5. Sonuç, Tartışma ve Öneriler
5.3. Öneriler
a) Imagens por elétrons secundários
Os resultados das imagens de microscopia eletrônica de varredura, por elétrons secundários, são apresentadas nas Figuras 4.15 a 4.32.
Na Figura 4.15, tem-se uma chapa com resíduo de Cedro com relação água/cimento 0,60 e 136 dias de idade. São visíveis o alto teor de fibras de madeira (A) e os produtos da hidratação aderidos às mesmas formando uma zona de transição porosa (B).
A Figura 4.16 é um detalhe da Figura 4.15, no ponto (B). Constatam-se os produtos hidratados entre duas fibras, apresentando estrutura pouco compacta.
Figura 4.16 – Chapa de cimento-madeira com resíduo de cedro.
Na Figura 4.17, pode-se observar melhor a porosidade e a fissura em região de transição fibra-matriz em chapa de Cedro relação água/cimento 0,60, 136 dias de idade.
A Figura 4.18 mostra a chapa de resíduo de Cedro, relação água/cimento 0,60 e idade 136 dias, com fibras fraturadas (A) e produtos da hidratação com porosidade e fraturas.
Figura 4.18 – Chapa de cimento-madeira com resíduo de cedro.
A Figura 4.19 apresenta uma fibra rompida (A) de um compósito com relação água/cimento 0,60 e idade 136 dias. Observa-se uma zona de transição porosa, e a fibra descolada da matriz. São nítidas as fissuras na zona de transição e fora desta (B).
Na Figura 4.20 tem-se a imagem de elétrons secundários de compósito de resíduos de Jatobá, com relação água/cimento 0,60 e idade 126 dias. As fibras estão recobertas de produtos da hidratação do cimento (A), apresentando zona de transição porosa, com abundância de cristais provavelmente hidróxido de cálcio (B).
Figura 4.20 – Chapa de cimento-madeira com resíduo de Jatobá.
Nota-se na Figura 4.21 a parede da fibra com trincas (A) e a presença de cristais. Zona de transição porosa. Compósito com relação água/cimento 0,60 e idade 126 dias.
Na Figura 4.22 observa-se uma fibra descolada da matriz (A), ocasionada pela variação dimensional, zona de transição com menor porosidade e fissuras (B), originadas da retração por secagem da matriz. Compósito com relação água/cimento 0,60 e idade 126 dias.
Figura 4.22 – Chapa de cimento-madeira com resíduo de Jatobá
Na Figura 4.23 observa-se uma zona de transição com bastantes fissuras e porosidade. Compósito com relação água/cimento 0,60 e idade 144 dias.
Na figura 4.24 observa-se o compósito resultante da Mistura das espécies, com relação água/cimento 0,60 e idade 112 dias. As fibras (A) apresentam as paredes rompidas e o lúmen (B) preenchido com produtos da hidratação do cimento. A zona de transição possui poros e fissuras.
Figura 4.24 – Chapa de cimento-madeira com resíduos da Mistura das espécies.
O compósito com relação água/cimento 0,60 e 130 dias de idade, como se observa na Figura 4.25, apresenta as fibras recobertas pelos produtos da hidratação (A), e descolada da matriz, e fissura transversal (B), interrompida pela fibra.
A Figura 4.26 ilustra a imagem de um compósito da Mistura das espécies com relação água/cimento 0,60 e idade 130 dias. Presença de cristais em forma de agulhas provavelmente etringita.
Figura 4.26 – Chapa de cimento-madeira com resíduos da Mistura das espécies.
Pode-se observar no compósito da Mistura das espécies, com relação água/cimento 0,60 e idade de 112 dias, Figura 4.27, o arrancamento de uma fibra da matriz (A). Observa-se também a porosidade (B) e as fissuras dentro e fora da zona de transição (C) em região mais compacta.
A imagem de elétrons secundários da Figura 4.28 mostra um compósito com relação água/cimento 0,60 e idade 112 dias. É nítido o descolamento da fibra da matriz (A).
Figura 4.28 – Chapa de cimento-madeira com resíduos da Mistura das espécies.
Na Figura 4.29 temos um compósito de resíduo de Quaruba, com relação água/cimento 0,60 e idade 130 dias. Observa-se um feixe de células recoberto de produtos da hidratação (A), e a porosidade (B) da zona de transição, maior que o restante da matriz (C).
Na Figura 4.30 abaixo temos um detalhe da Figura 4.26. Pode-se verificar mais nitidamente a grande porosidade da zona de transição.
Figura 4.30 – Chapa de cimento-madeira com resíduos de Quaruba.
O compósito de resíduo de Quaruba, Figura 4.31, com relação água/cimento 0,60 e idade de 130 dias, mostra provavelmente um feixe de vasos cortados transversalmente (A) e fibra cortada longidutinalmente (B). São visíveis as fissuras e macro cristais de hidróxido de cálcio (C).
Na Figura 4.32 pode-se observar o detalhe da Figura 4.31, no ponto “A”. O feixe de vasos (A) cortado transversalmente, verificando-se o interior preenchido pelos produtos da hidratação do cimento.
b) Imagens por elétrons retroespalhados
Os resultados da análise de espectrometria de raios X por energia dispersiva (EDS), nos pontos indicados, nas micrografias com imagens de elétrons retroespalhados seguem abaixo nas figuras 4.33 a 4.55:
Figura 4.33 – Imagem de eletro retroespalhados de uma chapa de cedro. Idade de hidratação 168 dias.
Os pontos indicados pelos números um, dois e três, na Figura 4.33 foram os escolhidos para análise dos elementos químicos, mostrados nas Figuras (4.34, 4.35, e 4.36).
FIGURA 4.35 – EDS da matriz junto à fibra, referente ao ponto 2 da FIGURA 4.33.
FIGURA 4.37 – Imagem de elétrons retroespalhados de uma chapa de Cedro. Idade de hidratação 168 dias.
O ponto 1 foi escolhido para análise dos elementos químicos e esta mostrado na Figura 4.38.
FIGURA 4.39 – Imagem de elétrons retroespalhados de uma chapa de Jatobá. Idade de hidratação 186 dias.
Os pontos um, dois, três, e quatro, indicados na Figura 4.39 foram os escolhidos para análise dos elementos químicos e estão mostrados nas Figuras (4.40, 4.41, 4.42 e 4.43).
FIGURA 4.41 – EDS da matriz afastado da fibra, referente ao ponto 2 da FIGURA 4.39.
FIGURA 4.43 – EDS da matriz afastado da fibra, referente ao ponto 4 da FIGURA 4.39.
FIGURA 4.44 – Imagem de elétrons retroespalhados de uma chapa de Mistura. Idade de hidratação 154 dias.
Os pontos 1, 2 e 3 foram os escolhidos para a análise dos elementos químicos e estão mostrados nas Figuras (4.45, 4.46 e 4.47).
FIGURA 4.45 – EDS da matriz junto à fibra, referente ao ponto 1da FIGURA 4.44.
FIGURA 4.47 – EDS da matriz junto à fibra, referente ao ponto 3 da FIGURA 4.44.
FIGURA 4.48 – Imagem de elétrons retroespalhados de uma chapa de Quaruba. Idade de hidratação 172 dias.
Os pontos indicados pelos números um, dois e três, na Figura 4.48 foram os escolhidos para análise dos elementos químicos e são mostrados nas Figuras (4.49, 4.50 e 4.51).
FIGURA 4.49 – EDS da matriz, referente ao ponto 1da FIGURA 4.48.
FIGURA 4.51 - EDS da matriz, referente ao ponto 3 da FIGURA 4.48.
FIGURA 4.52 – Imagem de elétrons retroespalhados de uma chapa de Quaruba. Idade de hidratação 172 dias.
Os pontos indicados na Figura 4.52 pelos números 1, 2 e 3 foram os escolhidos para análise dos elementos químicos e estão mostrados nas Figuras (4.53, 4.54 e 4.55).
FIGURA 4.53 - EDS da matriz junto à fibra, referente ao ponto 1da FIGURA 4.52.
FIGURA 4.55 - EDS da matriz sobre a fibra, referente ao ponto 3 da FIGURA 4.52.
A microscopia eletrônica de varredura, por elétrons secundários, revelou um compósito de um modo geral poroso, com fibras descoladas em função da variação dimensional e preenchidas com produtos hidratados, que podem contribuir para o processo de petrificação das fibras.
A zona de transição apresentou-se de igual forma para todas as espécies de resíduos, diferenciada do restante da matriz. Esta apresentou alta porosidade, microfissuras atribuídas aos cristais de hidróxido de cálcio de menor resistência, que preenchem os espaços deixados pela água, e que apresentaram morfologia alterada pelas impurezas presente no sistema, características estas que podem se apresentar com intensidade diferenciada e que refletem no comportamento mecânico do compósito.
As análises de espectrometria de raios X por energia dispersiva (EDS), mostram elementos químicos comuns aos produtos de hidratação do cimento, com relação cálcio/silício (Ca/Si), com valores superiores a 2,0, (Apêndice H), indicando uma região com maior incidência do hidróxido de cálcio na zona de transição, comportamento também encontrado por (SAVASTANO JR., 1992).
As fibras vegetais por possuírem alta porosidade reúnem condições para formação de uma zona de transição muito porosa, pelo fluxo induzido da água em sua direção comprometendo a aderência fibra-matriz pelo descolamento da mesma.
4.4 Indicativo do custo da chapa de cimento-madeira em relação à chapa de aglomerado