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Robotik ve Kodlama Eğitiminin İlkokul 4. Sınıf

ÖNERİLER

A exclusão digital passou a ser uma preocupação dos agentes políticos e dos pesquisadores nos anos 90, por isso ela é tratada sob a perspectiva das políticas públicas e da sociedade. Uma vez que se almeja a inclusão digital dos indivíduos na sociedade da informação, é propício que os agentes públicos voltem-se a esta questão, dado que o crescimento social se embasa no conhecimento oriundo da informação.

Na sociedade pós-moderna é primordial as pessoas terem acesso as novas mídias e saberem usar de forma mais efetiva (DONAT et al, 2007), pois sem o uso delas é inviável obter informações pelos meios eletrônicos e torna-se informados dos acontecimentos. Para Donat et al.,(2007), a exclusão digital trata-se das desigualdades a respeito de atitudes e comportamentos em relação às tecnologias.

Ainda segundo Donat et al.,(2007), há três formas para refletir sobre o fenômeno da exclusão, sendo baseado no tripé:

 atributos demográficos e o uso da Internet,

 habilidade no uso da Internet e suas vantagens e, por fim,

 desigualdade de comportamentos fundamentada nas atitudes em aprender a utilizar as tecnologias.

Portanto, amplia-se a visão do que é a exclusão digital, demonstrando que ela não se trata apenas de não ter acesso aos meios de informação, mas que se relaciona também com o querer adotar determinada inovação tecnológica ou, ainda mais, ter habilidade suficiente para aproveitar as vantagens advindas das TICs.

Parece óbvio o conceito de exclusão digital, porém a própria literatura da área versa de forma diferente a este respeito, expondo que não é o fato de não ter acesso à Internet ou aos computadores que torna o indivíduo excluído. Para Kling (2000), e Klecun (2008) o fenômeno adentra as questões sociais. Assim sendo, o simples acesso não solucionaria esta problemática, seria necessária a capacitação dos indivíduos ou ainda, a habilidade por parte destes para que o relacionamento com as tecnologias torne- se mais proveitoso.

É notória que a exclusão digital ocorre devido às modificações naturais que correspondem às inovações tecnológicas e à própria divisão social existente, portanto, em qualquer ponto do tempo, estas variações no acesso e uso ocorrerão (DEWAN; RIGGINS, 2005). Entende-se assim que, mais uma vez, o abismo entre ricos e pobres continua, dado que os pobres pertencendo a um grupo já previamente excluído socialmente continuarão no lugar de excluídos digitalmente, por conta da falta de acesso e da falta de habilidade em lidar com a tecnologia.

Já foi dito anteriormente que a vulnerabilidade não pode se basear em grupos para classificar os indivíduos, porém pode-se usar os grupos como um norte nas pesquisas. No caso da exclusão digital, evidencia-se, mais uma vez, a questão de determinados grupos, apontados como em desvantagem, também se tornarem vulneráveis.

Fica evidente, por exemplo, que o grupo classificado como “pobre” é marginal quando se trata do aspecto tecnológico e, portanto, excluído. Grupos inclinados a ser digitalmente excluídos continuam sendo sinônimos dos que já são caracterizados como socialmente excluídos, primordialmente quando se refere à baixa renda e ao status socioeconômico (SELWYN, 2006).

Para Carveth e Kretchmer (2002), a exclusão digital também pode ser tratada como o acesso desigual dos indivíduos às tecnologias, estreitando a definição entre exclusão e desigualdade digital. Uma vez que desigualdade trata-se de divisões existentes dentro dos países mais desenvolvidos ressalta-se que a expressão desigualdade digital é considerada apropriada para capturar diferenças associadas ao uso de TICs, e não apenas à falta de acesso a estas, por motivos de localização, etnia, raça evidenciando-se a separação em grupos para se mencionar a exclusão e desigualdade.

Percebe-se que a literatura da área classifica os usuários como excluídos ou não, dependendo dos grupos as quais estes se inserem, especialmente os sociodemográficos. A impressão é que estas classificações são muito simplistas (ZHENG; WALSHAM, 2008), já que consideram apenas o número e a frequência de acesso das pessoas, ou se baseiam na descrição da população de usuários a partir de dimensões como gênero e idade, e não no processo de usar as tecnologias em prol do benefício do cidadão (BRANDTZÆG et al., 2011).

A exclusão digital pode ainda ser estudada considerando-se a desigualdade entre acesso e uso das TICs. Para Brandtzæg et al. (2011) a divisão digital, incluindo não apenas a divisão de acesso, mas o equilíbrio de uso, ameaça a visão de uma sociedade democrática na qual todos têm espaço de igual oportunidade de participação. É o que na realidade ocorre, visto que, não só no aspecto tecnológico, os cidadãos não têm oportunidades reais de participação igualitárias em diversos âmbitos sociais.

Em Dijk e Hacker (2003) apresenta-se uma reflexão bastante prudente à respeito da concepção da exclusão digital. Os autores mostram quatro categorias de acesso, uma vez que a palavra “acesso” é usada de forma a ilustrar diversas situações, o que problematiza a definição de exclusão digital, ampliando o entendimento de exclusão digital e mostrando que não se pode apontar para a falta de computadores ou Internet para definir o fenômeno da exclusão.

Quadro 5- Categorias de acesso à informação

Categorias de Acesso Descrição

Psicológico Indivíduo não possui experiência digital, por não se sentir atraído ou ter medo da tecnologia. Material

Individuo não possui computador e, portanto, não está conectada.

Habilidade computadores por questões sociais, falta de apoio, Individuo não possui habilidade com falta de histórico de uso.

Uso Individuo não tem oportunidade de uso.

Fonte: adaptado de Dijk; Hacker (2003)

De um modo geral, Dijk e Hacker (2003) apontam que as barreiras mentais de acesso são negligenciadas na discussão sobre a exclusão digital, pois elas tratam de problemas motivacionais, experiências de deficiência pessoal (acesso de habilidade), insegurança, atitudes negativas em relação à tecnologia, levando todos esses fatores a chamada ansiedade computacional (ANDERSON, 1996). Ainda segundo Dijk e Hacker (2003), o foco dos agentes políticos é o acesso material, uma vez que estes acreditam que à medida que o indivíduo tem acesso a um computador e a Internet, seus problemas acabam. O problema de acesso de uso é negligenciado, devido a ele ser de escolha do usuário. Dessa maneira, o escopo da exclusão digital se amplia apresentando-se como um problema de dimensões maiores que apenas o acesso às TICs.

Belgede İSTANBUL AYDIN ÜNİVERSİTESİ (sayfa 145-151)