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5. SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.2 Öneriler

O aspecto microestrutural mais marcante desta tipologia é a presença abundante de goethita pseudomorfa de anfibólio, tipicamente fibrosa, uma vez que esta era a morfologia do anfibólio original como mostrado na figura 5.7. Somente na tipologia itabirito anfibolítico é que a goethita é abundante (24,6%), justamente pela sua gênese a partir do mineral anfibólio, o qual atualmente não existe mais, sendo também possível observar algumas feições de goethita maciça bem porosa, em estágio de alteração a goethita terrosa, preenchendo as estruturas fibrosas deixadas pelos anfibólios.

Figura 5.7 - Fotomicrografia da amostra cabeça de itabirito anfibolítico obtida no MOLR. Iluminação, apenas polarizador. Legenda: 1-hematita martítica, 2-goethita maciça porosa, 3 – quartzo, 4-possivelmente goethita terrosa, 5-poros.

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A figura 5.8 apresenta grupos de conjuntos de grãos de magnetita (2) em estágio inicial de martização. Também é possível identificar grãos de goethita pseudomorfa de magnetita (3) na parte inferior à direita. Observa-se que as partículas de quartzo ocorrem associadas às feições magnetita e hematita martítica, mesmo em tamanhos de dezenas de micrômetros, dificultando bastante a obtenção de um maior grau de liberação mineral.

Figura 5.8 - Fotomicrografia da amostra cabeça de itabirito anfibolítico obtida no MOLR. Iluminação, apenas polarizador. O bandamento do minério é pouco nítido. Legenda: 1- quartzo; 2 - magnetita; 3 - goethita alterada de magnetita e 4-hematita martítica.

O processo completo de martitização pode ser verificado na figura 5.9, pelos grãos de hematitas martíticas euédricas e esqueletais, com textura em treliça e seções losangulares típicas da magnetita original.

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Miniárea Fe2O3 SiO2 MnO Al2O3 P2O5 MgO K2O CaO Cl TiO2 Interpretação 1 93,66 2,79 N.D. 0,93 N.D. 2,24 N.D. 0,14 0,14 0,08 Hm 2 91,85 1,68 N.D. 3,30 N.D. 2,95 0,04 N.D. 0,14 0,04 Gm 3 3,48 93,97 0,03 1,84 N.D. 0,48 N.D. N.D. 0,16 0,03 Qz Figura 5.9- Fotomicrografia obtida no MEV por imagem de elétrons retroespalhados e microanálise EDS na amostra cabeça de itabirito anfibolítico. Legenda: Hm: hematita martítica, Qz: quartzo secundário e Gm: goethita maciça. N.D.- não detectado.

Como indicado na figura 5.9, a goethita mostra-se principalmente maciça, mas pode também ser botrioidal ou terrosa. Observa-se, através da microanálise EDS, que tanto as feições de goethita como a hematita martítica apresentam-se impuras com teores significativos de Al2O3 e MgO, o que pode gerar problemas nos estágios de deslamagem e

concentração. Não foi possível detectar concentrações de fósforo, devido ao limite mínimo de detecção do aparelho.

As figuras 5.10 e 5.11 mostram hematitas martíticas euédricas a subédricas e goethitas fibrosas oriundas da alteração de anfibólio. Pode-se dizer que a rocha apresenta bandas

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milimétricas compostas predominantemente por minerais parcialmente terrosos (goethita terrosa) como mostrado nos resultados da microanálise EDS e orientadas preferencialmente segundo o bandamento, substituindo um anfibólio.

Miniárea Fe2O3 SiO2 MnO Al2O3 P2O5 MgO K2O CaO Cl TiO2 Interpretação 1 94,28 2,05 N.D. 0,83 N.D. 2,29 N.D. N.D. 0,56 N.D. Hm Figura 5.10- Fotomicrografias obtidas no MEV por imagem de elétrons retroespalhados e microanálise EDS numa partícula da amostra cabeça de itabirito anfibolítico (A). Presença de hematita martítica, goethita pseudomorfa de anfibólio e quartzo.

Miniárea Fe2O3 SiO2 MnO Al2O3 P2O5 MgO K2O CaO Cl TiO2 Interpretação 1 89,91 5,45 0,07 1,62 N.D. 2,41 N.D. 0,07 0,29 0,19 Gh 2 1,85 96,38 0,09 1,25 N.D. 0,30 N.D. N.D. 0,12 N.D. Qz Figura 5.11– Detalhe da figura anterior. Imagem de elétrons retroespalhados com microanálise EDS. Notar a abundância de goethita fibrosa, pseudomorfa de anfibólio,. Legenda: Hm – hematita martítica, Gh – goethita, Qz – quartzo e N.D. – não detectado.

Ressalta-se que o quartzo ocorre também associado à goethita fibrosa pseudomorfa de anfibólio, com tamanhos micrométricos que podem dificultar a separabilidade dos minerais de ferro nas etapas de concentração. Através da microanálise EDS apresentada na figura 5.11, observa-se que o quartzo é secundário, aparentemente amorfo, com presença significativa de impurezas (MnO, Al2O3, MgO e Cl) e associado às demais fases presentes

na amostra. Nota-se também que nenhuma das áreas analisadas apresentou quantidades detectáveis de P.

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A figura 5.12 mostra três regiões distintas, orientadas pelo bandamento da rocha: na região situada à esquerda desta foto, há uma faixa de goethita botrioidal com alguma porosidade e pouca goethita terrosa; a seguir, vem uma banda composta principalmente de goethita pseudomórfica de anfibólio orientada segundo o bandamento, intercalada com goethita terrosa e com poros alongados; a porção mais larga, na região centro-direita da foto é formada por hematitas martíticas intercaladas com quartzo, pouca goethita fibrosa e alguns poros maiores.

Figura 5.12- Fotomicrografia da amostra cabeça de itabirito anfibolítico obtida no MOLR. Iluminação, apenas polarizador. Legenda: 1-quartzo, 2-hematita martítica, 3-possilvemente goethita terrosa, 4-goethita botrioidal, 5-poro.

Nas figuras 5.13 e 5.14, verifica-se a presença de diferentes tipos de goethita, tais como:

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i) goethita terrosa que aparece como fase mais fina, criptocristalina, de coloração levemente amarelada, associada aos grãos de hematita e quartzo. Frequentemente, há uma trama celular (ou em colmeia), com a moldura da célula feita de goethita botrioidal e o interior preenchido de goethita terrosa, em áreas bastante porosas. Esta trama pode gerar problemas na etapa de deslamagem devido ao potencial de geração substancial de lamas;

ii) goethita maciça com porosidade variada, que vai desde microporos, resultantes do processo de martitização, a poros de maior tamanho;

iii) goethita botrioidal, associada a todas as outras feições microestruturais, inclusive poros.

Figura 5.13– Fotomicrografia da amostra cabeça de itabirito anfibolítico obtida no MOLR. Iluminação, apenas polarizador. Legenda: 1-quartzo, 2 – hematita martítica, 3-goethitas terrosa e botrioidal, 4 – possivelmente goethita terrosa.

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Figura 5.14– Fotomicrografia da área demarcada na figura 5.13 da amostra cabeça de itabirito anfibolítico obtida no MOLR. Iluminação, apenas polarizador. Presença dominante de trama celular ou em colméia. Legenda: 1-goethita terrosa, 2-poros, 3-quartzo, 4 – goethita maciça microporosa, 5 - goethita botrioidal, 6 – hematita martítica.

O quartzo ocorre como grãos irregulares e angulosos, podendo apresentar fraturas e corrosão em suas bordas. De acordo com as figuras 5.13 e 5.14, observam-se muitas intercalações imbricadas de quartzo com minerais de ferro, o que pode gerar problemas no beneficiamento mineral, principalmente concentração magnética.

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Benzer Belgeler