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ÖNERİLEN ALANLARIN ÖZELLİKLERİNE İLİŞKİN BİLGİLER

de momentos apresentados anteriormente.

Os momentos de revisão de texto não foram, propriamente, um momento criado de novo na rotina daquela sala, daqueles alunos e daquela professora. Pelo contrário, estes momentos já existiam desde o ano letivo anterior, quando eu e a minha colega de estágio iniciámos a prática pedagógica pela primeira vez. Contudo, a professora cooperante não fazia recurso às tecnologias para dinamizar estes momentos, pelo simples facto de ainda não se sentir familiarizada com os equipamentos em questão (quadro interativo e projetor) sendo que, por sugestão da mesma, eu e a minha colega poderíamos ajudá-la a contornar essa situação. E assim foi, durante as semanas que se seguiram.

No ano letivo seguinte, ou seja, o ano letivo onde decorreu a presente investigação, voltámos a estagiar na mesma escola. Quando decidi qual seria o tema do projeto que queria desenvolver, percebi que teria que aproveitar estes momentos, que já eram familiares a estes alunos e que já faziam parte da própria rotina da sala e da turma, enriquecendo-os com a utilização das tecnologias.

Assim sendo, todas as terças-feiras de manhã seria dia de revisão e melhoramento de texto em coletivo, que decorria de uma outra rotina da turma: o momento de escrita livre e/ou orientada, todas as segundas-feiras. No final desse dia, em conjunto com a professora cooperante e a minha colega de estágio, analisávamos os textos escritos pelos alunos, de modo a escolher aquele que iria ser melhorado em coletivo no dia seguinte.

Que critérios foram tidos em conta na escolha do texto? Em primeiro lugar, a professora já havia negociado com a turma uma regra para esta escolha: numa semana seria trabalhado um texto de um aluno de 2º ano, na semana seguinte seria um texto de um aluno do 3º ano e assim, sucessivamente. Depois de verificado esse critério, tentávamos escolher um texto de modo a garantir que todos os alunos iam

62 vendo os seus textos trabalhados em grande grupo. Seguidamente, tínhamos em conta vários outros critérios no âmbito do próprio conteúdo e da organização do texto: coerência e coesão textual, pertinência do conteúdo para o tema do próprio texto, características do tipo de texto em questão (narrativa ou relato) e, ainda, a quantidade e diversidade de erros ortográficos cometidos. Em suma, o texto com mais dificuldades nestes parâmetros, era o selecionado para ser trabalhado nessa semana.

Entretanto, também podiam existir exceções às regras estabelecidas. Eventualmente, se um aluno tomasse a iniciativa de pedir para o seu texto ser trabalhado nessa semana, nós deixávamos que isso acontecesse (desde que respeitasse as duas primeiras regras estabelecidas), pois considerámos ser uma mais- valia para o aluno, no sentido de, naquele momento, este se encontrar motivado para melhorar a sua escrita. Por outro lado, se existisse mais do que um aluno a pedir para o seu texto ser trabalhado, essa situação era negociada com esses alunos, tentando perceber qual deles se encontrava com mais dificuldades, tendo em conta o conhecimento que a professora cooperante já tinha desses mesmos alunos, a longo prazo.

Em relação aos momentos de escrita no computador, considerei que seria interessante poder observar os alunos a escreverem os seus textos diretamente, sem antes terem escrito no papel, de modo a tentar perceber se existem algumas diferenças entre escrever no papel, ou escrever diretamente no computador, nomeadamente, ao nível da criatividade, das ideias, dos erros ortográficos, das construções frásicas e do tempo despendido para a realização do trabalho. Por outro lado, quis tentar perceber, na prática, que aprendizagens no âmbito da Língua Portuguesa podem estar em jogo nesses momentos. Para além disso, naquela turma, a professora cooperante não tinha como rotina colocar os seus alunos a escreverem (diretamente) no computador, à exceção de pedir a uma ou outra criança, com mais dificuldades no âmbito da escrita, para ir fazer uma cópia de um texto seu no computador.

Para estes momentos de escrita no computador, resolvi criar grupos de dois alunos para o fazer, de modo, também, a observar e perceber se poderia haver promoção da escrita colaborativa.

A seleção dos alunos para estes momentos de escrita no computador foi efetuada segundo os seguintes critérios: Em primeiro lugar, fazia sentido, para mim, observar, pelo menos, um par de alunos do 2º ano e um par de alunos do 3º ano. Também previ que houvesse um terceiro grupo de dois alunos, sendo que um deles seria de 3º ano e o outro de 2º ano, de modo a observar a escrita colaborativa com dois níveis de escolaridade diferentes e perceber se, em parte, o aluno do 2º ano era

63 beneficiado pelo do 3º ano e/ou vice-versa. Infelizmente, e por razões relacionadas com o tempo, não foi possível colocar em prática esta última ideia, pelo que apenas houve os dois grupos mencionados em primeiro lugar. Em segundo lugar, um dos pares de alunos voluntariou-se para participar nestes momentos, pelo que essa motivação foi aproveitada e esse grupo ficou selecionado. Por último, fiz questão de, em conjunto com a professora cooperante, perceber que alunos trabalhavam bem a pares, pois não fazia sentido juntar dois alunos que tivessem comportamentos conflituosos.

Após a escrita do texto a pares, seguiu-se a sua revisão pelo grupo, em que esses mesmos alunos voltaram para o computador e melhoraram o seu texto. Esta revisão foi apoiada, ou seja, teve alguma ajuda por parte da estagiária, pois tornava-se impossível estar ao lado dos alunos e não chamar-lhes a atenção par0a determinados pormenores ou erros, bem como foi necessário responder a algumas dúvidas colocadas pelos mesmos. Contudo, foram os alunos que geriram o momento, na maior parte do tempo, conversando e discutindo ideias entre si e realizando as modificações que acharam melhor. Nesta atividade, quis perceber algumas diferenças entre rever um texto a pares e rever um texto em coletivo, bem como quais as interações estabelecidas entre os dois alunos em questão para a realização da tarefa proposta.

Como já foi referido, todas as segundas feiras era dia de escrita. Assim sendo, foi às segundas-feiras que as situações de escrita no computador decorreram. Estes momentos não tiveram lugar em semanas seguidas, pois a minha colega de estágio também desenvolveu o seu projeto de investigação no âmbito da escrita, pelo que foi necessário ir intercalando as atividades por nós planificadas.

Benzer Belgeler