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DOKUZUNCU BÖLÜM

E) Özel hükümler

Reconhece-se o quão discutível pode ser uma proposta de representação tão

175 O conceito de comunidade (virtual) de aprendizagem apresenta dimensões sócio-didácticas complexas, sendo naturalmente decorrente do paradigma pós-moderno construtivista e implicando, como ponto de partida, a existência de um ambiente virtual de aprendizagem potenciador da emergência de laços sócio-afectivos que pressupõem um esbatimento de fronteiras entre o indíviduo e o grupo e promovem a aprendizagem. Como sustentam Garrison & Akyol (2015, p. 66): With the increasing focus

on learning communities and the need to recognize individual and social regulatory processes, researchers have begun to investigate metacognition in collaborative learning contexts. Este conceito implica também, como bem explicam os autores, a transição de um modelo de metacognição individual para um modelo de metacognição colaborativo. A auto-regulação, a co-regulação e a regulação partilhada co-existem neste espaço comunicativo no interior do qual convergem vários tempos de presença (cognitiva e social, entre outras).

176 Conceito que mais à frente desenvolveremos, resultante da envolvência do estudante em trabalho de grupo, sustentado em objetivos e valores comum e na partilha de competências individuais.

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explícita de educação online, uma vez que ali ficam materializadas as relações conceptuais que se entendem existir. Como explicam Moore et al. (2011, p. 130), o conceito de online learning apresenta ainda maiores dificuldades de delimitação do que os conceitos de e-learning e de distance education:

Online learning can be the most difficult of all three to define. Some prefer to distinguish the variance by describing online learning as “wholly” online learning /…/ whereas others simply reference the technology medium or context with which it is used.

O estudo empírico de abrangência internacional que os mesmos autores realizaram no âmbito da percepção destes conceitos em contexto de Ensino Superior (cf. Anexo 1)177 revelou, como se pode ler, vários pontos de imbricação e de

sobreposição entre os três conceitos, não sendo aí consensuais as relações de subordinação que propomos. Distance learning e e-learning ocupam o lugar de broadest term e online learning é perspectivado tanto como uma subcategoria de e- learning como de distance education.

4.3.5 E-learning

Como antecipado, o e-learning enquanto conceito - fruto da sua evolução temporal e do entusiasmo que terá granjeado num determinado momento da sua existência - convoca inúmeros problemas de organização conceptual, sendo perspectivado por Moore et al. (2011, p. 129), como encontrando-se em sobreposição com o conceito de educação a distância. Procurando começar por uma matriz relativamente simples, no que respeita aos seus fundamentos gerais, poder-se-á, de acordo com Keegan (1996, p.78), afirmar que o modelo pressupõe a existência de uma separação física entre professor e aluno, ao longo do processo de aprendizagem; pressupõe ainda a utilização de conteúdos mediatizados (áudio e vídeo), destinados a estruturar a experiência de aprendizagem.

Maguire & Zhang (2007, p. 2) sustentam o seu carácter superordenado relativamente às várias possibilidades de ensinar com recurso a ferramenta tecnológicas, mas também a sua relação de subordinação face à educação a distância:

177 A rigor, os autores não se referem a análise de conceitos mas a terminology diferences. No entanto, do nosso ponto de vista, a análise que efectuam é de carácter conceptual.

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E-learning is also an umbrella term that covers all learning that takes place using electronic means, such as the computer, and that uses the Internet or storage devices such as CD-ROMS, DVDs, or multimedia. E-learning facilitates and enhances both formal and informal learn-ing and knowledge sharing at any time, at any place, and at any pace and is considered a current and important form of distance learning178.

Monteiro (2011, p. 74) defende que a complexidade inerente à sua delimitação conceptual assume contornos similares às situações anteriormente analisadas, sendo a diversidade de definições atribuída a diferentes enfoques relativamente às características avaliadas como distintivas:

/.../ o e-learning, que, originalmente, corresponde ao ensino a distância mediado

pela tecnologia179 (e=electronic), contudo, assim como outros conceitos

complexos em Educação, sofre a influência de diversas variáveis e factores que se entrecruzam e se influenciam. Isto justifica o facto de haver diversas definições que enfatizam ora a tecnologia e o processo de separação física entre o professor e os estudantes, ora o processo de aprendizagem, ora a relação mediática entre os factores humanos e tecnológicos, não deixando de ser esta

uma forma de ensino a distância180.

Parece claro que o e-learning é uma instância de educação a distância potenciado pela disseminação de determinadas tecnologias, particularmente, no que respeita à possibilidade de representação de conteúdos e à plêiade de formatos comunicativos síncronos e assíncronos que aquelas proporcionam, mas exigindo, à semelhança de qualquer dos conceitos até ao momento analisados, um grau de refinamento elevado, no que diz respeito à componente de técnica, administrativa e de gestão, como defende Peres (2011, p. 16):

Na definição da formação em e-Learning é necessário definir as tarefas de

trabalho associadas aos objectivos operacionais e os conhecimentos necessários

para executar essas tarefas. Baseado nos objectivos da formação, a equipa categoriza o conteúdo de uma aula online em factos, conceitos, processos, procedimentos e directrizes estratégicas181.

Partindo mais uma vez da premissa de que a introdução de um conceito e do respectivo termo só encontra justificação se este se reportar a uma nova realidade, a verdade é que, como sustenta Rosenberg (2001), a emergência do e-learning

178 Sublinhado nosso.

179 Sublinhado nosso. 180 Sublinhado nosso. 181 Sublinhado nosso.

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despoletou uma alteração notável no paradigma de educação a distância, ao impulsionar a prática do conceito de aprendizagem ao longo da vida, escorado na valorização da comunicação pedagógica na sua dimensão virtual. O adjectivo electronic reflecte naturalmente uma profunda ligação entre tecnologia e aprendizagem, mas não se deverá daí inferir que o conceito se esgote na mera utilização de tecnologia e recursos disponíveis na Internet. É também possível encontrar perspectivas reportando-se a situações em que esses mesmos recursos e serviços disponíveis na Internet são utilizados de forma a complementar ou a ampliar, no espaço virtual, a actividade de ensino presencial (Gomes, 2009, p. 126), a multiplicidade de situações comunicativas nas quais se utiliza o termo e-learning não facilita a comunicação, prestando-se até a equívocos e a interpretações discutíveis:

/.../ é frequentemente utilizado para designar uma modalidade de educação a distância suportada tecnologicamente em recursos e serviços disponíveis na Internet, mas é também possível encontrar utilizações do termo reportando-se a

situações em que esses mesmos recursos e serviços disponíveis na Internet são utilizados de forma complementar ou ampliar no espaço virtual, actividade de ensino que são típica e essencialmente de carácter presencial182.

Também para Rosenberg (2001, p. 10), a abrangência do conceito de e- learning é um pouco mais restrita do que a de ensino a distância, pelo facto de o primeiro não abarcar variações diacrónicas de medium tão assinaláveis quanto a educação a distância. Com efeito, será até interessante notar que o aumento de utilização das tecnologias em rede - em particular a promoção de processos de aprendizagem sustentados na dimensão social e colaborativa - tem contribuído para, paulatinamente, tornar toda a dimensão técnica cada vez mais translúcida, mitigando o indesejável efeito de deslumbramento tecnológico referido por Lima & Capitão (2003:5).

A perspectiva que Garrison & Anderson (2003) sustentam desde muito cedo é do nosso ponto de vista, muito interessante, dado que os investigadores salientam fortemente a importância da transformação do modelo comunicativo de interacção pedagógica que uma lógica de rede introduz: /.../ the essential feature of e-learning extends beyond its access to information and builds on its communicative a

182 Sublinhado nosso.

165

interactive features (2003: 53)183 Não obstante o reconhecimento de que a internet esteve no cerne da explosão do e-learning, a importância de understanding how people learn é para o autores uma característica essencial (Ibidem, p. 52)

Para Garrison, a demarcação entre e-learning e educação a distância é clara (2011, p. 2): e-learning is not an industrialized form of distance education. E- learning in higher education is first and foremost about providing a quality educational experience184. Neste pressuposto, o autor define e-learning como: electronically mediated asynchronous and synchronous communication for the purpose of constructing and conforming knowledge Idem (2011, p. 2), Salientamos que esta proposta parece ser muito abrangente, do nosso ponto de vista, sobretudo porque os conceitos síncrono e assíncrono encerram - no âmbito do discurso da área - alguma ambiguidade. Aliás, a leitura de perspectivas não convergentes impeliu-nos a interrogar directamente o investigador sobre este tema (cf. Apêndice 10):

J:/…/ While re-reading an article of yours I understand that you correlate

synchronous mode with face-to-face (Garrison & Kanuka, 2004: 96). I'm a bit confused about this terminology. Aren' t synchronous and asynchronous modes instances of distance? I thought synchronous implied necessarily "computer mediation" (for instance, Skype, Hangout are synchronous modes and a forum, an e-mail are asynchronous). Am I wrong?(25 de Fevereiro de 2015)

G: /.../You raise some interesting questions that are hard to address via email.

However, let me give it a try. First, synchronous is not exclusively F2F. I use the synchronous to describe any form of communication that does not have a time delay. As such this could be f2f or at a distance (eg, Skype). Although this is contentious, I consider messaging in real time forums as asynchronous as it involves some delay in response to compose and write a response /…/ (25 de Fevereiro de 2015).

Talvez por isso, o estudo empírico realizado por Moore et al. (2011, p. 133), ao qual já se fez anteriormente alusão, dá conta de que os respondentes de um questionário realizado na Ásia não estabelecem distinção entre e-learning e blended learning:

There were some respondents from the continent of Asia who grouped “blended

learning” and “e-learning” as the same. This created a situation whereby the

authors did not think that introducing the term blended learning would have added to the challenges in finding clear delineations for each of the terms; this seemingly added to the lack of consistency found in the use of the terms.

183 Sublinhado nosso.

166

Na perspectiva de Garrison & Kanuka (2004), o e-learning é um conceito genérico que apresenta como objectivo fundamental integrar as potencialidades inerentes à liberdade individual de aprendizagem e à conectividade185, compreendendo

três conceitos que consigo estabelecem uma relação de subordinação:

Figura 24: Continuum do <e-learning> (Garrison & Kanuka, 2004, p. 97).

Esta proposta de representação revela pontos de contacto com a relação que pensamos poder estabelecer entre <e-learning> e <blended learning> e <aprendizagem enriquecida por tecnologia>; todavia, materializa um entendimento distinto do que defendemos anteriormente, relativamente o lugar que ocupa o conceito de <educação online>, uma vez que o perspectiva a um nível subordinado. Na verdade, quando os investigadores arriscam converter o seu conhecimento em representação gráfica, a clareza das relações conceptuais que estabelecem tornam-se indiscutivelmente transparentes. Como exemplo de uma perspectiva diferente das anteriormente discutidas temos a representação gráfica proposta por Pedro (2013), que posiciona a <educação a distância> como um tipo de <e-learning>:

Figura 25: Proposta de categorização (baseado em Pedro, 2013).

185 A conectividade é definida por Garrison como (2011, p. 4) belonging to a purposeful group of

learners.

E-learning

Conjunto de práticas inovadoras de ensino mediado

por ambientes online e tecnologias digitais

Atividades de ensino presencial onde as tecnologias são utilizadas como elemento de enriquecimento

Outras moalidades híbridas de ensino (b-learning)

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Os dois exemplos representados visam reforçar o pressuposto de partida: para além das fronteiras difusas dos conceitos em análise, o lugar que cada conceito ocupa dentro do sistema não é alvo de consenso generalizado. Em consonância com as representações que propusemos até ao momento, cremos ser válido percepcionar o e- learning do seguinte modo: