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31 ARALIK 2017 TARİHİNDE SONA EREN HESAP DÖNEMİNE AİT FİNANSAL TABLOLARA İLİŞKİN AÇIKLAYICI DİPNOTLAR

1 Ocak 208 tarihi itibarıyla yayımlanmış ancak henüz yürürlüğe girmemiş olan standartlar ve değişiklikler (Devamı):

2.2 Önemli muhasebe politikalarının özeti

Num certo momento de nossa história filogenética, a organização em bandos retira da biologia a supremacia e a autoridade em designar os papéis das subjetividades nesses grupos de seres vivos. Mesmo retirando da biologia esse imperativo organizativo, típico de outros animais que se agrupam, aqueles seres que se tornam humanos ainda realizavam as produções materiais a partir da mediação concreta do desenvolvimento de um sistema nervoso central e periférico em processo de especialização. O cérebro, por sua vez, enquanto vai se tornando a complexa estrutura biológica que é hoje, produz um conjunto de entes não anteriormente possíveis ao mundo natural (MORIN, 1977).

Associações voluntárias de subjetividades vão ocorrendo e dos estímulos recebidos respostas coletivas incomuns passam a poder ser dadas. Processos típicos ao lançar-se do homem no mundo natural precisarão ser sustentados e confrontados com uma realidade material que não irá negar apenas UM sujeito, mas sim os sujeitos congregados em grupos. Em termos da sobrevivência biológica da espécie, os primórdios da sociedade são um fator adaptativo assumido pelo corpo humano através do desenvolvimento de características biológicas que distinguem o ser social.

Os sujeitos não se apropriaram do mundo sozinhos, como estruturas psíquicas fechadas, para então interagirem entre si. Esse processo é, já em si mesmo, compartilhado, requerendo um fator de tradução das diversas experiências individuais. A necessidade de comunicação se realizará na linguagem, inicialmente um mesmo vocabulário primitivo. Aqueles corpos primitivos vão interagindo, criando modos de convivência específicos como entes naturais.

Se as organizações sociais nascem das situações materiais da vida natural, não se pode desconsiderar o incremento da realidade feito pela produção da cultura, ou seja, a

emergência de características da matéria só possíveis a partir da interação da natureza com um pedaço de si que se converte em homem.

Na natureza, o homem primitivo podia encontrar superfícies afiadas, que cortavam a si e a outros entes da natureza ao seu redor. Porém, o corte, como uma ação social, nasce do choque entre duas pedras, lascadas por aquele homem primitivo em sua necessidade de se apropriar do corte. Ações como esta, de incremento de sua atuação econômica primordial desenvolvem-se como enfrentamento do mundo, forma de se adaptar à realidade.

Aqui, nessa pré-história da economia, o corte como ação social só emerge como ato generalizado de lascar as pedras para produzir intencionalmente um artefato, quando o acaso e a necessidade são substituídos pelo planejamento e pela realização. O homem, armado, passa a ocupar um lugar no grupo, um lugar que outros homens também podem ocupar.

Existe, portanto, uma diferença profunda entre as ferramentas produzidas a partir da necessidade pura do homem frente ao mundo natural e a produção de ferramentas a partir do compartilhar de hábitos e habilidades. A diferença consiste no desnível entre o decurso quase natural das repetições ocasionais na produção de artefatos devido às mesmas interações possibilitadas pelo corpo humanoide, o cérebro em evolução desta espécie, e os padrões naturais; e o decurso das repetições sistemáticas de produção de artefatos a partir da interação comunicativa entre sujeitos.

ncia (ação do mundo sobre a espécie humanoide), a busca pela satisfação (reação do humano, primeiro como feixes desconexos de necessidades) e a produção de instrumentos (utensílios e, posteriormente, técnicas).

Nesse sentido, de uma massa disforme de exemplares da espécie primitiva, o qual incidiam como caçadores/coletores sobre o mundo, lançados sobre a realidade com instintos de sobrevivência: os homens passam a se organizar. Quanto mais organizados, mais precisa irá se tornando a ação do homem, mais fortes alguns bando se tornavam, enquanto outros foram se extinguindo.

O fator adaptativo do homem ao mundo natural passa a ser menos o seu corpo e mais a capacidade cognitiva de organização social. A cultura permite um equilíbrio

cognitivo entre os homens com diferentes capacidades biológicas de responder às dificuldades de sobrevivência. Mas não somente isso. As capacidades cognitivas não bastam para manter a coesão dos grupos. Havendo diferenças marcantes entre as capacidades cognitivas produzidas no interior de um mesmo grupamento humano, ainda cabe discutir as mediações afetivas necessárias à congregação em grupos.

A agressividade precisa ser direcionada, o desejo precisa ser direcionado, os instintos barram a organização e a ação em bandos requer o recuo da agressividade, requer intencionalidade. A consciência não passa a mediar apenas a ação mas também esses instintos, os quais progressivamente vão precisando de formas abstratas cada vez mais complexas de realização. Assim, nos primórdios do humano, este desenvolve instrumentos, mas não os manuseia sozinho. O manuseio coletivo de instrumentos requer controle da ação instintiva, liberação consciente da agressividade que vai se aplicando também à liberação consciente do desejo.

Os tabus e as regras de convivência que são fundadas nos significados, já atribuídos no cerne da organização material imposta aos grupos de homens, parecem surgir das projeções de um universo simbólico organizado através das emoções. Os sentimentos vêm organizar as emoções e os afetos em relações socialmente viáveis dentro de uma determinada organização social.

O estado de exceção faz retroagir todo esse processo. Já o colonialismo, por sua vez, marca o estado de exceção em contexto brasileiro, demovendo as relações étnicas segundo interesses econômicos específicos da classe empresarial burguesa. Processos coletivos manietados pela necessidade de manter o território brasileiro num contexto subsidiário, agenciado por outras economias.

As questões étnicas brasileiras são questões econômicas que não se limitam a questões de classe e trabalho, de acumulação e da relação entre capital e trabalho. Elasticidades complexas entre essas relações econômicas e, por sua vez, demovem as etnias e complexificam tais interações. Não se pode reduzir as questões étnicas à dualidade capital/trabalho, nem desconsiderar essas relações.

Do ponto de vista genético, os seres humanos são iguais. Ou melhor: o genoma das chamadas "raças humanas" é tão próximo em sua diversidade que qualquer

diferenciação feita a partir de características contingentes do corpo humano (fenótipos) requer um escalonamento ideológico e intencional (PARRA et. All. 2003).

Se levarmos em consideração os estudos sobre os genes humanos concomitantes com o processo de colonização americana e africana, as teorizações deterministas sobre as raças não se apoiam num referencial coerente com a realidade material biológica. Nestes, encontramos ponderações sobre as características fenotípicas (aparência, cor dos olhos, cabelos, formato do rosto, dentre outros) as quais representam apenas um fragmento muito pequeno desse genoma humano.

Arthur de Gobineau

de manter certos ordenamentos sociais, políticos e culturais (SANTOS e MAIO, 2005). Embora sejamos profundamente iguais, também somos ampla e intrinsecamente diferentes. Mesmo tão semelhantes geneticamente, essa pequena porcentagem genética que determina os fenótipos (fragmentos pequenos daquilo que determina o corpo biológico humano) é tomada como base para escalonamentos morais entre subjetividades pertencentes a certos grupos étnicos. O fato de possuir uma determinada cor de pele subsidia experiências que determinam a subjetividade muito mais do que o fato, por exemplo, de todos sentirmos fome ou sede.

O cérebro, pensado como uma ferramenta biológica adaptativa, permite engendrar a própria negação da necessidade de sua existência. Ele concebe algo que, fora

estruturas abstratas, noções metafísicas, pensamentos e ideias, a linguagem e a cultura transmitidas entre gerações corporificam essa tendência do cérebro a projetar-se para fora de sua materialidade. Formulando sonhos, perdurando sentimentos, reproduzindo e proferindo ideias. Em resumo o que um cérebro manifesta no mundo não se encerra com sua morte e o cessar de suas funções. Isso porque suas manifestações perduram no registro das formas de pensamento, hábitos, noções, ideias, artefatos, práticas coletivas e individuais comunicadas, nos livros e na ciência de um modo geral.

Com o registro manifesto de suas funções, o cérebro interage com outros objetos que tem funções semelhantes às suas. Dos estímulos do mundo, vindo de outros objetos, não há outro mais instigante e complexo do que os estímulos que nos vem das

manifestações de outro cérebro. A subjetividade, as ações, os artefatos, a comunicação e o discurso. Para um humano isolado, jogado numa realidade que ele vai produzindo, a natureza é um lugar inóspito.

Porém, no decurso dessas manifestações coletivas, engendra as noções metafísicas mais elevadas, fundamentando o pensar não em si mesmo (ou no próprio pensar), mas no ser. Ao fazer isso, o pensar enquanto atividade cerebral humana se desprende da materialidade e se acopla àquelas instâncias externas acima referidas. Cada novo cérebro que "nasce" tem acesso às formas de pensar, praticar e proferir os universos simbólicos e as linguagens com as quais vai tendo contato.

De um ponto de vista metafísico, até o momento não há outro objeto natural a fazer tal movimento reflexivo de sustação de suas características após sua dissociação material. Após a morte de quaisquer um dos objetos aos quais denominamos "cérebro", ainda ficará o "cérebro" como conceito a significar o próprio instrumento que estou utilizando para escrever esta frase.

No entanto, iniciei falando de genoma e raça. Por que fazer referência ao cérebro? Pois esse objeto natural, biológico, é central para a maioria das formas de escalonamento intencional entre as raças. Independentemente de suas diferenças, será a "inteligência", ou uma outra medida de capacidade de utilização do cérebro, o bem a ser disputado por

A própria arte, enquanto manifestação da sensibilidade, só é vista como "superior" se tiver uma certa técnica, se for manifesta através de técnicas e instrumentos "mais elaborados". Aqui, superior e mais elaborado significa a manifestação do sensível através de instrumentos produzidos pela ciência, pela técnica, pela inteligência, pelo pensamento.

Ainda que a justificativa apareça como certa falta de sensibilidade daquelas "raças inferiores", a medição dessa sensibilidade se fazia a partir da técnica.

As discussões sobre genética são profícuas, porém problemáticas. O racismo se apodera de certas formulações de interiorização, fazendo as pessoas agirem como se a diferença entre as raças fosse uma realidade e uma fatalidade. Não se discute, pois é um movimento natural. A superação liberal dessa situação, através da iniciativa individual, é

uma ilusão falaciosa pois desconsidera que a atuação do sujeito, em grande parte, tem um fundamento no suporte parental.

O passado liberal, a possibilidade que cada um tem de ser um "burguês comerciante" dos tempos medievais ou um "burguês industrial" da modernidade, é o retorno de um passado inexistente.

Por outro lado, o antirracismo encontra dificuldades em lidar com a diversidade brasileira que expressa no genoma as sucessivas interações genéticas entre africanos, nativos dos povos tupiniquim, europeus e asiáticos. Cada uma dessas interações, por sua vez, é carregada de consequências sociais, políticas e culturais. NASCIMENTO (1978), ao retratar o genocídio negro no Brasil, interpreta busca superar as noções repressivas de mestiçagem e de democracia racial.

O brasileiro é aquele que, quando tem sua máscara retirada, não o pode fazer sem fazer emergir o rubro sanguíneo sob o qual a interação se deu. Não é outra cor, preta parda, amarelada, mulata ou branca que surge, mas essa outra cor vermelho-sangue que nos identifica sob a violência colonial que perdura. Até hoje. A imagem pode parecer agre, mas a metáfora me parece fundamental pois simboliza a abordagem que gostaria de fazer neste texto.

Benzer Belgeler