4. İŞ AHLAKI VE MOBBİNG İLİŞKİLERİNİN İŞLETME VERİMİNE ETKİLERİ
4.8 Mobbingle Başa Çıkma Yolları
4.8.1 Örgütsel Yöntemler
Por muito tempo, o sistema usado na França foi o da composição legal. Demogue afirma que na segunda metade do século XII houve a clara separação entre reparação e pena. Por fim, o antigo Direito francês chegou
72 ALSINA, Jorge Bustamante. Teoría General de la Responsabilidad Civil, cit., p. 42. 73 POTHIER, Robert Joseph. Tratado das Obrigações. Tradução de Adrian Sotero de Witt
Batista e Douglas Dias Ferreira. Campinas: Servanda, 2001. p. 113.
74 BEVILAQUA, Clovis. Theoria geral do direito civil. 2. ed. Rio de Janeiro: Livraria
a estabelecer uma regra geral para reparação do dano causado com culpa75.
Foi mantida a ideia de delitos e quase delitos como fontes da obrigação de indenizar e, sem dúvida, foi com a edição do Código Civil Francês, em 1804, que a responsabilidade civil alcançou contornos mais nítidos.
Com efeito, com a codificação ficou definitivamente estabelecida a distinção entre pena e reparação civil, bem como uma regra geral para a responsabilização civil, fundada na culpa76.
Anote-se, por todos:
O Código Civil Francês, que é o padrão das legislações modernas e cuja influência nos Códigos Civis das nações cultas e nas legislações sem codificação, cada vez mais se estuda e se ressalta, seguindo a tradição de seu direito e os ensinamentos do DOMAT e POTHIER, proclamou, no preceito genérico do art.
1.382, a responsabilidade extracontratual, tendo como
fundamento a culpa efetiva e provada.77
Nesse passo, a doutrina francesa se desenvolveu em torno do conceito de la faute, que, em uma tradução útil, significa culpa em sentido amplo. Sobre a faute, buscando na fonte, acompanhe a exposição dos irmãos MAZEUAD:
Une faute est nécessaire; une faute quelconque est suffisante. (…)
75 ALSINA, Jorge Bustamante. Teoría General de la Responsabilidad Civil, cit., p. 47. 76 MAZEAUD et MAZEAUD, Henri e Leon. Traité Théorique et Pratique de la Responsalité
Civile, délictuelle et contractualle, cit., p. 48 e 49.
77 LIMA, Alvino. Culpa e Risco, cit., p 29. Na mesma linha, DIAS, José de Aguiar. Da
En matière délictuelle et quase-délictuelle. – Dans le domaine de la responsabilité délictuelle et quasi-délictuelle, les rédacteurs
sont unanimes à affirmer la necessite d’une faute pour engager la
responsabilité de l’auteur du dommage.78
Esse trecho citado explicita quatro elementos de suma importância para a compreensão do instituto da responsabilidade civil extracontratual na França: a existência de uma regra geral de responsabilidade civil extracontratual, a manutenção dos delitos e quase delitos como fontes da obrigação de indenizar, a culpa (faute) como elemento central e a possibilidade do surgimento do dever de indenizar mesmo quando a culpa fosse levíssima.
O Código Civil Francês regulamenta a responsabilidade civil extracontratual sob o título Des délits et des quasi-délits (dos delitos e quase delitos), dispondo os seus artigos79:
Art. 1382: Tout fait quelconque de l'homme, qui cause à autrui un dommage, oblige celui par la faute duquel il est arrivé à le
réparer.80
Art. 1383. Chacun est responsable du dommage qu'il a causé non seulement par son fait, mais encore par sa négligence ou par son
imprudence.81
78 MAZEAUD et MAZEAUD, Henri e Leon. Traité Théorique et Pratique de la Responsalité
Civile, délictuelle et contractualle, cit., p. 49.
Tradução livre: “Uma culpa é necessária, qualquer culpa é suficiente. (...) Quase delito e delito. Na área de responsabilidade delitual e quase delitual, os autores são unânimes em afirmar a necessidade de uma culpa para a responsabilidade do causador do dano”.
79 O texto original dos artigos foram tirados do site <http://www.ligiera.com.br>. Acesso em:
set. de 2014.
80Traduzido livremente: “Qualquer fato do homem, que causa dano a outro, obriga a quem
por sua culpa o causou a repará-lo”.
81 Tradução livre: “Cada um é responsável pelo dano que provocou não somente por sua
O artigo 1.382 contém a regra geral da responsabilidade civil extracontratual adotada pelo sistema francês: quem comete um dano por culpa deve indenizar.
Pela análise do referido artigo já fica evidente o caráter reparatório da responsabilidade civil, inexistindo a pena de talião. Igualmente, está expresso que deve existir um dano e que este tenha ocorrido pela culpa do ofensor.
O artigo 1.383 explicita a faute como elemento essencial, alargando o espectro do que se poderia considerar como culpa em sentido amplo, deixando claro que quem causa dano agindo com dolo, negligente ou imprudentemente deverá reparar o dano.
É desse artigo, em conjunção com o artigo 1.382, que podemos tirar o dever geral de diligência, presente no sistema da responsabilidade civil extracontratual.
O artigo 1.384 regulamenta a responsabilidade pelos danos causados por terceiros e coisas sob a custódia. É interessante notar que não há o abandono da culpa nesses casos, pelo mesmo expressamente, como ocorre no Brasil, onde a responsabilidade é objetiva.
Com efeito, o elemento culpa continua presente, tanto na conduta dos terceiros, quanto na culpa in vigilando do responsável pelos terceiros ou pela coisa. Em suma, deve haver negligência, ou seja, o descumprimento de um dever de cuidado.
Em contrapartida, no artigo 1.385 há a exceção à regra. Ele estabelece a responsabilidade pelo fato de animais, de natureza objetiva, dispensando a culpa.
Por fim, o artigo 1.386 prevê a responsabilidade do proprietário do imóvel pelos danos causados por sua ruína, quando decorrentes da falta de manutenção ou vício em sua construção. É digno de nota que, sem abandonar o critério da culpa, imputa ao proprietário a responsabilidade, mesmo em caso de problema na sua construção, independentemente de ter sido construído pelo proprietário. Nesse caso, supõe-se que o proprietário deveria tomar todas as medidas necessárias para que o imóvel não apresentasse o risco de ruir em condições normais.
Realizado esse estudo, podem-se traçar os princípios gerais da responsabilidade civil extracontratual no sistema francês.
De início, destaca-se o princípio da reparação integral, que se sustenta na obrigação geral de responder pelos danos e repará-los completamente.
Em seguida, devemos notar que, com exceção do artigo 1.385, a responsabilidade não tem outro fundamento senão a faute, embora com grande amplitude (dolo e culpa em sentido estrito).
Frise-se, por fim, que para o ato ser considerado ilícito (delito ou quase delito) deve haver um dano, ou seja, prejuízo.