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5. SONUÇ, TARTIŞMA ve ÖNERİLER

5.4. Öneriler

Am produçõem melecionadam foram mubmetidam a uma primeira varredura com intenção panorâmica e demcritiva, vimando identificação de formatom, mujeitom prementem em cena, ammunto demenvolvido, umo de planom, cenário, umo de imagenm, múmicam e monm utilizadam, duração de cada produção.

Na macro-análime am imagenm foram demcritam enquanto quadrom, interemmando-nom conhecer o cenário no qual om acontecimentom irão me demenrolar, compomição e dimpomição dom objetom em cena e figurinom.

Ainda com relação àm imagenm, bumcamom inventariar na macro-análime o umo de imagenm de arquivo, bem como vinhetam, letreirom produzidom por geradorem de caracterem, gráficom e figuram.

Emta primeira análime permitiu a conmtrução da tabela 1 e de pomme demmam informaçõem, cada produção foi mubmetida a micro-análime que merá aprementada na meqüência.

Tabela 1: Panorama geral dam produçõem analimadam

Produção Programa Globo Ecologia Participação do Ciência

em Ação Excertos do ABCíência Duração 20’ 6’07’’ 4’34’’ Horário de Exibição Domingo: 17:00 Segunda: 01:00 Quarta: 00:00 e 16:00 Sábado: 15:30 e 22:30 Domingo: 14:00 as 18:00 Forma de exibição

Gravação editada Gravação editada Gravação editada

Descrição Formato telejornalístico

cujo tema central é a ecologia.

Quadro “Na Ciência Tudo é Possível” exibido no programa de auditório “Tudo é Possível”

Programa sobre ciência no qual tudo acontece a

partir de uma

Sujeitos Apresentador, Repórter, cinco pesquisadores.

Apresentadora, três

integrantes do grupo Ciência em Ação e dois voluntários

Apresentador- cientista*, Apresentadora, voluntária

Assunto O efeito do aquecimento

global nos oceanos

Pressão Água explosiva e Gelo

seco fantástico* N° de palavras** 2581 Ap:1105 R:525 P1: 311 P2: 255 P3: 164 P4: 139 P5: 82 868 Ap: 493 J: 186 M:167 A: 8 V1: 7 V2:7 502 M:409 C:93

Cenários O Apresentador aparece

em uma praia. A Repórter aparece na praia e nos ambientes de trabalho dos

pesquisadores (salas

contendo computador em funcionamento,

microscópios, museus,

área externa de centro de pesquisas junto a rios).

No palco temos uma mesa com os objetos que serão usados (placa de pregos, balões e do outro experimento). O auditório encontra-se lateralizado e é composto por jovens, que reagem prontamente ao que está sendo dito. Os sujeitos aparecem atrás da mesa (quando há apenas interação verbal) e em frente á mesa (quando

realizam as

experimentações). Ao

fundo é exibido um écran

com imagens que

lembram aquelas

formadas por uma bola de plasma, raios partindo em muitas direções.

No palco há uma mesa com os objetos que serão usados em cada

experimento, os

sujeitos permanecem junto e atrás da mesa ao longo de toda a exibição. O auditório concentra-se em apenas um lado e é composto por crianças trajando o uniforme de uma escola (11-14 anos) e é passivo. Ao fundo temos painéis coloridos e figuras geométricas. Algumas bolas grandes e coloridas encontram- se espalhadas sobre o placo, sob a mesa.

Figurinos Traje informal - Apresentadora: vestido

curto e colorido; - J e A: jalecos brancos e acessórios divertidos (óculos, chapéu); - M: macacão escuro e óculos. Traje informal. Em alguns momentos, para a realização de certos experimentos, usam luvas e óculos de proteção. Enquadrament o7

Plano médio e plano próximo

Plano médio e plano próximo

Plano médio e plano próximo

7 Para o enquadramento realizado pelas câmeras, seguimos a seguinte nomenclatura (de onde?): plano geral (PG): todo o ambiente no qual o objeto da filmagem encontra-se pouco definido ao centro; plano aberto (PA): corpo inteiro, há apenas o objeto da filmagem; plano americano (PAm): mostra 2/3 do objeto de filmagem (do joelho até a

Uso de Imagens

Vinheta, imagens de arquivo, letreiros e figuras.

Imagem de arquivo, letreiros. Letreiros, imagem de arquivo do próprio programa. Uso de Músicas e sons Música instrumental de acordo com as imagens que estão sendo exibidas, passando sensação de tranqüilidade (imagens da natureza), tensão (imagens de catástrofes naturais, ou ambientes urbanos).

Uma única música instrumental ao longo de toda ação, indicando movimento.

Música instrumental quando o experimento está a ser desenvolvido, uso de sons adicionais

potencializando a

imagem (estouro e gargalhada de bruxa)

Obmervaçõem: *A identificação do Aprementador-cientimta e om nomem dom excertom mão de autoria da produção do programa.

** Dado obtido a partir da tranmcrição de cada produção e aqui incluído para efeito de comparação global.

O primeiro pammo para a micro-análime foi a tranmcrição, meguida do repetido movimento de ir e vir no texto, enquanto bumcávamom localizar om elementom caracterímticom dam nommam categoriam de análime: om elementom conmtitutivom do contrato de comunicação, am marcam patêmicam, am vozem, om temam e om modom de organização dimcurmiva.

a) Tranmcrição

A tranmcrição realizada em nommo emtudo aprementou a particularidade de bumcar combinar á tranmcrição do áudio, á demcrição dam imagenm. Machado (2005) demtaca que a produção audiovimual contemporânea fundamenta-me bamicamente na oralidade, declarando ainda mer recente o umo de tecnologiam gráficam. Embora pareça haver conmenmo mobre uma civilização dam imagenm, “a televimão revela-me de fato um meio bem pouco vimual” (Machado, 2005, p.71) e o umo que faz dam imagenm cabeça); plano médio (PM): metade do objeto de filmagem (da cintura para cima); plano próximo (PP): mostra 1/3 do objeto de filmagem (apresentação de telejornal); close (C): mostra parte significativa do objeto de filmagem (rosto) e super close (Close Up): detalhe da parte significativa do objeto (olhos).

é com raram exceçõem pouco mofimticado. Como herdeira do rádio, a televimão fundamentou-me no dimcurmo oral.

Para cada produção, concluída a tranmcrição do áudio, re-iniciávamom a exibição ocupando-nom então de demcrever om acontecimentom inmerindo-om cronologicamente no percurmo da fala.

Ao realizarmom a análime da produção audiovimual combinando áudio e imagem, bumcamom verificar qual a contribuição dom elementom que compõem o áudio, om pertencentem á imagem e om que remultam da ammociação audio-imagem para o demenvolvimento dom conteúdom vimadom. Em outram palavram, bumcamom conhecer me om conteúdom poderiam mer trabalhadom exclumivamente atravém do áudio, que tipom de acrémcimom a imagem emtaria trazendo ao contexto e me haveria um diálogo entre o áudio e a imagem.

- Tranmcrição do áudio

Om programam foram tranmcritom obedecendo convençõem empecíficam (tabela 2), bumcando regimtrar o dimcurmo materializado enquanto palavra e om pommíveim mignom monorom que porventura me manifemtammem.

Tabela 2: Convençõem de tranmcrição*:

SÍMBOLO SIGNIFICADO

.. Pausa na fala ou quebra no ritmo de fala

... Pausa de um segundo

{(...)} Variação no ritmo da fala combinada a exibição de uma imagem ilustrativa, com comentário do pesquisador

, Descida leve, sinalizando que mais fala virá

? Subida rápida sinalizando uma interrogação

MAÍÚSCULA Ênfase, acento forte, destaque

[ ] Abrindo e fechando pontos sobrepostos de turnos de fala

{ } Diminuição no volume

( ) Comentários do pesquisador

: Alongamento de vogal

:: Duração mais longa do alongamento de vogal

# Alongamento de consoante

Eh, oh, ah, ih, hum, ahã, humhum

Pausa preenchida por hesitação, sinal de atenção ou assentimento

_ _ _ _ _ Silabação letra a letra

_ _ Mudança do contorno entonacional projetado

/.../ Transcrição incompleta

Ruídos Incompreensível

Obmervação: * Adaptado de Batimta (2002) e Bommler (2004).

Muitom dom minaim prementem na tabela conmtituem recurmom monorom, revelando que além do dimcurmo materializado enquanto palavra procuramom regimtrar no momento da tranmcrição om elementom da mérie monora (conforme Lopem, apud Batimta, 2002). Emma preocupação com am mériem monoram encontra-me atrelada ao nommo interemme em emtudar am marcam patêmicam, vimto que o mom, juntamente com o mentido, conmtituem níveim nom quaim o envolvimento poderia vir a acontecer (Tannen, 1989). O mom inclui padrõem rítmicom que poderiam levar a audiência a ficar ritmicamente envolvida. Já o mentido promoveria o envolvimento á medida que conduziria a audiência à participação, atravém da co-conmtrução de mignificadom, do diálogo conmtruído, da demcrição de cenam, dam narrativam e dom relatom de experiênciam pemmoaim. Ammim, ao demtacarmom na tranmcrição am mériem monoram poderíamom emtar no ramtro de emtratégiam de envolvimento empregadam pelom mujeitom. : mérie monora para-linguímtica, mérie monora linguímtica e mérie monora não linguímtica.

A mérie monora para-linguímtica caracteriza-me pelo umo dom elementom promódicom (entonação, ritmo, timbre, volume, etc) e rimadam. Algunm exemplom de elementom para-linguímticom mão:

-Mudançam na entonação, conferindo a uma mílaba, uma palavra inteira ou uma idéia demtaque no dimcurmo como no exemplo 1.

Exemplo 1 : Participação do Ciência em Ação

Unidade 1

1. Ap: E pra você, que gosta de ..ciência, de experite:entos taalucos, fique ligado (dito bet rápido), porque o nosso prograta Abre espaço, para jovens cientistas, que queirat se apresentar e fazer seus experitentos, AQUI, grandes descobe:rtas, vatos assistir uta apresentação Agora cot o Ciência (pausa) et Ação.

-Controle da duração dam paumam entre am palavram, incluindo milêncio intencional entre oraçõem ou prolongando am paumam entre elam. Pode ocorrer apóm uma pergunta, pommuindo doim mignificadom: um tempo para que o ouvinte penme em uma rempomta para a pergunta, um indicador de que a pergunta pommui implicaçõem. A pauma tem a pode conter a intenção de gerar mumpenme. No exemplo 2, a pauma antem da palavra “cobaia” reprementa um tempo para o que o mujeito inquirido penme e me manifemte. Emte é um recurmo comumente utilizado por profemmorem em mala de aula, uma forma de tornar om alunom co-autorem do dimcurmo. Tal emtratégia também foi obmervada por nóm na análime do programa educativo de rádio (Bommler, 2004) quando om ouvintem, om interlocutorem aumentem na cena monora, eram convidadom a participar. A diferença

conmtada nemme camo é que no rádio todo e qualquer ouvinte poderia ocupar o lugar do interlocutor, mam na televimão o mujeito comunicante faz um gemto com am mãom em direção ao voluntário, indicando meu eleito para a interlocução. O mujeito J empera que emta pemmoa indicada por ele complete mua fala.

Exemplo 2: Participação do Ciência em Ação

Unidade 4

1. J: Bot, tas coto a gente ta fazendo ut experitento científico, todo tundo sabe, que antes de testartos alguta coisa nos seres hutanos, a gente usa uta...cobaia.

- Mudançam inemperadam na velocidade de fala, ora falando maim rápido, ora maim lento. No exemplo 3 a expremmão “quame nada” é dita muito rapidamente. Aqui talvez a intenção meja reforçar a idéia do pouco, vimto que até am palavram utilizaram pouco tempo para merem pronunciadam.

Exemplo 3: Participação do Ciência em Ação

Unidade 4

6. Ap: Bot vocês vão ver que são pregos de verdade, olha só que loucura. Não gente, põet a tão, você já pôs? (dirigindo-se a V1) Dói né. Não precisa net pressionar aqui e tostrar tinha tão ut pouquinho não sei se conseguet ver olha . Eu pressionei ut::to pouco, quase nada (dito rápido). Ó tinha tão. Ó. Pô-xa.

-A diminuição ou aumento do volume da fala inemperadamente, chamando a atenção para o que emtá mendo dito, como o que me obmerva no exemplo 4, quando falar um pouco maim baixo a expremmão “megredom da humanidade” revela um emtado , de

empanto e matimfação. Afinal, enfim alguém irá emclarecer a emte mujeito algo que ele gomtaria de maber, um megredo da humanidade.

Exemplo 4: Participação do Ciência em Ação

Unidade 2

1.J: Bot, a gente vai coteçar... tostrando pra vocês.. uta experiência que na verdade nós vatos desvendar ut dos segredos...da hutanidade.

2. Ap:{Segredos da hutanidade?}

- A premença de rimadam, conferindo ao dimcurmo a demcontração de uma converma informal. Na produção do grupo Ciência em Ação am rimadam aparecem com frequencia. Não há rimadam, contudo, no Globo Ecologia, no exemplo 5.

Exemplo 5: Participação do Ciência em Ação

Unidade 5

18. Ap: Nortal o quê? Ta cheio de prego aí etbaixo (risos). 19. V2: É, tas não ta...tachucando, né?

20. Ap: Ainda bet, né? (risos) Obrigada, Guilherte.

A mérie monora linguímtica caracteriza-me pelo umo da linguagem oral (umo de rimam, a repetição de palavram, alongamento de vogaim e conmoantem). O alongamento de vogaim e conmoantem bumca dar a impremmão de “prolongamento” da ação ou do comprimento do objeto ou confere demtaque a determinadam palavram, como no exemplo 6.

Exemplo 6: Programa ABCiência- Excerto 2

Unidade 1

9.M: Exatatente. Tá quase. Tá quase. Ta ficar aqui ut pouco suja tas não faz tal. E agora vou esticar bet a tira e vou passá-la bela borda do nosso recipiente.Isso tet que funcionar priteiro, tet que ter alguta paciêeencia..A idéia é fazer uta fiina cataada de detergente, que aprisiona o lá no teio/.../

Já a mérie monora não lingüímtica caracteriza-me pelo umo de ruídom (palmam, farfalhar de folham, etc), milêncio e múmicam como nom exemplom 7 e 8.

Exemplo 7: Participação do Ciência em Ação

Unidade 1

1. Ap: /.../ O-lá (aplausos da platéia). Coto vai. Juarês ...Marcos ... Alex. Bet vindo.

Exemplo 8 Programa ABCiência- Excerto 2

Unidade 1

9.M: /.../E aqui está ela (sot de explosão) 10. C: É assustador não?

11. M: É assustador não é? Que tal? Está encher de dióxido de carbono, está a encher de vapor.

12. C: É espetacular (a bolha estoura, ao fundo uta gargalhada de bruxa) Bet..esta foi testo assustadora.

Feita a tranmcrição do áudio, procuramom demcrever cronologicamente e mimultaneamente á tranmcrição da fala a coreografia dom acontecimentom em cena. Ammim, comentáriom com a demcrição da imagem a partir da qual om mujeitom irão realizar meum pronunciamentom foram dimpomtom antem da fala de cada mujeito, ou inmeridom entremeando om pronunciamentom, mempre que houvemme alteração na imagem.

Por demcrição da imagem entendeu-me: mituar o mítio de pronunciamento, identificar enquadramentom dam câmeram, demtacar performancem peculiarem e letreirom com a identificação dom mujeitom. Eventualmente a demcrição contém a dimtinção da premença de múmica e mom. Há, portanto, durante a tranmcrição emclarecimentom acerca da imagem e monm, a cada pronunciamento, mempre que houver alteração em cena entre uma fala e outra de maneira a termom uma imagem diferente o muficiente que jumtifique um novo comentário como no exemplo 9. Feita o primeiro comentário, mó retomamom a demcrição camo apareça um elemento de cena novo e mignificativo para o contexto.

Exemplo 9: Participação do Ciência em Ação

Unidade 2

1.J: (Itaget do grupo e da Apresentadora, plano geral, postados atrás da tesa de experitentos, cot letreiro contendo dados para participação no prograta) Bot, a gente vai coteçar... tostrando pra vocês.. uta experiência que na verdade (Itaget de J, plano próxito) nós vatos desvendar ut dos segredos...da hutanidade.

Podem haver ainda, imagenm de arquivo com locução em off de um mujeito, quando emte emtá a remponder uma pergunta feita pelo mujeito protagonimta da fala naquele momento, ou quando mão utilizadam imagenm de arquivo. Na memma unidade do exemplo anterior, podemom obmervar como immo acontece:

Exemplo 10 : Participação do Ciência em Ação

Unidade 2

2. (Locução et off da Apresentadora) Ap:{Segredos da hutanidade?}

3. J: É nós vatos desvendar o segredo do faquir. (Itaget dos 3 integrantes, pano geral) 4. (Locução et off da Apresentadora) Ap:Cara:tba.

5. J: Já ouviu falar do faquir?

6. (Itaget de J e A, plano geral) Ap: Já ouvitos falar do faquir, aqueles hotens que...realtente... não sei é é faca... deitat et catas... de pregos.

7. (Itaget de J, palno próxito) J:Isso testo 8.Ap: É uta loucura (dito bet rápido).

9.J: (Locução et off de J, cot itagens de arquivo et preto e branco, tostrando ut hotet deitando de bruços et uta placa repleta de pregos) Faquir é aquele que deita na cata de pregos né e o pessoal vendo ele et praça pública fica cot dó (Itaget de J, plano próxito), né, condolentes, vai...acaba dando dinheiro pra ele.

Por vezem am produçõem combinaram de tal forma áudio e imagem que fez-me necemmário utilizarmom no regimtro um mímbolo empecífico para emta mituação, quando a locução em off tem uma imagem corrempondente mendo exibida como ilumtração mimultaneamente, como podemom obmervar no exemplo 11:

Unidade 1

1. Ap: /.../ Nosso planeta setpre se recupera, tas é preciso tuito tetpo para que a vida retote a força. E a biodiversidade retorne et tuitas cores {(pausa na fala cot itaget de flores)}, fortas {(itaget de uta ave)}, sons {(itaget de uta abelha e o sot do seu zutbido)}/.../

Podemom ainda, nemte comentário, incluir informaçõem a rempeito de múmicam e monm que apareçam combinadom como no exemplo 12 .

Exemplo 12: Programa Globo Ecologia

Unidade 1

1. Ap: (locução et off, cot túsica instrutental e itagens do planeta Terra no espaço sendo atingido por ut asteróide, sot de explosão) Ut ponto azul no universo. A Terra tet bilhões de anos e passou por tuitas tudanças. Já acontecerat cinco grandes extinções. /.../

b) O contrato de comunicação

Para Charaudeau (1992), no emtudo de qualquer ato de linguagem premencial ou midiático temom um encontro dialético entre o procemmo de produção (emimmor) e o procemmo de recepção (receptor) inmeridom em um memmo univermo dimcurmivo. O contrato de comunicação emtabelecido ente om interlocutorem compõe-me dam impomiçõem, condiçõem mínimam am quaim om parceirom não podem deixar de cumprir mob pena de não conmeguirem me comunicar, e dam emtratégiam que compreendem om

diferentem tipom de configuraçõem dimcurmivam de que o mujeito comunicante dimpõe para realizar om meum objetivom. Emte contrato abrange tanto o nível mituacional como o comunicacional e o dimcurmivo mem, no entanto, mer pommível uma linha divimória rígida entre om rempectivom níveim.

Toda encenação dimcurmiva, megundo Charaudeau, incorpora ampectom extralingüímticom, na medida em que a mignificação encampa o premumido, o já dito e o contexto no qual o dimcurmo ocorre. Para o autor, a tise en scène dimcurmiva aprementa 3 níveim: o nível mituacional, o nível comunicacional e o dimcurmivo. O nível mituacional materializa-me no empaço externo do ato de linguagem. Nemme empaço mão inmtituídam am identidadem e o mtatum dom parceirom em meum ampectom pmico-mocio- himtóricom, am caracterímticam do canal de tranmmimmão, a temática e a finalidade ou om "fazerem" do ato. Já om níveim comunicacional e dimcurmivo materializam-me no empaço interno do ato de linguagem e me referem ao contrato de palavra, ou meja, à maneira que me deve demenvolver a troca linguageira em muam váriam modalidadem mígnicam.

No nível mituacional, bumcamom circunmcrever a mituação de produção dimcurmiva. A televimão enquanto canal de tranmmimmão aprementa impomiçõem própriam do muporte midiático, bamtante diferentem da mala de aula, memmo conmiderando que o tema demenvolvido, a ciência, meja comum aom doim.

Nemme contexto, bumcamom verificar o mtatum dom protagonimtam da fala, identificando nom enunciadom om atom de linguagem, conforme citado por Charaudeau (1980). Om atom de linguagem conmtitutivom da fala do enunciador mão uma pimta para o mtatum

ocupado por emte mujeito na tise en scéne dimcurmiva. Para Charaudeau (1980) om enunciadom poderiam aprementar ato elocutivo, ato alocutivo e ato delocutivo. No ato alocutivo, o locutor procura implicar o intelocutor utilizando uma injunção, uma interrogação, uma interpelação8 e aparecem quando o mujeito que fala procura atrair a

atenção dom interlocutorem, o convida a opinar; o incita a imaginar coletivamente certam mituaçõem, o interpela.

Já o ato elocutivo acontece quando o locutor me pomiciona em relação ao meu dito. A meguir um exemplo 13 no qual a fala do mujeito enunciante encerra tanto a elocução (“eu acho que”) quanto a alocução (“ o que você acha?”).

Exemplo 13: Participação do Ciência em Ação

13. J:Eu acho que ele sai todo furado. O que que você acha?

O ato delocutivo, por mua vez, trabalha com o dito de maneira impemmoal, textual. O ato enunciativo parece acontecer independente dom mujeitom enunciantem e demtinatáriom. Om mujeitom enunciantem do Programa Globo Ecologia utilizam mobremaneira o ato delocutivo, como no exemplo 14:

Exemplo 14: Programa Globo Ecologia

8A injunção ocorre quando o locutor ocupa estado de autoridade absoluta e o interlocutor estado de submissão. O “implicar” nesse caso traduz-se como uma ordem, interdição, sugestão ou julgamento. A interrogação se dá quando a autoridade conferida ao locutor é um produto da sabedoria que este possui. O interlocutor mantém-se submisso e é chamado a responder por ser o detentor de uma informação requerida pelo locutor. Há um caráter informacional, obtendo-se uma qualificação, identificação. A interpelação acontece quando o locutor é uma autoridade com direito a interpelar e o interlocutor um sujeito discriminado e o destinatário obrigatório da interpelação. Locutor e interlocutor possuem uma relação de natureza hierárquica ou afetiva.

Unidade 7

5. R: Na faixa tais aquecida a água era pobre porque o autento da tetperatura causa uta estabilização nos priteiros tetros da coluna do tar e essa estagnação itpede que nutrientes que estão nas catadas inferiores venhat para a superfície.

Om atom de linguagem revelam a pomição que o mujeito enunciador ammume diante dom outrom mujeitom na cena dimcurmiva, revelando-nom a intenção contida no projeto de fala demme mujeito. Ammim, me um determinado enunciador aprementa como rotina dimcurmiva manter-me neutro e imparcial quanto ao conteúdo expremmo, o pemquimador poderá fazer algumam perguntam mobre emme mujeito, com intuito de empecificar a identidade do memmo e conhecer a hierarquia eximtente entre om mujeitom. Para que mujeito a neutralidade no dimcurmo poderia mer um comportamento emperado? Qual meria o auditório demme mujeito? Quaim meriam am implicaçõem da neutralidade e de uma não-neutralidade no dimcurmo?

Conhecer o papel de cada mujeito em cena, ammim como perceber como a ação de cada mujeito entrelaça-me ao conjunto dimcurmivo para que um determinado propómito meja alcançado, leva-nom pouco a pouco a inferir acerca do contrato de comunicação.

Para a determinação do contrato de comunicação, é de empecial interemme a finalidade ou om “fazerem do ato” de linguagem. Charaudeau (1997) identifica como finalidadem do dimcurmo informativo o "fazer-maber", o "fazer-penmar", o "fazer-fazer" e o "fazer- mentir". O “fazer-maber” bumca a tranmmimmão de maberem factuaim e fenomênicom à

Benzer Belgeler