1901 a 1979 a maioria 53% são originários da Europa oriental: Polônia, Romênia, Rússia, Hungria, lituânia, Bessarábia, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Bulgária, Letônia e Ucrânia. Se a estes acrescentarmos os imigrantes da Europa central: Alemanha e Áustria somam-se mais 12,8%. Oriundos da Ásia 22%, América 6% e Europa Meridio- nal/Ocidental 4,5%. Decol nota a proporção de asquenazitas e sefaraditas na comunida- de paulista em ocasião desta pesquisa; cerca de 77,2 % dos judeus não naturais do Esta- do de São Paulo eram asquenazitas enquanto 22,8% eram sefaraditas (Decol, 1999).
Combinando e ajustando os dados dos censos do IBGE e dos demógrafos Sch- metz e DellaPergola, Decol propõe a seguinte evolução da população judaica no Brasil:
1940 — 56.000 1950 — 70.000 1960 — 86.000 1980 — 90.000 1991 — 86.000
Já no censo de 2000, 86 mil brasileiros se declararam judeus (Jacob; 2003). Ao me dirigir à Federação Israelita do Estado de São Paulo, a FISESP, para atua- lizar os números relativos à comunidade paulistana, fui encaminhada ao chefe da segu- rança, pensei, num primeiro momento, que seria investigada. Esse procedimento é nor- mal dentro do universo judaico e por ter vivido em Israel não estranhei. Seria ao menos prudente saber a quem forneceriam dados relativos às sinagogas da cidade. Porém, ao me encontrar com o responsável pela segurança e ser indaga sobre que tipo de informa- ção precisava, entendi que na verdade ele estava lá para me entregar o que tinha de dis- ponível. Não falaria com nenhum diretor e em vez de passar por um interrogatório, o responsável pela segurança me disponibilisaria o que eu precisasse. Fiquei surpresa, achava que seria investigada e realmente fui, só depois que disso consegui marcar o encontro com alguém da Federação Israelita. Sobre os dados demográficos da comuni- dade judaica de são Paulo havia apenas o levantamento da frequência nas sinagogas, a fim de montar a estratégia de segurança da comunidade. Meu interlocutor relatou que esses dados eram passados para a diretoria, pois havia notado que os números sugeriri- am algo ou sugeririam uma análise, ou ao menos responder uma simples questão: por que algumas sinagogas atraiam mais publico do que outras? Quais as características dessas sinagogas? Seria o carisma do rabino? A proximidade de sua residência? Um
ao menos por enquanto. Parece que a liderança laica da comunidade não está muito inte- ressada em ver e entender as mudanças na comunidade.
Desde 2005 é feita uma contagem visando melhorar o serviço de segurança nas 55 sinagogas, onde são realizados os serviços religiosos de Rosh Hashaná, ano novo judaico e do Iom Kipur o Dia do Perdão, ou como se convencionou chamar serviços das Grandes Festas. Líderes religiosos e laicos assim como sociólogos e antropólogos que estudam comunidades judaicas sabem que existe aquele judeu que só vai à sinagoga uma vez por ano, de preferência no serviço que marca o final do iom kipur e do jejum de 25 horas que só termina após o libertador toque do shofar38. Mas ao observar os nú-
meros abaixo fornecidos pela FISESP referente à presença de judeus nesse serviço reli- gioso nas 55 sinagogas desde 2005, essa tese se confirma:
2005 — 26.880 2006 — 24.419 2007 — 25.208 2008 — 29.139 2009 — 27.300
Notamos que não chega a 30 mil o número de judeus que se dirigem à sinagoga no dia mais importante do calendário judaico e assim como o encerramento do iom ki-
pur, o serviço de abertura dessa celebração é bastante importante. O número de presen- tes mesmo sendo menor que no serviço de encerramento ainda é expressivo em compa- ração com as celebrações de ano novo. Verificamos os seguintes números para o serviço de kol nidrei — abertura das celebrações de Iom Kipur contabilizados a partir de 2007:
38 Shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Isaac. ‘instrumento’ de sopro ,o Shofar emite três sons característicos: Tekiá — um som contínuo, Shevarim — três sons interrompidos, Teruá — nove (ou mais) sons curtíssimos.
2007 — 18.339 2008 — 20.413 2009 — 22.435
As celebrações do ano novo judaico ocorrem dez dias antes das de iom kipur e também são importantes, principalmente os serviços matutinos quando os fieis têm a rara oportunidade de ouvir o toque do shofar. Mesmo assim a frequência não corres- ponde nem à metade dos presentes nos serviços de iom kipur. Em rosh hashaná são realizados quatro serviços: dois noturnos e dois matutinos. Veremos nos números abai- xo que a maioria vai à sinagoga apenas na primeira noite e na primeira manhã:
2006 — 9.525 à noite, 7.699 de manhã 2007 - 8.580 à noite, 13.125 de manhã 2008 — 7.933 à noite, 15.687 de manhã 2009 — 9.438 à noite, 13.240 de manhã.
Para uma comunidade de 85 mil, esses números deveriam preocupar a liderança da coletividade, se perguntar onde estão outros 50 mil judeus de São Paulo. Entretanto, esses números podem nos revelar, por exemplo, que a prática religiosa não é uma marca do judaísmo paulistano. O que contradiz o que foi dito anteriormente, na introdução desse trabalho: a prática religiosa é a principal marca do judaísmo brasileiro contempo- râneo. No entanto, creio que há um esforço por parte da liderança, sobretudo, a religiosa em intensificar o conhecimento e o cumprimento dos mandamentos, e a frequência à sinagoga reflete o sucesso ou o fracasso do trabalho desses profissionais engajados em despertar o comprometimento religioso do judeu paulistano.