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I. BÖLÜM

5.2. Öneriler

Feita uma análise da literatura nesta área, de vários SR, e do estudo de caso interno na PSP é chegada a altura de tecer algumas sugestões de alterações que, em teoria, permitirão aumentar a eficácia do SR da PSP. Importa aqui relevar novamente a relação das RI com a motivação, pelo que neste espaço serão propostas diversas recompensas de índole intrínseca. No SR da PSP verificamos a existência de alguns mecanismos de reconhecimento, nomeadamente o elogio, o louvor, a licença de mérito excecional, a promoção por distinção, o prémio de segurança pública, as medalhas, e os prémios de desempenho. É certo que todos estes mecanismos visam a distinção e premiação de determinados comportamentos excecionais no âmbito do exercício de funções, mas não são tidos como justos e objetivos. Esse sentimento deve ser dirimido. Para tal é sugerida uma alteração no panorama de atribuição de louvores e elogios. Estes são um mecanismo de reconhecimento que deve ser

66 atribuído ao elemento através de uma avaliação constante, e não como um “agraciamento de

despedida” quando um comandante abandona a unidade.

Relativamente à licença de mérito excecional há apenas a referir que é um mecanismo

“invisível”, não tendo sido encontrados registos do seu uso. Assim a proposta prende-se

simplesmente com o início do seu uso quando haja comportamentos que o mereçam. Neste âmbito ainda se pode propor um modelo de conjugação entre a própria PSP e os SSPSP. Este prender-se-ia com a possibilidade de atribuir um determinado período de férias pagas aos elementos numa estância/casa de passantes para este e o seu agregado familiar, como forma de reconhecimento.

A promoção por distinção deve ser um mecanismo apenas entre categorias pertencentes à mesma carreira, e que não exijam um curso específico para o desempenho de funções em categoria superior. Assim é proposto que, para promoções entre carreiras sejam criadas

“vagas de mérito” no Curso de Formação de Chefes (CFC) e no Curso de Formação de

Oficiais de Polícia (CFOP), para elementos da carreira de agente e da carreira de chefe respetivamente que, desde que passassem as provas de admissão concorreriam apenas entre os elementos propostos à vaga para admissão ao curso, sendo apenas promovidos se completarem com sucesso o respetivo curso.

Na questão das medalhas há várias alterações e melhoramentos a propor. Como foi descrito, as medalhas passíveis de atribuição a elementos policiais por feitos excecionais são, na prática, duas (serviços distintos e de mérito de segurança pública), pois as outras duas (assiduidade e comportamento exemplar) são de atribuição automática o que lhe retira o cariz motivador, porém não se torna necessária a sua extinção. Assim as sugestões são as seguintes: maior proposição de elementos à medalha de mérito de segurança pública, uma vez que esta é pouco atribuída quando em comparação à GNR; a criação de novas medalhas, nomeadamente a materialização do prémio de segurança pública em medalha (referido por um dos entrevistados), transformando-se numa medalha de “valor policial” por analogia ao regulamento de medalhas militares; e a mudança na atribuição da medalha de assiduidade aos oficiais habilitados com o CFOP provenientes da vida civil. Neste último caso acontece uma injustiça que se materializa no seguinte: caso ingresse um agente no CFOP com os respetivos dois anos de serviço, este poderá efetuar o CFOP e ser medalhado quando perfizer o tempo de serviço sem desconto dos cinco anos de curso, perfazendo um total de cinco anos de serviço (dois pré-CFOP e três pós-CFOP), sendo que um oficial proveniente da vida civil

67 cumpre os mesmos cinco anos de serviço e não será medalhado por não lhe contabilizarem os cinco anos do CFOP.

No âmbito dos mecanismos de reconhecimento uma opção a ser desenvolvida seria a implementação de insígnias policiais. Contudo esta ideia não é inédita estando um grupo de trabalhado reunido para discutir e aplicar esta mesma ideia, com o intuito de criar uma carga simbólica que permita que os elementos se passem a identificar com símbolos policiais, deixando de transportar os símbolos militares para o fardamento policial.

Poder-se-á também dentro das RI começar a investir na formação dos profissionais. Veja-se o exemplo de durante o período de páscoa a PSP e o Corpo de Polícia Nacional Espanhol fazerem intercâmbios para policiamento do turismo. Porque não estabelecer protocolos para iniciativas destas durante o ano todo mas com o objetivo de premiar comportamentos dando a possibilidade de obter intercâmbios com um corpo policial de outro país, apreendendo assim novos conhecimentos, benéficos para o mesmo e para a instituição.

É também sugerido, à semelhança do que acontece com várias instituições, que reconhecem os empregados do mês/ano, aplicar na Polícia de Segurança Pública um prémio análogo. Este consistiria numa publicação em Ordem de Serviço Nacional do reconhecimento de um elemento policial como polícia do mês/ano, com uma breve descrição dos factos que motivaram tal distinção.

A última sugestão para um melhoramento do SR seria a colocação de quadros nas esquadras, nos espaços de acesso ao público, com uma súmula das notícias mais recentes que envolvem os bons serviços dessa esquadra e com as cartas que elogiam as atuações policiais, pois, apesar de estas já serem divulgadas publicamente via Facebook, seria relevante que houvesse este reconhecimento localmente. Deste modo seria abrangida a população com acesso ao Facebook, mas também as pessoas que não o têm, possibilitando assim a transmissão do reconhecimento público dos elementos dessa subunidade.

Benzer Belgeler