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Para apreender a percepção dos gestores da UEMA sobre Educação a Distância e ensino presencial é necessário mergulhar sobre duas subcategorias principais: o novo professor e o aluno de EaD. A conceituação do EaD se mostrou mais presente no Grupo avalista da EaD, em especial, destaque para os novos papeis dos professores e alunos na Educação a Distância:

A, a Educação a Distância é uma modalidade de ensino que é baseada ou que é caracterizada principalmente pela separação física entre professor e aluno e diferentemente do sistema tradicional de ensino, onde a figura do professor é uma figura central cujo papel é de alguém que tem a responsabilidade por toda a transferência de conteúdos, é..., na Educação a Distância, esse, esse papel toma outro sentido, porque agora, não mais o professor é quem tem que transferir conhecimentos pra mim, mas eu, enquanto estudante de um curso à distância, passo a ser o protagonista, o sujeito principal da minha aprendizagem [...]. (G1.12).

Os demais professores, ligados ao Grupo de coordenação pedagógica ou ao Grupo presencial, demonstraram preferência por apontar questões pontuais que, em geral, os leva a cultivar apreensões, dúvidas ou descrenças sobre a modalidade a distância.

Os professores gestores cuja lotação está vinculada aos departamentos mais ligados às áreas técnicas demonstraram crer na impossibilidade ou na improbabilidade de cursos a distância nas suas áreas de atuação. A motivação principal apresentada, em sua maioria, está ligada à dificuldade de se visualizarem as atividades laboratoriais inseridas no âmbito dentro de um programa de Educação a Distância.

[...] eu não conheço a plataforma da Uemanet, eu acho que pra mim é muito complicado emitir um parecer porque eu sou de uma área técnica, sou médica veterinária de uma área eminentemente técnica e que requer né, pela especificidade da área, a presença do professor. (G4.1).

Diretamente com o professor ou numa prática, por isso que eu acredito no ensino à distância, mas eu não acredito no EAD para todas as áreas do conhecimento, ele está restrito, bastante restrito à algumas áreas de conhecimento. Eu acho que deve ser valorizada algumas áreas como a área da pedagogia, por exemplo, que é uma área

que o Ministério da Educação, a própria CAPS tem feito um esforço tremendo pra qualificação de docentes né, de nível médio, nível fundamenta e ensino médio que isso tá faltando bastante. (G4.8).

O traço marcante da presença do professor sempre está associado à importância do retorno às dúvidas (feedback) do aluno, o que, em última análise, compromete a qualidade do processo educacional.

Eu acho que interfere, porque o aluno ele fica sem um feedback, né, quer dizer, se você não tiver uma plataforma muito boa e realmente a presença do tutor em determinados momentos, você não vai ter a qualidade, porque hoje em dia, a informação você pode adquirir de vários meios, bastou você sentar na frente do computador, acessar os sites, você tem a informação. Mais isso gera também dúvidas né. Quanto mais informação você tem, mais dúvida isso pode gerar. Então a ausência de um tutor, com uma programação definida, pra que você tenha um feedback né, aluno-professor, eu acho que compromete isso, a minha maneira o processo de EAD. (G4.3).

O trecho acima é marcado pela reflexão sobre o novo papel do professor na modalidade a distância. Há uma oposição sublinear entre os modelos a distância e presencial, marcado pela possibilidade de ausência do docente (professor tutor) em contraposição a presencialidade marcante no ensino tradicional.

A oposição entre os papéis dos docentes a distância e presencial permitem um quadrado semiótico com base na oposição entre as expressões (educação a) distância e (ensino) presencial. Essa oposição não está presente apenas nessa passagem, mas permeia todo o discurso do gestor. Os valores não-distância (ou não-distante) e não-presencial (ou não-presente) completam o modelo. Tomando-se o valor “não-presencial” como “ausente” e “não-distância” (ou não-distante) como “próximo”, é possível construir um quadrado semiótico que sintetize em particular esta abordagem conceitual sobre o papel do tutor na modalidade EaD.

Figura 5 - Quadrado semiótico das modalidades de educação segundo a percepção do Grupo de coordenação pedagógica.

O quadrado acima permite compreender a natureza do conflito paradigmático- organizacional dentro da universidade. O conflito desse quadrado com o quadrado semiótico da transição para aprendizagem (Figura 4) mostra compreensões diferentes entre o papel do educador nas duas visões: a visão do Grupo avalista da EaD e a visão do Grupo de coordenação pedagógica. Na visão do Grupo avalista da EaD dois fatores se combinam e se completam mutuamente: a transição do professor para o papel de orientador do processo e a transição do aluno para auto-gestor da sua aprendizagem (Figura 4).

O entendimento do grupo de orientação pedagógica é de que o professor (tutor) poderá, dependendo dos casos, não estar presente ou não orientar o aluno (G5.2), papel inadmissível no primeiro modelo40. É possível perceber traços onde a oposição semântica entre as expressões “distancia” e “presencial/presente” governam o conceito sobre aprendizagem. Em síntese: aquilo que não é presente deve ser considerado ausente e aquilo que está distante, por conseguinte, não está próximo/presente. Essa simplificação semântica do conceito conduz a uma preocupação com o acompanhamento do aluno, tal qual ocorre com a apreensão por feedback no caso da ocorrência dúvidas dos alunos EaD. Este professor-tutor ausente do processo (seja ausente enquanto orientador, seja fisicamente ausente) é o traço marcante que distingue a abordagem entre os dois grupos.

Por outro lado, os gestores do ensino presencial demonstram um ceticismo pragmático sobre a Educação a Distância. A preocupação constante com a qualidade do tutor é o traço mais marcante que os une.

O que eu acho é que, na verdade, o tutor, passa a ser o verdadeiro professor, na medida que o professor como a gente conhece no EAD, ele serve mais como um livro, ele tem o conteúdo mais ele não tem uma proximidade com o aluno. A proximidade, a ponte entre o aluno e o conhecimento não passa pelo professor, nem de longe como passa pelo tutor. O problema é que os tutores nesse modelo que nós temos no Brasil, não são professores. Alguns são, mas não precisa ser. São ex- alunos! Então, qual a postura que eu acho que deve ter o tutor? A [postura] de professor! (G7.3).

Né, eu não concebo um professor sem vocabulário, sem leitura, sem discussão, além do que a ementa diz. E eu percebo claramente que esses, esses professores à distância do interior, eles não leem, eles tão bitolados muito mal a um conteúdo, a

40

A subcategoria “O aluno de EaD” revela também a resistência à aceitação ao novo papel do aluno.

distância presencial

Não-distante (proximidade) Não- presente

(ausência)

Relação entre contrários Relação entre contraditório Relação entre complementares

um livro que é dado tradicionalmente pra cada disciplina. E além do mais, a grande maioria deles são generalistas, se como especialista não dá conta imagina como generalista? (G8.6).

Fica marcante a imagem de desqualificação dos tutores, seja através da expressão “ex-alunos”41, seja através da adjetivação como “bitolados”. A posição de ceticismo desses gestores difere frontalmente dos gestores da coordenação pedagógica. Suas críticas não possuem como cerne aspectos conceituais da EaD, antes disso, concentram-se no pessimismo sobre a seleção dos tutores. Têm caráter pragmático, portanto.

Uma análise mais detalhada das referências encontradas na subcategoria “Alunos de EaD” evidencia isotopias temáticas42 que podem ser agrupadas em duas famílias de termos mais recorrentes. A primeira família tem por afinidade expressões que remontam a ideia de atributos indissociáveis do aluno de EaD. Compõem essa família os termos “compromisso”, “disciplina”, “responsabilidade”, “maturidade” e seus derivados, sendo o termo compromisso o mais frequente. Esses atributos aparecem presentes tanto no Grupo de coordenação pedagógica, quanto nos gestores de cursos presenciais, ressalvando que no grupo avalista da EaD estas manifestações não tem presença significante. A concentração dessa família de termos recorrentes nos gestores de coordenação pedagógica e do ensino presencial se justifica pelo histórico de vinculação de todos ao ensino presencial.

41 A ideia do tutor como “monitor” (aluno) está presente em outros discursos como, por exemplo, a passagem G5.2. A questão é complexa, pois há um número crescente de ex-alunos candidatando-se a cursos preparatórios para tutoria do PNAP (chamados internamente de “Ofertas”) na UEMA.

42 Segundo Barros (2008, p. 74), “os temas espelham-se pelos texto e são recobertos pelas figuras. A reiteração dos temas e a recorrência das figuras no discurso denominam-se isotopia. A isotopia assegura graças a ideia de recorrência, a linha sintagmática do discurso e sua coerência semântica”. Existem dois tipos de isotopia, a isotopia temática e a isotopia figurativa. Barros (2008, p.74) assegura que a “isotopia temática decorre da repetição de unidades semânticas abstratas em um mesmo percurso temático”.

Tabela 2 - Frequência dos termos definidores do aluno de EaD Palavra Frequência (subnó) Compromisso, comprometimento, comprometido 13 Disciplina, disciplinada, 4 Responsabilidade, responsável 4 Maturidade, amadurecimento 3

A segunda família de termos tem como elo de ligação justificar a presença do professor em função da dificuldade do aluno em exercer os atributos da primeira família. Compõem essa família os termos “vigiado”, “controlado”, “avaliado”, “acompanhado”, “orientado” e seus derivados, sendo o termo “acompanhado” o mais frequente.

Tabela 3: Frequência dos termos que justificam a presença do professor.

Palavra Frequência (subnó) Vigiado 1 Controlado 1 Avaliado, avaliar 3 Acompanhado, acompanhar, acompanhador, acompanhamento 5 Orientado, orientação 3

Em linhas gerais: os discursos dos gestores ligados ao ensino presencial e do Grupo de coordenação pedagógica apregoam que a Educação a Distância exigiria atributos distintivos aos seus alunos. Tais tributos justificariam uma maior proximidade do docente (professor ou tutor) do seu aluno. Destaque-se que o tom predominante de preocupação com esse atributo do aluno EaD, denota, na verdade, descrédito no êxito do programa. Em outras palavras: a exigência de atributos qualificadores como comprometimento tem o intuito de desqualificar o programa.

É, é, é, eu vejo assim né, se o aluno é... é um aluno, que ele é uma pessoa disciplinada, que é uma pessoa que vai atrás e não depende unicamente do sistema, eu acredito que ele se utiliza do tutor mais na falta de uma orientação do tutor, ele busca essa orientação com outras pessoas seja lá com quem for, então, agora analisando só o tutor, eu acredito que existam profissionais que atendam e profissionais que não atendam né, eu acho que o fato de você ter uma pessoa é, pra tirar alguma dúvida, alguma orientação é sempre importante, coisa que na sala de aula de repente você não, por até uma intimidação, você não chega ao professor né, pra tirar essa dúvida. Você teria, você teria com o tutor, essa, vamos dizer assim, essa barreira né, não existiria, porque é uma pessoa mais no nível, vamos dizer assim, do aluno, o aluno não teria essa barreira que talvez ele tenha como professor. Então nesse aspecto pode ser positivo, agora existem tutores e tutores né, alguns podem não corresponder mesmo nessas condições. (G5.2).

Nesta passagem, o gestor evoca a importância da disciplina pessoal e a associa a possíveis falhas do sistema de Educação a Distância, como por exemplo, a ausência de feedback às dúvidas. Tal fato representaria um isolamento do aluno do próprio processo educacional. A razão que o leva a isso é a possível falta de orientação do tutor, aqui tomada como uma das formas de ausência do professor. Em decorrência a este possível abandono fica destacado o justo oposto, a importância do papel do professor no acompanhamento do aluno.

Deve-se registrar que é em função das carências do aluno que se justifica a preocupação com a proximidade (ou presencialidade) da figura do docente, aspecto típico do ensino tradicional. O destaque a questão do “comprometimento” como um fator de distinção

do aluno EaD raramente encontrou exceções43. Para os gestores fora do chamado Grupo avalista da EaD, o grande pano de fundo para a questão do “comprometimento” é a existência da (i)maturidade do aluno.

O brasileiro está acostumado a ser vigiado, controlado e avaliado constantemente, e a Educação a Distância merece um comportamento de compromisso pessoal, o que você sabe que nem sempre acontece, nem com os profissionais de primeira linha. Então a Educação a Distância para esta país continental eu acho muito positiva, agora sem o controle devido, eu creio que ficará muito a desejar. (G3.1).

Na verdade é um desafio. Agora, eu não sei se com a índole que nós temos, índole quando eu falo não é só do brasileiro não, é do maranhense, a índole do maranhense, eu não sei se essa expectativa de tantas vagas será produtiva no sentido do crescimento pessoal de casa aluno. Porque aí não vale só o... o... o crescimento intelectual, se é que a gente pode já pensar nesse nível, mas é o pessoal, acompanhar o pessoal, acompanhar o intelectual pra que não gere aquele desequilíbrio, que depois não seja é, proveitoso para a sociedade. (G3.8).

Em ambas passagens a questão cultural aparece de forma marcante. O significante “índole” remete a um conteúdo de “caráter” ou “temperamento”, sempre marcado por um viés de propensão natural de um indivíduo ou seu grupo. A contradição vista pelo gestor entre a índole do maranhense e o grande número de vagas do PNAP, marca a oposição entre a natureza do aluno maranhense (que para este necessita ser controlado e vigiado de perto) e o modelo de aluno dentro da Educação a Distância.

Deve-se compreender que a cobrança do “comprometimento” encerra questões muito mais profundas. Em primeiro lugar, ao estabelecer a “disciplina do aluno EaD” como uma questão distintiva entre os dois modelos de educação, reveste-se de qualificação restritiva não só à EaD, mas (por exclusão) todo ensino presencial, onde o aluno fica caracterizado e rotulado como passivo-receptor destituído de mérito e (re)ação própria. Desta forma está reforçado o estereotipo dominante do professor-emissor do saber, vigilante e responsável pelo conteúdo a ser ministrado, que desabona o aluno do pesado fardo do “compromisso” a partir do processo de transmissão presencial, garantindo assim, o sucesso da empreitada.

Em segundo lugar, ao estabelecer que o aluno deve possuir um altíssimo grau de “comprometimento”, torna-se consequentemente necessário “vigiá-lo”, “controlá-lo” e “acompanhá-lo” de perto; fato este que, em ultima análise, implica na rejeição ao caminho da auto-aprendizagem como uma possibilidade efetiva ao aluno. A aceitação formal da EaD é uma aceitação condicionada a reformulação de suas bases. Contradiz-se, portanto.

Uma vez que questionada a autoaprendizagem do aluno, é possível se questionar a própria capacidade de transformação do mesmo a partir da educação. Em outras palavras: questionar a autoaprendizagem significa questionar o potencial transformador da própria educação em função de sua clara e manifesta vocação para a transformação comportamental do indivíduo. Nesse caso, não seria possível educar o aluno para novas ferramentas, novas relações com seu professor, enfim, novas formas de aprender que modifiquem sua propensa dificuldade com a “disciplina”. Não seria possível educar o aluno à auto-aprendizagem44.

Não obstante, paralelamente ocorre outro movimento que se soma as implicações da necessidade de alto “comprometimento” descrita acima. Trata-se de refletir sobre as raízes da necessidade do processo de “acompanhamento” e “controle” que, não necessariamente

43 Apenas o Gestor 6 destacou que o comprometimento deve ser uma questão presente em todas as modalidades, indistintamente: “Bom, como eu falei, a primeira barreira é o comprometimento do aluno, tanto faz, presencial como não presencial, se o aluno tiver comprometido, o resultado é o mesmo.” (G6.2). A não compreensão de que o compromisso do aluno deve estar presente em qualquer modalidade será compreendido como um fator de distinção injustificada por este trabalho.

44 Uma possível interpretação deste fato reside na internalização pelos entrevistados da ideia de que o aluno é eminentemente receptivo ao conhecimento, não sendo reflexivo ao mesmo. Neste sentido, ele poderia ser, no máximo, condicionado. Dificilmente seria educado, pois esta é uma ação vocacionada à reflexão.

deve-se apenas a rejeição da auto-aprendizagem a partir da visão da “disciplina do aluno” como óbice. Diz respeito, antes de tudo, à justificação da relevância do papel do docente no processo educacional, criando a abertura necessária para defesa da presencialidade no processo educacional.

Abre-se espaço aqui para recuperar a posição de desconforto de alguns gestores presenciais com a baixa qualidade da tutoria e outros fatores estruturais. Essa posição menos conceitual e mais pragmática leva a desconfiança de que o modelo de EaD poderá não ter coerência com seu referencial teórico quando levado em prática o programa PNAP devido as restrições estruturais da própria UEMA.

Um olhar mais apurado sobre a subcategoria “material didático e estrutura do EaD” pode revelar mais dados sobre essa questão.

Tem dois pontos que eu observei e aí eu me refiro à prática né, a prática da EAD. É, inegavelmente, eu acompanhei a elaboração de alguns materiais didáticos que foram utilizados em alguns dos nossos cursos, sobretudo no curso de administração, o curso piloto, o chamado piloto. É..., mais de um professor, às vezes três, quatro professores são convidados pra elaboração do material didático que vai ser levado ao aluno. Só aí, é naturalmente um aspecto diferenciador em relação à educação tradicional. Esse material sai com uma qualidade maior, até porque ele é projetado com antecedência, planejado, escrito, é revisado, o item chamado preparação de aula, eu tenho notado um rigor maior, é..., com aqueles que trabalham na Educação a Distância, até porque o material que é editado, vai pra mão do aluno né, elaborado pelo conjunto de professores, isso é um ponto fundamental. (G2.8).

A passagem acima o sintetiza a posição do Grupo avalista da EaD sobre o assunto. Nesse caso, a elaboração de conteúdos didáticos é um dos pontos fortes da metodologia. O motivo dessa percepção otimista está concentrado no planejamento. A importância do planejamento está manifesto nas expressões “projetado com antecedência”, “planejado”, “revisado” e “preparação de aula”. Nesse contexto, o trabalho em equipe com professores locais é realçado e permite a conjectura de reformulação do próprio professor a partir da experiência renovadora do EaD:

o professor precisa se preparar pra se colocar à disposição da Educação a Distância. Eu acho que isso é um processo importante e que de certo modo interrogou aí a capacidade dos professores de se reinventarem, de se reconstruírem, inclusive interferindo positivamente no seu trabalho na graduação porque ele passou também a descobrir que tem mecanismos dessas mídias que podem ser muito bem utilizadas lá com o aluno do presencial. (G2.10).

A qualidade do material didático tem para os demais professores fora do grupo avalista da EaD outro significado. Quando evocado o tema, este é envolto em questionamentos sobre sua qualidade.

A importação de material didático. Eu sou muito, eu vejo com muita preocupação. Professor Roberto, meu estimado amigo, ele fala que por exemplo, alguns cursos recentes já tem o material disponível até público, porque já foram passados através do ministério, e hoje você pode usar sem custos adicionais. Mais eu, por exemplo, da área das ciências biológicas que trabalho na educação ambiental também. Eu vejo com muito cuidado porque você discutir educação ambiental no sul, sudeste com represas, antrofização, etc... é uma realidade, embora seja o mesmo país. Mas é um país com tantas pluralidades que eu vejo que a gente tem que tomar cuidado com isso. (G10.5).

Outras preocupações estão ligadas a fatores estruturais, tais como a existência ou não de capacidade de se gerir um sistema pedagógico complexo mediante um crescimento abrupto da oferta de vagas, a dificuldade em abastecer a exponencial demanda por tutores capacitados e, por fim, a inadequação do aparato tecnológico a disposição da universidade.

Porque eu mesma já participei de umas vídeoconferências onde o sinal não pegava e aí, havia aquela angústia, porque na verdade a gente se prepara tão cuidadosamente né, e chega naquele dia o sinal não tá funcionando. Aí a gente compromete o

trabalho por conta disso, então eu já vivenciei e eu sei que há um cuidado mais a gente ainda não tem essa segurança em nível de Estado, eu acho que a UAB, todos esses incentivos, eles tem também que, de alguma forma, em algum momento, eu não sei qual, buscar essa parte tecnológica, não sei, uma parceria, já que o governo tem investido tanto, buscar também investir na parte, dessa parte de comunicação que é muito carente. (G10.3)

é que os cursos por exemplo de especialização de mil alunos, no centro agora nós temos uns 4, a gente já aprovou tudo direitinho, mais a gente sabe que o TCC ele tem que ser acompanhado, tem que se constituir um grupo, avaliar, etc... Então, assustador, acompanhar isso, mil vezes quanto né, vamos supor 4, só disso e 100, então assim, eu acho que a gente tem que ter muito cuidado porque realmente a magnitude é outra né, a esfera de, e eu acho que quem tem dúvidas, as dúvidas se voltam muito a isto, tanto ao recurso, né, para outros fins, ou até mesmo como

Benzer Belgeler