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5. SONUÇ VE ÖNERĐLER

5.2 Öneriler

A décima segunda matéria analisada é datada de 8 de outubro de 2013. De acordo com a notícia, depois de protestos dos Black Blocs no centro de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública informou que cinco pessoas continuavam presas. Segundo o balanço parcial da polícia, nove pessoas foram detidas. A matéria trata de maneira breve as ocorrências numa manifestação. O trecho relevante de análise pode ser visto em: “De acordo com a PM, seis soldados e duas pessoas que estavam na manifestação ficaram feridos. A Polícia Militar constatou depredações em ao menos nove bancos da região central, nas avenidas Rio Branco, Duque de Caxias e Ipiranga. Também foram alvo do vandalismo outros 16 pontos em avenidas da cidade”. Apesar de mencionar os feridos na manifestação, a notícia foca na listagem sobre caixas de bancos, entre outros pontos, que foram depredados na cidade.

Há também o uso dos termos “depredação”79 e “vandalismo”80, que parecem se confundir,

apesar de suas diferenças quanto aos seus respectivos significados.

79 De acordo com o dicionário Michaelis, depredação é o “ato de invadir violentamente a propriedade alheia, e ali praticar roubo ou causar quaisquer outros danos materiais graves”.

80 De acordo com o dicionário Michaelis, vandalismo pode ser considerado “destruição do que é respeitável pelas suas tradições, antiguidade ou beleza”. Os vândalos são aqueles que “comentem atos funestos às artes, às ciências e à civilização”. São “bárbaros, sem cultura, selvagens, destruidores”.

7.1.13. Jovem enquadrada na Lei de Segurança Nacional nega depredação de viatura em protesto

A décima terceira matéria analisada é datada de 10 de outubro de 2013. A notícia fala sobre a soltura de uma moça que havia sido presa como suspeita por atos de depredação na manifestação em São Paulo. O texto mostra como ela foi presa, por quais motivos foi indiciada, mas o foco é o relato/esclarecimento da própria moça que foi postado no

Facebook81.

Podemos abordar a menção aos “atos de vandalismo” que ocorre duas vezes no texto. A expressão faz uma ligação entre atos de depredação e as ações dos Black Blocs. Ela ocorre em: “A jovem presa por suposta participação em atos de vandalismo no centro de São Paulo na segunda-feira, 7, se manifestou nesta quinta-feira em seu perfil no Facebook, após ser solta na quarta do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste da capital”. E também em: “Eles forma presos em flagrante na esquina das Avenidas Ipiranga e São João, em meio aos atos de vandalismo promovidos por mascarados após protesto pacífico realizado pelos professores na noite de segunda-feira”.

Podemos apontar também o uso do post no Facebook para tratar de acontecimentos que já haviam sido noticiados pelo jornal. O jornalista coloca a mensagem da moça na rede social para mostrar o relato da mesma quanto aos acontecimentos de 8 de outubro, em que acusaram-na de participar de “atos de vandalismo”. Dois trechos da matéria marcam o relato. Eles são: "Não quebrei nada, não depredei nenhum patrimônio público, não bati/quebrei/atirei pedras em carro, loja ou estabelecimento público algum” e “Se cometi algum crime nessa noite, foi o de acreditar com toda minha fé que a única arma que pode mudar algo é a da arte".

Assim, podemos considerar a publicação na rede social como foco da matéria. Podemos perceber, assim, a importância da expressão via internet/redes sociais para abordar assuntos como a prisão de pessoas de maneira injusta em que o acusado em questão não ganha espaço nos jornais para poder se retratar.

7.1.14. Foco de grupo será atos na Copa, diz manifestante que pratica tática Black Bloc

A décima quarta matéria analisada é datada de 10 de outubro de 2013. A notícia traz informações sobre as futuras ações dos Black Blocs. Depois de conversar com uma manifestante, o jornalista mostra que o foco do grupo será a Copa do Mundo. De maneira

81 Esta notícia faz um esclarecimento sobre a prisão de uma das pessoas citadas na 11ª matéria analisada nesta pesquisa.

distinta das demais matérias já analisadas, o jornalista traz as motivações dos manifestantes e tenta explicar, por meio da fala manifestante entrevistada, quais serão os planos para futuras ações dos Black Blocs. Para isso, podemos citar os seguintes trechos:

“Eles estão mais agressivos e jogam coquetéis molotov contra os policiais „porque não estão sendo ouvidos‟”. No início da matéria, o jornalista faz referência às características dos atos dos Black Blocs e também refere-se aos motivos que levam os manifestantes atuarem de uma forma específica.

“Nessa quarta-feira, 9, horas antes de começar o ato na Avenida Paulista, ela conversou com a reportagem de um telefone público. Foi a condição para a entrevista, um dia após o governo paulista anunciar ofensiva contra os mascarados”: Dentre as poucas matérias que entram em contato com os Black Blocs, esta mostra que é possível fazer isso e obter informações sobre futuras ações.

“A jovem diz que a ofensiva do governo não vai diminuir a intensidade das „ações diretas‟. A estratégia será dobrar os cuidados com a segurança. „Sair do Facebook, evitar agir diante de câmeras e andar em grandes grupos‟”: Por meio de entrevista, a manifestante comenta quais são as possíveis ações no futuro. Caracteriza a voz do manifestante na matéria. De maneira distinta daquela predominante nas notícias do portal, essa matéria faz contato com uma manifestante. Não há o uso de expressões como “atos de vandalismo”, “vândalos”, entre outras. Essa notícia surge como uma das poucas que trata do assunto “Black Bloc”, situa em quais condições estão os manifestantes, como é a reação do governo às ações deles e quais serão os próximos projetos dessas pessoas.

Benzer Belgeler