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SONUÇ VE ÖNERİLER

5.2. ÖNERİLER

Parafraseando Bronislaw Malinowski (2013), diante da decisão de ir a campo, assim fui me instalar na “praia deserta rodeado de meus equipamentos”. A praia não era deserta e nem eu na verdade estava só com meus equipamentos. Havia ali muitos moradores com histórias de felicidades, angústias, conflitos, esperanças e possibilidades de se ter um futuro mais digno.

O início da pesquisa de campo aconteceu praticamente com a aprovação do projeto de pesquisa intitulado: “Entre conflitos e possibilidades: uma discussão sobre o desenvolvimento do turismo de base comunitária na Vila de Barra do Una em Peruíbe” pela Comissão Técnico Científica (COTEC), do Instituto Florestal de São Paulo (IF), e se deu exatamente no dia 30 de agosto de 2013. Tal período coincidiu com os planos de pesquisa de campo e cronograma, estabelecidos no projeto inicial, ainda mesmo no início das aulas no PROMUSPP.

Cabe dizer que a primeira viagem foi para participar da Festa da Tainha. Assim, como o COTEC ainda não havia aprovado meu projeto, decidi ir como turista – ou turista/pesquisador – por julgar este evento como um importante componente de estudo para a minha pesquisa, já que é constantemente citada e enaltecida pelos moradores.

A decisão de entrar em campo numa região conflituosa como a da Juréia foi feita com muita cautela. Silva (2006, p. 36) em estudo com base em pesquisa etnográfica, em que averigua os limites entre observação e participação de pesquisadores em comunidades religiosas afro-brasileiras, percebe que a chegada do antropólogo na área de estudo é um “momento delicado, decisivo e implica certas dificuldades e idiossincrasias desse campo”. Assim, aos poucos o pesquisador, quando chega neste ainda nuvioso campo, mesmo que possua algum conhecimento da realidade à sua volta, irá apreender “o grau adequado de proximidade e distância que deve manter na convivência cotidiana com os grupos” (SILVA, 2006, p. 38).

Vale salientar que começamos a pesquisa com nossas “próprias interpretações”, como lembra Geertz (2012, p.11); ou outras inquietações de pesquisadores como Pierre Francastel (1970, apud Laplantine 2004, p. 14): “só se vê aquilo que se conhece, ou pelo menos aquilo que se pode integrar a um sistema coerente”; e também como recomenda Viveiros de Castro (2002), embora adaptando aqui: “o que eu pensava que os moradores pensavam em relação ao turismo no bairro”.

Minha apresentação como pesquisador ocorreu paulatinamente, como na Festa da Tainha, na qual fiz anotações e registros fotográficos conforme a observação assistemática de Lakatos (2009). As fotografias foram todas feitas após pedir permissão para alguns organizadores e mesmo aos músicos participantes. Felizmente, não se mostraram contrários. Como estavam bastante ocupados com a organização do evento, preferi também não me aprofundar em conversas.

Com a segunda viagem, feita sob a coordenação do Instituto de Psicologia da USP, com proposta de diálogo direto com a comunidade em assuntos diversos, entre eles o andamento da participação política dos moradores, consegui apresentar-me para alguns jovens líderes e uns poucos moradores anciãos. A eles, comuniquei que iria realizar um trabalho de pesquisa de turismo na vila. Na ocasião, na abertura do evento, no centro comunitário da vila, uma moradora mencionou a importância de se estudar os impactos do turismo, e também a participação da Universidade São Paulo em reuniões do conselho deliberativo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Barra do Una.

Mas foi em uma reunião dos moradores locais, convocadas por estes e o gestor da unidade, e demais funcionários da Fundação Florestal, que consegui uma “inserção” mais efetiva e afetiva na comunidade. No evento anterior havia anotado os e-mails de algumas pessoas presentes. Procurei manter contato pelo correio eletrônico, e próximo ao dia da reunião fui convidado por um jovem para participar deste encontro. Assim, no dia e hora marcada, procurei chegar sem atraso. Como as reuniões são, geralmente, realizadas em período matutino, aportei no bairro em um dia anterior. E assim fiz, com vistas a evitar atrasos ou perdas devido à distância do local a São Paulo. Chegando à vila deparei-me com a presidente da Sociedade Amigos da Vila da Barra do Una (SABU). Conversei rapidamente com ela que, de pronto, relatou-me a quantas andavam os conflitos locais. Convidou-me para sentar à sala. Assim, aguardei a chegada dos moradores e os outros participantes.

Como já havia me alocado na sala, o então gestor da EEJI, logo ao entrar, notou minha estranha presença e já de início perguntou: “Eu conheço todo mundo aqui, mas você, eu não te conheço!”. Assim, apresentei-me a ele e a todos que estavam na sala, informando sobre meus propósitos de pesquisa. O gestor agradeceu também e disse que minha presença seria bastante importante.

Nas reuniões que pude frequentar, a participação estava muito diminuta. Mas elas, de certo modo, me proporcionaram conhecer diversas pessoas, até mesmo algumas delas, que

moram em locais distantes, como os pescadores do porto do Tocaia. Este fica a aproximadamente uns cinquenta minutos de caminhada partindo da Barra do Una. E até fiz uma caminhada a este porto, mas partindo da praia do Caramboré. Lá conversei com a proprietária de um restaurante, mãe dos pescadores. A distância dos locais, e o fato de não ter feito nenhuma viagem de carro, contando que os ônibus possuem poucos horários, impuseram obstáculos à pesquisa.

Mesmo sendo apresentado para boa parte da comunidade como o “rapaz que faz a pesquisa de turismo”, ou como alguns disseram outras vezes, “rapaz que faz pesquisa de turismo, acho que ele vai ajudar nós”, no início, tive dificuldades de interagir. Procurei circular constantemente, quando de minhas viagens, para que pudessem se acostumar com a minha presença na vila. Mesmo com aquela apresentação, supracitada, a pesquisa fluiu vagarosamente.

A vila possui características importantes de serem explanadas. Pela Fundação Florestal, ela é basicamente dividida institucionalmente entre moradores tradicionais e ocupantes não tradicionais, ou adventícios8. Residentes na vila, os tradicionais são obviamente em maioria, embora haja alguns que morem em Peruíbe. No caso dos ocupantes, parte reside em outras cidades, como na metrópole de São Paulo. Mas há, em número diminuto, os que têm residência fixa na vila. Este grupo é formado por famílias, que inclusive se misturam, há casamentos de parentes de ocupantes não tradicionais com tradicionais, filhos de tradicionais que são afilhados de ocupantes não tradicionais.

Os ocupantes não tradicionais, também, são chamados de veranistas. E isso é caso de muita revolta pelo grupo, pois apontam a FF de incitar uma divisão. Com essa divisão, e principalmente nomeação, ocorre um conflito intenso. Digo que esta divisão é institucional, pois diante do estabelecimento de áreas protegidas, foi necessário identificar os principais grupos beneficiários: os tradicionais. As demais pessoas, classificadas como ocupantes, teriam, segundo a legislação, de ser desapropriadas.

A divisão entre tradicionais e moradores não tradicionais pode causar conflitos, mas não parece ser antagonista. Muitos destes moradores não tradicionais são chamados de

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Adventício é uma denominação criada no Cadastro Geral de Ocupantes no ano de 1990, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Diz respeito aos moradores e ocupantes não tradicionais vindos de diversas regiões do país, principalmente Minas Gerais e Nordeste. Dividem-se em adventício antigo, que chegaram antes da EEJI; e recentes, que chegaram após a instalação da EEJI (NUNES, 2003; SANCHES, 2004; PEIXOTO, 2005).

“veranistas” (nomenclatura que causa excessiva discórdia entre o grupo). Subjaz uma união evidente, que apareceu retratada na etnografia. Os conflitos na comunidade existem dentro dos próprios grupos onde é possível notar algumas pequenas rivalidades. As pequenas desavenças trouxeram para a pesquisa obstáculos a serem transpostos. Percebi que alguns, de antemão, me “aconselhavam” a não conversar com um determinado morador que, às vezes, era até mesmo um parente próximo, de primeiro grau do informante. Em uma das minhas passagens, um dos proprietários de meio de hospedagem da vila me indagou, certa feita, o porquê de não ter mais me instalado em seu camping, uma vez que estava hospedado em outro.

Em que pese o objeto deste trabalho e principalmente a questão que o norteia – o turismo de base comunitária – tentei conversar com pessoas de todos os grupos. Havia necessidade de entender o problema. Como muitos relatos etnográficos, também destaco o encontro mais frequente com moradores específicos, e não apenas lideranças: estabeleci relações de confiança com diversas pessoas, inclusive algumas se deram de maneira conflituosa em um primeiro momento. Mas, todas, ajudaram-me ao encontro de outros moradores, esclarecendo fatos da ordem do dia, ou mesmo passados.

Destaco o contato bem próximo com alguns dos informantes. Dois jovens, que possuem idades semelhantes, entre 22 e 26 anos, me levaram a diversos lugares, apresentaram-me outras pessoas, facilitando minha conexão na vila. Estes jovens possuem personalidades distintas. Um deles faz curso técnico em turismo, é extrovertido e exaltado. Reluta constantemente às condutas da Fundação Florestal. Diz que sua família foi classificada como veranista. O outro jovem é um pouco tímido, envolto em atividades: é pescador, monitor e está terminando a faculdade de biologia, parece-me muito inclinado a estudar continuamente. Interessa-se pela questão dos estudos acadêmicos sobre as populações tradicionais, ou populações que vivem em UC. É filho de uma das famílias tradicionais, diz que seu avô é o sujeito mais antigo da Barra do Una.

Outra pessoa fundamental foi uma liderança da Associação de Moradores e Ocupantes da Vila de Barra do Una, que não gosta de ser apontado como apenas liderança da associação, pois isso é algo “muito limitador” segundo o próprio. Não nasceu no Brasil, viveu em diversos países, inclusive Japão. Estudou ciências sociais nos Estados Unidos e economia no Brasil. Demonstra extremo conhecimento em direito e da legislação ambiental. De início tive um pequeno desentendimento com esta pessoa, por conta de eu ter usado a expressão

“veranista”. Mas posteriormente, foi-me deveras solícito. Ao passo que entendi que ele, sua associação e seus pares queriam ser ouvidos. Também conversei com alguns veranistas, quando me deparava ou nas casas dos moradores, ou nos bares e restaurantes da vila. Mas o principal informante sobre as demandas do grupo foi este informante apontado, que inclusive cedeu-me inúmeros materiais, como atas das reuniões do conselho deliberativo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (a que perdurou entre os anos de 2007-2009).

Outro entrevistado foi um morador ancião, nascido no Rio Verde, proximidades da Barra do Una. Liderança antiga, mas que está participando pouco das reuniões. Diz-se “cansado” destas discussões. No entanto, é ativo em diversas atividades, freqüenta bailes, inclusive em Peruíbe. E quando há alguma ação que possa prejudicar algum morador, está sempre presente. É proprietário de um bar que é o local de encontro regular das pessoas na vila, ou seja, pessoas de todos os grupos, moradores ou turistas. Muito inteligente, é conhecedor da fauna e flora local, bem como de ervas medicinais e demais plantas. Também é um exímio contador de lendas da região.

Outras pessoas também marcaram pelo auxílio em informações: um casal, que possui uma barraca na praia em frente ao rio Una. Vendem petiscos, entre eles, bolinhos de peixe. O rapaz é oriundo do ABC paulista, casou-se com a moça, que é filha do morador tradicional descrito no parágrafo acima. Convidaram-me para o casamento, que foi realizado na praia. Infelizmente um contratempo me impediu de ir, expliquei a eles, que entenderam perfeitamente.

Também mantive contato como um rapaz de meia idade, nascido na Bahia, casado com uma moradora tradicional, motorista da empresa de transportes Intersul. Dois moradores do Caramborê, que inclusive me cederam entrevistas: a primeira, uma mulher, proprietária de um camping, adventícia antiga; e o outro, um morador, adventício antigo, formado em Educação Física pela Universidade de São Paulo.

Um entrevistado, tradicional de 53 anos, proprietário de camping na Barra, também cedeu-me entrevista. É uma figura um pouco polêmica, relatou que já teve problemas com moradores, e tem uma visão bastante crítica sobre estes, sejam tradicionais ou ocupantes não tradicionais.

Tive dificuldades para me aproximar de algumas pessoas tidas como lideranças. Por conta de estarem ocupadas com trabalhos, sejam internos ou externos à vila, ou mesmo

quando as visitava na temporada, pouco conseguia diálogos. Algumas pessoas foram extremamente receptivas, uns mais retraídos, outros estavam quase sempre ressabiados, e alguns foram até mesmo irônicos. Mas tentei observar os “não ditos9”, os olhares

desconfiados, e, às vezes, tive a sensação de que estava sendo vigiado. Quando a conversa fluía, observava também alguns tratamentos extremamente fraternais.

De alguma maneira a diferença de gênero pode ter dificultado determinados diálogos. Silva (2006, p.84) nota em seu estudo etnográfico10 que homens e mulheres podem ter acessos privilegiados a informações. Em algumas das viagens minha esposa esteve comigo na vila. Percebia claramente que, quando ela estava, o diálogo fluía mais com algumas mulheres do local.

Assim, conversei e entrevistei algumas mulheres. Conversei e me hospedei na pousada de duas lideranças femininas que participam de diversas atividades ligadas ao turismo; e também em outra pousada em que a proprietária também é uma mulher de aproximadamente 38 anos, sendo que esta, diferente das outras duas, é mais introvertida, embora realize inúmeras atividades: administra um restaurante (próprio), coleta mariscos junto com o marido, e disse inclusive que possuía carteira de pesca. Fiz uma entrevista com ela, na qual estava junto seu marido, que além de ajudá-la nos trabalhos da pousada é também segurança, e já foi Guarda-Parque de UC no vale do Ribeira. Também fiz uma entrevista com outra liderança feminina, participante e executora de projetos de turismo, e também ex- presidenta da SABU.

Além de ser um importante complemento à observação participante da pesquisa, as entrevistas, com o roteiro elaborado com questões no formato “despadronizado”, pretendiam trazer um enfoque amplo, sem muita interferência do entrevistador, procurando ouvir mais o entrevistado, uma vez que havia necessidade de se obter um maior detalhamento do assunto pesquisado. O questionário elaborado com o grupo de pesquisa supracitado foi relevante nas entrevistas com as lideranças locais, presidentes de associações e ex-gestor da UC. Um pouco mais longas, foram entrevistas muito extensas que proporcionaram também compreender o papel dos entrevistados nas associações e organismo públicos, e, além disso, quanto as especificidades dessas instituições.

9 Termo de análise de discurso.

10Vagner Gonçalves da Silva é autor do livro “O antropólogo e sua magia”. O livro aborda os trabalhos de

campo e textos etnográficos realizados por diversos antropólogos que pesquisam principalmente comunidades afro-religiosas brasileiras.

No mais, mais fui afortunado pela ajuda de tais informantes, que além das conversas e entrevistas para as quais já havia me programado, ou festividades anuais já consagradas na vila – réveillon, carnaval e Festa da Tainha –, também fui convidado para participar de diversas reuniões, batizados, fazer trilhas, praticar esportes locais e também fazer passeios de barco com pescadores.

Das minhas visitas à Barra do Una recebi convites por parte de integrantes da Fundação Florestal para apresentação do andamento de meu trabalho, realizar conversas com gestores, técnicos e funcionários da instituição. Entrevistei um ex-gestor da Fundação Florestal. Neste caso desloquei-me até sua cidade de residência, a Ilha Comprida.

Em relação aos contatos que tive por meio de simples conversas ou entrevistas formalizadas, adiante, decidi e tomei todo cuidado para manter o anonimato das pessoas que contribuíram com informações, sejam elas da comunidade ou de instituições públicas, ou outras com que de alguma forma mantive diálogos.

Foi preciso entender as limitações desta pesquisa, que demandou uma infinidade de assuntos que se entrelinhavam, antes de prosseguir no próximo passo, para não se perder nas complexidades de informações e relações. Foram subsídios deveras importantes para a necessária densidade de estudo. Foi preciso perceber com humildade os desafios que seriam travados.

Mesmo a Barra do Una sendo uma vila razoavelmente pouco habitada, o contexto é bem complicado. Numa etnografia, aponta Vagner (2006, p. 39), nem sempre é possível “coletar depoimentos representativos do maior número de segmentos sociais possíveis”. Como toda e qualquer pesquisa há inúmeros impasses e limitações – repousar na impecabilidade é difícil, diria Clifford Geertz. E mesmo Geertz reconhece as limitações da etnografia interpretativa, pois:

[...] está sempre presente o perigo de que a análise cultural perca o contato com as superfícies duras da vida – com as realidades estratificadoras políticas e econômicas, dentro das quais os homens são reprimidos em todos os lugares (GEERTZ, p. 21).

Um último fator a ser destacado como limitador é a locomoção no bairro. As praias do Caramborê e Desertinha são mais próximas da vila principal. São acessadas por trilhas de razoável facilidade, exceto pela travessia em meio aos costões rochosos e pedras escorregadias. O caminho até o rio Una se dá pela própria praia, ou se entra pelo porto, que

fica na entrada da vila. Até o porto do Tocaia, outra região que compõe a vila, o caminho é mais longo.

Como mencionei, em um dia de minhas andanças, caminhei do Caramborê até o Tocaia, foram quarenta minutos. Em outro dia fui de ônibus da Barra do Una até o mesmo bairro, são aproximadamente 10 minutos. O ônibus foi meu principal meio de transporte. Fiz uso diversas vezes, assim notei e senti “na pele” uma das maiores dificuldades dos moradores. Em diversas vezes ele atrasou, chegou a não cumprir seus horários e até mesmo, em uma das voltas à Peruíbe, quebrou no meio da estrada de terra de 18 km.

Escrever sobre os relatos e fazer com que eles se enredem ao restante do material foi a última tarefa. Quando percebi que havia a “saturação da amostragem”11, decidi dedicar-me

exclusivamente a escrever. Nesta fase final agruparam-se às leituras as inúmeras descrições, relatos, conversas rápidas transcritas em caderno de campo mais as entrevistas gravadas. Todas estas com a atenção às indicações de Geertz (2012), pois são dados de “primeira mão”, mas o relato final é sempre de “segunda mão”, ou minha “construção das construções de outras pessoas”. E a construção deste trabalho de pesquisa não ocorreu de maneira linear, houve avanços, recuos, momentos de estagnação, reflexões, saídas e voltas a campo. Afastamentos para poder enxergar melhor o que se procurava ver. Entre caminhos e rupturas tentei esforçar-me para compreender os pequenos fatos que podem colaborar no entendimento dos mais complexos.

11 Para Moraes (2003, p. 194): Entende-se que a saturação é atingida quando a introdução de novas informações

nos produtos da análise já não produz modificações nos resultados anteriormente atingidos. Isso, naturalmente, implica um processo de coleta e de análise paralelos.

Capítulo 2 – Áreas naturais protegidas: dos conflitos à gestão participativa

Benzer Belgeler