V. SONUÇLAR, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
5.3. Öneriler
Título
Autor (es)
Publicação
Ano
Reflexões a respeito do uso da Modelagem
Matemática em aulas nos anos iniciais do ensino fundamental
Emerson Tortola Lourdes Maria Werle
de Almeida
Revista Brasileira
Estudos Pedagógicos 2013
Modelagem Matemática: um recurso pedagógico para o
ensino de Matemática
Rúbia Juliana Gomes Fernandes Guataçara dos Santos
Junior
Revista Práxis 2012
30 anos de Modelagem Matemática na Educação
Brasileira: das propostas primeiras às propostas atuais
Maria Salett Biembengut
Revista de educação em
Ciência e Tecnologia 2009
Fonte: Elaborado pela autora.
A) Reflexões a respeito do uso da Modelagem Matemática em aulas nos anos iniciais do ensino fundamental
Este artigo de autoria de Emerson Tortola e de Lourdes Maria Werle de Almeida objetivava verificar o desempenho de um grupo de estudantes ao resolverem questões da Prova Brasil, um ano após participarem do desenvolvimento de atividades de Modelagem Matemática.
Para isso, os dados empíricos foram obtidos em duas etapas numa escola municipal localizada no norte do estado do Paraná. A primeira foi realizada em 2011, com 36 estudantes que estavam no 4º ano do Ensino Fundamental. A segunda etapa foi realizada em 2012 com 26 estudantes que estavam no 5º ano do Ensino Fundamental, sendo os mesmo estudantes que participaram da primeira etapa.
A primeira etapa consistiu na aplicação de atividades de Modelagem Matemática que foram divididas em três momentos. No primeiro momento os estudantes receberam duas atividades, uma folha com informações e materiais concretos que auxiliassem na resolução. As atividades eram: “Como se determina o tamanho de um anel?” e “Quantos alunos cabem na sua sala de aula?”. Nesse momento o professor forneceu os dados necessários para encontrar a solução do problema. No segundo momento, os estudantes receberam duas
74 atividades, folha com informações e materiais concretos. As atividades foram: “Quanto você gasta de energia elétrica para assistir seu desenho favorito? E para tomar banho?” e “Será que é possível medir a beleza de uma pessoa?”. Nesse segundo momento, os estudantes necessitavam do auxílio de calculadora para resolver os problemas propostos e a coleta de dados ficou por conta deles. No terceiro momento, os estudantes participaram de três atividades em que receberam apenas computador com acesso à internet. As atividades foram: “Como se determina um valor, em reais, de uma quantia em dólar?”, “Qual caixa d’água comprar?” e “Quanto é gasto com flúor na escola?”. Nesse terceiro momento, os estudantes tiveram que conduzir as atividades de modelagem, buscando resolver o problema inicial.
A segunda etapa, realizada em 2012, após transcorrido um ano do desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática, os estudantes foram submetidos a 15 questões de múltipla escolha retiradas da Prova Brasil que abordavam os mesmos conteúdos que as atividades de modelagem aplicadas em 2011. Todas as 15 questões partiam de uma problemática relacionada a situações quotidianas. Os estudantes deveriam retirar os dados necessários para resolução do problema de gráficos, tabelas e esquemas que acompanhavam as questões.
Os principais resultados do estudo revelam que os estudantes apresentaram bom desempenho quanto à resolução das 15 questões, sendo considerado satisfatório, pois os estudantes (19 dos 26) haviam acertado mais da metade da prova. Em apenas 3 das 15 questões, o número de erros superou o de acertos, sendo que os estudantes foram capazes de utilizar o conhecimento construído em relação aos conteúdos abordados durante as atividades de modelagem. Os autores ressaltam que o bom desempenho dos estudantes na prova não é decorrência imediata das atividades de Modelagem Matemática, pois outros fatores também podem influenciar. Porém, destacam que esse resultado indica o potencial que a Modelagem Matemática em sala de aula apresenta, visando principalmente à aprendizagem dos estudantes.
B) Modelagem Matemática: um recurso pedagógico para o ensino de Matemática
Esse artigo de autoria de Rúbia Juliana Gomes Fernandes e de Guataçara dos Santos Junior objetivava apresentar a Modelagem Matemática como estratégia no processo de ensino e aprendizagem com intuito de contribuir para aquisição de conhecimentos matemáticos a partir de situações problemas reais.
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Para isso, os procedimentos metodológicos foram pautados em uma investigação, onde as autoras buscaram trabalhar a partir de uma pesquisa-ação. As autoras elaboraram um roteiro de atividades que foram aplicadas em uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola de periferia da rede pública do município de Curitiba. A pesquisa teve duração de quatro aulas, contando com a participação de, aproximadamente, 34 estudantes.
As pesquisadoras dividiram as atividades em quatro momentos. No primeiro, “problematização”, conversaram informalmente com os estudantes sobre o que eles viam de pontos problemáticos na escola. Então, os estudantes elencaram, entre muitos, a falta de espaço apropriado para as aulas de educação física. Esse passou a ser o tema para o desenvolvimento da proposta de Modelagem Matemática. No segundo momento, “exploração do espaço físico”, os estudantes, após explorarem o espaço físico da escola e discutirem com os colegas, verificaram que poderiam ter várias quadras de esporte e mesas fixas de xadrez no espaço lateral, além do ginásio já existente.
No terceiro momento, “análise e reflexão”, os estudantes buscaram as medidas oficiais de quadras de esporte, a fim de verificar qual seria a melhor disposição para o aproveitamento do espaço. Nesse terceiro momento, as professoras buscaram explorar os conteúdos matemáticos pertinentes para o fechamento do projeto. No quarto momento, “repensar ações em prol da melhoria de seu espaço escolar”, os estudantes redigiram uma carta à direção da escola, sugerindo as mudanças no espaço físico da instituição.
Os principais resultados observados indicam a dificuldade dos estudantes estabelecerem conexão entre a situação-problema e os conteúdos matemáticos abordados na escola, além de verificar a necessidade de uma relação mais interacionalista e dialógica. Portanto, a modelagem seria uma possibilidade favorável a novas aprendizagens, pois estimularia o “desenvolvimento do raciocínio lógico dedutivo, as habilidades mentais, o espírito exploratório investigativo e a estabelecer uma conexão dos princípios matemáticos com áreas do conhecimento”.
C) 30 anos de Modelagem Matemática na educação brasileira: das propostas primeiras às propostas atuais
Esse artigo de autoria de Maria Salett Biembengut trata de parte de um mapeamento feito pela autora, cujo objetivo era identificar as ações pedagógicas com Modelagem Matemática na Educação Brasileira.
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Para isso, a autora descreveu e organizou dados compostos principalmente de documentos para posterior análise, objetivando fazer um histórico das atividades com modelagem dos precursores, além de identificar e documentar as produções acadêmicas sobre modelagem e analisar os cursos de licenciatura de Matemática que possuem em suas grades curriculares a disciplina de modelagem, destacando as evidências comuns e relevantes dessas produções e cursos.
Os principais precursores citados pela autora são Aristides Camargo Barreto, Rodney Carlos Bassanezi, Ubiratan D’Ambrósio, João Frederico Meyer, Marineuza Gazzetta e Eduardo Sebastiani. A autora apresentou uma breve síntese das atividades feitas por Aristides e Rodney, pois considera que eles foram os principais responsáveis por impulsionar a Modelagem Matemática na Educação Brasileira.
Sobre as produções acadêmicas e cursos de licenciatura, a autora identificou 288 trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e monografias), 836 artigos e 112 licenciaturas que possuem a disciplina de modelagem em sua grade curricular ou que, pelo menos, abordam o tema em outra disciplina.
Os principais resultados obtidos a partir do mapeamento realizado das ações pedagógicas com Modelagem Matemática na Educação Brasileira indicam que os trinta anos que se passaram mostram como a Modelagem Matemática foi significante para a Educação Brasileira, uma vez que o movimento de modelagem no país inaugurou um novo caminho para promover conhecimentos, transmitir experiências e concepções matemáticas. Ressalta, porém, que apesar do crescimento no interesse pela modelagem, ainda tem poucas evidências de mudanças na Educação.
2.3.2 Teses e Dissertações: Modelagem Matemática na Educação