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Örnekleme Alanları ve İstasyonların Taban Yapıları

3. BULGULAR

3.2. Hazar Gölü Litoral Bölge Taban Yapısı

3.2.1. Örnekleme Alanları ve İstasyonların Taban Yapıları

Dedicamos o oitavo encontro ao encerramento da SD e à produção final da autobiografia dos alunos. Essa reescrita final ocorreu no laboratório de informática da escola, para onde se dirigiram os estudantes com bastante empolgação, uma vez que utilizam poucas vezes esse espaço tão atrativo para eles. Realizamos essa atividade por estarmos em

consonância com Vieira (2005, p. 75), quando considera a ação de “integrar a escrita à mão com a escrita digital” como uma forma de ampliar a motivação para redigir dos nossos alunos. Concordamos também com Araújo e Dieb (2009) quando afirmam que o computador, associado à internet, vem promovendo transformações no ato de escrever, conduzindo a produção escrita em direção à rapidez e velocidade de execução. Devido às demandas do uso dos aplicativos de comunicação instantânea, surgem novos gêneros textuais, investindo a escrita de características linguísticas específicas, visando tornar a comunicação do texto digital mais dinâmica e funcional. Desse modo, o uso do computador, associado às suas ferramentas, pode ser um atrativo para os alunos na atividade de elaboração e de revisão de textos, uma vez que a tecnologia desperta tanto o interesse dos jovens, auxiliando-os a corrigir, por exemplo, erros de ortografia em um instante de dúvida.

Nesse momento, sugerimos aos alunos, como já foi mencionado, após a digitação das suas autobiografias, o envio voluntário dos seus textos para o Museu da Pessoa10, esclarecendo sobre o que essa ação significa e representa, permitindo, assim, a circulação do gênero na sociedade. Também comentamos detalhadamente com os estudantes a organização do nosso livro com as autobiografias deles.

Em relação ao Museu da Pessoa, comentamos com os alunos que esse é um museu virtual feito de histórias de vida, fundado em 1991, com participação gratuita de qualquer pessoa que deseje compartilhar sua história. O seu propósito é contribuir para que a história de vida de cada pessoa seja valorizada pela sociedade, permitindo, assim, um mundo mais justo, embasado na história de pessoas de todos os segmentos da sociedade.

Acrescentamos, ainda, que o Museu da Pessoa (2016b) embasa o trabalho desenvolvido na convicção de que:

• Toda história de vida tem valor e deve fazer parte da memória social;

• Ouvir o outro é essencial para respeitá-lo e compreendê-lo como par;

• No protagonismo histórico: todas as pessoas têm um papel como agente de transformação da História. Democratizar e ampliar a participação dos indivíduos na construção da memória social é atuar na percepção que os indivíduos e os grupos têm de si mesmos e de sua situação em nome de outrem;

• Integrar indivíduos e distintos grupos sociais por meio da produção e conhecimento de suas experiências é atuar para romper o isolamento de alguns grupos sociais e impulsionar processos de empoderamento fundamentais para mudar relações sociais, políticas e econômicas.

Desse modo, enfatizamos que o Museu da Pessoa pretende manter viva a memória das várias comunidades participantes desse projeto, visto que contam com a possibilidade de registro de suas memórias, o que talvez não fosse possível de outra maneira.

A produção final, portanto, foi realizada no laboratório de informática da escola. Para a efetivação dessa tarefa, foi necessário dividir a turma, pois o número de computadores não era suficiente para que toda a turma pudesse utilizar simultaneamente. Essa realidade é comum na rede pública municipal de ensino de Fortaleza infelizmente. Dessa forma, a metade dos alunos foi na primeira aula, enquanto os outros foram ao laboratório na segunda aula.

Os alunos não sentiram dificuldades significativas ao realizarem essa atividade devido à grande familiaridade que possuem com o programa de edição de textos. Após finalizarem a tarefa, salvamos todo o material produzido e concluímos essa etapa com êxito.

Esse último encontro foi bem produtivo, pois os alunos se mostraram muito envolvidos no processo. Diante disso, dedicamos os minutos finais para fazermos uma breve avaliação do nosso projeto com os estudantes, visto que, além de ser aquele o oitavo e último encontro, no dia 30 de junho, não haveria mais tempo para obter esse retorno da turma devido ao início das férias escolares do mês de julho. E a nossa constatação foi de que os alunos consideraram a sequência didática uma experiência inusitada e estimulante, pois realizaram atividades diferentes e diversificadas, individual e coletivamente, além de também se sentirem realizados com o progresso na produção escrita deles.

O próximo capítulo abordará considerações relevantes sobre a participação dos alunos nas atividades da SD; a análise dos textos daqueles que participaram de todos os encontros da sequência proposta e também o registro de alguns comentários e observações sobre a análise desses textos.

6 ANÁLISE DOS TEXTOS, RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste capítulo, trataremos da participação dos estudantes na sequência didática, de que forma aconteceu essa frequência nos encontros, quantos textos serão analisados no total e, para isso, elaboramos um gráfico com o resumo dessa participação nos encontros da SD. Além desta seção, teremos também a de análise dos textos dos alunos participantes da pesquisa, as produções iniciais e as finais. E, por fim, fizemos alguns comentários e observações pertinentes sobre a análise desses textos.