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Östenit tane büyüklüğünün sinterleme ile sertleştirmeye etkisi

2. LİTERATÜR ÖZETİ

2.2. Sinterleme ile Sertleştirme

2.2.6. Östenit tane büyüklüğünün sinterleme ile sertleştirmeye etkisi

Na organização da divisão territorial brasileira, o IBGE, respeitando os limites político-administrativos estaduais e utilizando o conceito de “diferentes estruturas espaciais resultantes da dinâmica da sociedade sobre um suporte territorial” (IBGE, 1990, p. 7), em 1990, dividiu o país em mesorregiões e, em seguida, em microrregiões.

De acordo com tais classificações, o Estado de Minas Gerais é dividido em 12 mesorregiões geográficas e 66 microrregiões geográficas.

A Mesorregião é uma área individualizada, em uma Unidade da Federação, que apresenta formas de organização do espaço geográfico definidas pelas seguintes dimensões: o processo social, como determinante; o quadro natural, como condicionante; e, a rede de comunicação e de lugares, como elemento de articulação espacial (IBGE, 1990, p. 8).

As microrregiões são definidas como “partes das mesorregiões que apresentam especificidades quanto à organização do espaço” (IBGE, 1990, p. 8). São constituídas por “um conjunto de municípios, contíguos e contidos na mesma unidade da federação, agrupados com base em características do quadro natural, da organização da produção e de sua integração” (IBGE, 2002, p. 16).

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano.

Figura 8 - Mesorregiões geográficas de Minas Gerais.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano

Sendo as divisões das regiões de planejamento7 assemelhadas à divisão em mesorregiões, utilizam-se, conforme Simão (2004, p. 14), os apontamentos de Santana (2002) ao caracterizar as regiões de planejamento para ajudar na caracterização das mesorregiões:

1 – Alto Paranaíba: tem sua economia estruturada sobre a pecuária bovina, agricultura e extração mineral.

2 – Triângulo Mineiro: tem sua economia baseada na agropecuária, sendo influenciada por São Paulo.

3 – Noroeste de Minas: a base econômica da região é a extração mineral e sofre influência de Brasília e Goiânia. Ocupa 25% do território mineiro.

4 – Norte de Minas: apresenta infraestrutura social deficiente, o solo árido e atrai poucos investimentos. A base econômica é a atividade primária.

5 – Zona da Mata: influenciada pelo Rio de Janeiro, tem como base econômica a pecuária, a cafeicultura e a indústria. A maior parte da região apresenta infraestrutura urbana e boa localização geográfica.

6 – Vale do Rio Doce: economicamente importante para o estado, é uma região com duas realidades: os municípios que se localizam no Vale do Aço têm infraestrutura urbana e social, dinamismo econômico e qualidade de vida; os municípios que não compõem o referido vale, não são tão dinâmicos economicamente.

7 – Sul de Minas: tem como base econômica a produção de leite, café e a indústria. É uma região que atrai investimentos e apresenta uma boa infraestrutura.

8 – Vale do JequItinhonha e Mucuri: a economia baseia-se na pecuária bovina para corte e na agricultura de subsistência. Possui baixo índice de investimentos, sendo considerada a região mais pobre do Estado.

7

Em 1992 a Fundação João Pinheiro, em atendimento à demanda da Secretaria de Planejamento de Estado de Minas Gerais – SEPLAN, dividiu o território mineiro em regiões de planejamento “enfatizando-se as áreas de influência urbana, bem como alguns elementos de homogeneidade, uma vez que se busca respeitar os limites das Mesorregiões geográficas. Assim, foram estabelecidas 10 regiões de planejamento resultantes da agregação de fatores técnicos a fatores políticos administrativos, atendendo ás necessidades de planejamento.

9 – Centro-Oeste de Minas: sua economia é baseada na indústria têxtil, siderúrgica e de alimentos. Possui localização geográfica estratégica.

10 – Central: é a região mais desenvolvida de Minas Gerais e onde está localizada a cidade de Belo Horizonte, capital do Estado. Concentra o maior número de indústrias do estado e atrai investimentos diversos.

2.8.2 As disparidades regionais do Estado de Minas Gerais

As disparidades regionais do Estado de Minas Gerais são bem definidas, especialmente quando sua identificação é buscada através da comparação entre suas mesorregiões.

A análise dos indicadores de renda per capita leva à identificação, dentro do território, de dois grupos bem delineados: a região norte/nordeste do estado, caracterizada como a mais pobre e a região sul/sudoeste, caracterizada como a mais desenvolvida.

De acordo com Simão (2004), os censos de 1991 e 2000 retratam nos dois períodos a divisão territorial, confirmando a disparidade interna de Minas Gerais.

Em 1991, a renda per capita do Brasil era R$ 230,30. Dentre os municípios da região rica, o município com melhor nível de renda era Belo Horizonte (MG), com R$414,94, e o pior município era Pedra Bonita (MG), com R$ 49,80. Se compararmos com a região pobre do estado no mesmo ano de 1991, o município com maior renda per capita era Governador Valadares (MG), com R$ 212, 89, e o pior era São João das Missões (MG), com R$ 37,23. Comparando-se com a renda per capita do Brasil de 2000 (R$ 297,23), dentre os municípios da região rica do estado, o município com melhor valor continuou sendo Belo Horizonte (MG), com R$ 557, 44, e o pior era Diogo Vasconcelos (MG), com R$ 86,63. A distribuição de renda per capita municipal para o ano de 1991, dos 546 municípios da região rica, pode-se observar que 143 (26,2%) tinham um valor inferior a R$ 105,00; 359 (65,8%) tinham um valor entre R$ 105,00 e R$ 210,00; 43 (7,9%) tinham um valor entre R$ 210,00 e R$ 315,00 e apenas um com renda per capita superior a R$ 315,00. Quando nos atemos a analisar a região pobre, dos 282 municípios da região, 89 (31,6%) tinham renda inferior a R$ 65,00; 174 (61,7%) tinham um valor entre R$ 65,00 e R$ 130,00; 18 (6,4 %) tinham um valor entre R$ 130,00 e

R$ 195,00; 1 (0,4%) tinha um valor superior a R$ 195,00. (SIMÃO, 2004).

A disparidade regional e de renda, encontrada no estado, impacta nos indicadores socioeconômicos, estando o PIB per capita, de 2008, 9% inferior à média nacional (IBGE, 2008), mesmo estando entre os cinco estados de maior importância para a riqueza do país.

Os indicadores de pobreza e desigualdade de rendas também são afetados pela heterogeneidade existente no Estado de Minas Gerais. “O estado de Minas Gerais apresenta a maior desigualdade de renda (para o ano de 2000, o Índice de Gini do estado é de 0,615) entre os estados das regiões Sul e Sudeste, não apresentando redução significativa da concentração de renda, se comparado com o ano de 1991, quando o Índice de Gini mineiro era de 0,614” (ARAÚJO, 2007).

Nesse sentido, Simão (2004) indica que o índice de Gini comparado para as mesorregiões, no ano de 2000, apresenta discrepâncias no estado, variando de 0,53 (na mesorregião Oeste de Minas) a 0,638 (no Vale do Mucuri). No entanto, em relação ás desigualdades de renda, as mesorregiões com menores índices naquele ano foram Vale do Mucuri, Norte de Minas, e Jequitinhonha.

Entretanto, conforme comenta Araújo (2007), as políticas redistributivas em Minas Gerais têm espaço para implementação em virtude da desigualdade entre as regiões do estado, devendo levar-se em conta as especificidades das mesorregiões.

Benzer Belgeler