2.10. Kariyer Planlama Sistemleri
2.10.2. Örgütsel Kariyer Planlama
Segundo Skinner e Thomson (1985) e Campion (2000), as contra indicações absolutas e relativas para imersão de crianças, jovens e adultos no meio líquido são as seguintes:
I. Contra-indicações absolutas: englobam doenças infecciosas (espinhas com pústula, amigdalites, ootites, sinusites, conjuntivite, gripes, infecções gastrointestinais, infecções de pele e úlceras, infecção do sistema renal, disenteria, tifo, cólera, poliomielite), uma vez que a água favorece a proliferação bacteriana Doenças descompensadas como cardiopatias (insuficiência cardíaca), pneumopatias (com capacidade pulmonar limitada - capacidade vital < 1 litro), hipertensão arterial sistêmica (devido à taquicardia e descompensação renal), além de doenças renais (devido à perda hídrica). Casos de hidrofobia, alergia ao cloro, hipertireoidismo, alteração graves no sistema de termorregulação, doenças vasculares periféricas (trombo ou êmbolo), epilepsia, disfagia, perfuração de tímpano, síndrome da imunodeficiência e pacientes de radioterapia e quimioterapia devem ser isentos desta prática no meio líquido;
II. Contra-indicações relativas: correspondem às lesões agudas (cortes e queimaduras poderão ter contato com o meio líquido após reparação pelo tecido de cicatrização), doenças infecto-contagiosas de pele após tratamento (micose), hipertensão e pneumopatias agudas (controladas e compensadas por medicamentos).
6.1.3 O ambiente físico: piscina, materiais e equipamentos utilizados no PEPA
Previamente a aplicação de qualquer intervenção no meio líquido, sugere-se uma atenção dirigida ao recurso físico – a piscina, bem como a seleção de materiais e equipamentos que poderão otimizar o andamentos das atividades. Para a elaboração do PEPA buscou-se respeitar os seguintes quesitos:
Quanto ao meio físico (piscina térmica) recomenda-se um local tranquilo, limpo e confortável. Preconiza-se ao início de cada aula que a temperatura da água da piscina seja
aferida por meio de um termômetro, buscado-se assegurar uma temperatura de 31º a 33ºC para os dias mais quentes e de 34º a 36ºC para os dias mais frios, de acordo com as recomendações31 de Skinner e Thomson (1985), Campion (2000) e Reis (2000). Além disto, professores, monitores e mães devem ser orientados em relação aos sinais de hipotermia corporal esboçado pela criança quando ela estiver imersa na piscina, tais como tremor corporal excessivo, lábios, dedos da mão ou pés cianóticos (roxos).
Quanto aos materiais que podem ser utilizados no meio líquido sugerem-se:
- Materiais para exemplificar medidas de segurança da criança no meio líquido (usado pelos treinadores no processo de habilitação das mães no meio líquido): boneca plástica;
-Materiais para adaptação ao meio líquido: ducha; banheira para banho de bebê;
-Materiais flutuadores: bóias de tronco e braços, aquatubs, pranchas e tatame flutuador em EVA;
-Materiais com emissão sonora: apitos, chocalhos, pandeiros, bolas com guizo; -Materiais com emissão de luminosidade: lanternas, celular;
- Materiais para estimular o brilho: perucas de carnaval de cores variadas, embalagens ou papéis laminados;
- Materiais para estimular o contraste: copos coloridos em plástico, garrafas plásticas envolvidas com material em EVA listrado (preto e branco; amarelo e vermelho);
- Materiais para estimular a percepção sensorial: espumas, esponjas, escovas de dente, tapetes de banho com diferentes texturas;
- Materiais para estimular a motricidade grossa: bolas de diversos tamanhos, brinquedos, bichinhos de EVA, bastões, arcos, elástico;
- Materiais para estimular a motricidade fina: brinquedos de encaixe e montagem, bexigas; - Materiais para estimular o controle postural, equilíbrio e propriocepção: recorte de tecido de Lycra, bolas, colchonetes e cama elástica;
- Materiais para estimular a noção espaço-temporal: guarda-chuva, brinquedos com alvo (cesta de basquete), brinquedos com diferentes formatos e finalidades.
Além destes, alguns materiais foram confeccionados pela pesquisadora para atender as especificidades da criança com deficiência visual no meio líquido, sendo eles:
31 Existe a necessidade da manutenção de uma temperatura de 31°C a 36°C a fim de manter-se a temperatura corporal média que é de 36ºC, para evitar casos de fadiga muscular (em decorrência de temperatura muito elevada) e hipotermia (em caso de temperaturas mais baixas) (SKINNER e THOMSON, 1985; CAMPION, 2000; REIS, 2000).
Quanto aos equipamentos, foram utilizados rádio toca CD / pendrive com a finalidade de trazer músicas para a ludicidade das atividades, a fim de estimular a audição e a cognição da criança.
6.1.4 Planejamento do programa: processo de ensino-aprendizagem e construção dos planos de aula.
O PEPA foi construído por meio de uma flexibilização das aulas, de modo que a aprendizagem transcoresse pela vivência natural do movimento no meio líquido, considerando os movimentos já aprendidos pela criança e ao mesmo tempo instigando-a a encontrar meios/maneiras para realizar a atividade psicomotoras e assim atender aos objetivos propostos durante as aulas.
Desta forma, o programa pautou-se nos seguintes princípios de ensino e aprendizagem:
Figura 07 - Pista tátil para estímulo de percepção sensorial e motricidade grossa /fina.
Figura 10 – corredor visual Figura 09 - Pista de tátil de encaixe e tato para
percepção sensorial e motricidade fina.
Figura 08 - Garrafa plástica contrastada de EVA com guizo para estímulo auditivo e resíduo visual.
aprendizagem cumulativa: buscou-se aprimorar as aquisições motoras já aprendidas pela criança no meio terrestre para o meio líquido e possibilitar o desenvolvimento novas aquisições;
socialização e afetividade: priorizou-se pela qualidade das relações existentes entre criança, mãe e pesquisadora, as quais incidem diretamente sobre o desenvolvimento perceptivo e motor da criança;
rotina de atividades: respeitou-se uma ordem para aplicação das atividades em todas as aulas, a fim de que o aluno mentalizasse as informações e elaborasse ações motoras de forma ativa e independente (quando possível);
progressão do ensino: as atividades partiram de um nível de dificuldade fácil para difícil, com progressivo acréscimo de elementos psicomotores;
progressão da aprendizagem: atividades partiram de estimulações psicomotoras passivas (realizadas pela mãe no corpo da criança) para ativas (criança executando o movimento de forma independente); de atividades com pequena amplitude (atividades próximas a linha média do corpo) para grandes amplitudes (atividades globais envolvendo MMSS, tronco e MMII); de atividades motoras grosseiras (estabilização de tronco e controle postural) para atividades motoras finas (manipulação com mãos e pés);
responsabilidade pessoal: dentro das possibilidades das crianças, elas foram incumbidas de guardar os materiais utilizados e organizar o ambiente da piscina ao final de cada aula; Música: utilizou-se de recursos sonoros32 para trabalhar otimizar as atividades
psicomotoras e estímulo dos sentidos remanescentes (audição, tato, gustação).