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ÖRNEK SORU: 2000 YDS

A segunda consulta pública digital no “Governador Pergunta” foi sobre “Segurança no trânsito”, lançada pelo “Gabinete Digital”, em 9 de outubro de 2012, com a pergunta: “Como governo e sociedade podem, juntos, promover a paz no trânsito?”. Da mesma forma que a consulta anterior, ao entrar no site “Gabinete Digital”, o cidadão encontrava no cabeçalho da página de abertura, três botões: “notícias”, “participe” (ao meio) e “galeria”. Clicava em “participe” e, depois, no botão “Governador Pergunta”. Assim, o cidadão acessava a página inicial da consulta pública sobre segurança no trânsito. Nela, visualizava a pergunta e, após se cadastrar para participar, o cidadão tinha acesso às informações necessárias para entender esta consulta: “COMO FUNCIONA?” (botão azul), “POR QUE TRÂNSITO?” (botão vermelho) e “ENTENDA O PROCESSO” (botão verde).

Figura 11 – Página da consulta pública digital sobre “Segurança no trânsito”

Na Figura 11, o texto inicial, referente ao botão “COMO FUNCIONA?”, era: Diminuir a violência no trânsito depende de todos nós. Participe! O Governador quer saber a sua opinião para melhorar a segurança no nosso trânsito. Vote nas ações que você considera como prioridades para resolver problemas e tornar o trânsito mais seguro, mais humano e que respeite todos os cidadãos. As dez ações mais votadas serão prioridades do Governo do Rio Grande do Sul nos próximos dois anos (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Abaixo desse texto, havia três botões para o cidadão ter acesso a algumas explicações. Ao clicar o botão azul, o cidadão tinha informação sobre como funcionava a consulta pública digital sobre “Segurança no trânsito”. O texto visível on-line era:

As ações para melhorar o trânsito aparecem em pares, para você escolher entre uma ou outra, clicando em uma das caixas azuis. A cada voto, um novo par de sugestões é apresentado.

Você pode votar quantas vezes quiser, cada voto é computado e não há limite na votação. A ferramenta permite isso porque não é o número de votos que determina a posição da contribuição. A cada comparação, a contribuição vencedora ganha pontos em relação a outra. Essa pontuação varia de 0 a 100. Você pode conferir a pontuação e todas as questões em votação em “Ver Resultados”.

Caso fique em dúvida entre as opções, você pode pular para um novo par de sugestões clicando no botão “Não consigo decidir”.

Você pode também enviar sua própria ideia. Para isso, apenas digite na área de texto e clique no botão “Submeter”. A sua sugestão entrará para votação juntamente com as demais (GABINETE DIGITAL, 2012c).

O botão “POR QUE TRÂNSITO?” (vermelho), sobre as razões da escolha do tema desta consulta pública, explicitava:

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período de 2011 a 2020 como a Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito, com o objetivo de reduzir acidentes e mortes no trânsito.

O Rio Grande do Sul vem fazendo a sua parte, investindo em uma série de iniciativas para promover a segurança no nosso trânsito. Agora chegou a sua vez de participar! (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Duas coisas precisavam ser esclarecidas ao cidadão: como se estabeleceu a relação entre o que declarou a ONU e o engajamento do Governo do Rio Grande do Sul131, nessa

proposta, e quais as ações do governo que representavam a afirmação “vem fazendo a sua parte”. Sem elas, estabeleceu-se uma lacuna à compreensão das reais razões para este processo.

No próximo botão, o verde, apresenta-se uma sequência de informações para que o cidadão “Entenda o processo”. Nesse sentido, há uma navegação secundária na página, onde o cidadão acessa a informação por etapas: a cada clique, em sequência, ele acessa, continuamente, o conteúdo total. Na primeira tela do botão “Entenda o processo”, o texto encontrado era: “As ações que você irá priorizar fazem parte do Plano Estadual de Segurança no Trânsito para a década 2011-2020 e foi elaborado pelo Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito” (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Com um segundo clique, o cidadão acessava a segunda tela do “Entenda o processo”, que dizia: “O Comitê, criado em 2011 pelo Governo do RS, foi dividido em cinco Câmaras Temáticas, que se encarregaram dos temas: Saúde, Comunicação, Educação, Segurança Viária e Legislação no Trânsito” (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Com um terceiro clique, o cidadão acessava a terceira tela, que dizia: “Além de realizar diversas conferências em várias regiões do Estado, o Plano também se baseou no trabalho realizado a nível federal, com o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária” (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Com o quarto clique, o cidadão acessava a última tela do botão “Entenda o processo”, contendo a seguinte informação: “Para aplicação do Plano foi elaborado um decreto que cria a Política e Plano Estadual para Segurança no Trânsito. O Plano é baseado em conferências regionais e nesta consulta pública” (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Na última tela, o Governo deixa claro que as contribuições dos cidadãos, seja aderindo por votação em uma proposta de outrem, seja apresentando sua própria proposta, iriam ser incorporadas a um documento que conteria uma política pública. Diferente da

131 Pode-se esclarecer que, em 11 de maio de 2011, foi lançado em Brasília, o Pacto Nacional para a Redução

dos Acidentes de Trânsito pelos Ministérios da Cidade e da Saúde, em evento a que estavam presentes diretores e presidentes de vários Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANS). Com essa ação política (o evento), o governo federal oficializou a participação do Brasil no projeto da Organização das Nações Unidas chamado “Década de Ação pela Segurança no Trânsito: 2011-2020”, solicitado pela Resolução da ONU A/64/255 de 2 de março de 2010 (Disponível em: <www.un.org/en/ga/64/resolutions.shtml>) e apresentou o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011-2020, que fora finalizado em 8 de setembro de 2010. A partir daí, ficou a cargo dos estados a construção de suas próprias políticas públicas para melhorar a segurança no trânsito.

primeira consulta, postagem de contribuições e votação on-line aconteceram simultaneamente, pelo que foi expresso no espaço “Governador Pergunta”.

Nesta consulta pública, o novo design web foi visualizado, principalmente nas áreas de conteúdo e de participação, como se mencionou no segundo capítulo. Como estratégia de divulgação, além das notícias veiculadas em meios de comunicação de massa e no próprio “Gabinete Digital”, foram criados espaços de fotos e vídeos institucionais que serviam para rememoração das ações governamentais, nesse tempo particular (JERÔNIMO, 2014b) e uma página no Facebook (ANEXO J), em que cidadãos podiam se informar e comentar sobre a consulta pública. Foram mantidas as estratégias de mobilização, como as de abordagem de pessoas na rua onde havia um ponto de participação com a “Van da Participação”. Mas criou-se outro espaço de sensibilização com o Facebook. Os acessos aos cidadãos, para contribuição e votação, foram ampliados. Além da “Van da Participação”, que se deslocou para 22 cidades no interior do RS, segundo informação do próprio site, ampliou-se o acesso via tablets e smartphones (JERÔNIMO, 2013) e os espaços – públicos e privados – onde foram disponibilizados computadores com acesso a internet, totalizando 150 pontos fixos de participação (GABINETE DIGITAL, 2012c).

Benzer Belgeler