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Önemli muhasebe tahminleri ve hükümleri

Belgede Ray Sigorta Anonim irketi (sayfa 36-41)

Parece-me que a causa principal dos defeitos que se notam na instrução pública da Província é a falta de professores habilitados com os conhecimentos próprios e vocação indispensável para a árdua e ingrata tarefa de ensinar meninos. Os melhoramentos e vantagens concedidas aos professores; a reforma porque passou ultimamente a instrução pública, que todavia ainda não está aprovada e sancionada pela prática; e finalmente programas mais extensos para os concursos de habilitação, darão sem duvida resultados favoráveis ao progresso da instrução na Província.

Em meu conceito, não basta saber ler e escrever, ter princípios de gramática e de aritmética, e noções da

religião mal decoradas, para ser bom professor de primeiras letras, máximo quando falta a vocação, como geralmente acontece. A carreira do professorado, tal qual é, segundo a legislação provincial, apesar de modesta, oferece vantagens que não são para desprezar; e não é muito que se exijam dos que a ela pretendem dedicar-se habilitações senão mais extensas, pelo menos mais sólidas. Dentre essas habilitações a prática será a mais desejada, e, para proporcioná-la aos candidatos penso que muito concorrerá a classe criada dos professores substitutos, dando-lhe maiores atividades. E simples pensamento que não está amadurecido pelo estudo, mas tem em seu favor o que tem sido estabelecido em outras carreiras e com utilidade do serviço público (Relatório de 1871:20. Província do RJ).

Na citação acima, fica claro a especificidade que se exigia na formação dos professores. Esse pensamento vai sendo reiterado em outros relatórios de diferentes inspetores e diretores da instrução pública, onde podem ser mais bem entendidos, ao analisarmos o relatório dos delegados de ensino. Percebe-se que o Inspetor Geral queria uma formação mais específica para os professores. Outro aspecto, que fica evidente, refere-se à falta de professores.

No ano de 1871, foram realizados dois concursos para provimento de cadeiras vagas, um no dia 13 e 14 de julho; o outro, em 3 e 7 de novembro. Em ofício de 25 de julho e 21 de novembro, foram nomeados definitivamente as seguintes professoras: D. Maria Gomes Santarém, para a cadeira de Inhaúma; D. Francisca da Gloria Dias, para a de Irajá; D. Thereza Maria de Jesus Bastos, para a de Guaratiba; D. Polycena de Menezes Dias Cruz Araújo, para a do curato de Santa Cruz; D. Eudoxía Brasília da Costa, para a de Jacarepaguá; D. Luiza Joaquina de Queiroz Paiva Mendes, para a 3ª cadeira do Engenho-Velho; D. Adelina Amélia Lopes Vieira, para a 2ª cadeira do Espírito Santo; D. Maria Benedita de Lemos Lace, para a 2ª cadeira de Santo António; e D. Claudina de Paula Menezes, para a 2ª cadeira de S. José.

O concurso para o preenchimento destas cadeiras, estava previsto na forma do artigo 41, do regulamento de 17 de fevereiro de 1854, que dizia:

Os adjuntos, que tiverem obtido o título de capacidade profissional, na forma do art. 39, e se acharem nas condições do art. 12, serão nomeados professores públicos das cadeiras que vagarem, sem dependência das formalidades dos Arts. 17 e 20. (Coleção das Leis do Império 1854).

O artigo acima definia um percurso que o professor deveria percorrer durante a sua carreira. Da sua formação inicial como adjunto até ser concursado e nomeado pelo imperador como professor. A capacidade profissional de que trata o art. 39 deste regulamento, refere-se a uma avaliação feita através de exames, pela inspetoria, sobre o desempenho do professor adjunto, no final de cada um dos três anos em que o professor, como adjunto, deveria ser examinado. Assim, o professor deveria passar por uma espécie de experiência - professor adjunto - durante três anos; no último ano, receberia o título de capacidade profissional, caso fosse aprovado nos exames.

O artigo 12 a que se refere a citação acima, dizia respeito a quem poderia exercer o magistério público: pessoa com maioridade legal, ou seja, 12 anos, comprovada pela certidão ou justificação de idade; comprovação de moralidade através de uma declaração de residência de mais de três anos no mesmo endereço, com a assinatura do pároco da localidade do professor; e capacidade profissional, como já foi citado acima.

O art. 17, dizia respeito aos exames, que deveriam ser orais e escritos, na presença do Inspetor Geral e de duas testemunhas indicadas pelo Imperador. O art. 20 estabelecia as formas de informação das cadeiras vagas e as normas de realização das inscrições para os concursos.

Pode-se perceber que as normas de seleção de professores através dos concursos, que o decreto de 1854 estabelecia, funcionaram até a Reforma do Ensino Livre, em 1879. Havia uma tentativa de controle de quem poderia ser professor. Com isso, o Estado passaria a criar um mecanismo de seleção de um perfil de profissional por ele estabelecido anteriormente, o qual, além dos conhecimentos da profissão, tinha como questão mais importante a comprovação de sua moralidade. Tal medida acarretou uma série de denúncias de pessoas das paróquias aos ministros das

províncias, delatando a forma pela qual alguns conseguiam o atestado de moralidade com mais facilidade do que outros. Essas denúncias se estenderam durante as décadas de 1860 e 1870.

Conforme a lei, falar de professores primários no Império era também falar de um profissional que o Estado ia formatando. A maioridade comprovada por lei era de 12 anos, conforme o artigo 35 do regulamento de 1854, quando o aluno já poderia ser professor adjunto, tendo entrado na escola três anos antes, ou seja, com 09 anos. Com 12 poderia ser adjunto, com mais três nessa função poderia ser professor concursado, ou seja, com 15 anos o Estado teria o seu professor das escolas primárias.

Valendo-se desta lei e por haverem terminado o triênio de habilitação e atingido também a maioridade legal, foram admitidos, em 1871, os seguintes professores adjuntos; António José Marques, na Escola de Meninos, única da freguesia da Candelária; José João de Povoas Pinheiro, na l do Engenho-Velho; Carlos António Coimbra de Gouvêa, na 2ª cadeira da mesma freguesia do Engenho-Velho; David José Lopes, na 2ª cadeira de Jacarepaguá; D. Amélia Emilia da Silva Santos, na 2ª cadeira da Glória; D. Gertrudes Mathildes da Silveira, na de Campo Grande; D. Josepha Thomasia da Costa Passos, na 3ª cadeira de Santa Rita; D. Luiza Celestina Velloso, na de Paquetá; e D. Zulmira Elisabeth da Costa Cime, na 2ª cadeira de Sant`Anna.

As nomeações apontadas acima, não foram efetuadas somente através da criação das cadeiras nas diferentes freguesias, mas também pelas alterações implementadas pelodo decreto de 15 de abril e 17 de maio de 1871, estabelecendo que alguns professores deveriam ser jubilados. Assim, foram jubilados, na forma do regulamento, os seguintes professores: João Ferreira Moscoso e D. Francisca de Paula Moraes e Lima. Foram transferidos de suas freguesias para outras do município, pelo mesmo regulamento: João da Mata Araújo; D. Anna Alexandrina de Vasconcellos Medina; D. Flavia Domitila de Carvalho; D. Maria da Glória de Almeida Feijó; D. Maria da Glória Laço do Alvarenga, D. Maria José dos Samos Lara; D. Maria Vasareth dos Santos Garrocho; D. Thereza Leopoldina de Araújo; e, da 1ª cadeira para a 2ª do Engenho Velho, D. Maria Thomazia de Oliveira e Silva. Também foram transferidos Joaquim José do Souza Ribeiro e António Cândido Rodrigues Carneiro; o primeiro, de

Jacarepaguá para Campo Grande, em 19 do setembro de 1871; e, o segundo, de S. Cristóvão para S. José, em 30 de janeiro do mesmo ano.

Torna-se importante esclarecer que parte do universo dos professores acima citados era composto pela categoria de Professores-Adjuntos. Em 1872, dizia o Inspetor Geral, a respeito dos professores adjuntos,

que sendo criados com o intuito de estimular os discípulos mais distintos das respectivas escolas e encaminhá-los ao magistério, não produziram por ora os resultados que se esperavam, talvez por causa da exigüidade de seus vencimentos. Ainda assim têm eles concorrido não só para coadjuvar os professores das aulas freqüentadas por muitos alunos mas também para ocupar algumas cadeiras do ensino primário. Como V. Ex. está resolvido a fazer algumas reformas na instrução pública, serão sem dúvida bem atendidas as condições dos professores adjuntos? Que devidamente organizados podem prestar importantes serviços (Relatório de 1871:12).

A proposta para a composição de um quadro de professores vinha sendo debatida deste 1871. Nos anais do parlamento encontram-se debates referentes à sugestão para modificação do artigo 70 do regulamento de 17 de fevereiro de 1854, na parte em que determinava que não poderiam ser admitidos, às lições ordinárias das escolas, alunos menores de 05 anos nem maiores de 15, ou seja, nem muito novo nem mais velho do que o professor. Isto provocou, através do oficio de 21 de julho de 1871, a medida contida no aviso de 21 de setembro do mesmo ano, declarando que se poderia admitir como ouvintes, nas escolas públicas, para o fim especial de se habilitarem no exercício do magistério, pessoas do sexo feminino maiores da idade dos alunos; devendo, previamente, a respectiva professora verificar se a candidata se achava suficientemente preparada para poder assumir o magistério. Essa era uma das propostas para incentivar os alunos na carreira do magistério.

As alterações sugeridas entre 1870 a 1872, referiam-se ao artigo 39 do regulamento de 17 de fevereiro de 1854, conforme já citado, para conhecer o grau de

Belgede Ray Sigorta Anonim irketi (sayfa 36-41)

Benzer Belgeler