• Sonuç bulunamadı

2.5 Eserde Kullanılan Örnekler

2.5.1 Örnek Çeşitleri

Na Europa o ICOM - INTERNACIONAL COUNCIL OF MUSEUMS, Conselho Internacional de Museus, criado na França em 1946 e sediado em Paris, instituição não governamental vinculado a UNESCO – United Nations Educational Scientific and Cultural Organization, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura é composto por membros de diversas áreas; é a maior instituição internacional que trata de temas voltados para a museologia, cujos membros se reúnem em assembleias para discussões. É formado por cento e dezesseis Comitês Nacionais e trinta Comitês Internacionais além de Organizações Regionais. No Brasil, o ICOM foi fundado em 1948.

Entre os Comitês Internacionais do ICOM, existe um grupo denominado CIDOC, criado em 1950, composto por profissionais de diversas áreas, bibliotecários, especialistas em informação para elaboração de um conjunto de recomendações referentes à prática de registro, documentação e implantação de sistemas automatizados em museus. Não são normas, trata-se de orientações pormenorizadas para a descrição do objeto.

De acordo com CABRAL (2014) o comitê CIDOC/ICOM tem desenvolvido um trabalho que tem como finalidade discutir e disponibilizar informações sobre a documentação de acervos museológicos, cuja finalidade é a criação de normas e recomendações mínimas que devem constar no registro dos objetos referente à coleção dos museus. Esses dados referem-se a: nome da instituição; número do inventário; palavra- chave do objeto; breve descrição e/ou título; método de aquisição e acesso; origem (pessoa/instituição) da aquisição/acesso; data de aquisição/acesso; local de permanência. Podendo ser ainda acrescentados várias informações de acordo com a necessidade específica de cada museu, tais como: material/técnica; mensurações; número da fotografia; valor; produção (artista/data), entre muitas outras. Contudo, CABRAL (2014) aponta uma

des a tage , o pe ite a i lus o e egist o de ual ue tipo de edida; e a inserção de medidas específicas de partes do que está sendo registrado; não possibilita alteração dos dados porque não mantém hist i o dos egist os. Es la e e ai da a importância das medidas para o tratamento e gestão do patrimônio, no caso de empréstimos, exposição, restauro, entre outras. E ressalta a ausência de padronização para as medidas: tipo de medida (altura, largura, densidade, profundidade); parte descrita (borda, asa, moldura); unidade de medida (milímetro, centímetro, metro); notas; etc. E pergunta se é possível registrar tantas medidas necessárias para todos os tipos de objetos? São registradas de forma linear, volume, etc.? No caso dos objetos sofrerem alterações e consequentemente as medidas também, como seria feita o registro dessas medidas? Existe uma unidade de medida comum? A possibilidade de divergência do resultado gerado pela falta de padronização mostra que não há clareza nas áreas de museologia e conservação/restauração sobre determinadas denominações de campos, que consequentemente acarretarão em informações imprecisas e duvidosas.

Se por um lado uma ficha extensa com campos muito diversificados pode acarretar em ações morosas para descrição do acervo museológico, uma ficha enxuta e padronizada poderá impossibilitar a identificação e a individualização do objeto.

Mais recentemente, foi elaborado o CIDOC/CRM – Modelo de Referência Conceitual com a intenção de padronizar no âmbito internacional a documentação de museus.

Em 1996, o Internacional Committee for Documentation (CIDOC) do Internacional Council of Museums (ICOM) começou a elaborar um modelo conceitual para a descrição de objetos museológicos. O Conceptual Reference Model (CRM), inicialmente voltado para museus, veio a ser concebido como um modelo de referência que pudesse servir ao desejo mais amplo de tornar possível o acesso integrado ao patrimônio cultural, abrangendo o acesso a arquivo, biblioteca e museu. Nesse sentido foi formado em 2003 o Internacional Working Group on FRBR/CIDOC CRM Harmonisation. (GUEGUEN et al, 2013, p.109)

O CIDOC/CRM é um Modelo Conceitual de Referência, composto por um grupo de trabalho que foi formado há mais de dez anos, ue te po fi alidade fo e e defi iç es e uma estrutura formal para descrever os conceitos e relações implícitas e explícitas utilizados na documentação referente ao patrimônio cultural e se destina a promover uma

compreensão compartilhada de infor aç es so e pat i io ultu al . CIDOC/CRM, 2014).

De a o do o CABRAL o CIDOC/CRM u odelo o eitual que destaca como uma ontologia formal com a finalidade de possibilitar a mediação e o intercâmbio de informação do patrimônio cultural hete og eo , pa a isso o ta o a pa ti ipaç o de diversas instituições como a IFLA – Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e a ISO – Organização Internacional de Padronização. Em 2006 se tornou padrão oficial ISO 21127:2006, que estabelece diretrizes para a troca e integração de informações sobre documentação científica entre instituições de patrimônio cultural.

Nos museus da Europa é comum a utilização de normas e padrões, por isso a atuação do CIDOC/ICOM tem auxiliados as instituições museológicas quando necessitam dos serviços de documentação e informatização dos seus acervos. Contudo, no nosso país, de acordo com as informações prestadas por BOTALO (2008 apud YASSUADA, 2009, p.26), membro do CIDOC/ICOM no Brasil, ainda

[...] é um comitê pequeno e pouco expressivo no que diz respeito à influência que poderia ter nos procedimentos de documentação museológica. Isso se deve, em parte, a uma importância demasiada atribuída a outras áreas aplicadas da museologia (expografia e ação educativa, sobretudo).

Na museologia pesquisadores e estudiosos tem buscado a estruturação das informações constante na documentação dos museus com apoio das tecnologias atuais que ao mesmo tempo favorecem a troca e o compartilhamento de informações também cobram a concretização de tais meios de comunicação.

Outros organismos internacionais também estão buscando soluções para a padronização e controle da documentação museológica, tais como a Associação para Documentação dos Museus no Reino Unido, criou um sistema de gestão documental para os britânicos, o SPECTRUM – Standard Procedures for Collections Recording Used in Museums. França, Itália, Alemanha e Canadá, também criaram normas, catálogos, bases de dados, redes de informação, contendo legislação, registro, controle, empréstimo, entre outras providências referentes ao patrimônio cultural.

Benzer Belgeler