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5. SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.2. Öneriler

Portanto, o processo de socialização de um indivíduo é produto de uma situação educacional de convivência em sociedade, logo o simples ato de interação social entre as pessoas é em si educativo. A esse respeito, Ferreira (2004, p.31) afirma: “Para a sociologia clássica, a aprendizagem é inseparável e até sinônima de conceito de socialização coletiva, podendo ser familiar, comunitária, clássica e escolar”.

Dessa forma, a socialização não ocorre de fato apenas na Instituição Escolar, mas também fora dela. A educação é a chave para tornar viável o processo de socialização de um indivíduo, educação essa que deve transmitir valores, costumes e culturas com o intuito de transformar pessoas em membros de uma sociedade, capazes de discutir e agir de forma crítica. A respeito do assunto, Kruppa (1994, p. 22) afirma: “A educação, a socialização e a cultura são processos sociais amplos, isto é, ocorrem independente da escola, embora também apareçam em seu interior”. Assim, Kruppa (1994, p.23) coloca:

O processo educativo que procura tornar o indivíduo da sociedade é chamado de socialização. A socialização e, por decorrência, a educação dependem da capacidade que os homens têm de influírem uns com os outros, modificando-se mutuamente, no processo de interação social. Em outras palavras, é a capacidade de os homens reagirem, de serem capazes de atuar junto a outros homens, aprendendo e ensinando, que torna possível a educação. Na socialização atuam em interação indivíduos e a sociedade. A socialização é um processo em construção, cujos agentes são o ser humano e o grupo social que o cerca.

Portanto, a cidadania obtida por um indivíduo é a compreensão plena de seus direitos, sejam políticos, sociais ou até mesmo aos que dizem respeito à sua formação moral e cívica relacionada, principalmente, à questão da liberdade, no mínimo de bem estar social, das condições de vida e de segurança. O conceito de cidadania quando não colocado de forma adequada provoca uma deformidade de seu significado, logo a restrição demasiada desse, a não-explicação do seu devido esclarecimento, da sua dimensão e amplitude causa o seu esvaziamento. Sendo assim, atentamos para o que diz Pinsky (1999, p. 18): “[...] tenho a impressão de que cidadania, para alguns, tem a ver apenas com o colocar da mão direita sobre o lado esquerdo do peito enquanto nosso Hino Nacional é executado [...]”. Continuando esse raciocínio, Pinsky (1999, p.18) afirma:

A cidadania enfaixa uma série de direitos, deveres e atitudes relativos ao cidadão, aquele indivíduo que estabeleceu um contrato com seus iguais para utilização de serviços em troca de pagamento (taxas e impostos) e de sua participação, ativa ou passiva, na administração comum. Por esta definição (mesmo apressada e meramente funcional) se vê que cidadania pressupõe sim, o pagamento de impostos, mas também a fiscalização de sua aplicação; o direito à condição básica de existência (comida, roupa, moradia, educação e atendimento de saúde) acompanhado da obrigação de zelar pelo bem comum.

A cidadania deve ser vista operacionalmente como atitudes humanas quaisquer que ocorram no cotidiano de uma pessoa, tais como: a prática democrática da discussão de assuntos que envolvem poder, política, espaço e território sejam quais forem as suas escalas, contudo implicando em uma manifestação consciente e de responsabilidade dentro do âmbito coletivo de uma sociedade. Dessa maneira, a formação cidadã de um indivíduo, independentemente da instituição social que a forneceu, deve fazer com que esse exija seus direitos perante a sociedade. A cidadania sendo mantida distante da maioria da população não contribui em nada na formação da tão desejada nação cidadã que se pretende há tempos.

Dessa forma, a qualificação profissional se constitui, cada vez mais, em exigência para o bom desempenho de qualquer função no mercado de trabalho, faz-se necessário a construção cotidiana do conhecimento aliada a experiência e, tal fato, é facilmente constatado ao enfocarmos o paradigma educacional emergente.

A intervenção entre a prática educativa e o conhecimento teórico deve ser consistente, baseada no pensamento crítico e em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca de um novo fazer profissional com capacidade de definir objetivos pessoais, organizar e gerir tempos e espaços, autoavaliar e avaliar processos, controlar ritmos, conteúdos e tarefas na relação com objetivos, procurar meios e estratégias relevantes, enfim ter capacidade de reflexão. Assim, Pérez Gómez (1992, p.103) enfatiza:

A reflexão implica a imersão consciente do homem no mundo de sua experiência, um mundo carregado de conotações, valores, intercâmbios simbólicos, correspondência afetiva, interesses sociais e cenários políticos. O conhecimento acadêmico, teórico científico ou técnico, só pode ser considerado instrumento do processo de reflexão se for integrado significativamente, não em parcelas isoladas da memória semântica, mas em esquemas de pensamento mais genéricos ativados pelo indivíduo quando interpreta a realidade concreta em que vive e quando organiza a sua própria experiência. A reflexão não é um conhecimento puro, mas sim um conhecimento contaminado pelas contingências que poderiam (?) e empregam a própria experiência vital.

Assim, a visualização de um espaço de ação humana está calcada na subjetividade, experiência vivida pelo indivíduo, pelos grupos sociais, na intuição, nos sentimentos, no espaço vivido, privilegiando o singular e não o particular e, ao invés da explicação, tem-se a compreensão baseada no mundo real.

Aqui, de acordo com Gomes; Corrêa (2000, p. 335), consideramos o “[...] espaço ao mesmo tempo como o resultado concreto de um processo histórico, e nesse sentido ele possui uma dimensão real e física, ou como uma construção simbólica que associa sentido e ideia”. Nessa direção, Santos (1996, p.45) afirma:

O espaço se impõe através das condições que ele oferece para a produção, para a circulação, para a residência, para a comunicação, para o exercício da política, para o exercício das crenças, para o lazer e como condição de ‘viver bem’. Como meio operacional, presta-se a uma atividade objetiva e, como meio percebido, está subordinado a uma avaliação subjetiva.

No entanto, o espaço pode ser visto como o terreno das operações individuais e coletivas, ou como realidade percebida. Portanto, o que há são invasões recíprocas entre o operacional e o percebido. Ambos têm a técnica como origem e por essa via, sua avaliação acaba por ser uma síntese entre o objetivo e o subjetivo. Aqui enfocamos as técnicas como um conjunto de meios instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza, produz e ao mesmo tempo cria espaço.

Benzer Belgeler